Semana não muito produtiva e agora só depois do Carnaval

Crédito da foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A semana vai se encerrando, praticamente, e nenhum projeto de maior importância foi aprovado na Câmara nem no Senado. Não somente a folia, mas, também, uma nítida desarticulação política, no Congresso, são os dois fatos responsáveis pela ausência de grandes decisões.
Nem sequer a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados foi instalada, conforme pretendia o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que culpa a falta de sintonia entre os que formam na base do governo.
Sobre o assunto, aliás, Rodrigo Maia diz que governo precisa construir aliança na Câmara. Segundo o presidente, por enquanto, o governo conta apenas com o PSL e que ainda não dá para saber quantos votos há para aprovar a reforma da Previdência
Ontem, por sinal, o ministro chefe da Casa Civil anunciou que a deputada Joyce Hasselmann (PSL-SP) será a líder do governo no Congresso Nacional, compondo o time de lideranças com o deputado Major Vitor Hugo (PSL-SP), que é o líder do governo na Câmara, e com o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), que é líder do governo no Senado Federal.
A necessidade de uma atuação política profissional e articulada dessas lideranças da situação é fundamental para o sucesso da Reforma da Previdência, conforme alerta o presidente da Câmara, um dos indicadores, ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (PSD-Amapá), do nome da deputada Joyce Hasselman.
O maior desafio, como bem lembra o líder do PPS, deputado Daniel Coelho, de Pernambuco, é fazer com que a bancada governista alivie o que ele chama de “ambiente de combate” que vem se registrando, principalmente, na Câmara, para que seja possível encaminhar negociações com os demais partidos em busca de votos para os projetos governistas.
Mas, tudo isso fica para depois do Carnaval porque daqui até 11 de março, data em que tem início a segunda semana de março, posterior ao reinado de Momo, nada acontecerá no Congresso Nacional. Tempo para que os governistas ponham em prática um novo modo de conduzir as negociações no parlamento.

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