Sem conversa não há avanço na política

No destaque dos acontecimentos desta quinta-feira, 07, é possível qualificar como muito importante o encontro entre o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Na pauta, a Reforma da Previdência.

O assunto, reforma previdenciária, é o mais candente da atualidade brasileira e para muitos especialistas e agentes produtivos uma exigência sem a qual será impossível construir o futuro econômico e social do Brasil.

Acontece que estamos vivendo um quadro de extremada divisão política, no país, e que não é possível vislumbrar a aprovação de uma reforma previdenciária sem que o diálogo se estabeleça, a não ser que o objetivo seja o de ver essa divisão se aprofundar ainda mais, e a reforma naufragar, de vez.

Ora, se não é possível, nem desejável, que exista governo sem oposição, também não é possível, nem desejável, que entre as partes deixe de existir o mínimo de entendimento, o que somente pode ser garantido se ambos os lados mantiverem ao menos as janelas de seus bunkers abertas.

Ao decidir receber os dirigentes da CUT, Mourão passou a positiva impressão de alguém que consegue perceber a necessidade desse diálogo, não somente no que diz respeito à reforma previdenciária, mas, é de se apostar, sobre todos os temas onde haja divergências entre as partes.

Portanto, é importante assinalar a conversa entre o governo e setores oposicionistas como salutar para o desarmamento de espíritos, uma vez que não há possibilidade de avanço político, no que quer que seja, sem conversa.

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