Senado: depois da tempestade, a bonança

Sérgio Botêlho

Para quem apostava numa divisão irreconciliável das forças que compõem o Senado Federal, após a feroz batalha para a eleição do presidente Davi Alcolumbre, no sábado, 09, a sequência dos acontecimentos surpreendeu a todos.

Foi eleita uma Mesa Diretora com placar bem perto da unanimidade, na segunda-feira, 11 (anteontem) e, ontem, terça-feira, 12, por acordo unânime entre os líderes partidários, foram distribuídas as presidências das Comissões entre as siglas que compõem a Casa.

A animação é tanta que, alvo de muitos elogios, agora, o presidente Alcolumbre quer que hoje, quarta-feira, 13, os presidentes e vices das comissões sejam eleitos por aclamação. E a aposta geral é que será isso mesmo a acontecer.

Segundo a distribuição entre os partidos, o MDB é quem mais presidirá comissões, entre elas a mais cobiçada, que é a de Constituição e Justiça, a ser presidida pela senadora Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul.

As outras duas são as de Educação e a Mista de Orçamento, esta, também bastante cobiçada. Já o PSD ficou com a segunda mais importante do Senado, que é a de Assuntos Econômicas, e, mais, a de Relações Exteriores.

Também beneficiado com as presidências de duas comissões terminou o PSDB, que já tem a Primeira Vice-Presidência da Casa. Ontem, ficou decidido que os tucanos presidirão as de Desenvolvimento Regional e a de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor.

Ao PT coube a Comissão de Direitos Humanos, ao PP a de Ciência e Tecnologia, à Rede a de Meio Ambiente, ao PSL a de Agricultura, ao Podemos a de Assuntos Sociais, ao PRB e PSC a do Senado do Futuro.

Contudo, isso não quer dizer que o ano continuará sendo, assim, tão fácil. Muitas batalhas acontecerão em virtude da cisão ideológica entre os senadores, que reproduz a atual divisão da sociedade brasileira.

Ao menos, as direções acabaram unindo momentaneamente essas forças, o que deve pressupor o mínimo de civilidade nos debates, daqui por diante. No fim e ao cabo, porém, os governistas saíram ganhando, já que elegeram o presidente da Casa.

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