Eleição 2018: Saem mais dois vices; contudo, ainda há faltas

Sérgio Botêlho

Agora, a dois dias do prazo fatal para que os candidatos majoritários à eleição 2018 apresentem seus vices, os tucanos junto com sua ampla coligação confirmaram o nome da senadora Ana Amélia (PP-RS), consolidando posição à direita no processo político eleitoral.

Com isso, Geraldo Alckmin busca desidratar, como se diz, a candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que vinha surfando no setor da direita. Ana Amélia deve reduzir o apoio ao ex-capitão no Sul do país, o que será uma perda eleitoral importante para Bolsonaro.

O acerto entre o PSDB e o PP envolve modificações no quadro eleitoral do Rio Grande do Sul envolvendo os partidos que militam à direita naquele estado. Uma das consequências será a candidatura do deputado federal Luís Carlos Heinze a senador. Ele era candidato a governador.

Outro presidenciável que encontrou vice foi a ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade-AC), na pessoa do ex-candidato à Presidência da República, Eduardo Jorge (PV). O acordo tira Marina do isolamento.

O PT, que amarrou acordo com o PSB promete apresentar o vice de Lula, amanhã. (Aliás, acordo, entre petistas e socialistas vem dando muita confusão, em virtude de sacrificar uma candidatura ao governo de Pernambuco, essa, do PT, e outra de Minas Gerais, essa, do PSB.

Tanto a pré-candidata do PT, ao governo pernambucano, Marília Arraes, quanto o pré-candidato ao governo mineiro, pelo PSB, Márcio Lacerda insistem em manter suas postulações, a despeito das posições nacionais dos dois partidos.

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