Sinopse de 19.07.2019: investigações suspensas, pressão da construção civil no FGTS e empregados de estatais são os destaques das manchetes

📰 Birô de Imprensa – Ano 2 – Número 251 – A 165 dias do fim do ano de 2019, hoje é sexta-feira, 19 de julho de 2019, 200º dia do ano.

Sinopse da grande imprensa

🖋 Edição: Sérgio Botêlho

📃 Manchetes do dia:

“PF ordena suspensão de investigações após decisão de Toffoli. Medida, tomada de forma ‘preventiva’, foi comunicada a delegados e envolve casos que usam dados financeiros e bancários compartilhados sem autorização judicial”. Manchete de capa do Estadão impresso.

“Construção civil pressiona e governo adia liberar FGTS. Empresas temem que autorização para saques comprometa mercado imobiliário”. Manchete de capa da Folha impressa.

“Governo deve optar por liberar saque anual de parcela do FGTS. Quem escolher essa alternativa perderá o direito a receber o saldo no ato da demissão”. Manchete de capa do O Globo impresso.

“Empregado de estatal será demitido ao se aposentar. O trabalhador de empresas estatais terá o vínculo empregatício rompido no momento em que obtiver aposentadoria por tempo de contribuição. A norma consta do texto da reforma da Previdência aprovado pela Câmara dos Deputados em primeiro turno”. Manchete de capa do Valor Econômico impresso.

📃 Editoriais do dia:

“Não é republicano pai nomear filho para embaixada. Intenção de Bolsonaro vai contra preceitos seguidos nos países democráticos”. Editorial do O Globo.

“Operação contra milícia expõe estrutura que sustenta quadrilhas. Porém, tão importante quanto desarticular organizações é impedir construções ilegais”. Editorial do O Globo.

“Para manter a solidez externa. O Brasil precisa melhorar contas públicas e ganhar poder de competição para manter balanço externo em bom estado, adverte FMI”. Editorial do Estadão.

“O alcance da desestatização. Levantamento do ‘Estado’ indica que o programa federal de desestatização pode render até R$ 450 bi”. Editorial do Estadão.

“O Brasil à frente do Mercosul. País assume presidência no momento mais importante”. Editorial do Estadão.

“A Lua e nós. Que a curiosidade e a visão de futuro sigam movendo a humanidade para a frente”. Editorial da Folha.

“Quem perturba. Rápida adesão a site para bloquear ligações indesejadas deveria servir de alerta”. Editorial da Folha.

“Aposta nas concessões para animar expansão econômica. Para reforçar as garantias de que o programa de concessões será bem-sucedido, o governo elabora mudanças na legislação”. Editorial do Valor Econômico.

📃 Outros destaques:

“Governadores fecham acordo por recursos no Congresso. Os 27 governadores do país fecharam acordo com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para que até o fim de setembro seja concluída a votação de pelo menos quatro propostas da “pauta federativa””. Na capa do Valor Econômico.

“Construtoras pressionam e anúncio do FGTS é adiado. O governo adiou para a semana que vem o anúncio de liberação do saque das contas do FGTS após pressão do setor de construção e da Caixa. Para as construtoras, a medida pode comprometer o financiamento da casa própria. Diante disso, a equipe econômica analisa a adoção de regras para evitar uma grande redução dos recursos do fundo. Uma ideia é restringir a R$ 3 mil o valor máximo que pode ser sacado pelo trabalhador.” Na capa do Estadão.

“Saque anual do FGTS vai ser optativo. O trabalhador poderá optar pelo saque anual de parte do FGTS na data de seu aniversário ou sacar os recursos no caso de demissão sem justa causa (como acontece hoje), disse ao Valor uma fonte da área econômica, que estuda a liberação de parcela do Fundo para reaquecer a economia”. Na capa do Valor Econômico.

“Peste na China muda humor da BRF. Há três anos no vermelho, a BRF voltará ao lucro em 2019, assegurou ao Valor o novo CEO global da empresa, Lorival Luz. A virada nos resultados da companhia, que passa por profunda reestruturação desde meados do ano passado, é amparada por uma conjuntura favorável”. Na capa do Valor Econômico.

“AB InBev vende ativos na Ásia e na Austrália. A Anheuser-Busch InBev estuda a venda de operações na Coreia do Sul, Austrália e América Central para arrecadar, pelo menos, US$ 10 bilhões. O objetivo é reduzir seu enorme endividamento, de mais de US$ 100 bilhões. A empresa busca um plano B após cancelar a abertura de capital de uma subsidiária asiática”. Na capa do Valor Econômico.

“Seguro cobre no país só 4,8% do desemprego. O sistema de seguro-desemprego do Brasil é um dos menos generosos do mundo com relação a abrangência, valores e regras de funcionamento, segundo levantamento”. Na capa do Valor Econômico.

“Rogoff diz que BCs vão barrar o avanço das moedas digitais. O anúncio da criação da libra, a moeda digital do Facebook, tem provocado um estardalhaço entre autoridades mundiais. Diante da forte reação, Kenneth Rogoff, professor de Harvard e ex-economista-chefe do FMI, questiona as chances de sucesso do projeto”. Na capa do Valor Econômico.

“Palocci: bancos doaram ao PT em troca de favores. Em delação premiada homologada pela Justiça, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci afirmou que alguns dos principais bancos do país doaram R$ 50 milhões a campanhas eleitorais do PT em troca de favores nos governos Lula e Dilma. O ex-ministro citou operações com Bradesco, Safra, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Banco do Brasil. Todos os acusados negam as supostas irregularidades. Eles dizem que Palocci criou versões sem provas e que todas as doações foram registradas no TSE.” Na capa do O Globo.

“Impacto da reforma cai a R$ 933 bilhões”. Na capa do O Globo.

“Combate às milícias pode ser afetado”. Na capa do O Globo.

“Bolsonaro critica uso de dinheiro público em filmes como ‘Bruna Surfistinha’”. Na capa do O Globo.

“Governo manda direção da Ancine para Brasília”. Na capa do Estadão.

“‘Sede de poder’. Ao Estado, Dias Toffoli justifica decisão de suspender investigações com a necessidade de se criar limites aos órgãos de controle. Para ele, “houve sede de poder” de instituições como Coaf e Receita.” Na capa do Estadão.

“Revalidação de diploma de médicos deve ter nova regra. Faculdades particulares deverão ser autorizadas a responder por parte do processo de revalidação de diplomas de médicos formados no exterior. Hoje, apenas as universidades públicas podem executar todas as etapas. O governo estima que haja 120 mil brasileiros já formados ou que estudam Medicina fora do País. Também têm interesse na revalidação os cerca de 2 mil cubanos que ficaram no País após o fim da parceria no Mais Médicos.” Na capa do Estadão.

“União economiza R$ 300 mi com vacina, diz Fiocruz. Ao vender vacinas ao governo por preços abaixo dos da média de mercado, o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, disse que a instituição gera economia anual de R$ 300 milhões aos cofres públicos. A Fiocruz é um dos sete laboratórios públicos afetados pelas suspensões das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) do Ministério da Saúde.” Na capa do Estadão.

“12,7 milhões podem ficar sem abono salarial. A reforma da Previdência pode cortar o abono salarial de 12,7 milhões de pessoas, segundo estudo do Dieese. Pela proposta aprovada em primeiro turno na Câmara, o benefício será concedido para quem ganha até R$ 1.364,43. Hoje, é pago para quem recebe até dois salários mínimos (pouco menos de R$ 2 mil). O governo diz que o abono terá mais foco e eficiência no seu objetivo de reduzir a pobreza.” Na capa do Estadão.

“Comissionado deve ter ficha limpa. Indicados para cargos comissionados deverão ter ficha limpa e formação acadêmica compatível com a função. As novas regras valem para 76,1 mil postos.” Na capa do Estadão.

“Petrobrás se nega a abastecer navios do Irã retidos no PR. Dois cargueiros de bandeira do Irã estão retidos desde o começo de junho em Paranaguá, no Paraná. A Petrobrás se recusa a abastecer as embarcações por causa de sanções dos EUA àquele país. Os navios chegaram ao Brasil com ureia e voltariam para o Irã carregados com milho. Pelo menos outra embarcação iraniana foi abastecida em Santa Catarina.” Na capa do Estadão.

“Juiz tem de vetar benefício excessivo a delator, diz Moro. O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou que juízes têm dever de recusar ou exigir mudanças em acordos de colaboração premiada que deem benefícios excessivos a criminosos. Reportagem da Folha mostrou que ele interferiu na negociação de delações de dois executivos da Camargo Corrêa”. Na capa da Folha.

“Decisão de Toffoli eleva pressão sobre Procuradoria. Candidatos à sucessão da procuradora-geral, Raquel Dodge, adotam cautela ou evitam comentar a decisão de Dias Toffoli de suspender investigações como a do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). A medida elevou a pressão sobre a Procuradoria, que estuda como recorrer”. Na capa da Folha.

“Financiamento de saúde vai ser modificado após 21 anos. O Ministério da Saúde mudará a forma do financiamento da atenção primária à saúde, a assistência prestada pelas equipes de saúde da família e unidades básicas de saúde, após 21 anos. A proposta é que o repasse de recursos aos municípios considere, entre outros, o número de pacientes cadastrados nas equipes e o desempenho das mesmas.” Na capa da Folha.

“O novo modelo de financiamento deve entrar em vigor no ano que vem. A ideia do governo federal é que, depois da atenção primária, o projeto chegue também à média e alta complexidade do SUS.” Na capa da Folha.

“Após caso PDT x Tabata, movimentos preparam ofensiva a partidos”. Na capa da Folha.

“Conotação sexual de slogan da Embratur provoca polêmica”. Na capa da Folha.

📃 Artigos e colunas:

“Vacilação do presidente embaça perspectiva de recuperação”. Na coluna de Bruno Boghossian, na Folha.

“O governo parece ter acordado para o risco de recessão”. Na coluna de Nelson Barbosa, na Folha.

“Ministro confunde cérebro dos bolso e morominions. O que eles não estariam a dizer se a decisão de Toffoli que beneficiou um Bolsonaro tivesse nascido de um recurso impetrado pela defesa, deixem-me ver, de Lula, Jaques Wagner ou Gleisi Hoffmann?” Na coluna de Reinaldo Azevedo, na Folha.

“Se não investiga e não pode municiar os órgãos de investigação, para que vai servir o Coaf, um órgão de inteligência?”. Na coluna de Eliane Castanhêde, no Estadão.

“Investigações em andamento geram dúvida”. Na coluna de Merval Pereira, no O Globo.

“Apesar de Bolsonaro, o País caminha. Reformas, como a tributária, avançam, suprindo o vácuo deixado pelo governo”. Na coluna de Elena Landau, no Estadão.

“Bolsonaro e PT vistos por Haddad. O governo Bolsonaro não disse a que veio, ele ainda não se apresentou, não trouxe nada autoral. Essa é a avaliação feita por Fernando Haddad, candidato do PT que perdeu para o atual presidente nas eleições de 2018. Ele discorda de que a esquerda tenha ficado isolada na votação da reforma da Previdência, porque acredita que muitos pontos que poderiam atingir os mais pobres foram tirados, como a mudança no BPC, pela ação da oposição. Ele acha que quem perdeu foi o ministro da Economia, Paulo Guedes.” Na coluna de Miriam Leitão, no O Globo.

“Bolsonaro amplia currículo do filho: além de fritar hambúrguer, entregou pizza”. Na coluna de Bernardo Mello Franco, no O Globo.

📊 Mercado: Bolsa de Valores de São Paulo fechou a quinta-feira, 18, em alta de 0,83%, a 104.717 pontos. O dólar terminou o dia em baixa de -0,88%, a R$ 3,73, e o euro em baixa de -0,45%, a R$ 4,20.

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