Senado adia Enem; matéria vai à Câmara e, se aprovada, à sanção 

Senado adia Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em decisão por 75 votos a 1, nesta terça-feira, 19. O único voto contrário foi do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Dessa forma, os parlamentares levaram em conta o estado de calamidade pública provocado pela pandemia do coronavírus. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovada pelos deputados, vai à sanção presidencial.A proposta da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) é mais ampla. Assim, prevê que, em casos de reconhecimento de estado de calamidade pelo Congresso Nacional ou de comprometimento do regular funcionamento das instituições de ensino do país, seja prorrogada automaticamente a aplicação das provas, exames e demais atividades de seleção para acesso ao ensino superior.O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, marcou o exame impresso para os dias 1º e 8 de novembro. Enquanto a versão digital está prevista para 22 e 29 de novembro. Por outro lado, as inscrições estão abertas até o próximo dia 22. De acordo com informações do Inpe, há quatro milhões de inscritos, e estão esgotadas as vagas para a prova digital.   

Desigualdade

Para Daniella, o adiamento do Enem 2020 impedirá a concorrência desleal entre candidatos sem as mesmas oportunidades de acesso à internet. Especialmente entre estudantes das redes pública e privada de ensino.“O que nós estamos fazendo não prejudica os outros estudantes. Isso é apenas para não reforçar a desigualdade que já existe. Qual aluno hoje tem condição de estar em casa estudando, de pagar uma plataforma de streaming, de pagar pelo YouTube, de ter uma aula de EaD [educação a distância], ou de estudar de qualquer outro jeito? Livros? Que livros eles receberam? Nenhum! Quem é o professor, o autodidata? Quantos são autodidatas para estudarem sozinhos matemática, física e química?”, questiona a parlamentar paraibana.A senadora destacou o apelo dos estudantes a favor do adiamento do Enem e ainda lembrou da sua experiência em sala de aula. “A gente está aqui para representar aqueles que não têm voz, aqueles que não podem chegar até cada um de nós. Eu tive oportunidade de ser professora de escola pública no interior da Paraíba. Eu conheço o que é a dificuldade de perto e sei que, nos estados, vocês vivenciam isso. Então eu queria dizer que nada mais nada menos do que fazer justiça é o que nós estamos fazendo”.  Da Redação do Anexo 6 com informações da Agência Senado

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