Sinopse 07.07.2019: morte de João Gilberto na capa dos grandes jornais. Desemprego, previdência e datafolha sobre Moro nas manchetes

📰 Birô de Imprensa – Ano 2 – Número 239 – A 177 dias do fim do ano de 2019, hoje é domingo, 07 de julho de 2019, 188º dia do ano.

Sinopse dos grandes jornais impressos que circulam nacionalmente

🖋Edição: Sérgio Botêlho

📃 Manchetes do dia:

“Na contramão, desemprego cresce entre trabalhadores com diploma

Estagnação elevou em 13% o número de desocupados com nível superior este ano”. Manchete do O Globo impresso.

“O apagar da velha chama. Um dos maiores gênios da música brasileira, criador da bossa nova influenciou gerações de artistas com sua ‘batida diferente’”. Segunda manchete de capa do O Globo impresso.

“Placar da Previdência aponta maior índice de apoio à reforma. Levantamento do ‘Estado’ mostra que 247 deputados são favoráveis às mudanças, o maior número já registrado”. Manchete de capa do Estadão impresso.

“Um banquinho, um violão, uma saudade. A voz e o violão mais importantes da música brasileira, criador da Bossa Nova e fundador do pensamento musical moderno do país, o baiano João Gilberto morreu ontem, aos 88 anos, de causa não divulgada”. Segunda manchete de capa do Estadão impresso.

“Maioria critica a conduta de Moro, mas considera justa prisão de Lula. Datafolha mostra queda na aprovação de ministro após revelação de conversas dele na Lava Jato”. Manchete de capa da Folha impressa.

“Morre João Gilberto, que criou a bossa nova e mudou a música”. Segunda manchete de capa da Folha impressa.

📃 Editoriais do dia:

“O museu nacional de obras públicas paralisadas. O cemitério de canteiros fechados representa um investimento de R$ 144 bilhões em deterioração”. Editorial do O Globo.

“Reforma da Previdência é parte dos desdobramentos do Plano Real. Ajuste feito na década de 90 mostrou a importância do equilíbrio das contas públicas”. Editorial do O Globo.

“O que faz um estadista. Quem ambiciona ser estadista deve ter clara visão de mundo e deve se perguntar se essa visão é mesmo a melhor para o país que pretende governar. Há pessoas que, diante dessa questão, respondem, sem espírito crítico, que sua visão é não só a melhor, como é inquestionável. Na verdade, quem assim se apresenta não é um estadista, mas um político medíocre, que mede o mundo pela régua curta de seus preconceitos e não tem, como consequência, rigorosamente nada de grande a oferecer ao país em termos de política, de economia e do bom funcionamento das instituições.” Editorial do Estadão.

“A agonia da saúde pública. A Caixa Econômica Federal acaba de lançar uma linha de crédito no valor de R$ 3,5 bilhões destinada às Santas Casas de Misericórdia e hospitais sem fins lucrativos que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa vem se juntar ao programa de aprimoramento e gestão lançado recentemente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com dotação de R$ 1 bilhão. Ambos são bem-vindos, mas estão longe de ser suficientes para retirar as Santas Casas da UTI financeira na qual agonizam pela irresponsabilidade do poder público.” Editorial do Estadão.

“Tietê, responsabilidade de todos. Rio Tietê tornou-se mais conhecido por sua degradação, principalmente no trecho canalizado que corta a capital paulista, do que pela importância econômica e urbanística que tem para São Paulo. Isso fica gritante quando chove.” Editorial do Estadão.

“Censo sem bom senso. Debate em torno do questionário reduzido em 2020 está politizado em excesso”. Editorial da Folha.

“Propina olímpica. Suspeita sobre suborno pela Rio-2016 expõe o Brasil a um vexame internacional”. Editorial da Folha.

📃 Outros destaques de capa:

“Acordo com UE: expectativa de vinho e queijo até 30% mais baratos. Queijos, vinhos e azeites europeus podem ficar de 10% a 30% mais baratos para o consumidor brasileiro com o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Para isso, é preciso que o câmbio não sofra grandes oscilações e que o tratado seja ratificado rapidamente pelos países dos dois blocos.” Na capa do O Globo.

“‘Hélio Negão ou Obama?’, perguntou Bolsonaro a Trump. Ao apresentar o deputado Hélio Negão ao americano Donald Trump no Japão, o presidente Bolsonaro explicou o apelido do amigo. Depois, perguntou rindo se deveria ter levado ao encontro o parlamentar ou o ex-presidente Barack Obama. Constrangido, Trump apontou para o brasileiro.” Na capa do O Globo.

“Entrevista: Pedro Malan. Para o ex-ministro da Fazenda, a inflação baixa ainda não se incorporou ao patrimônio genético do brasileiro: “Inflação exige atenção permanente, em particular com problemas fiscais”.” Na capa do Estadão.

“Novo negócio para a velha economia. De olho em futuros “unicórnios” de mais de US$ 1 bilhão, empresários de negócios bem-sucedidos estão investindo no mundo das startups. A aposta é também uma forma de melhorar a eficiência de suas empresas e alternativa de aplicação em tempos de juros baixos. “Sou curioso, detesto ficar alheio às novidades”, diz Elie Horn, da Cyrela”. Na capa do Estadão.

“Lobistas dobram na Câmara e já são 359 grupos. Segundo dados da Mesa Diretora, 359 grupos têm pessoas autorizadas a circular pela Câmara para defender seus interesses. Número, que é mais que o dobro da legislatura anterior, pode ser ainda maior. Aumento se deve ao protagonismo crescente do Legislativo”. Na capa do Estadão.

“Bolsonaro fala mais de pesca do que de emprego. Levantamento do Estado mostra que pesca, internet e armas são os assuntos mais abordados pelo presidente em suas “lives”. Previdência ficou em 6.° lugar e investimentos e empregos, na 43.a posição. “Isso revela suas prioridades”, diz o cientista político José Álvaro Moisés.” Na capa do Estadão.

“Por ex-juiz, Lava Jato atuou contra Venezuela. A Lava Jato atuou em 2017 para expor dados de corrupção na Venezuela, por sugestão de Sergio Moro. O então juiz lançou a Deltan Dallagnol a ideia de tornar pública delação sob sigilo da Odebrecht, acerca de propina no pais vizinho. Dois meses depois, ex-procuradora venezuelana divulgou vídeo de um delator. O caso é apurado. Moro e Lava Jato não reconhecem a autenticidade dos diálogos, obtidos pelo The Intercept.” Na capa da Folha.

“Três moradores de rua morrem na madrugada mais fria do ano em SP”. Na capa da Folha.

📃 Colunas e artigos:

“Plano da UFRJ ignora um grande hospital público. A Universidade Federal do Rio de Janeiro trabalha, com o BNDES e o banco Fator, na modelagem de uma licitação para conceder, por até 50 anos, 485 mil metros quadrados de terrenos na ilha do Fundão e na praia Vermelha (onde fica o falecido Canecão). Quem desenhou a girafa foi Deus. Só Ele sabe o que sairá da modelagem que estão cozinhando. Felizmente, o BNDES e a UFRJ garantem que tudo será feito às claras, em processo licitatório, com o devido debate.” Na coluna de Elio Gaspari, no O Globo.

“Um novo ciclo de ataques ao conhecimento. Rachel Carson, autora de “Primavera silenciosa”, o seminal livro que desarrumou para melhor as até então inexistentes políticas ambientais nos Estados Unidos e obrigou o mundo a despertar para a frágil interconectividade da vida no planeta. Seu livro demonstra que pesticidas não apenas envenenam insetos e ervas daninhas, como desencadeiam uma cascata de mutações destruidoras da vida”. Na coluna de Dorrit Harzim, no O Globo.

“Salles usa dados imprecisos em teses insustentáveis. Está na hora de o ministro se reconciliar com números, fatos e conceitos. Com números, fatos e conceitos imprecisos, ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, monta teses insustentáveis ao falar sobre o tema”. Na coluna de Miriam Leitão, no O Globo.

“ABL sempre recebeu negros e mestiços. A Academia se preocupa com a representatividade, não apenas dos negros, mas também das mulheres e das regiões do país”. Na coluna de Merval Pereira, no O Globo.

“Obra do Museu Nacional terá comissão externa. Para começo de conversa, a nova reitora pretende que uma comissão externa acompanhe a reconstrução do Museu Nacional, tragado por um incêndio no ano passado.” Na coluna de Ancelmo Gois, no O Globo.

“Aécio: ou pede para sair ou será expulso do PSDB. A nova direção do PSDB vai dar apenas mais algumas semanas de tolerância para que Aécio Neves peça licença do partido —anteontem, virou novamente réu, desta vez pelos R$ 2 milhões pedidos a Joesley Batista. Se Aécio fizer cara de paisagem e não pedir para sair enquanto estiver respondendo na Justiça por seus rolos na Lava-Jato, será expulso.” Na coluna de Lauro Jardim, no O Globo.

“O presidente quebrou a cara. Sorte do Brasil. O presidente do Brasil perdeu mais uma disputa no Congresso. Dessa vez na comissão que aprovou o relatório da reforma da Previdência. Depois de ser chamado de traidor por policiais civis, federais e rodoviários e por agentes penitenciários, Jair Bolsonaro correu para tentar mudar o teor do relatório de modo a garantir proteção a estes também. Era tarde demais.” Na coluna de Ascânio Seleme, no O Globo.

“Neste mês em que o Plano Real completa 25 anos, é importante lembrar que, de novo, o País está em perigo. Mãos à obra, a partir da Previdência”. Artigo de Fernando Henrique Cardoso, no Estadão.

“Redenção da Câmara passará pela reforma. Rodrigo Maia deve encarar a votação da reforma da Previdência esta semana apostando na oportunidade que muitos parlamentares têm de se redimir com a opinião pública. Mesmo o governo não tendo cumprido promessas de emendas e cargos, a sensação de quem está na linha de frente é de que dá para aprovar a MP com a força do Legislativo. Desgastado pela Lava Jato e alvo de protestos, o Parlamento abriu uma janela para voltar a falar com a classe média, o mercado e os formadores de opinião em outro patamar e se fortalecer como instituição.” Na Coluna do Estadão, no Estadão.

“Foco no Senado. Quanto mais a reforma da Previdência avança na Câmara e mais se aproxima o recesso parlamentar, mais os holofotes atravessam o Salão Verde do Congresso e se concentram no Senado, que costuma ter políticos mais experientes e fazer menos barulho, mas já impôs três derrotas a Jair Bolsonaro.” Na coluna de Eliane Catanhêde, no Estadão.

“Golpes do governo Bolsonaro às instituições ferem princípios democráticos. Sob o escudo da ‘despetização’, governo Bolsonaro ataca princípios democráticos”. Na coluna de Julio Wiziack, na Folha.

“Legado incomparável. Da selva aos laboratórios do Museu Nacional, graças a Roquette-Pinto”. Na coluna de Ruy Castro, na Folha.

“Autoengano. A reforma tributária pode simplificar o sistema de coleta de impostos, mas não diminuir a carga”. Na coluna de Marcos Lisboa, na Folha.

“A redescoberta da nação. Nacionalismo econômico volta a ser lembrado”. Artigo de Luiz Carlos Bresser-Pereira, na Folha.

“A queda do muro. A maioria dos eleitores que preferiu não escolher um lado na polarizada disputa presidencial de 2018 reprova a interação do ex-juiz Sergio Moro com investigadores da Lava Jato, revela o Datafolha. O contingente não é desprezível. Somados, votos brancos, nulos e abstenções superam 40 milhões, cerca de 30% do total do eleitorado. Nesse grupo, 60% classificam a conduta do hoje ministro como inadequada e 62% dizem que eventuais irregularidades são graves e devem levar à revisão de decisões.” Na coluna Painel, da Folha.

“Provas reais. No governo, Moro prossegue na transgressão às normas judiciais”. Na coluna de Jânio de Freitas, na Folha.

📊 Mercado: Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não funciona nos finais de semana.

Destaque histórico:

“Em 07 de julho de 1904, a ferrovia Transiberiana é terminada, totalizando 8.314 km de comprimento, em uma construção que durou pouco mais de 10 anos.” No portal Terra.

👍Positivo:

“O Spotify anunciou a inauguração da Casa de Música Escuta as Minas. A iniciativa, que será realizada em uma casa na zona oeste de São Paulo, permitirá a 24 artistas mulheres de diferentes estilos musicais que possam gravar seus singles.” Na Isto É online.

👎Negativo:

“Bella Thorne relata abusos sexuais em período em que foi estrela mirim da Disney”. Na Agência Globo.

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