Segue a eleição 2018 no domínio das manchetes dos jornais

Segue a eleição 2018 no domínio das manchetes dos jornais. “Apesar de renovação, presidente eleito vai depender do centrão na Câmara”, avalia O Globo. “Falta de dinheiro para o PAC prejudica planos de candidatos”, revela o Estadão. “Plano de candidatos exige mudança na Constituição”, diz a Folha. “Bolsa Família é força cadente, mas ainda favorece o PT”, comenta o Valor Econômico.

SINOPSE DE 15 DE OUTUBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Apesar de renovação, presidente eleito vai depender do centrão na Câmara. São 207 deputados de siglas que apoiaram Dilma e Temer, indispensáveis para formar a maioria. O primeiro turno da eleição mudou a cara da Câmara dos Deputados, com renovação de 47,3% nos mandatos. Mesmo com bancadas menores, no entanto, partidos tradicionais continuarão sendo fundamentais para a formação da base do novo presidente, seja Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT). O MDB e as legendas do centrão (PP, PR, PSD, PRB, PTB, PROS, SD e PSC) perderam 15% de seus espaços, mas somam 207 votos. As duas maiores bancadas, PT (56 eleitos) e PSL (52) não poderão dispensar essas siglas para aprovar projetos de lei.

Empresas adiam contratação de temporários. O sonho do emprego de fim de ano foi adiado. Segundo a Confederação Nacional do Comércio, devido à incerteza com as eleições, 25% das admissões de temporários ocorrerão em dezembro, quando geralmente se contratam cerca de 10% das vagas. Esse processo costuma começar em setembro.

Placas para Marielle. Após dois candidatos a deputado pelo PSL, que depois foram eleitos, quebrarem e exibirem uma placa simbólica com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada em março, manifestantes, em resposta, ocuparam ontem a Cinelândia com 1,7 mil placas novas.

Eduardo Oinegue: A anunciada renovação do Congresso que não aconteceu.

Fernando Gabeira: Uma fórmula para lidar com o poder emergente.

Antônio Gois: Candidatos fazem diagnósticos bem diferentes sobre a educação.

Editorial1: É urgente o debate sobre a verdade orçamentária. Bolsonaro e Haddad precisam explicar suas propostas de mudanças para a economia.

Editorial2: Transferência de gestão é chance para recuperar Arco Metropolitano. Via, que custou quase R$ 2 bilhões, está malconservada e se tornou área de risco para os motoristas.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Falta de dinheiro para o PAC prejudica planos de candidatos. País tem R$ 132 bilhões travados no Programa; obras são propostas eleitorais para criação de emprego. Falta de verba, problemas técnicos e indícios de crimes são as principais razões para a paralisação de 2.914 obras espalhadas pelo País. A retomada desse projetos é apontada pelos candidatos à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), como a principal estratégia para a geração de empregos. Porém, segundo o Ministério do Planejamento, há R$ 132 bilhões em investimentos travados só no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A falta de dinheiro responde pela paralisação de 294 obras, que somam R$ 62,9 bilhões. Falhas na elaboração são a causa da interrupção de outros 1.359 projetos, no valor total de R$ 25,5 bilhões. As cifras referem-se apenas ao conjunto de obras do PAC executadas com recursos do Orçamento Geral da União. Em junho, o Estado mostrou que havia no País 7.400 obras a serem tocadas com verbas federais que estavam paradas.

Escola sem ‘direção ideológica’. Coordenador das propostas do Ministério de Educação de Jair Bolsonaro (PSL), o general Aléssio Ribeiro Souto diz que “é forte a ideia” de revisão de currículos e de bibliografias usadas nas escolas, informa Renata Agostini. Ordem é evitar a exposição de crianças a “ideologias”.

Juntas elas têm a força. Carol Vergolino, Joelma Carla, Jô Cavalcanti, Katia Cunha e Robeyoncé Lima foram eleitas para o primeiro mandato coletivo da Assembleia de Pernambuco. Elas defendem movimentos de moradia, causas LGBTI, políticas públicas para a juventude e a valorização da cultura e da educação pública. Vão dividir a legislatura.

Em 16 anos, PT perde 1/3 dos votos em legenda. O PT perdeu 1/3 dos votos em legenda para a eleição de deputado federal desde 2002. Nesta eleição, a sigla ficou com 18,4% da preferência do eleitorado ante 27,1% registrados há 16 anos. O PSDB perdeu 70% desses votos desde 2014. Por outro lado, o PSL se tornou o segundo partido com mais votos em legenda neste ano, com 15,4% – em 2002, teve 0,5%.

Petismo resiste no interior. Partido venceu nas cidades com menos de 10 mil habitantes, a maioria no Nordeste, nas quais obteve 70% dos votos.

Mortalidade de bebês com microcefalia é 3 vezes maior. De novembro de 2015 até julho deste ano, 218 crianças nascidas com a chamada síndrome congênita do zika (que inclui microcefalia) morreram no País. Considerando apenas os mortos antes de completarem um ano, foram 188 óbitos – 5,82% de 3.226 bebês. O índice é três vezes maior que o observado na população em geral. Médicos e famílias atribuem parte das mortes a falhas no serviço de saúde.

Novos senadores devem R$ 65 mi à União.

Haddad faz aceno para diálogo com FHC.

Bolsonaro diz ser ‘quase impossível’ perder eleição.

Família de Geddel fica fora da Câmara.

Moro homologa delação da Mendes Júnior.

Cida Damasco: Se há uma semelhança entre os dois candidatos, essa é a manutenção das incertezas em relação aos programas de governo.

Editorial1: O programa que evapora. O PT inovou ao antecipar o estelionato eleitoral, renegando muitas de suas promessas e ideias antes mesmo do desfecho da eleição. (PÁG. A3)

Editorial2: O potencial das novas gerações. Recente estudo do Banco Mundial mostrou que o Brasil ainda desenvolve muito pouco o seu capital humano.

Editorial3: A indústria reclama. É crucial que aqueles que pretendem ocupar a Presidência tenham claro o que pretendem fazer para estimular a produção.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*:  Plano de candidatos exige mudança na Constituição. Novo presidente terá dificuldade para obter os votos de 60% do Congresso. Algumas das principais propostas dos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) dependem de mudanças no texto da Constituição de 1988. Para aprovar emenda à Carta é preciso o apoio de três quintos do Congresso, o que será difícil num cenário de fragmentação partidária. Bolsonaro pretende reduzir a maioridade penal, inicialmente de 18 p ara 17 anos — um futuro presidente promoveria a queda para os 16. Entre especialistas, há dúvidas se essa alteração no texto constitucional seria juridicamente possível, por envolver o direito à vida e acordos firmados pelo Brasil. A permissão para a exploração econômica de reservas indígenas, outra ideia do presidenciável do PSL, também deve exigir emenda. No programa de governo do Haddad, há ao menos sete propostas de mudança na Constituição, incluindo a extinção do teto fixado para as despesas do governo federal. O petista recuou do plano de convocar uma Assembleia Constituinte, incluído no programa oficial de governo no primeiro turno. Já Bolsonaro desautorizou seu vice, que aventou uma nova Carta a ser redigida por uma comissão de notáveis e submetida a referendo popular.

Estreantes e militares são destaque na bancada do PSL. Eleita pela onda conservadora que pode levar Jair Bolsonaro ao Planalto, a bancada de 52 deputados do PSL —a segunda maior da Câmara — tem 30 novatos. Policiais e militares ocuparão 21 vagas. Desde o fim da ditadura militar (1964-1985), nunca uma sigla acumulou tamanho poderio em tão pouco tempo. O grupo já fala em disputar a presidência da Câmara.

PT evita rever tese de que foi vítima de sabotagem. O PT e seu candidato a presidente, Fernando Haddad, têm procurado não fazer reconhecimento mais completo dos erros do governo Dilma. Em documento de 2016, a legenda se autocriticou por não ter evitado “a sabotagem conservadora” de instituições.

Haddad precisa representar mais que seu partido.

Eleições 2018. Antes redutos do PT, 412 cidades migram para presidenciável do PSL.

Bolsonaro usa estratégia militar na comunicação, afirma antropólogo.

Onda conservadora leva caretismo também ao vestuário dos políticos.

Álcool e drogas têm relação com mortes violentas. Estudo da USP mostra que em 55% das mortes violentas ocorridas na cidade de São Paulo a vítima consumiu álcool ou drogas momentos antes do óbito. São adultos que morreram em razão de homicídios (26%), acidentes de trânsito (20%) e suicídio (10%). O álcool lidera as ocorrências.

Autônomo precisa ganhar o dobro para manter padrão CLT.

Editorial1: Imprevidentes. Bolsonaro e Haddad até agora não expuseram planos consistentes para a reforma da Previdência

Editorial2: O inaceitável. Deve-se cobrar de Jair Bolsonaro uma retórica que não incentive a intolerância.

*Manchete do jornal Valor Econômico*: Bolsa Família é força cadente, mas ainda favorece o PT. O PT manteve vantagem, no primeiro turno da eleição presidencial, nas áreas mais atendidas pelo programa Bolsa Família. A campanha do candidato Jair Bolsonaro (PSL) reagiu aos dados e prometeu, na semana passada, criar um “13º salário” para os beneficiários do programa.

Governadores entregam contas em situação frágil. As finanças estaduais pioraram nos últimos quatro anos. Em 15 dos 26 Estados, a despesa com pessoal do Poder Executivo cresceu em relação às receitas de dezembro de 2014.

Bolsonaro promete devassa na Petrobras e no BNDES. O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) pretende realizar, caso eleito, uma devassa na Petrobras e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Ele vai fazer uma auditoria profunda”, informou ao Valor um integrante do núcleo da campanha de Bolsonaro, referindo-se ao BNDES e à Petrobras.

Xanthopoylos quer a volta da educação moral e cívica. Cotado para ser o ministro da Educação em um possível governo de Jair Bolsonaro (PSL), Stavros Xanthopoylos, de 59 anos, defende o ensino de “uma moral e cívica do século XXI” nas escolas, que una os conceitos de patriotismo e nacionalismo ao que chama de “cidadania digital”.

Incorporadoras para alta renda têm valorização. As ações das incorporadoras com atuação nos segmentos de médio e alto padrões são as que mais se beneficiam da maior probabilidade de que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito.

Crescimento. Após expansão média de 11% na receita nos últimos cinco anos, a Melitta avançou 5% no mercado brasileiro em 2017, resultado da crise econômica e do excesso de oferta. Agora, Marcelo Barbieri espera voltar aos dois dígitos, com a retomada do crescimento e a nova fábrica de Varginha (MG).

EUA querem cláusula contra guerra cambial em acordos. Os Estados Unidos vão insistir em medidas para proibir desvalorizações cambiais competitivas nos futuros acordos comerciais, disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, no fim de semana.

No Brasil de pouca leitura, nascem mais clubes de livro. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Comércio Eletrônico, o número de clubes de assinatura, incluindo todos os gêneros, aumentou de 300 para 800 entre 2014 e 2018. O faturamento, de R$ 430 milhões quatro anos atrás, vai chegar a R$ 782 milhões neste ano, estima a Abcomm.

Contas públicas. Dobra número de Estados acima do limite de gasto com pessoal. Maioria dos novos governadores terá como herança dos antecessores finanças estaduais com crescimento maior da folha que o da receita.

Eleições Bolsonaro promete devassa na Petrobras. Presidenciável pretende acabar com os financiamentos de obras no exterior pelo BNDES e revisar o pré-sal.

Ensino terá moral e cívica do século XXI, diz aliado.

O admirável mundo do Novo. Congelado nos anos 60, o exterminador do futuro voltou à vida.

Haddad tenta ampliar apoios e Bolsonaro faz ofensiva no Nordeste.

Candidato diz que país ‘não tem clima para aventureiro’.

Petista afirma querer “abrir a porta” para FHC.

Editorial: Mercados continuam inquietos com o rumo dos juros nos EUA. Os surtos de intranquilidade nos mercados parecem ter se tornado mais frequentes, um presságio de correções nada rotineiras de rumo.

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