Estatais do saneamento, Senado e Lava Jato são temas das manchetes

Sinopse da grande mídia impressa:

🖋 Edição: Sérgio Botêlho

📃 Manchetes do dia:

“Estatais do saneamento gastam mais com salários do que investem. Folhas consumiram R$ 8,5 bilhões acima do valor das melhorias no sistema. Levantamento do Ministério da Economia mostra que as despesas com pessoal somaram R$ 68,1 bilhões entre 2010 e 2017, R $8,5 bilhões a mais que os investimentos. No fim de 2017, a cobertura de esgoto era menor que 50% em 18 dos 25 estados analisados. Já está em discussão no Congresso um novo marco legal para o setor.” Manchete de capa do O Globo.

“Presidente do Senado briga na Justiça para manter sigilo de gastos. Despesas de Davi Alcolumbre e de outros senadores com a cota parlamentar até junho não são divulgadas; Justiça Federal, Ministério Público e TCU questionam”. Manchete de capa do Estadão.

“Lava jato driblou lei para ter dados da Receita, mostram mensagens. Procuradores estabelecem relação próxima com Roberto Leonel, depois levado por Sergio Moro ao Coaf”. Manchete de capa da Folha.

📃 Editoriais do dia:

“Bolsonaro cria risco amazônico para o agronegócio. Sem projeto alternativo, consistente, o governo se limita a renegar a Ciência, a desdenhar de debates e a estimular o desinvestimento externo. É política pouco inteligente. A incontinência retórica de Bolsonaro está criando um risco amazônico para o agronegócio, hoje responsável por 26% do Produto Interno Bruto.” Editorial do O Globo.

“Bolso ambiental. Desdém governista diante do desmatamento gera perda de reputação e de recursos.” Editorial da Folha.

“Barreiras ao comércio aumentam temor de nova recessão mundial. Ativismo protecionista de Trump não ajuda neste momento de sinais de desaceleração em alguns países”. Editorial do O Globo.

“Temor global. Ameaça à expansão econômica agita mercados; Brasil tem espaço para reduzir juros”. Editorial da Folha.

“Sem razão para otimismo. A reforma da Previdência, que parece bem encaminhada, não é suficiente para justificar otimismo quanto ao futuro imediato da gestão fiscal do governo federal”. Editorial do Estadão.

“Bola nas costas. A despeito de ainda ser tratado como o grande astro do time, ministro Sergio Moro tem levado muitos dribles no Congresso e dentro do governo”. Editorial do Estadão.

“Desempregados crônicos. Não há muito o que comemorar nos dados sobre desemprego divulgados pelo IBGE”. Editorial do Estadão.

📃 Outros destaques:

“Receita alerta Bolsonaro sobre risco de intervir em Itaguaí. A interferência do governo em postos-chave da Receita Federal no Rio, como os do superintendente no estado e do delegado em Itaguaí, abriu crise com o órgão e pode provocar uma renúncia coletiva. A cúpula do Fisco alertou o presidente Bolsonaro sobre o risco de substituição em Itaguaí, unidade cercada pela milícia.” Na capa do O Globo.

“Presidente: ‘Vai ter veto’ em lei de abuso de autoridade. O presidente Bolsonaro disse que ainda não leu o projeto sobre abuso de autoridade, mas que “vai ter veto”.” Na capa do O Globo.

Nos insultos presidenciais, o tom só aumenta. 58 frases ofensivas. “Daqueles governadores de… ‘paraíba, o pior é o do Maranhão”. Jair Bolsonaro, ao se referir aos governadores do Nordeste em julho” Na capa do O Globo.

“Mais ricos têm 56% das deduções de saúde do IR. Levantamento do Estado com base em dados da Receita mostra que 56% das deduções de gastos com saúde do Imposto de Renda da Pessoa Física são concedidas a contribuintes que ganham acima de dez salários mínimos por mês. Os 19,7% mais ricos entre os declarantes abateram R$ 44,4 bilhões em despesas com saúde na declaração de 2018. Na educação, esse também é o grupo mais contemplado pelo benefício.” Na capa do Estadão.

Exportações de ouro batem recorde sob temor recessivo. As vendas brasileiras de ouro vêm batendo recorde ante o temor de recessão global. O metal tem sido usado para proteger patrimônio. Em 2018, o Brasil exportou 95 toneladas, um crescimento de 150% em dez anos. A demanda estimula o garimpo ilegal em terras indígenas. O Ministério Público Federal entrou com ação contra a União e o Banco Central para coibir esquemas que “esquentam” o ouro Clandestino.” Na capa da Folha.

“Investimento à míngua leva a debate sobre papel estatal. A expressiva queda nos investimentos por parte do setor privado reacende a discussão sobre prós e contras de uma atuação direta do governo na economia. A alocação de recursos da construção civil como fatia do PIB teve, em 2018, seu pior desempenho em mais de 70 anos, diz estudo de pesquisador da USP.” Na capa da Folha.

“Parecer vê nepotismo no caso Eduardo. Cargo de embaixador em Washington, ao qual Bolsonaro quer indicar o filho, é comissionado, o que vedaria nomeação de parentes”. Na capa do O Globo.

“Eduardo nos EUA é nepotismo, diz parecer do Senado”. Na capa da Folha.

“Indicar Eduardo é nepotismo, diz parecer legislativo. Parecer elaborado pela Consultoria Legislativa do Senado, com base em entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) , diz que a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil nos EUA configura nepotismo.” Na capa do Estadão.

“Governo muda critérios para bolsas de estudo. O governo federal vai mudar critérios de concessão de bolsas de mestrado e doutorado. O novo sistema de escolha levará em conta o IDH do município da faculdade, o teor das pesquisas e a nota dos cursos nos últimos anos.” Na capa do Estadão.

“Cai o ministro da Economia da Argentina. Nicolás Dujovne renunciou às vésperas da eleição presidencial. Seu sucessor será Hernán Lacunza, secretário de Economia da província de Buenos Aires.” Na capa do Estadão.

“Pasta da Economia muda de titular na Argentina em crise. O presidente Mauricio Macri substituiu o ministro da Economia da Argentina, Nicolás Dujovne, por Hernán Lacunza, titular da pasta em Buenos Aires. Dujovne criticava medidas heterodoxas anunciadas por Macri.” Na capa da Folha.

“Niterói-Manilha tem 15 esconderijos de bandidos em suas margens. Rota para a Região dos Lagos e áreas de petróleo, trecho de 23 quilômetros ganha reforço de policiamento”. Na capa do O Globo.

“Com salário de R$ 11 mil, fiscal acumula imóveis. Agente vistor da Prefeitura de São Paulo, Jorge Tupynambá acumulou patrimônio de R$ 12 milhões em imóveis. Inquéritos apuram suposta cobrança de propina. Ele nega irregularidades e diz desconhecer as denúncias.” Na capa da Folha.

📃 Colunas e artigos:

“Contra o cientificídio. Jair Bolsonaro mandou demitir o chefe de um órgão científico do governo porque não gostou dos dados por ele aferidos. Não foi a única atitude cientificida do presidente, que quer pôr mais armas nas mãos da população e acabar com os radares de velocidade, para citar apenas duas de suas iniciativas que vão contra a melhor literatura técnica disponível.” Na coluna de Hélio Schwartsman, na Folha.

“Witzel usa inocentes mortos como palanque no bangue-bangue do Rio. Se não quiser assumir responsabilidades, governador deve procurar outro emprego”. Na coluna de Bruno Boghossian, na Folha.

“Acabou o dinheiro. Crescimento acelerado das despesas obrigatórias gerou o problema da falta de recursos”. Na coluna de Marcos Lisboa, na Folha.

“A palavra do coprófilo. O Brasil está sem dinheiro porque está sem governo”. Na coluna de Jânio de Freitas, na Folha.

“O decano. Farol do Supremo, Celso de Mello completa 30 anos na corte”. Artigo de Dias Toffoli, na Folha.

“Terra indígena não é propriedade privada. Povos não querem plantar soja ou abrir cassinos”. Artigo de Sarney Filho, na Folha.

“Europeus tentam ajudar Amazônia, mas são rechaçados pela política de desmate livre de Bolsonaro.” Na coluna de Fernando Reinach, no Estadão.

“Ações de Bolsonaro na Receita e no Coaf alarmam procuradores; escolha de PGR pode desencadear reação”. Coluna Painel, da Folha.

“A crise coma Polícia Federal, provocada pela tentativa do presidente Jair Bolso na rode intervir na corporação indicando o novo chefe do Rio de Janeiro, proporcionou ao ministro da Justiça, Sergio Moro, retomar, ainda que em parte, o protagonismo que havia perdido na crise das conversas hackeadas, e também no “quem manda sou eu”, rompante do presidente em relação à PF.” Na coluna de Merval Pereira, no O Globo.

“O embaixador Eduardo Bolsonaro. O essencial é o julgamento da relação que papai Bolsonaro quer ter com os EUA”. Na coluna de Elio Gaspari, na Folha.

“O Senado resolveu empacar reforma da Previdência para garantir mais recursos aos Estados. É perigoso demais para as finanças públicas o jogo que o Senado resolveu fazer para garantir a todo o custo mais recursos aos Estados empacando a reforma da Previdência. O cronograma de votação já foi atrasado diante da manobra dos senadores para vincular o andamento da votação da reforma à discussão de propostas de interesse dos governadores.” Na coluna de Adriana Fernandes, no Estadão.

“Risco vem do autoritarismo e do populismo. O problema não é a direita ou a esquerda. Em qualquer democracia há alternância de tendências políticas no poder. O risco vem do populismo e do autoritarismo. Eles produzem crises econômicas, ameaçam instituições, emburrecem o debate.” Na coluna de Miriam Leitão, no O Globo.

“Aécio Neves começou a pedir socorro a correligionários para tentar evitar sua expulsão do PSDB. Nessas conversas, Aécio apela. Argumenta que em hipótese alguma deve-se deixar um homem acuado e sem saída, como ele está hoje, e pergunta por que só ele será expurgado, enquanto outras estrelas tucanas da Lava-Jato, como os ex-detentos Marconi Perillo e Beto Richa, ambos ex-governadores como ele, parecem invisíveis ao comando do partido.” Na coluna de Lauro Jardim, no O Globo.

“O perigo de o Dia da Mentira ser no ano todo. Merkel continua sendo a única chefe de Estado ou de governo deste terceiro milênio merecedora da qualificação de estadista. E por isso tende a tratar com o devido desdém a incivilidade, vulgaridade e insegurança do presidente do Brasil em relação a ela e à nação alemã.” Na coluna de Dorrit Harazim, no O Globo.

“Na crise do mundo rico, credor doa dinheiro para quem quer se endividar. Recessão no mundo rico ainda é dúvida, mas dinheiro grosso foge para as montanhas”. Na coluna de Vinícius Torres Freire, na Folha.

“Os dilemas do banco central dos Estados Unidos. Fed caminha em fio de navalha em busca de um pouso suave da economia”. Na coluna de Samuel Pessôa, na Foha.

“A desconstrução da Europa. Há pouco mais de 69 anos, precisamente em 9 de maio de 1950, a França propôs à Alemanha e aos outros países europeus a adesão a um acordo que reunisse os recursos de carvão e aço sob uma administração em comum. Era o primeiro passo realista para a união das nações europeias na longa caminhada semeada de conquistas. Isso até os dias de hoje, quando o Brexit e a presença inquietante dos partidos nacionalistas nas últimas eleições do Parlamento Europeu fazem ressurgir os fantasmas da desconstrução.” Artigo de Pedro Cavalcanti, jornalista e escritor, no Estadão.

📊 Mercado: Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não abre nos finais de semana.

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