Violência, economia e eleição 2018 são os destaques das manchetes dos jornais

_SINOPSE DE 27 DE AGOSTO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: No Rio, só 3 de 13 mortes de políticos foram resolvidas. Falta de solução para assassinatos na Baixada na eleição de 2016 contribui para novos crimes, dizem especialistas. Dois anos depois de uma onda de assassinatos que vitimou 13 políticos em nove meses na Baixada Fluminense antes da eleição de 2016, apenas três desses crimes foram elucidados, e dez seguem sem solução. Ao todo, foram mortos três vereadores, nove pré-candidatos e um assessor. Para especialistas, a impunidade pode, de certa forma, contribuir para novos crimes contra políticos, como o assassinato da vereadora Marielle Franco, em março deste ano. De acordo com os investigadores, o medo de testemunhas é um dos principais obstáculos para resolver os casos.

Ao som de ‘Amigo’, a volta por baixo de Aécio. Numa fazenda em Minas, sem líderes nacionais, Aécio Neves lançou campanha a deputado após o estrago do grampo da JBS.

Fernando Gabeira: Brasil ainda pode ser um país sério.

Demétrio Magnoli: A base profunda de Bolsonaro. Ciro Gomes aventurou-se na selva da ciência política para decifrar o fenômeno Bolsonaro. “Ele representa uma coisa profunda que nem ele imagina o que significa. Representa a negação da política e da democracia; a vontade de tocar fogo para ver se nasce alguma coisa no lugar.” Ciro constata a ineficácia da linha usual de crítica da “nossa elite”, que “resolveu tutelar a sociedade”. O Brasil profundo que se reconhece em Bolsonaro é autoritário e conservador — e está muito irritado. Bolsonaro “está aí” precisamente “porque é homofóbico” e “porque é misógino”.

Cacá Diegues: Para onde vamos. Em vários países da América Latina, como no Brasil, uma onda autoritária e perigosamente obscurantista cresce no embalo de novas eleições.

Eduardo Oinegue: A equivocada fixação medica de Bolsonaro. O candidato do PSL errou o alvo. O grande risco à saúde pública no Brasil não vem de Cuba. Está no Brasil.

A cada 15 minutos, uma mulher é agredida no Rio. Polícia registrou 39.646 casos de lesão corporal no ano passado; a maior parte dos crimes foi cometida dentro de casa e pelo companheiro da vítima. Delegada responsável por investigações ressalta que subnotificação ainda é alta no estado.

PT é acusado de compra ilegal de elogio nas redes. Uma série de comentários favoráveis ao governador do Piauí, Wellington Dias (PT), no Twitter revelou operação de compra de elogios de influenciadores digitais. A lei proíbe propaganda eleitoral paga nas redes sociais. Dias negou relação com a ação e afirmou que ela foi promovida pelo PT. A sigla nega.

Por ano, gastos de R$ 75 milhões com furto e depredação. Os gastos do Rio com furtos (são quase 4.000 tampas de bueiro subtraídas) e depredação do patrimônio público (5.000 lixeiras vandalizadas) somam R$ 75 milhões por ano. O dinheiro seria suficiente para custear o funcionamento de seis Unidades de Pronto Atendimento.

Editorial1: Candidatos precisam debater o déficit nas estatais. Rombo estimado das empresas dependentes do Tesouro para o ano ultrapassa os R$ 560 milhões.

Editorial2: Costa Verde vive situação de emergência na área de segurança. Em Angra dos Reis, que enfrenta escalada da violência, prefeito decretou calamidade pública.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Bancos tomam 70 mil imóveis por falta de pagamento em 4 anos. Com aumento da crise, clientes das cinco maiores instituições financeiras perderam R$ 11,5 bilhões em casas e apartamentos; quase 70% são da Caixa. A alta inadimplência nos financiamentos imobiliários provocada pela crise fez disparar o número de imóveis tomados pelos bancos. Desde o início de 2014, as cinco maiores instituições financeiras retomaram por falta de pagamento cerca de 70 mil casas e apartamentos, que valem R$ 11,5 bilhões. Somado com os imóveis que estavam no estoque havia mais tempo, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander têm o volume recorde de R$ 13,7 bilhões em unidades à espera de um interessado, cifra que cresceu 745% em quatro anos e meio. Só no primeiro semestre, inadimplentes tiveram de devolver R$ 1,48 bilhão em casas e apartamentos. A Caixa responde por cerca de 70% dos imóveis retomados. Em junho, eram cerca de 47 mil, que, somados, valiam R$ 9,1 bilhões. Em 2016, o estoque era de menos da metade: 23 mil unidades.

Eleitorado evangélico cresce; Marina perde apoio. A candidata da Rede tem apenas 12% das intenções de voto entre evangélicos, segundo pesquisa Ibope/ Estado/TV Globo. No cenário sem Lula, ela perde a preferência do grupo para Bolsonaro, que tem 26% das intenções. Na eleição de 2014, Marina Silva tinha 43% de apoio entre fiéis de sua religião. Naquela época, um em cada cinco eleitores era evangélico. Agora, a proporção é de um em cada quatro.

Ataque religioso. Para atrair evangélicos, Jair Bolsonaro mantém estratégia de atrelar Marina a uma agenda não-cristã.

Partidos têm R$ 3,6 milhões em protestos por ‘calotes’. Sete dos 13 partidos que disputam a Presidência somam mais de R$ 3,6 milhões em “calotes” registrados em cartórios do País. O Estado teve acesso a 52 protestos ainda sem solução ou pagamento contra diretórios de PT, PSDB, PSOL, MDB, PSL, PPL e Rede. As cobranças vão de gastos com alimentação, transportes, serviços gráficos e produção de vídeos até contas de luz e multas eleitorais.

Cresce intervenção do TCM na cidade. O Tribunal de Contas do Município suspendeu 164 licitações da Prefeitura neste ano, 20% mais do que em 2017. Os contratos bloqueados somam R$ 1,2 bilhão. Segundo o professor de Direito Carlos Ari Sundfeld, há “um grau de politização alto” nas decisões.

Coluna do Estadão: Governo vai digitalizar documento de veículos. Em busca de agendas positivas, o governo federal vai lançar hoje a digitalização do certificado de registro e licenciamento de veículos. O documento estará disponível no mesmo aplicativo que já oferece a carteira de motorista e vai desobrigar o condutor de portar o certificado de papel. O ministro de Cidades, Alexandre Baldy, diz que não haverá custo adicional para o motorista obter a versão digital do documento. O Brasil tem hoje 96 milhões de veículos licenciados e a expectativa do governo é de digitalizar 10 milhões deles até o fim deste ano.

Coluna do Estadão: Nesta quinta, encerra o prazo do TSE para o envio da defesa do ex-presidente Lula. “Não vamos pedir produção de prova e nenhuma medida protelatória”, diz o advogado Luiz Fernando Pereira. No TSE, a expectativa é a de que o registro de Lula seja julgado antes do feriado de 7 de Setembro.

Coluna do Estadão: Interlocutores de Dilma Rousseff dizem que ela tem um objetivo ousado caso se eleja senadora por Minas. Confia que Lula emplacará Fernando Haddad no Planalto, e ela na presidência do Senado, Casa que deu a palavra final no impeachment. Tradicionalmente, porém, a vaga é do partido com a maior bancada, que deve ser o MDB mais uma vez.

Coluna do Estadão: Preso há 4 meses na superintendência da PF em Curitiba, Lula ainda mantém assessores à disposição. Eles continuam recebendo salários dos cofres públicos. O Planalto chegou a estudar a redução do quadro, mas paralisou o processo após decisão judicial pró-Lula.

Coluna do Estadão: Embora Luiz Fux defenda que ministros do Supremo possam dar decisões individuais, na polêmica sobre o tabelamento do frete optou por audiência pública para discutir o caso. A reunião será nesta segunda-feira. Fux já afirmou que uma decisão “abrupta” sobre o tema “pode gerar crise para o País”.

Partidos têm R$ 3,6 milhões em protestos por ‘calotes’. Protestos incluem dívidas que vão desde contas de luz até multas eleitorais; maioria das cobranças é contra o diretório do PT paulista.

Fazenda Nacional e Eletropaulo estão entre os credores. Diretórios do MDB somam pouco mais de R$ 11 mil em protestos registrados – a maior parte deles, R$ 10,8 mil, contra o escritório municipal em São Paulo, que tem como credor a Fazenda Nacional.

Em reduto tucano, Bolsonaro se diz ‘caipira’ e monta em rodeio. Candidato do PSL foi buscar apoio em região que elegeu Alckmin em 2014 com mais de 60% dos votos válidos.

Candidatos do PSL e do PSDB vão disputar no Sul. Postulantes ao Palácio do Planalto visitarão a Expointer esta semana, feira de produtores agrícolas gaúchos.

Campanhas ‘esquecem’ de renovar jingles. Músicas dos candidatos à Presidência falam em mudança, mas pecam por falta de originalidade.

Principal adversário de Doria é França, diz publicitário. Marqueteiro de Doria, Biondi afirma que legado de Alckmin são as obras e ‘não a pessoa física do Geraldo’ e constata voto ‘bolsodoria’.

Roberto Romano: Arbítrio e demagogia imperam em política, finanças públicas, polícia e tribunais.

Cida Damasco: Desafio é encontrar candidato fiel à sua agenda e com chance de chegar ao segundo turno.

Editorial1: O eleitor como freguês. Eleitores hoje enamorados das promessas impossíveis de candidatos devem saber que, passada a eleição, serão chamados ao sacrifício.

Editorial2: Sem brechas para mais gastos. Combinação de fatores propiciou maior arrecadação.

Editorial3: Direito ao trabalho perto de casa. Ao acolher um pedido de tutela antecipada impetrado por uma bancária que pleiteava o direito de ser transferida da agência em que trabalhava para uma outra que é mais próxima de sua residência, a Justiça do Trabalho tomou mais uma decisão controvertida. O processo tramitou na 5.ª Vara do Trabalho de São Gonçalo (RJ), cuja titular, a juíza Gisele Soares Velloso, determinou que a bancária fosse removida para uma agência localizada, no máximo, a dois quilômetros de sua casa.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Justiça Eleitoral reduz fiscalização e recebe críticas. TSE corta 13% das zonas por economia e racionalização, mas é acusado de sobrecarregar os juizes e promotores. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cortou 395, ou 13% do total, das suas zonas de atuação. Cada uma delas tem um juiz e um promotor que atuariam na eleição de outubro. A medida visa economizar R$ 61,4 milhões e corrigir algumas distorções, e é criticada por juizes e pelo Ministério Público. Para a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais, a redução vai sobrecarregar as zonas eleitorais e provocar queda na qualidade de fiscalização. Juizes e promotores que trabalham nas eleições recebem adicionais além de seu salário usual. Até 2017, havia 3.040 zonas eleitorais no Brasil. O Rio foi o estado mais atingido. Lá, foram extintas 88 das 253 unidades existentes. Segundo o TSE, isso corrigiu uma distorção. Só na capital, havia 97 zonas para 4,8 milhões de eleitores, enquanto h á 58 delas para 8,9 milhões de eleitores paulistanos. Em Goiás, onde foram eliminadas 38 zonas eleitorais, o juiz e o promotor de Catalão também cuidarão do pleito em outros sete municípios próximos. O TSE diz que, em 90% das denúncias apuradas, a solução é administrativa e pode ser tomada por servidores.

Leandro Colon: Hoje herdeira maior do espólio de Lula, Marina luta para não derreter. Razões não faltam para pensar que ela tem grandes chances de ir ao segundo turno.

Rubens Barbosa: Descrédito do Brasil no exterior. PT usa falsa retórica em campanha externa pró-Lula.

Bruno Carrazza: Presidenciáveis contam com fim de privilégios para resolver do déficit à reforma da Previdência. Em boa parte das propostas, o tema aparece como saída para a crise fiscal do Estado.

Nelson de Sá: Eleições 2018. Cobertura encontra ‘monstro da xenofobia’ em Pacaraima. ‘Essa situação é ruim para nós, mas é pior para os venezuelanos’, diz brasileiro roubado.

Sob críticas, TSE corta 395 juízes das eleições.

Agência é acusada de contratar perfis para propaganda irregular pró-PT no Twitter.

José Dirceu volta a atuar no PT e ajuda campanha de Fernando Haddad.

Com discurso mais simples, Haddad segue passos de padrinho Lula no Nordeste.

Em bloco menos branco e feminino, 569 candidatos usam nome religioso nas urnas.

Agora é diferente, polarização vai exigir o voto útil. Entrevista da 2ª – Gilberto Gil. Cantor e compositor pensa em repetir o voto em Marina Silva, mas vai esperar porque considera mais importante derrotar Jair Bolsonaro. Ex-ministro de Lula, quer o petista livre, “mas não necessariamente para votar nele”.

Apuração sobre corrupção na Argentina já lembra Lava Jato. Clóvis Rossi: Há fortes coincidências entre as Lava Jato do Brasil e da Argentina. Os cadernos da corrupção no governo de Cristina Kirchner são versão analógica de planilhas de propinas da Odebrecht. Pela primeira vez na história de cada um dos países, há empresários presos. São nove deles, na Argentina.

Editorial1: Vaivém de Bolsonaro. Presença de candidato nos debates é imprescindível para escrutínio do eleitor.

Editorial2: Vacina sem revolta. Convencimento e educação são as melhores armas para aumentar a cobertura vacinal no país.

*Manchete e destaques do jornal Valor Econômico*: Novo dono investe R$ 1,9 bi para recuperar Walmart. A gestora Advent, que há dois meses comprou 80% do capital do Walmart no Brasil, vai investir R$ 1,9 bilhão na rede varejista para reestruturar e recuperar a operação da rede americana, que fracassou no país.

Andrade desiste de vender CCR. A construtora Andrade Gutierrez desistiu de vender ativos – entre os quais, a concessionária CCR – para reduzir a dívida. Há um mês, apurou o Valor, com dificuldade para negociar o pagamento de dívida vencida, a empreiteira abriu processo para vender sua fatia na concessionária.

‘Boitech’ ajuda a cortar custos na pecuária. O avanço da tecnologia de ponta avança na pecuária, um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira. Dotadas de chips, coleiras monitoram, por exemplo, a ruminação de bois e vacas, informação que pode indicar problemas no animal e, assim, antecipar a prevenção de doenças.

Anglo quer jornada maior em minas. A mineradora Anglo Gold Ashanti quer mudanças na lei para reduzir custos. Sustenta que o país precisa atualizar as regras trabalhistas para esse tipo de negócio e ampliar o tempo máximo que o mineiro pode ficar debaixo de terra. Hoje, são seis horas.

Eleitor fiel de Bolsonaro só pensa nas redes. O eleitor médio de Jair Bolsonaro (PSL) no interior de São Paulo não tira o olho do celular, desconfia do que assiste na televisão e é um descrente tanto do PSDB quanto do PT.

Sócio falido pode voltar ao mercado. Em decisão incomum, a Justiça de São Paulo liberou um empresário para o exercício de atividades comerciais antes do fim do processo de falência da companhia na qual era sócio. O entendimento contraria a previsão da Lei de Falências e Recuperação Judicial (nº 11.101/2005).

Investidor 4.0. Corretoras independentes e plataformas virtuais tomaram o lugar dos bancos nas buscas por educação financeira e investimentos na internet, diz Guilhermo Bressane, do Google

Sidônio Palmeira, o marqueteiro discreto da Bahia. Marqueteiro do triunfo eleitoral do PT na Bahia nos últimos 12 anos, o publicitário Sidônio Palmeira é discreto, ao contrário de seus colegas baianos famosos. Ele rejeita o rótulo de marqueteiro. Seu desafio é reeleger o governador Rui Costa e ajudar Fernando Haddad, caso este chegue ao 2º turno.

PIB fraco ou dólar forte, cabos eleitorais de arrepiar. PIB do 2º trimestre deve esquentar debate sobre pressupostos do mercado para o primeiro ano do novo presidente; política fiscal preocupa e câmbio pesado assusta

Conjuntura. Sem fôlego, atividade frustra previsões em 2018. Falta de reação no mercado de trabalho e greve dos caminhoneiros provocaram onda de revisões no PIB. Para economistas, PIB do 2º trimestre cresceu apenas 0,1%.

Temer e Toffoli acertam trocar auxílio por reajuste. Pacto prevê troca do auxílio moradia que hoje é concedido aos juízes pelo reajuste de 16,38% no subsídio dos ministros do STF.

Trabalho. Com reforma, taxa natural de desemprego pode cair 3,4 pontos. Estudo compara lei brasileira com as de Alemanha e Austrália.

Comércio exterior. Alta do dólar torna exportação mais rentável. Ganho de rentabilidade em 2018 deve significar recuperação após dois anos de recuo de margem.

Agronegócio cobra fim da tabela de frete. Presidenciáveis se reúnem quarta-feira, na CNA, para sabatina com o setor rural.

Defesa de Lourenço contesta indícios que embasaram prisão. Ex-diretor da Dersa foi nomeado pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Marina é cobrada sobre aumento do salário mínimo. Candidata teve encontro com eleitoras indecisas em Capão Redondo, bairro da periferia de São Paulo.

Agência é acusada de propaganda irregular para o PT. Empresa teria contactado internautas para impulsionamento de candidatos do PT sem que isso fosse transparente, o que é ilegal.

Eleições. Marqueteiro do PT aposta em nostalgia. Sidônio Palmeira é dono de agência que fará propaganda da campanha presidencial da sigla.

Editorial: Riscos no cenário eleitoral são piores do que os de 2002. Como ocorreu em 2002, a equipe econômica está mantendo encontros com assessores dos principais candidatos para expor a difícil situação da economia.

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