Rio de Janeiro, prisões e violência são os destaques das manchetes dos jornais

Primeira Hora – Anexo 6

Rio de Janeiro, prisões e violência são os destaques das manchetes dos jornais. Ajuste fiscal do Rio de Janeiro é ameaçado pelo gasto com pessoal; crescem prisões temporárias; ataques a PMs alcançam mais de 90% de resultado violento.

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Gastos com pessoal ameaçam ajuste fiscal do Rio. Mesmo cumprindo metas, Estado ficaria próximo da ‘paralisia’ em 2023. Previsão é que, sem reforma estrutural e ‘gestão miúda’ de custos com funcionalismo, faltarão recursos para despesas e novos investimentos. Mesmo se cumprir todas as medidas do ajuste fiscal, o Estado do Rio pode chegar a 2023 em situação de quase “paralisia”, sem ter como arcar com despesas e fazer investimentos. O alerta é de estudo do Insper sobre os seis primeiros meses do acordo de recuperação firmado com a União. Segundo os economistas, é preciso “gestão miúda” para reduzir gastos com pessoal e previdenciários e voltar a investir em segurança e infraestrutura. Como apenas parte das 20 medidas do ajuste foi implementada, o caixa só recebeu metade da receita extra de R$ 10,9 bilhões prevista até fevereiro/

MDB, PT e PSDB ficam com 30% dos fundos públicos para eleição. Dos R$ 2,3 bilhões dos fundos eleitoral e partidário disponíveis para os partidos usarem nas eleições, R$ 850 milhões, mais de um terço, ficarão nas mãos de MDB, PT e PSDB. Legendas do chamado centrão já somam R$ 600 milhões e podem negociar seus cacifes. Presidentes das siglas devem privilegiar candidatos à reeleição, o que dificulta a renovação da política/

No ar, vaquinha política já tem dois líderes. Mesmo em baixa nas pesquisas, João Amoêdo e Manuela D’Ávila largam na frente com arrecadação digital/

Estudo da FGV mostra que pré-candidatos têm evitado embates/

MP investiga caixa 2 da CCR para Alckmin. Segundo executivos da concessionária CCR, a campanha do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes, em 2010, recebeu dinheiro de caixa dois da companhia. Em relatos ao Ministério Público (MP) de São Paulo, funcionários da empresa confirmaram ter feito um pagamento de R$ 5 milhões por meio de doações ilegais ao tucano/

Supremo volta a discutir aplicação da regra do foro. Ministros decidirão como ações sobre políticos devem mudar de tribunal, dependendo do crime a ser julgado/

Intervenção foca em milícia e desvio da PM. Um dos chefes da milícia na Praça Seca, aliado do tráfico, foi preso ontem. Em outra frente, PM abriu inquérito para investigar policial que publicava fotos em maratona enquanto estava de licença médica/

Voto constrangido. Os venezuelanos foram às urnas ontem numa das mais contestadas eleições de sua História, entre a apatia e denúncias de fraude da oposição, que na maior parte boicotou o pleito. A abstenção foi alta, conta a enviada especial JANAÍNA FIGUEIREDO, o que levou o presidente Nicolás Maduro a pedir, no meio da tarde, que seu partido fornecesse transporte aos eleitores governistas. Estimativas da opositora Frente Ampla indicam que o comparecimento às urnas ficou abaixo de 30%. Os candidatos oposicionistas, Henri Falcón e Javier Bertucci, acusaram o governo de coagir eleitores que recebem ajuda social e ameaçaram não reconhecer o resultado da votação, que aponta a vitória de Maduro/

Editorial: Tema em discussão. Prisão na segunda instância: Leitura mecânica. A leitura mecânica da Carta leva a equívocos que só ajudam a manter impunes criminosos.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Prisão temporária cresce depois de veto à coercitiva. Após condução forçada ter sido proibida, detenção com prazo determinado aumenta 32% em relação a 2017. Prisões temporárias cumpridas pela Polícia Federal cresceram 32% nos primeiros quatro meses de 2018 em relação ao mesmo período do ano anterior. Dados obtidos pelo Estado pela Lei de Acesso à Informação englobam todos os mandados cumpridos no País de 1º de janeiro de 2013 a 30 de abril de 2018 e mostram que a alta ocorre após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que, em dezembro, proibiu a condução coercitiva de investigados para interrogatório em todo o País. De janeiro a abril, foram cumpridas 195 prisões temporárias, ante 148 nos primeiros quatro meses de 2017. A PF de São Paulo responde por 20% do total das temporárias executadas no período. Conforme o Estado mostrou em julho do ano passado, o número de conduções coercitivas (obrigatórias ou forçadas) cresceu mais de 300% após o início da Operação Lava Jato/

Previsto. Edvandir Felix de Paiva, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, diz que o aumento dos mandados de prisão temporária era esperado. “A gente já tinha previsto.”/

Disputa põe recuperação judicial do Bertin em risco. O grupo Bertin, em recuperação judicial desde agosto, vive um embate que pode agravar sua crise financeira. Com dívidas de R$ 7,8 bilhões, a companhia está sendo questionada por seus sócios na SPMar, concessionária que administra os trechos Sul e Leste do Rodoanel, o que pode gerar novo litígio. O plano de reestruturação apresentado em janeiro prevê a venda do Rodoanel para pagar credores/

Movimentos de renovação esbarram na política ‘real’. Especialistas preveem o menor índice de renovação política da história do País nas próximas eleições, contrariando a disposição do eleitor de votar no novo. Falta de verbas, ausência de outsiders e menos tempo de propaganda gratuita concentram esforços em nomes conhecidos. Os movimentos de renovação já refazem previsões/

Pesquisa diz que 81% preferem quem não tem mandato. Número reflete demanda social; instituto diz que, em vez disso, eleitor terá apenas ‘velhos partidos com roupagem nova’/

Coluna do Estadão: Aliados querem Temer coordenando Meirelles. Interlocutores do presidente Michel Temer passaram a defender que ele coordene a candidatura de Henrique Meirelles ao Planalto. A proposta não foi bem recebida por senadores do MDB, que controlam muitos dos diretórios que vão decidir se o partido vai apresentar nome próprio na disputa. Senadores avisaram ao ministro Carlos Marun, da articulação política, que esperam de Temer que ele desista esta semana da reeleição e se concentre em terminar o governo. Acham que o melhor é ele ficar distante para que sua rejeição não contamine Meirelles/

Coluna do Estadão: Data marcada. A líder do MDB no Senado, Simone Tebet (MS), defende a retirada da candidatura de Temer já na terça, quando o partido irá lançar o documento “Encontro com o Futuro”. “Não temos tempo a perder com dois nomes. Fragiliza o Meirelles”/

Coluna do Estadão: Lá vem bomba. Presidente do Senado, Eunício tem aumentado o tom das críticas ao governo e não descarta um rompimento. Motivos: a defesa de um ‘candidato inviável’ ao Planalto; aumento sucessivo do preço da gasolina, a privatização da Eletrobrás e a defesa da reforma da Previdência/

MDB culpa caso Joesley por fracasso na Previdência. É o que diz documento ‘Encontro com o Futuro’, que será lançado em evento que deve confirmar pré-candidatura de Meirelles/

Ao desistir de viagem pela Ásia, Temer gasta R$ 1,7 mi. Valor inclui multas por cancelamento, diárias da comitiva, seguro-viagem e passagens da equipe que preparava a visita/

Operador confessa crime e entrega US$ 7,2 mi. Preso na 51ª fase da Lava Jato manteria o dinheiro em contas na Suíça; advogado diz que Miranda quer colaborar. O operador do MDB Mário Miranda confessou crimes e deixou à disposição da Justiça US$ 7,2 milhões em valores repatriados – montante oriundo, segundo ele próprio, de práticas ilícitas em contratos da Petrobrás. Sob sigilo, as declarações de Miranda foram registradas pela força-tarefa da Lava Jato no dia 16/

Barco com 25 africanos é salvo no Maranhão. A Capitania dos Portos do Maranhão resgatou um barco à deriva com 25 imigrantes africanos e dois brasileiros na noite de sábado, na costa do Estado. A Polícia Federal prendeu os dois brasileiros sob suspeita de intermediar a entrada ilegal dos estrangeiros em troca de dinheiro/

Brasil está livre da febre aftosa/

Maduro vence; opositor acusa governo de fraude eleitoral. Em votação que teve a participação de 46% dos eleitores, Nicolás Maduro foi declarado reeleito ontem na Venezuela. Ele obteve 5,8 milhões de votos (68%), contra 1,8 milhão (21%) de Henri Falcón. O candidato de oposição denunciou mais de 900 irregularidades e pediu “nova votação”, informa Rodrigo Cavalheiro. Segundo Falcón, chavistas instalaram postos de controle de eleitores a menos de 200 metros dos locais de votação/

Violência e crise geram nova onda decasségui. Busca por trabalho e segurança estimula nova leva de filhos e netos de japoneses a se mudar para o Japão. O casal Antonio Albejunior e Erika Kanamaru (foto) se despede de parentes ao embarcar. De 2014 a 2016 os vistos de trabalho para nikkeis cresceram 145%. O fluxo deve aumentar a partir de julho, quando bisnetos passam a ter direito/

Cida Damasco: Preparem-se para um cenário persistente de turbulências nos mercados/

Editorial1: A apatia do eleitor. Há na política um clima de apatia e desencanto. Em menos de cinco meses haverá eleições e o cidadão mostra-se reticente com suas preferências/

Editorial2: Antídoto contra o populismo. Segurança no campo vai além de armar o produtor/

Editorial3: A força da empulhação. O ditador da Venezuela deve vencer a eleição que se realizará neste domingo com facilidade, porque de eleição não se trata, e sim de mero simulacro.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Só 8% dos PMs atacados saem ilesos em São Paulo. Em 491 casos documentados de 2006 a 2013, houve 218 mortos e 233 feridos. Levantamento feito pela Folha com base em relatórios sigilosos da PM de São Paulo mostra que só 8% dos policiais militares atacados não morreram ou se feriram nesse tipo de situação, que inclui roubos e assassinatos. Os dados mostram ainda que, em cerca de 23% dos casos, os criminosos, além de investirem contra o profissional, levaram sua arma. Foram analisados 491 relatórios, elaborados de 2006 a 2013 na corregedoria. Em apenas 40 dos episódios registrados, o policial envolvido saiu ileso. Houve 218 mortos e 233 feridos. Essas apurações são abertas quando o PM figura como vítima, tenha o crime sido consumado ou não. Estaria fora dessa lista, portanto, o recente caso da cabo que baleou e matou um assaltante na porta da escola da filha, em Suzano, na Grande São Paulo, uma vez que ela não era alvo e interveio de surpresa/

Votação na Venezuela tem sinais de alta abstenção. A eleição presidencial da Venezuela teve baixo comparecimento de eleitores, tanto em redutos de maioria chavista quanto em bairros mais ligados à oposição, informa Fabiano Maisonnave, de Caracas. A escassez de votantes na disputa que pode dar mais seis anos de mandato ao ditador Nicolás Maduro se deve, em parte, à campanha de oposicionistas pela abstenção/

Possível calote da Odebrecht ameaça R$ 47 bi de bancos. O risco de a Odebrecht não pagar parte de sua dívida pode afetar diretamente grandes bancos, que têm R$ 47 bilhões a receber do grupo. O temor das instituições é que um calote da empresa provoque a antecipação de todo o débito. Bancos e a empresa não comentaram/

Documento do MDB tem capítulo só com propostas para o Nordeste. Partido tenta cativar um eleitorado que apoia o PT e o presidente Lula e tem forte rejeição a Temer/

Marun aciona PF contra blogueiro acusado por ofender sua honra. Jornalista afirma que baseou seu texto na delação feita por Lúcio Funaro/

Moreira Franco faz pressão por obra em terra indígena. Ministro consulta Defesa sobre possibilidade de autorizar linha de transmissão sem ouvir indígenas/

Bolsonaro cita Clodovil e colega negro para rebater acusações de preconceito. Pré-candidato à Presidência se defende na Justiça por frases em que é tido como homofóbico e racista/

Youtuber mira CNBB ‘esquerdizada’ e rejeita fama de ‘MBL dos católicos’/

Políticos articulam chapas em família para eleições em ao menos cinco estados/

Alckmin tem pior desempenho do PSDB ao Planalto desde 1994/

Leandro Colon: Os recibos sumiram. Depoimento de filha de Temer torna mais nebuloso o enredo sobre a reforma da casa dela/

Vinícius Motta: Não faltará dinheiro para quem se aventurar no desenvolvimento. Juros sobem no mundo em aquecimento econômico sincronizado, mas permanece tendência secular de moderação no custo do dinheiro/

Celso Rocha de Barros: Ciro está jogando como profissional. O pré-candidato fez dois lances que, se derem certo, podem lhe dar a Presidência/

Editorial1: Reforma em curso. Efeitos de mudanças na CLT são obscurecidos por cenário econômico e insegurança jurídica/

Editorial2: Copa, drama e corrupção. Modelo do torneio aumenta patrocínios e receitas, mas abre brechas para propinas.

Receba todas as novidades do Anexo6diretamente em seu email


Deixe um comentário

avatar
  Inscreva-se  
Notifique-me de
Fechar Menu