Suspense!

Todas as atenções nacionais estarão voltadas, mais do que nunca, a partir desta segunda-feira, 06, para a Câmara dos Deputados, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal, onde fermentam os temas mais delicados da vida nacional, neste momento.

Na Câmara, os deputados estarão intensificando os debates sobre as reformas trabalhista e previdenciária, debaixo de toda a polêmica que cerca a tramitação dessas duas propostas, dentro e fora do Congresso Nacional.

Ao mesmo tempo, no Supremo pode emergir dos escaninhos do gabinete do ministro Edson Fachin o conteúdo das delações premiadas feitas por executivos da construtora Odebrecht, com, possivelmente, centenas de nomes políticos de relevo enrolados em propina.

Enquanto isto, na Procuradoria Geral da República, o procurador-geral Rodrigo Janot, estaria preparando uma nova lista contendo os nomes de algumas dezenas de políticos sobre os quais o Ministério Público pediria a abertura de inquérito por supostos atos de corrupção.

Afora todas essas coisas minimamente previsíveis, há, também, o imponderável, representado por factíveis novas ações da Lava Jato, a partir da Polícia Federal, que ninguém pode saber de antemão nem a sua efetividade nem o raio de alcance dessas possíveis operações.

Quer dizer: esta não será uma semana fácil, em Brasília, como fácil não será mais nenhuma semana daqui para a frente, após um Carnaval dos mais animados de toda a história da folia de Momo, no país.

A maior preocupação, sem dúvida, está reservada ao Palácio do Planalto, que luta para aprovar aquelas reformas polêmicas em tramitação na Câmara, empreitada que necessita de absoluta calma no mundo político. Um mundo que, como se vê, está longe disso.

De sua parte, os agentes econômicos, que apostam numa retomada da economia brasileira, estão de orelha em pé com o que possa acontecer uma vez conhecidas a lista de Janot e a íntegra das delações da Odebrecht.

Da parte da Justiça, no entanto, não há qualquer sinal de que haja arrefecimento na condução da Operação Lava Jato, realidade, esta, que deixa todo mundo de cabelo em pé para o que possa acontecer.

Infelizmente, até agora, não há qualquer sinal mais forte de uma preocupação real com a mudança na legislação político-eleitoral e na organização do Estado brasileiro que possibilitem uma mudança radical no modo de fazer política e de conduzir o governo, atualmente em vigor.

Mesmo que seja do conhecimento amplo de todos que é justamente dessa legislação político-eleitoral e da forma de organização do Estado brasileiro de onde emergem todas as mazelas éticas e econômicas que atormentam a Nação.

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