Saída de Parente da Petrobras é o destaque das manchetes dos jornais

SINOPSE DE 02 DE JUNHO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:
Manchete e destaques do jornal O Globo: Parente sai, e Temer promete manter política da Petrobras. Presidente descarta mudar sistema de preços de combustíveis que ministros criticaram. Ações da estatal caíram quase 15%, e companhia perdeu R$ 40 bilhões na Bolsa. Ivan Monteiro, atual diretor financeiro, assume o comando da empresa. Um dia após o fim da greve dos caminhoneiros e diante de várias críticas de ministros próximos ao presidente Temer, que defendiam uma mudança na política de preços dos combustíveis, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu demissão ontem de manhã. Depois do anúncio, as ações da estatal chegaram a cair 20%, levando a Bolsa a suspender as negociações com os papéis durante uma hora. No fim do dia, as ações fecharam em queda de quase 15%, numa perda de R$ 40 bilhões em valor de mercado da empresa. À noite, ao anunciar o nome do diretor financeiro, Ivan Monteiro, como presidente da Petrobras, Temer afirmou que “não haverá qualquer interferência na política de preços da companhia”. Monteiro é um nome bem visto por analistas do mercado e era considerado o braço-direito de Parente. Ele foi levado para a estatal pelo antecessor de Parente, Aldemir Bendine, que após deixar a presidência da Petrobras foi preso pela Operação Lava-Jato/
Postos com placa e ‘tabela’. O ministro Carlos Marun quer postos exibindo placas com o valor do diesel de antes da greve, para garantir que o desconto de R$ 0,46 chegará às bombas. Analistas criticaram “tabelamento” do preço/
Fux pede marco na Ficha Limpa. O presidente do TSE, Luiz Fux, defende que o plenário do STF confirme que condenado em segunda instância não pode ter candidatura registrada/
Ônibus no Rio custará R$ 3,95. Prefeitura e empresas anunciam reajuste, mas relatórios de auditores apontam falta, desde 2010, dos dados contábeis que deveriam nortear o valor da passagem/
Merval Pereira: Saída fere de morte política econômica de Temer/
Fernando Gabeira: O Brasil não pode parar. É uma questão de Estado.
Editorial1: A ameaça da volta do imposto sindical. Devido ao grande volume de recursos que a contribuição movimentava, ações chegaram ao Supremo e precisam ser rejeitadas, em defesa do trabalhador/
Editorial2: Brasil precisa se antecipar à guerra comercial global. Donald Trump reafirmou a imposição de sobretaxas aos produtos que os Estados Unidos importam da China e União Europeia, e também do Canadá e do México — seus sócios em acordo de livre comércio, o Nafta. Confirmou ainda a imposição de limites a insumos siderúrgicos comprados de Brasil, Coreia do Sul, Argentina e Austrália. O governo Trump persiste na tensão militar com Irã e Coreia do Norte. Ou seja, se antes a guerra comercial global era possibilidade, agora é uma probabilidade.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Por que Parente saiu. Pressões contra política de preços da Petrobrás se intensificaram. Presidente do Senado o atacou e membros do governo não o defenderam. Ele era contra o uso político de receitas ligadas ao pré-sal. A movimentação do Palácio do Planalto e de lideranças do Congresso pela redução dos preços da gasolina e do gás de cozinha e o interesse do governo nos R$ 100 bilhões do leilão dos barris de petróleo excedentes da cessão onerosa do pré-sal foram determinantes para que Pedro Parente deixasse a Petrobrás. Além do diesel, o ministro Moreira Franco (Minas e Energia) passou a defender um “colchão” para amortecer os preços de outros combustíveis. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), propõe subsídio ao gás de cozinha. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), o atacou e não houve defesa por parte do governo. O sinal de que o governo buscava saídas para bancar novas medidas em relação aos combustíveis ficou evidente para Parente/
Ações caem e estatal perde R$ 40 bi de valor. As ações da Petrobrás caíram quase 15% ontem após a saída de Pedro Parente. Em um dia, a estatal perdeu R$ 40 bilhões em valor de mercado – estava cotada em R$ 231 bilhões após o fechamento da Bolsa de São Paulo. Em 15 dias, foi de empresa mais valiosa do País e da América Latina para a quarta posição entre as listadas na Bolsa, atrás de Ambev, Vale e Itaú/
País tem mais mortes por doença crônica. O número de mortes por doenças não transmissíveis, como câncer e diabete, cresceu 26% em dez anos no Brasil, segundo cálculo feito pelo Estado. A Organização Mundial da Saúde lançou ontem guia sobre o problema/
Palocci deve ter R$ 70 mi bloqueados/
Celso Ming: Pressão política. Ficou claro que o governo deixou de garantir que não haveria interferência nas decisões administrativas/
Adriana Fernandes: Brincando com fogo. Parente preferiu pular fora a ter de concordar com alternativas alinhadas à sobrevivência do governo/
Michel Temer: A democracia real. No episódio da greve dos caminhoneiros, o governo praticou plenamente o diálogo. Do caminho da lei e da ordem meu governo não sairá jamais/
Editorial1: Outra vitória do atraso. A demissão de Pedro Parente não é apenas a perda de um valoroso colaborador do governo, mas principalmente representa o triunfo dos que parasitam o Estado/
Editorial2: A incerteza política e o PIB. A economia avançou no 1.º trimestre. O momento é crucial para o Executivo mostrar propósitos, firmeza e autoridade.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Parente se demite após intervenção na Petrobras; Ivan Monteiro assume. Novo presidente, que era diretor financeiro da estatal, foi indicado pelo conselho de administração e confirmado por Temer. Pedro Parente decidiu deixar o cargo de presidente da Petrobras. No pedido de demissão, afirmou que novas discussões são necessárias na atual fase da estatal e que sua presença “deixou de ser positiva e de contribuir” para as “alternativas que o governo tem pela frente”. A Folha apurou que Parente saiu por perceber que a administração Temer(MDB) pretende influir também nos preços da gasolina e do gás de cozinha, numa espécie de intervenção branca. O executivo, que aceitou a redução provisória do valor do diesel para apaziguar caminhoneiros, defende reajustes alinhados a fatores externos, como flutuação do dólar e do barril de petróleo. No cargo desde junho de 2016, Parente conseguiu recuperar a Petrobras após a Lava Jato e a interferência política do governo Dilma. Desde o início da atual crise, porém, a estatal perdeu R$ 137 bilhões em valor de mercado (o banco Santander vale cerca de R$ 130 bi). Parente será substituído pelo engenheiro Ivan Monteiro, que ocupava o posto de diretor financeiro e foi indicado pelo conselho de administração da estatal. Em pronunciamento à noite, Temer confirmou o nome do novo presidente e prometeu que não haverá interferência na política de preços. Monteiro, executivo bem visto pelo mercado,chegou à Petrobras em fevereiro de 2015, como parte da equipe de Aldemir Bendine, preso pela Lava Jato/
Cresce pressão para governo mudar política de preços. A demissão de Pedro Parente intensificou a pressão do Congresso sobre o governo para que a política de preços da Petrobras seja alterada, com adoção de medidas para barrar a volatilidade das tarifas de combustíveis nos postos. Parente defendia a atual política, que define os preços com base na variação do barril do petróleo e na cotação do dólar/
Odebrecht derruba desafeto que iria presidir conselho. Marcelo Odebrecht derrubou o executivo Newton de Souza, que comandaria o conselho de administração do grupo a partir deste mês. É o segundo desafeto do ex-presidente a deixar o cargo/
Organizações sociais na saúde avançam, mas são alvo de CPI/
Ranier Bragon: Mito do executivo eficiente agora ganha um epílogo. Pedro Parente assumiu uma Petrobras deficitária e a entrega superavitária. Se comandasse a empresa da família, mereceria uma estátua na entrada da casa de campo e o rosto estampado em brasões rococó. Mas o diabo, é sabido, mora nos detalhes/
Editorial1: Parente fora. Troca de comando acentua temor de retrocesso na recuperação da Petrobras
Editorial2: Menos barulho, por favor. Lei contra fogos de artifício ruidosos é bem-intencionada, limitada e de difícil fiscalização.

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