Troca de farpas entre Bolsonaro e Maia é o destaque maior do noticiário

Bolsonaro na residencia de Maia
Bolsonaro deixa residência oficial de Rodrigo Maia. Crédito da foto: Antônio Cruz-PR.

As desavenças expostas nas declarações de Bolsonaro e Rodrigo Maia, e suas consequências para a reforma da Previdência, vira destaque maior do noticiário da Grande Mídia. Bolsa despenca após a troca de farpas entre os dois. Presença de ministros no Congresso e crise no Ministério da Educação também ganham relevo no noticiário. Bolsonaro admite que a Educação não vai bem. Para Guedes, governo enfrenta a si mesmo. Presidente diz que regime militar não foi ditadura. Aniversário do golpe de 64 vai parar na Justiça. Subsídio na energia será reduzido. Tarifa social será mantida mesmo após desoneração da conta de luz. Leia a sinopse da Grande Mídia:

? Birô de Imprensa – Ano 2 – Número 138

?Edição: Sérgio Botêlho

? A 278 dias do fim do ano de 2019, hoje é quinta-feira, 28 de março de 2019, 87º dia do ano.

? Editorial:

? Mercado: Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a quarta-feira, 27, em fortíssima queda de -3,57%, a 91.903 pontos, enquanto o dólar terminou o dia em elevada alta de 2,28%, a R$3,96, e o euro também em alta de 1,86%, a R$4,44.

?Economia:

“Bolsa despenca 3,6% e dólar fecha no maior valor desde lo. Turno.” Na capa da Folha.

?Economia:

“Medida facilitará importação de bens de capital sem tarifa. Uma das primeiras medidas concretas para ajudar o ambiente de negócios e facilitar investimentos no setor produtivo está saindo do papel. O governo vai simplificar e ampliar a concessão do regime de ex-tarifário a bens de capital, de informática e telecomunicações.” Na capa do Valor Econômico.

?Economia:

“Subsídio na energia será reduzido, diz ministro. Albuquerque ressaltou que quase 50% da tarifa de energia elétrica “não tem nada a ver” com os custos de geração, transmissão e distribuição da energia.” No Valor Econômico.

?Economia:

“Tarifa social será mantida mesmo após desoneração da conta de luz, diz Aneel. Subsídio para baixa renda ainda não atende a todos que têm direito, afirma Sandoval Feitosa, diretor da agência.” No Valor Econômico.

?Economia:

“Copom tem dúvidas sobre a fraqueza da recuperação. Há poucas dúvidas de que a curto prazo a economia continuará avançando lentamente.” Editorial do Valor Econômico.

? Esporte:

“Faixas com tom político são barradas em estádios. Torcedores portaram cartaz contra a reforma da Previdência, por exemplo, em jogo em Pernambuco. A polícia, com aval de federações, busca vetar essas manifestações.” Na capa da Folha.

? Governo:

“Vélez ‘não está dando certo’, diz presidente. Na Câmara, o ministro da Educação, Vélez Rodríguez, citou medida do traficante colombiano Pablo Escobar, seu conterrâneo, para afastar jovens das drogas. Em entrevista à Band, o presidente Bolsonaro criticou gestão da pasta e disse que vai conversar com Vélez após viagem a Israel. Coordenador do Enem se demitiu.” Na capa do O Globo.

? Governo:

“Já perdemos um trimestre na educação.” Na coluna de Miriam Leitão, no O Globo.

? Governo:

“O MEC preocupa. O modo como o governo Bolsonaro vem conduzindo o Ministério da Educação (MEC) é escandaloso.” Editorial do Estadão.

? Governo:

“Ex-presidente do Inep chama Vélez de limitado. Marcus Rodrigues nega ter suspendido prova de alfabetização, e disse que a decisão veio do próprio ministério. Critica a falta de projeto da pasta e a limitação de Vélez.” Na capa da Folha.

? Governo:

“Dia de explicações. Sete dos 22 ministros, entre eles Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça) e Ricardo Vélez Rodríguez (Educação), participaram ontem de audiências no Congresso para dar explicações sobre seus trabalhos à frente das respectivas pastas. Enfrentaram perguntas mais ríspidas, mas também houve recepções amistosas, com direito a selfies.” Na capa do Estadão.

? Governo:

“Ministros expõem imagem de gestão sem rumo”. Na coluna de Bruno Boghossian, na Folha.

? Governo:

“Falta de articulação cobra seu preço. Agendamento desastroso de ida de Paulo Guedes à CCJ e aprovação de PEC negativa são exemplos.” Editorial do O Globo.

? Governo:

“Para Guedes, governo enfrenta a si mesmo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou ontem a capacidade de articulação do PSL, partido do presidente, no Congresso. O ministro falou por cinco horas a uma comissão do Senado. A reforma da Previdência, apesar de não estar na pauta, dominou a audiência. “Algo está falhando do nosso lado. É assustador”, disse, externando insatisfação. Ele defendeu que a sigla feche questão em apoio à reforma. Guedes comentou sobre a mudança no Orçamento aprovada na Câmara, classificando-a como disputa de espaço político.” Na capa da Folha.

? Governo:

“Aniversário do golpe de 64 vai parar na Justiça. A ordem do dia do Ministério da Defesa sobre o aniversário do golpe de 1964 foi divulgada em meio a polêmica sobre a orientação do presidente aos quartéis de comemorar a “data histórica”. Uma juíza federal o intimou em ação contrária e o MPF recomendou a unidades militares que não façam festejos.” Na capa do Estadão.

? Governo:

“Presidente diz que regime militar não foi ditadura. Em entrevista, Jair Bolsonaro disse que não houve ditadura no Brasil e que, como um casamento, todo regime “tem alguns probleminhas”. O chanceler Ernesto Araújo endossou o discurso do presidente. Na ordem do dia, a cúpula militar fez defesa contida de 1964 e celebrou a volta da democracia.” Na capa da Folha.

? Governo:

“Foi ditadura, e daí? Como parte do cacoete de palanque digital, Bolsonaro dá a 64 relevância que não tem e retroalimenta seus seguidores mais aguerridos de “polêmicas”.” Na coluna de William Waack, no Estadão.

? Governo:

“O golpe de 64. Partidos foram proibidos, a imprensa foi censurada, opositores foram presos, torturados, mortos.” Na coluna de Carlos Alberto Sardenberg, no O Globo.

? Governo:

“O dinheiro das multas de trânsito. Destino que vem sendo dado a esse recurso foge inteiramente às finalidades estabelecidas.” Editorial do Estadão.

?Internacional:

“Sem alternativas, Brexit de May volta à pauta. A Câmara dos Comuns manteve impasse sobre o Brexit ao rejeitar oito propostas de transição para a saída do Reino Unido da União Europeia. Com isso, ganha sobre vida a proposta da premier Theresa May, já recusada duas vezes, mas que pode ir a votação de novo amanhã. May prometeu renunciar após fechar o acordo.” Na capa do O Globo.

?Internacional:

“Rússia diz que Brasil na Otan eleva tensão. A Rússia criticou uma eventual entrada do Brasil na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), defendida por Donald Trump na visita de Jair Bolsonaro aos EUA. Os russos alegam que a aliança militar não prevê latino-americanos e que a posição de Trump não favorece a distensão.” Na capa do Estadão.

?Internacional:

“Homicida confesso. Battisti admite pela primeira vez ter participado do assassinato de 4 pessoas.“ Editorial da Folha.

⚖️Justiça:

“MPF investiga servidores que anularam multa de Bolsonaro por pesca ilegal.” No O Globo.

? Negócios:

“Renault agora vai tentar comprar a Fiat Chrysler. A Renault quer retomar as discussões de fusão com a Nissan e depois comprar outra montadora, sendo a Fiat Chrysler (FCA) o alvo preferido. Os planos fazem parte de uma nova estratégia, adotada depois da prisão de Carlos Ghosn, o ex-presidente da Renault.” Na capa do Valor Econômico.

?Política:

“Troca de insultos entre Bolsonaro e Maia alimenta crise política. Em audiência no Senado, Guedes afirma que pode sair, mas não na primeira derrota.” Manchete de capa do O Globo.

?Política:

“Bolsonaro provoca de novo, Maia reage e crise se agrava. Deputado declara que presidente está ‘brincando de presidir o país’ e tentativa de reaproximação naufraga.” Manchete de capa da Folha.

?Política:

“Conflito político atinge mercado e dólar vai a R$ 4. O mercado financeiro registrou ontem o aumento da temperatura política em Brasília. A bolsa de São Paulo teve queda de 3,57% no dia. O dólar subiu 2,27% e fechou a R$ 3,95. No “after market”, onde ações continuam sendo negociadas após o fechamento da bolsa, as cotações das principais empresas continuaram em queda e o dólar superou R$ 4,00.” Manchete de capa do Valor Econômico.

?Política:

“Bolsonaro e Maia trocam insultos em público. Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia tiveram ontem nova rodada de bate-boca público. Em entrevista à Band, o presidente voltou a insinuar que Maia ataca o governo por estar “abalado” com a prisão de Moreira Franco, padrasto de sua mulher. O presidente da Câmara retrucou, dizendo que “abalados estão os brasileiros, que esperam que o Brasil comece a funcionar”, e afirmou que Bolsonaro “brinca de presidir o País”. O presidente replicou e classificou declarações de “irresponsáveis”.” Na capa do Estadão.

?Política:

“Não é brincadeira. A Câmara dos Deputados mandou uma clara mensagem ao presidente Jair Bolsonaro: não está para brincadeira.” Editorial do Estadão.

?Política:

“Cada vez que Bolsonaro fala, surge uma crise.” Na coluna de Merval Pereira, no O Globo.

?Política:

“Assustado, Guedes faz mea-culpa.” Na coluna de Bernardo Mello Franco, no O Globo.

?Política:

“’Vamos falar com o Congresso’, diz governador da BA. Sem diálogo com o governo Jair Bolsonaro, os governadores devem negociar diretamente com o Congresso e o Judiciário para “salvar o Brasil”. Essa é a avaliação feita pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT), um dia depois da reunião de governadores com o ministro da Economia, Paulo Guedes.” Na capa do Valor Econômico.

?Política:

“Câmara ameaça votar repasse de R$ 39 bi a Estados. No rastro da votação da PEC do Orçamento impositivo, deputados ameaçam analisar projeto que obriga o governo a repassar R$ 39 bilhões aos Estados, como compensação da Lei Kandir, que desonerou o ICMS das exportações. Paulo Guedes diz que o TCU isentou a União da dívida.” Na capa do Estadão.

?Política:

“Estados terão socorro de R$ 10 bi, diz Guedes. Ministro prevê queda de 2 pontos percentuais na Selic caso reforma da Previdência seja aprovada.” No Valor Econômico.

?Política:

“Deputados perdoam multas a partidos. A Câmara aprovou ontem o texto-base do projeto que prevê perdão de multas a partidos políticos que não aplicaram recursos de forma adequada e livra diretórios de sofrerem sanções da Receita Federal por não cumprirem determinações legais. Na próxima semana, os deputados analisam emendas.” Na capa do Estadão.

?Política:

“Presidente afirma que a Folha é ‘toda a fonte do mal’ na imprensa.” Na capa da Folha.

?Política:

“Quanto custa manter o mito Bolsonaro.” Na coluna de Vinícius Torres Freire, na Folha.

? Política:

“Emprego vale mais que fanatismo, diz eleitor”. Na coluna de Laura Carvalho, na Folha.

? Política:

“PEC do Orçamento é ameaça ao teto de gastos. No Senado, lideranças acertaram que texto passará por comissão e só depois seguirá para plenário.” Na Folha.

? Política:

“Represália perigosa. Câmara faz votação relâmpago de PEC que cria mais gastos obrigatórios.” Editorial da Folha.

? Política:

“PEC não tornou Orçamento impositivo. Retirada de um parágrafo do texto amenizou impacto da medida.” No Valor Econômico.

? ? Política e Previdência:

“Temor sobre Previdência derruba Bolsa e eleva o dólar. Ida de Paulo Guedes ao Senado não contornou situação; ministro diz não ter apego ao cargo.” Manchete de capa do Estadão.

? ? Política e Previdência:

“Guedes, entre bombeiro e equilibrista. Desabafos constantes de Paulo Guedes são interpretados mais como uma tentativa de barrar a desidratação da reforma da Previdência do que uma ameaça real de deixar o governo. Problemas com o Congresso ainda colocam o ministro no papel duplo de equilibrista e bombeiro. Como bombeiro, atua para baixar a temperatura da guerra entre Bolsonaro e Maia. Como equilibrista, diz que não se pode “demonizar” negociações com o Congresso.” Manchete de capa do Estadão.

? ? Política e Previdência:

“Gravidade. Um cenário sem reforma não interessa a ninguém. No entanto, o risco de um governo que pouco entrega na agenda econômica é concreto.” Na coluna de Zeina Latif, no Estadão.

? Previdência:

“Reforma ainda está viva, aposta ex-diretor do BC. Na opinião do economista Rodrigo Azevedo, ex-diretor do Banco Central e hoje sócio da gestora Ibiúna Investimentos, a retórica em Brasília não é antirreforma. “Até agora, não vi um ato que seja definitivo e que diga: Enterrou-se a reforma. Ou o contrário: Temos certeza de que será aprovada”, disse ao Valor”. Na capa do Valor Econômico.

? Saúde:

“Governos não podem assistir paralisados ao avanço da dengue. Aumento de 264% no número de casos demonstra que ações para combater doença são insuficientes.” Editorial do O Globo.

? Social:

“Violência pode dar em divórcio automático. Deputados aprovaram ontem projeto de lei que permite que vítimas de violência doméstica peçam divórcio automático. Medida precisa passar no Senado.” Na capa do Estadão.

? Tragédia:

“Antes de Brumadinho. Lucro da Vale cresceu 24% em 2018, chegando a R$ 25 bilhões.” Na capa do O Globo.

? Tragédia:

“3 barragens da Vale têm alerta para rompimento.” Na capa do Estadão.

Destaque histórico:

“Em 28 de março de 1968, o estudante Édson Luís de Lima Souto é morto em conflito com a polícia militar no Restaurante Estudantil do Calabouço, no Rio de Janeiro. Uma multidão de pessoas acompanhou o enterro.” No portal Terra.

?Positivo:

“João Roberto Marinho diz que papel do jornalismo é ser fiscal das instituições e ressalta busca por divulgar histórias inspiradoras.” No O Globo.

?Negativo:

“Honda inaugura fábrica sem novos modelos, vagas e aumento de produção.” Na Isto É.

Receba todas as novidades do Anexo6diretamente em seu email


    Inscreva-se
    Notifique-me de
    guest
    0 Comentários
    Inline Feedbacks
    View all comments