Saúde, judiciário e economia são os destaques das manchetes dos jornais

Saúde, judiciário, e economia são os destaques das manchetes dos jornais. Apesar de decisão do STF, ANS diz que manterá aumentos dos planos de saúde; Receita fiscalizará dinheiro vivo das campanhas; questão do destino do lixo está em seque pelo STF; segundo semestre terá baixa inflação.

SINOPSE DE 18 DE JULHO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: ANS pretende manter regra dos 40% de coparticipação. Para diretor, agência reguladora não é ‘órgão de defesa do consumidor’. Rodrigo Aguiar afirma que AGU participou do processo que deu origem à Resolução 433 e não viu inconstitucionalidade ou ilegalidade. O diretor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) Rodrigo Aguiar afirmou que o órgão regulador pretende manter a regra que fixa limite de 40% para exames e consultas em planos de saúde de coparticipação e franquia, que foi suspensa pela presidente do STF, Cármen Lúcia. Segundo o diretor, a Advocacia- Geral da União participou do processo que originou a Resolução Normativa 433, e não viu inconstitucionalidade ou ilegalidade. Aguiar diz que a reação à medida é “irreal”, porque a ANS não ampliou, mas sim criou um limite de 40% para a cobrança de coparticipação dos clientes dos planos/

Servidores da saúde agiam para furar fila do Sisreg. Fichas obtidas pelo GLOBO de pacientes que conseguiram consultas, cirurgias oftalmológicas e até plástica reparadora em tempo recorde em unidades de saúde do Rio revelam como servidores agiam para furar a fila do Sisreg, que organiza o atendimento. O esquema funcionava dentro da prefeitura, responsável por gerenciar a fila. Havia até grupo de WhatsApp para tratar as indicações, no qual estava a subsecretária de Saúde, Claudia Lunardi. Em nota, a Secretaria de Saúde diz que vai investigar possíveis irregularidades/

Ciro diz que acordo de Boeing e Embraer deve ser desfeito. O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, enviou carta a dirigentes da Boeing e da Embraer orientando-os a não consumar o acordo, anunciado no início do mês e que prevê a venda de 80% da área comercial da empresa brasileira à gigante americana, até a posse do novo presidente do país. O acordo depende da aprovação dos acionistas da Embraer, entre os quais o governo, e de órgãos reguladores de Brasil e EUA/

Bolsonaro escolhe general como vice. A poucos dias da convenção do PSL que o confirmará como candidato à Presidência, Jair Bolsonaro prometeu ontem anunciar um general como seu companheiro de chapa. O general da reserva Augusto Heleno, ex-comandante da Missão de Estabilização do Haiti em 2004, disse estar preparado. O nome de Heleno é o mais cotado/

Bernardo Mello Franco: O plano de Renan para sabotar Meirelles. Não é fácil a vida de Henrique Meirelles. O ex-ministro da Fazenda já estava empacado na lanterna da corrida presidencial, com 1% das intenções de voto. Agora enfrenta um adversário de peso no próprio partido: o senador Renan Calheiros. Hoje o alagoano dará início a uma guerrilha telefônica para sabotar a candidatura. Ele promete ligar para quase 800 políticos que participarão da convenção do MDB, no dia 2. “Vou fazer o dever de casa”, desafia Renan. “Insistir no Meirelles é uma estupidez. Ele tem atributos para ser um bom presidente da Febraban. Não para ser presidente do Brasil”, ataca. “O doutor Ulysses se lançou anticandidato, mas estava contra quem fazia coisa errada. O Meirelles é a favor desse pessoal”/

Ciro diz que acordo de Boeing e Embraer deve ser desfeito. Ciro envia cartas a Boeing e Embraer e afirma que acordo entre aéreas tem que ser desfeito/

Aécio indica a aliados que vai concorrer a deputado federal. Tucano avalia não ter condições políticas para tentar novo mandato no Senado/

Editorial1: É essencial a Eletrobras privatizar distribuidoras. Nem a holding estatal nem o Tesouro podem arcar com os custos de liquidação das empresas, cuja sobrevivência depende da mudança para a gestão privada/

Editorial2: Trump recua, mas fica a desconfiança sobre ele. Presidente americano tenta voltar atrás após declarações controversas em Helsinque, que lhe valeram a acusação de ‘traidor’ por aliados republicanos.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Receita vai fiscalizar dinheiro vivo declarado por políticos. Suspeita é de que candidatos declaram valores em espécie inexistentes para viabilizar lavagem e caixa 2. Em conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) vão fiscalizar suspeitas de uso de dinheiro em espécie para caixa 2 de campanha nas eleições. A suspeita, segundo os investigadores, é de que candidatos declaram à Justiça Eleitoral e ao Fisco ter em seu poder valores em espécie, mas a informação seria falsa. A declaração visaria a transformar, ao final da campanha, eventuais sobras financeiras em dinheiro próprio. A declaração também serviria para encobrir a utilização de recursos de origem ilícita no custeio de despesas eleitorais. Em 2014, na última eleição presidencial, foram declarados R$ 300 milhões em dinheiro por 7,6% do total de candidatos. Em 2016, quando foram eleitos prefeitos e vereadores, 12,28% dos 497.697 candidatos em todo o País declararam ter R$ 1,679 bilhão em espécie/

Justiça Eleitoral caça ‘laranjas’. Na primeira eleição geral sem doações de recursos por empresas, a Justiça Eleitoral planeja apertar a fiscalização contra o uso de CPFs de “laranjas” para simular contribuições às campanhas. Bases de dados de outros órgãos serão cruzadas/

Crédito para imóveis tem sobra de R$ 100 bilhões. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) calcula que haja pelo menos R$ 100 bilhões disponíveis para financiamento de imóveis. Esse volume de recursos ociosos é atribuído à lenta retomada do setor, aliada à resistência do consumidor em assumir dívidas longas. Os bancos, porém, descartam cortes nos juros por causa de incertezas políticas e econômicas/

Vacinação cai no Brasil e sobe no resto do mundo. Enquanto o mundo teve, em 2017, recorde de crianças vacinadas, segundo o Unicef e a OMS, o Brasil viu o número de imunizações cair. A cobertura da tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), que estava perto de 100% em 2014, ficou em 85% no ano passado. A da pólio foi de 95%, em 2015, para 78,5% em 2017. O governo diz que alerta para os riscos da baixa cobertura/

Por Centrão, Ciro suaviza crítica às novas leis do trabalho. De olho no apoio do Centrão, bloco formado por DEM, PP, PRB e Solidariedade, o pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse ontem a empresários que não é contra a reforma trabalhista, mas contra a reforma aprovada em novembro e que se compromete a “recolocar a discussão”. Em outra frente, ele tenta atrair o apoio do PCdoB, aliado histórico do PT/

Painel: Jogada que pode definir o primeiro turno está nas mãos de Valdemar Costa Neto/

Bolsonaro desiste de aliança e Ciro faz ofensiva para acordo com PR/

Marina tenta atenuar ‘marinês’ e mostrar lado bem-humorado/

Eles não querem de jeito nenhum que a Lava Jato acabe, diz Lula em vídeo/

Economia não melhora porque concorrentes geram incerteza, diz Meirelles/

Seria melhor para o país se PSDB e PT fossem mais fortes, diz cientista político/

Suspeito de fraude, ex-ministro do Trabalho decide colaborar/

Com viagem de Temer, Cármen assume Presidência da República pela 3ª vez neste ano/

Reformas e mais produção. A presidente do Goldman Sachs no Brasil, Maria Silvia Bastos Marques, defendeu o aumento da produtividade para o crescimento sustentado do País. Para ela, os incentivos deveriam ser direcionados a inovação e educação. O economista Gustavo Franco destacou a urgência das reformas/

Estatal EBC vive farra de atestados médicos/

Anvisa cria regra para suplemento alimentar/

Vera Magalhães: A depender de quais partidos estiverem com Ciro, as propostas dele podem vingar ou cair. É o candidato total flex/

Bruno Boghossian: Com aliança em risco, Bolsonaro encolhe e falha em teste político. Candidato desiste de conversas com PR, mas terá que explicar flerte com Valdemar/

Editorial1: Congresso desmoralizado. Decisões não são mais reconhecidas como expressão da cidadania, mas apenas como sabotagem grosseira dos esforços para sanear as contas nacionais/

Editorial2: Sem fôlego para a corrida. O Brasil continua no último pelotão na corrida do crescimento global e aí continuará por vários anos, segundo o FMI. (PÁG. A3)

Editorial3: O inimigo interno. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tem perdido oportunidade de mostrar que é ele uma das maiores ameaças aos interesses americanos, e não supostas maquinações internacionais. A pretexto de defender o interesse nacional mundo afora pautado pela doutrina America First (“Os Estados Unidos em primeiro lugar”, em tradução livre), elaborada por sua equipe de marketing durante a campanha eleitoral de 2016, Donald Trump tem complicado o bom funcionamento de um sistema internacional de concertação política e econômica que foi concebido no pós-guerra, entre outras razões, justamente para defender os interesses dos Estados Unidos.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Decisão do STF põe em xeque gestão do lixo no país. Tribunal tornou ilegal implantação de aterro sanitário em área de preservação; hoje, 80% deles operam nesses locais. São Paulo, Rio e mais 14 capitais brasileiras correm risco de ter de encontrar novo destino para seu lixo por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal)/

Trump recua e reconhece ação russa nas eleições americanas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou das declarações dadas na segunda-feira (16), durante encontro na Finlândia com o russo Vladimir Putin. Trump reconheceu que a Rússia interferiu nas eleições americanas de 2016. O republicano foi duramente criticado em seu país por ter colocado em dúvida a investigação conduzida por órgãos de inteligência dos EUA. Ontem, porém, elogiou o talento dos agentes americanos, nos quais disse ter fé total/

Ministério cede a pressão e mudará base curricular. O Ministério da Educação vai mudar e ampliar a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio, que define o que é ensinado. Os ajustes visam a atenuar resistências à proposta, criticada por não detalhar conteúdos e, assim, elevar o risco de desigualdade na educação/

Mônica Bergamo: Toffoli diz que, na chefia do STF, terá de se contrariar Dias Toffoli, que assumirá a presidência do Supremo em setembro, diz saber que no exercício do cargo não raro terá de contrariar suas convicções, “em defesa da instituição”/

Editorial1: Com voto, sem aliado. Jair Bolsonaro e Ciro Gomes têm dificuldades na busca por parcerias ao centro/

Editorial2: Sinais de alerta. É com perplexidade que se observa o aumento na taxa de mortalidade infantil.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Congresso tenta ampliar benefícios do Rota 2030. Mudanças defendidas por congressistas podem ampliar em muito o custo de R$ 1,5 bilhão por ano estimado pelo governo ao estabelecer as regras do Rota 2030, programa de incentivos à indústria automotiva/

Brasil gasta mais que OCDE com educação. O Brasil gasta com educação o equivalente a 6% do PIB, valor superior à média de gastos dos países da OCDE (5,5%) e de países como Argentina (5,3%), Colômbia (4,7%), Chile (4,8%) e México (5,3%)/

Futuro opaco. Questionado por senadores, o presidente do Fed, Jerome Powell, evitou previsões sobre o impacto da guerra comercial na economia dos EUA: “Não há precedentes para essas amplas discussões”/

Decreto trará regra para devolução de concessões. Após um ano de avanços e retrocessos, o presidente Michel Temer deve assinar nos próximos dias o decreto que regulamenta a devolução de concessões de infraestrutura em dificuldades financeiras/

País chega às eleições ’em colapso’. Com uma combinação de severas crises nos três Poderes, o Brasil vive um momento de anomalia, o que torna o jogo eleitoral excessivamente complicado e incomparável com experiências de eleições passadas. Sistemas político, de gastos públicos e educacional dão sinais de exaustão, apontam professores do Insper/

Produção da Petrobras cai 4% no semestre. A Petrobras já colocou duas novas plataformas em operação no pré-sal neste ano, mas encerrou o 1º primeiro semestre com queda de 4,4% no volume de petróleo produzido, ante igual período de 2017/

BMW aumenta aposta no futuro do carro elétrico. A BMW ganhou o direito de comprar participação na CATL, maior fabricante mundial de baterias para carros elétricos, depois de a montadora ter acertado a compra de células de bateria da empresa chinesa por US$ 4,7 bilhões. O negócio consolida os laços entre a BMW e a CATL/

A pressão por uma nova lei dos agrotóxicos. Muitas vezes são propostas soluções frágeis para falsos problemas/

Entrevista Bolsonaro já está em queda, diz guru do DEM. Para pesquisador, Lula pode colocar petista no 2°turno/

Medo de ficar com o mico na mão. Agora é política, a fase do leilão é depois da eleição/

Bolsonaro escolhe general Augusto Heleno para vice na chapa à Presidência. Negociação com o PR não vinga por exigências feitas pelo partido aliado em São Paulo e no Rio de Janeiro, segundo dirigente do PSL-SP/

Trump recua e diz que aceita evidências contra a Rússia. Apesar da forte reação dos republicanos, analistas ainda não veem espaço para um impeachment do presidente Donald Trump/

Argentina tem maior inflação em dois anos e vive estagflação. Condicionantes impostas pelo FMI devem dificultar retomada da economia, que deve contrair 1% neste ano/

Editorial: Guerra comercial entra de vez nos cenários de curto prazo. Sem uma reação doméstica vigorosa, Trump prosseguirá em sua agenda destrutiva, com sérias implicações globais.

Manchete e submanchetes do jornal Diário Comércio, Indústria e Serviços (DCI): Índices revelam cenário de baixa inflação no 2º semestre. Os principais indicadores de preços apresentam tendência de desaceleração após efeitos da greve dos caminhoneiros. Segundo economistas ouvidos pelo DCI, a inflação do País deve seguir em níveis baixos no segundo semestre deste ano/

Orgânicos crescem em meio a polêmicas. As críticas ao Projeto de Lei 4576/2016, que trata da venda de alimentos orgânicos, colocaram no centro dos debates um mercado em franca expansão. O segmento deve crescer 20% e movimentar R$ 4 bilhões em 2018 no País/

Exportação de calçados encolhe e frustra esperança de recuperação/

Inovação chega à bolsa de valores com taxa alternativa em ações/

Consumidor vê ‘momento ruim’ para a compra de bens duráveis/

Lançamentos de imóveis devem desacelerar a partir de junho/

Investimento em eletricidade ganha fôlego e passa o de petróleo/

PDT sai na frente e tenta escantear Marina e o PT. Ao ser o primeiro partido a oficializar seu candidato a presidente da República, Ciro Gomes, nesta sexta-feira (20), o PDT investe na tentativa de escantear Marina Silva (Rede) do segundo turno e de isolar o PT na disputa/

Editorial: Cidades devem buscar equilíbrio. A divulgação recente da edição 2018 do índice de cidades inteligentes (CIMI) pela escola de negócios IESE reforçou o abismo existente entre modernas cidades europeias, americanas e asiáticas e algumas metrópoles da América Latina. Com exceção de Buenos Aires (76ª posição) nenhuma cidade da região conseguiu ficar entre as 100 melhores na relação geral, que compila dados de 165 localidades de 80 países. Como os próprios organizadores do estudo alertam que não se trata de um “concurso de beleza”, cabe aos gestores públicos e à sociedade saber usar os resultados para identificar problemas e propor soluções.

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