Trump em maus lençóis

A possibilidade de impedimento do presidente Donald Trump, hoje, com chances dobradas nos Estados Unidos, pode colocar um fim, com pouco tempo de exercício, à aventura dos outsiders políticos, no mundo.

Alguém pode chamar a atenção para a vitória de Macron na França, como mais uma experiência em curso e que ainda merece observação em sua trajetória. Contudo, não é correto considerar Macron exatamente um outsider.

Trump, sim, é um exemplo completo. Macron, não. O novo presidente francês foi ministro da Economia do governo socialista, e filiado ao partido respectivo, até romper com a sigla e fundar o seu próprio partido.

A bem da verdade, Macron representa, na Europa, o primeiro freio de arrumação à onda que se julgava irresistível, pelo mundo afora, a prometer o varrimento da história atual de todo o segmento político partidário tradicionalmente conhecido como tal.

O presidente americano, desde o primeiro momento de seu governo, vem dando o mais claro exemplo de como age um outsider, sem qualquer conhecimento, nem, muito menos, respeito, pela política como ciência do exercício do poder.

Diferente do bilionário estadunidense, a primeira atitude de Macron foi visitar a vizinha Alemanha para reafirmar a disposição da França em continuar vinculada, e, mais do que isso, fortalecendo a União Europeia, tranquilizando o mundo.

De tal forma Trump, exemplo inteiro do mal que um outsider pode causar, vem desrespeitando a ordem mundial, em tal dimensão, que acabou estabelecendo um altíssimo clima de insegurança internacional, entre as Nações, o que pode ter um fim bem antes do que desejavam os mais otimistas de todos os preocupados com os destinos do mundo.

O mundo necessita, mais do que nunca, daqueles que têm efetivo compromisso, de história e de estudos, com as tarefas que lhes devem caber, em todas as atividades humanas, e suas circunstâncias.

Outsiders, definitivamente, não devem ser tão festejados como foi Trump, por alguns setores da práxis política internacional. A interrupção de seu mandato, desde que obedecidos todos os rigores democráticos, bem maior a ser preservado, interessa a toda a humanidade, conforme ocorreu algumas vezes na História, com outros casos semelhantes, infelizmente, perdidos, para a desgraça geral. Os males decorrentes das oportunidades perdidas, na história da humanidade, a gente conhece, bem.

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