Sinopse (13.06.2019)

📰 *Birô de Imprensa* – Ano 2 – Número 215

🖋*Edição*: Sérgio Botêlho

*Estamos a 201 dias do fim do ano de 2019, *hoje é quinta-feira, 13 de junho de 2019*, 164º dia do ano*.

📃 _*Manchetes do dia*_:

“Governo sofre derrotas no Senado e no Supremo. CCJ aprovou projetos que anulam o decreto que flexibilizou o porte de armas; nove ministros do STF votaram contra extinção de conselhos da administração pública”. Manchete de capa do Estadão.

“Câmara desidrata texto da Previdência e tira capitalização. Relator e Maia anunciam mudanças no projeto do governo, e economia com reforma cai para até R$800 bi em 10 anos”. Manchete de capa da Folha.

“Relatório exclui estados e capitalização da reforma. Moreira diz que economia de R$ 1 tri será mantida, mas analistas divergem”. Manchete de capa do O Globo.

“Após 10 anos, Klein deve retomar a Casas Bahia. Dez anos depois de vendê-la ao Grupo Pão de Açúcar (GPA), o empresário Michael Klein vai retomar o controle da Casas Bahia, que hoje é parte da Via Varejo”. Manchete de capa do Valor Econômico.

📃 _*Outros destaques*_:

“’In Fux we trust’, diz Moro em mensagem. Uma nova divulgação de supostas conversas privadas entre o procurador Deltan Dallagnol e o ex juiz Sergio Moro implica o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF)”. Na capa do Valor Econômico.

“Ataques de hackers foram mais amplos. Procuradores, delegados e juízes viraram alvos”. Na capa do O Globo.

“PF identifica captura só em celular de Dallagnol. Investigações identificaram, até agora, que o único celular que teve dados capturados por hackers foi o do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato.” Na capa da Folha.

“Novos diálogos reforçam elo entre juiz e procurador. Nos diálogos, o procurador dá detalhes de delação da Odebrecht, cobra ativismo do ex-juiz e recomenda que ele cuide da sua segurança”. Na capa da Folha.

“Hackers atacaram mais alvos; invasões continuam. Além de Sérgio Moro e Dallagnol, outras 8 autoridades foram alvo de tentativa de invasão”. Na capa do Estadão.

“Bolsonaro tenta afastar crise. Presidente tem sido aconselhado a não levar a crise para dentro do governo e, ao mesmo tempo, a não ‘abandonar’ o ministro da Justiça”. Na capa do Estadão.

“Após vazamentos, alto escalão do governo adota telefones da Abin”. No O Globo.

“Governo sofre derrotas no Congresso e no STF. Menos de 24 horas depois de obter suas primeiras vitórias no Congresso, o governo Bolsonaro sofreu três derrotas significativas. O principal revés foram as mudanças feitas na proposta original da reforma da Previdência, que reduzem, de R$ 1,2 trilhão para R$ 850 bilhões, o ganho fiscal esperado em dez anos”. Na capa do Valor Econômico.”

“Governo tem dia de derrotas no Senado e no STF. Nove dos 11 ministros votaram pela suspensão da medida; é a primeira vez que o plenário do Supremo examina a legalidade de um ato de Bolsonaro. Agora presidente avalia enviar um projeto de lei ao Congresso”. Na capa do O Globo.

“Supremo impõe primeira derrota a Bolsonaro”. Na capa da Folha.

“CCJ do Senado rejeita parecer pró-decreto sobre porte de arma”. Na capa da Folha.

“Bolsonaro e Moro veem Fla vencer. Moro vai falar na Câmara no dia 26; Porta-voz cita ‘ambiente de sã camaradagem’ entre Bolsonaro e o ministro da Justiça”. Na capa do O Globo.

“O teste do estádio. Bolsonaro e Moro são recebidos com aplausos no Estádio Mané Garrincha, onde foram ver CSA x Flamengo. O presidente levantou a mão do ministro quando parte da torcida gritou o nome de Moro. Eles se encontraram pela segunda vez após vazamento de conversas do ex-juiz.”. Na capa do Estadão.

“Por apoio, relator tira BPC, Estados e rural da reforma”. Na capa do Estadão.

“Capitalização deve cair. Rodrigo Maia, porém, nega derrota de Guedes e diz que tema pode voltar no segundo semestre”. Na capa do Estadão.

“Onyx demite equipe de articulação parlamentar. Casa Civil diz que resultados da atuação de ex-deputados na interlocução com o Congresso, um dos pontos de fragilidade do governo, não foram ‘os esperados’. Para a bancada do PSL, demissões foram ‘humilhantes’”. No O Globo.

“Governo criará linha para indústria de trens urbanos. O governo vai criar linha de crédito para permitir a renovação da frota de metrôs e trens urbanos. A indústria de equipamentos ferroviários opera atualmente com 60% de ociosidade – a produção de vagões de trens de passageiros e de cargas caiu de 4,7 mil em 2014 para 1,5 mil neste ano”. Na capa do Valor Econômico.

“Alcolumbre articula votação de punição para abuso de autoridade. Estratégia é estancar crise desencadeada por divulgação de mensagens. A inclusão da proposta que estabelece punições a magistrados e integrantes do Ministério Público na pauta de ontem da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado foi um pedido do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), à presidente do colegiado, Simone Tebet (MDB-MS). A articulação ocorreu em meio à crise provocada pela divulgação de mensagens entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol.” No O Globo.

“Petrobrás decide não fixar prazos para reajustes. Três meses após definir que reajustes seriam divulgados a cada 15 dias, estatal põe fim à periodicidade e anuncia queda de 4,6% no preço do diesel”. Na capa do Estadão.

“MEC quer subir de 10% para 15% aporte ao Fundeb. Ministério escolheu gestora temporária em meio a disputa judicial que suspendeu eleição feita pela instituição de Dourados (MS)”. Na capa do O Globo.

“Plano de saúde individual sobe 382% em 18 anos. Alta corresponde ao dobro da inflação do período, de acordo com estudo do Ipea. ANS critica metodologia”. Na capa do Estadão.

“Cooperativas já oferecem 17% do crédito rural no país. Impulsionadas por uma atuação estratégica nos principais polos regionais do agronegócio, as cooperativas de crédito conseguiram dobrar seus desembolsos de financiamento rural nos últimos seis anos”. Na capa do Valor Econômico.

“Violações contra idosos crescem 13% em um ano. Governo recebeu 102 denúncias de violação contra idosos por dia”. Na capa do O Globo.

📃 _*Editoriais do dia*_:

“A hora do relatório. Negociações para a nova versão da reforma incluem concessões aceitáveis”. Editorial da Folha.

“Bolso fechado, país estagnado. O brasileiro evita meter a mão no bolso e o consumo em queda é mais uma confirmação da piora da economia nos primeiros meses do novo governo”. Editorial do Estadão.

“Crédito expõe insolvência do Estado. Pedido de verba, a ser obtida por endividamento, mostra a falta de recursos para cobrir os gastos”. Editorial do O Globo.

“Governo tenta destruir as bases da proteção ambiental. A tentativa mancha a imagem do Brasil no exterior e atrairá resposta negativa dos investidores no futuro”. Editorial do Valor Econômico.

“A gestão do Fundo Amazônia. Transcorrida uma década desde sua criação, não se teve notícia de quaisquer irregularidades na gestão ou na destinação dos recursos”. Editorial do Estadão.

“Agruras parlamentaristas. Exemplos recentes ilustram realidade mais complexa do sistema de governo”. Editorial da Folha.

“Polos de desenvolvimento. Governo de SP quer estimular a produtividade e a geração de empregos com a criação de polos de desenvolvimento”. Editorial do Estadão.

“Reforma do Judiciário francês vai na contramão da transparência. Dados estatísticos sobre magistrados ou servidores não poderão ser avaliados”. Editorial do O Globo.

📃 _*Colunas e artigos*_:

“Ataque de hackers foi orquestrado para acabar com a Lava-Jato. Os diálogos que já foram revelados e os ainda a revelar podem provar — o que na minha opinião ainda não aconteceu — irregularidades praticadas dentro da Operação Lava-Jato. Mas não há mais dúvidas de que esse ataque cibernético foi orquestrado justamente com o objetivo de acabar com a Lava-Jato”. Na coluna de Merval Pereira, no O Globo.

“Divulgação de troca de mensagens não torna Lula inocente. Concordamos quase todos que a troca de mensagens entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol foi no mínimo imprópria, já que há controvérsia sobre sua irregularidade. Lula não virou inocente em razão da troca de mensagens entre Moro e Dallagnol.”. Na coluna de Ascânio Seleme, no O Globo.

“Governo errou ao não tentar aprovar projeto de Temer”. Na coluna de Miriam Leitão, no O Globo.

“Hora do herói. Uma semana antes do dia da última eleição presidencial, foi publicado na imprensa um estranho documento. Sem nenhuma razão aparente ou deduzível, o então juiz Sergio Moro liberou um trecho do depoimento que fazia à Justiça o ex-ministro do Lula Antonio Palocci. O documento não continha nenhuma delação nova que justificasse sua liberação extemporânea, ou causasse mais estragos ao PT do que o bombardeio ao Palocci já tinha causado.” Na coluna de Veríssimo, no O Globo.

“Lava-Jato pega ladrões, não pega? Há sim uma campanha aberta contra a Lava-Jato. Fazem parte corruptos já descobertos e os que temem ser apanhados”. Na coluna de Carlos Alberto Sardenberg, no O Globo.

“Quem calcula a ‘desmoralização’ da Lava Jato com a revelação de diálogos provavelmente verá o contrário”. Na coluna de William Waack, no Estadão.

“A estagnação da economia e a não aprovação da reforma tornam o País mais vulnerável a ventos de proa do cenário mundial”. Na coluna de Zenia Latif, no Estadão.

“Bolsonaro descobre que tinta de sua caneta não tem poderes mágicos. Senado e Supremo começam a derrubar decretos que encantaram o presidente”. Na coluna de Bruno Boghossian, na Folha.

“Nas torcidas de Moro e Lula, falta coerência e sobra cara de pau. Após vazamento de diálogos, espetáculo de bate-cabeça não deve terminar tão cedo”. Na coluna de Mariliz Pereira Jorge, na Folha.

“Juízes e justiceiros. Há demanda social e incentivo institucional para que juízes virem justiceiros”. Na coluna de Maria Hermínia Tavares de Almeida, na Folha.

“’Ação de hacker abre teses sobre agente duplo; políticos duvidam de nova invasão’”. Na coluna Painel, da Folha.

📃 _*Mais notícias*_:

“O retorno. Quase cinco anos após vender sua empresa de produtos para cabelos Niely para a L’Oréal, por mais de R$ 1 bilhão, Daniel Fonseca Jesus volta a esse nicho de mercado investindo R$ 200 milhões”. Na capa do Valor Econômico.

“Pão de Açúcar vai vender suas ações na Via Varejo. Líder da família fundadora das Casas Bahia, Michael Klein se prepara para reaver o comando da empresa em leilão amanhã”. Na capa do O Globo.

“Família Klein retoma controle das Casas Bahia. Fim de novela. Após dois anos de tentativas, grupo francês Casino marca para amanhã a venda do controle para grupo liderado por Michael Klein; franceses devem arrecadar cerca de R$ 2,2 bilhões ao se desfazerem de fatia de 36% da dona de Casas Bahia e Pont”. Na capa do Estadão.

“Justiça libera R$ 2,6 bi de dividendos da Braskem. Decisão vai beneficiar o Grupo Odebrecht, que controla a petroquímica e vive grave crise financeira”. Na capa do Estadão.

“Curso curto é a nova onda no ensino executivo. A educação executiva, com um número crescente de provedores, tornou-se um dos mais competitivos setores do ensino, que vive momento de transformações”. Na capa do Valor Econômico.

“Cidade de Deus sob fogo cruzado. Ataque do tráfico e tiros de helicóptero provocam pânico na Cidade de Deus”. Na capa do O Globo.

“Filho de réu no Rodoanel ganha licitação do Metrô. Consórcio instalará portas de plataforma no metrô. Estado defende legalidade”. Na capa do Estadão.

“Assembleia aprova concessão do zoo de SP. Proposta, que só deve ser detalhada no próximo ano, também inclui o Zoo Safári e o Jardim Botânico; investimento mínimo é de R$ 60 mi/ano”. Na capa do Estadão.

“Protesto com 72 feridos leva a recuo em Hong Kong. Protestos forçam governo a adiar debate sobre controversa lei de extradição em Hong Kong”. Na capa do O Globo.

📊 _*Mercado*_: Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tem queda, nessa sexta-feira, 12, de -0,65%, a 98.321 pontos. O dólar fechou o dia em alta de 0,39%, a R$ 3,87. O euro fechou em baixa de -0,25%, a R$4,35.

⏳*_Destaque histórico_*:

“Em 13 de junho de 1949 é publicada a novela “1984”, de George Orwell.” No portal Terra.

👍*_Positivo_*:

“Proposta exige iluminação nas rodovias federais sob regime de concessão”. Na Agência Câmara.

👎*_Negativo_*:

“Negligência é a violação que mais afetou morador de rua em 2018”. Na Agência R7.

 

Olha. Hoje é dia de apresentação do texto do relatório da reforma da Previdência na Comissão Especial que debate, preliminarmente, o assunto, na Câmara dos Deputados, antes que a proposta chegue ao plenário da Casa.

No texto a ser apresentado, hoje, pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP), destaque para as mudanças feitas na proposta original da reforma da Previdência, que reduzem, de R$ 1,2 trilhão para R$ 850 bilhões, o ganho fiscal esperado em dez anos.

Em busca de maios apoios à reforma da Previdência, o relator retirou do texto pontos como o que envolve o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a “desconstitucionalização da Previdência”, que permitiria alterações nas regras por projeto de lei, sem necessidade de PECs.

Também os estados e municípios devem ficar de fora do texto a ser apresentado, hoje, pelo relator, com modificações na aposentadoria rural e, ainda, exclusão do regime de capitalização proposto pelo governo.

A apresentação do texto acontece em meio ao tiroteio causado pela revelação de diálogos entre o ex-juiz Sérgio Moro e membros do Ministério Público sobre a condução dos processos envolvendo a Lava Jato.

Notícias de ontem revelam que o ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, demitiu sua equipe de articulação parlamentar, sob o argumento de que os resultados da atuação de ex-deputados na interlocução com o Congresso, um dos pontos de fragilidade do governo, não foram ‘os esperados’. Pelo que vazou, a decisão de Onyx teria provocado insatisfações na bancada do PSL.

É isso. Forte abraço a todos. De Brasília, Sérgio Botêlho.

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