Desenvolvimento econômico em terras indígenas recebe apoio de líderes

Lideranças indígenas manifestaram apoio nesta quarta-feira (25/9), em ato no Salão Verde da Câmara dos Deputados organizado pelo líder do Governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), à intenção do presidente Jair Bolsonaro de estimular o desenvolvimento econômico em áreas indígenas. Elas criticaram a atuação de organizações não governamentais (ONGs) em seus territórios e disseram que não aceitam mais ser usadas como massa de manobra de movimentos internacionais.

Vitor Hugo lembrou que, ao abrir a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na terça-feira (24/9), o presidente Bolsonaro fez um discurso altivo e defendeu a soberania do Brasil sobre a Amazônia e as terras indígenas.

“O presidente disse, muito corretamente, que não existe só uma liderança indígena no Brasil, pois temos uma grande diversidade de povos e culturas. As lideranças que estão aqui conosco querem exercer o seu direito de produzir riquezas, ter independência financeira e contribuir para o progresso do Brasil”, afirmou Vitor Hugo.

A líder Ysani Kalapalo, do Parque Indígena do Xingu (MT), explicou que os povos do Século 21 não querem mais viver como há 500 anos, quando subsistiam apenas da pesca e da caça. “Hoje, os povos indígenas necessitam de atendimento de saúde, de recursos e de liberdade de escolha. Queremos progresso e desenvolvimento, mas algumas ONGs atuam para impedir os índios de plantarem em suas próprias terras”, disse ela, que acompanhou Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU.

“É importante preservar a natureza, mas o índio é um ser humano e evolui. O índio quer, sim, garimpar, plantar e ter independência financeira”, acrescentou Ysani. “Por que será que as ONGs estão desesperadas e me fazem ameaças de morte? Porque eu falo a verdade e as ONGs querem nos manter no cabresto, mas não aceitamos ser reféns delas e de alguns caciques”, destacou.

Ysani disse ainda que ONGs tentam manipular os indígenas para aderirem a uma ideologia de extrema-esquerda e têm o único objetivo de lucrar em cima das suas terras.

Pioneirismo
A Secretária Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Silvia Waiãpi, participou do ato e contou que é a primeira mulher indígena a ocupar um cargo no governo federal. A convite do presidente Jair Bolsonaro, ela foi também a primeira a participar de uma equipe de transição de governo. “Foi este governo que nos deu esta oportunidade. Foi o presidente Jair Bolsonaro que disse, na ONU, que o Brasil é dos brasileiros”, lembrou.

De acordo com o porta-voz dos grupos de Agricultores Indígenas, Jocélio Xucuru, as ONGs infiltradas nos territórios são “os carrapatos que ficam sugando o último sangue” dos povos indígenas. “Nós não precisamos depender de cestas básicas. Queremos o desenvolvimento”, afirmou.

A comunicadora indígena Kayna Munduruku alertou que alguns autoproclamados líderes dos povos indígenas agem apenas para oprimi-los e apavorá-los com mentiras.

Entre os deputados que participaram do ato organizado pelo líder Vitor Hugo no Salão Verde, estavam Bibo Nunes (PSL-RS), Carla Zambelli (PSL-SP), Caroline de Toni (PSL-SC), Coronel Armando (PSL-SC), Eros Biondini (PROS-MG), Felício Laterça (PSL-RJ), General Girão (PSL-RN), Glaustin Fokus (PSC-GO), Heitor Freire (PSL-CE), José Medeiros (PODE-MT) e Nelson Barbudo (PSL-MT).

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