Dia tenso de ontem prossegue nesta quarta-feira, 17. Oposicionistas chegaram à CCJ da Câmara às 04hs30min da manhã de hoje e prometem obstrução na votação da Reforma da Previdência

Crédito da foto: Agência CâmaraDepois de um dia intenso, que foi essa terça-feira, 16, o que incluiu decisões do Judiciário sobre a mídia e sessão da CCJ para debater a admissibilidade da Reforma da Previdência, a agitação prossegue, hoje.

No Judiciário, a decisão está tomada, ou seja, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, vai dar continuidade aos autos investigatórios contra a divulgação de notícias falsas, envolvendo o Supremo, apesar de a procuradora geral, Raquel Dodge, ter arquivado o processo. Contudo, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, prorrogou o prazo do inquérito.

Na CCJ da Câmara dos Deputados, onde se discute a admissibilidade da Reforma da Previdência, a sessão foi ate perto da meia-noite de ontem, encerrando o debate, e deve prosseguir, hoje, a partir das 10 horas da manhã.

Agora, é tempo para a votação e o governo quer aprovar a admissibilidade até o fim do dia. De sua parte, as siglas de oposição prometem obstruir os trabalhos, já que são contrários à reforma.

A fim de garantir os primeiros lugares da fila para a entrada na sala de reunião, e com isso, primazia na análise de requerimentos, os oposicionistas Júlio Delgado (PSB-MG) e Érika Kokai (PT-DF) chegaram ainda no escuro da manhã desta quarta-feira, 17, à porta da CCJ.

Por outro lado, o chamado Centrão quer aproveitar a votação do projeto de reforma, ainda na CCJ, para retirar pontos polêmicos da proposta do governo, especialmente o que retira do abrigo constitucional cláusulas previdenciárias, permitindo ao governo promover novas mudanças, no futuro, sem necessitar de quóruns qualificados no Congresso Nacional, como acontece no caso de Propostas de Emenda à Constituição, que necessitam de dois turnos de votação e um total de 3/5 dos votos, o que, na Câmara, é igual a 308 votos de deputados, e, no Senado, 49 votos de senadores.

Caso a PEC da Reforma da Previdência tenha sua admissibilidade aprovada na CCJ, seguirá, então, para a análise de uma comissão especial constituída para essa finalidade, que terá o objetivo de decidir sobre o mérito do texto. Só depois disso é que seguirá para deliberação do plenário.

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