Eleição 2018, fronteira e economia são os destaques das manchetes dos jornais

Primeira Hora – Anexo 6

*Bom dia*.

_SINOPSE NACIONAL DE 29 DE AGOSTO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Esquema de elogios ‘fake’ beneficiou 14 políticos de PT e PR. Registros apontam favorecimento a candidatos a governos estaduais, ao Senado e à Câmara Federal. Ao menos 14 candidatos do PT e do PR tiveram elogios a suas campanhas disseminados a partir de aplicativos desenvolvidos pela agência Follow, que remunera usuários pela propagação de conteúdos. A agência pertence ao deputado petista Miguel Corrêa. Entre os beneficiados estão candidatos como Márcia Tiburi (PT-RJ), Lindbergh Farias (PT-RJ), Fernando Pimentel (PT-MG), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Tiririca (PR-SP). A maioria dos citados nega. Pagar a usuários por propaganda nas redes sociais em campanha eleitoral é proibido por lei.

Bolsonaro: ‘Se matar 20, tem que ser condecorado’. O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse ao Jornal Nacional que a violência deve ser combatida com mais violência.

Merval Pereira: Escolha do ‘menos pior’ pode se dar já no 1º turno.

Elio Gaspari: José Dirceu arrependeu-se de poucas coisas.

Dólar tem terceira maior cotação desde o Plano Real. Moeda americana atingiu R$ 4,141, terceiro maior valor desde o Plano Real, em 1994. Valorização alivia caixa de exportadores.

Debate quente. Alianças do passado e de hoje em pauta. Os quatro candidatos a governador presentes ao debate promovido por O GLOBO, Extra e Época, em parceria com a Universidade Estácio, usaram as alianças firmadas para a eleição, de hoje e no passado, para ataques mútuos em discussão acalorada. As soluções para os problemas do Rio, que tem previsão de déficit de R$ 10 bilhões, perspectiva de investimento baixíssima e líderes políticos presos pela Lava-Jato, tiveram menos espaço. Compareceram Eduardo Paes (DEM), Anthony Garotinho (PRP), Tarcísio Motta (PSOL) e Indio da Costa (PSD). Convidado, Romário (Podemos) faltou.

Editorial1: O modelo das UPPs precisa ser recuperado. Tiroteios no Dona Marta, vitrine do programa, refletem desmonte do policiamento de proximidade.

Editorial2: Nafta 2.0 sinaliza nova investida dos EUA nas relações comerciais. Anunciada como vitória de Trump, revisão do acordo com México ainda é marcada por incertezas.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Governo federal envia Exército para conter crise em Roraima. Ação na fronteira com a Venezuela tem prazo definido, de 15 dias; Estado considera medida insuficiente. O presidente Michel Temer assinou decreto convocando as Forças Armadas para agir em Roraima. Será uma ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), por 15 dias, na área de fronteira com a Venezuela, que vive clima de tensão com a constante chegada de venezuelanos ao País. Por enquanto, só o Exército vai atuar na área, mas terá poder de polícia. Não haverá deslocamento de tropas. A Brigada de Selva, em Boa Vista, tem mais de 3 mil homens. O governo do Estado considerou a medida insuficiente e cobra mais recursos. Na segunda-feira, Romero Jucá (MDB-RR) deixou a liderança do governo no Senado sob a alegação de que discordava da “forma como o governo federal está tratando a questão dos venezuelanos em Roraima”. Jucá defende que o governo bloqueie as fronteiras.

Integração de imigrantes. Aviões da FAB transferiram, para outros Estados, 187 venezuelanos que estavam em Boa Vista (RR). Sessenta e cinco foram levados para Manaus (AM), 69 para João Pessoa (PB) e 53 para SP.

UTC pagava ‘mensalinho’ a ex-auxiliar de Haddad, diz MP. O MP-SP chamou de “mensalinho” os supostos pagamentos de propina feitos pela UTC a José de Filippi Jr., ex-secretário de Fernando Haddad. Ambos são investigados por suposto enriquecimento ilícito. Ouvido no inquérito, o motorista de Filippi, João Worn, disse que foi à UTC buscar “presentes” para o chefe. Haddad nega as acusações.

Temer deve desistir de adiar reajuste de servidores. Michel Temer deve desistir da proposta que adia o reajuste dos servidores do Executivo de 2019 para 2020. A medida representaria uma economia de R$ 6,9 bilhões e era considerada essencial para reduzir despesas obrigatórias no Orçamento do ano que vem, mas enfrenta resistências e o governo quer evitar desgaste político.

Bolsonaro ataca o Supremo. No dia em que o STF começou a analisar ação que pode torná-lo réu por racismo, Jair Bolsonaro (PSL) disse que a Corte tem de “respeitar” o povo e que, como deputado, é “inviolável por qualquer opinião”.

‘Queremos ser opção à velha política’. João Amoedo (Novo). João Amoêdo (Novo) disse ontem no Estadão-Faap Sabatinas que seu partido quer ser uma “opção à velha política, dos privilégios” e, por isso, busca práticas diferentes. O candidato defendeu a privatização de bancos públicos e a criação de um “vale-educação”.

‘Tenho fresta na TV de 21 segundos’. Marina Silva (Rede) disse ontem no Estadão-Faap Sabatinas que é “especialista em passar por frestas”, como chamou seus 21 segundos de tempo de TV, e aproveitou para reforçar o diálogo com as mulheres. “Nunca mais quero ver uma mulher sendo subestimada.”

Dólar vai a R$ 4,14 e já eleva preços. A escalada do dólar começa a pesar no bolso do brasileiro. Preços como os de combustíveis e de alimentos à base de trigo já registram alta. Desde janeiro, a moeda americana subiu 25%.

Vera Magalhães: Começa a ficar encarniçada a disputa pelos que não comungam do lulismo renitente nem do bolsonarismo exaltado.

Leandro Karnal: A verdadeira democracia nunca deveria ser centrada em indivíduos, ao contrário da tradição ditatorial.

Editorial1: A pax americana de Trump. O acordo com o México refletiu as pretensões de Trump. Cada vitória dele será um passo para a consolidação da pax americana, uma paz sem direito

Editorial2: A produtividade do TJ-SP. CNJ cobrou mais agilidade e mais produção dos desembargadores paulistas

Editorial3: As ameaças à democracia. Bolsonaro é ameaça concreta, mas não a única. Lula consegue se fazer passar por grande democrata.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Temer autoriza atuação das Forças Armadas em Roraima. Operação, que difere da intervenção, almeja conter crise migratória no estado. O presidente Michel Temer (MDB) assinou uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem) autorizando a atuação das Forças Armadas na fronteira e em rodovias de Roraima, onde ocorre crise migratória. Desde 2015, 120 mil migrantes venezuelanos cruzaram a fronteira para fugir do regime do ditador Nicolás Maduro, em que falta comida e remédios. Metade deles continua no Brasil. A governadora Suely Campos (PP) reclama da falta de recursos para segurança, saúde e educação, e pediu dinheiro à União. O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) descartou essa hipótese. A GLO terá validade de duas semanas e é menos drástica do que uma intervenção federal, em vigor no Rio de Janeiro. Ela não concede, por exemplo, poderes civis às Forças Armadas.

TRTs contrariam reforma trabalhista em julgamentos. Dos 24 Tribunais Regionais do Trabalho no país, ao menos 7 já contrariaram a reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017. Eles aplicaram um índice mais vantajoso aos empregados na correção de dívidas.

Secura interminável desafia sobrevivência no Agreste. No Agreste de Pernambuco, a barragem que abastece Poção secou e a água que viria coma transposição do rio São Francisco parou com as obras. Para guardar lugar na fila do reservatório, crianças enfrentam sol forte. Abandonada, a barragem de Berizal entristece a população do norte de Minas. Com a pouca chuva, a agropecuária ficou sem alternativa. O número de cabeças de gado caiu 25%. Na última safra, a perda de grãos foi de 85,4%. Mesmo perto do São Francisco, Pirapora (MG) vê seu rio encolher. O barco a vapor Benjamim Guimarães, único no mundo apto a navegar, está parado desde 2014. Junto com a água, minguou a arrecadação com turismo.

Painel: Rivais de Jair Bolsonaro (PSL) monitoraram a reação de eleitores que simpatizam com ele à entrevista no Jornal Nacional, da Globo. As pesquisas qualitativas mostraram que o clima de enfrentamento no estúdio foi aplaudido, e que as falas sobre o chamado kit gay e a defesa de uma polícia letal foram os pontos altos. Analistas da XP enviaram relatório a investidores ainda nesta terça (28). “[Ele] Não só sobreviveu, como conseguiu defender pontos de seu programa”, assinalaram no texto.

Elio Gaspari: Em livro, Dirceu expõe falta de memória sobre comissariado petista. Quem quiser saber o que foi o PT no poder deve esperar o próximo volume.

Bruno Boghossian: Bolsonaro terceiriza responsabilidades e pede cheque em branco. Sem respostas concretas, deputado se mostra disposto a ser candidato, não presidente.

Nelson de Sá: Brasil lidera morte por arma de fogo no mundo, diz estudo. Levantamento ecoa por veículos como CNN, enfatizando segundo lugar dos EUA e quarto do México.q

Candidato 1% paga para direcionar conteúdo em rede.

Com vice de Alckmin, PP gaúcho se mostra simpático a Bolsonaro.

Questões de Ordem. No STF, xenofobia, racismo e liberdade de expressão entram na balança.

Eleição para governo de São Paulo racha elite empresarial.

Evangélicos pressionam Alckmin por discurso cristão em favor da família.

Editorial1: Ficção de campanha. Candidatos lançam metas fantasiosas, enquanto incerteza pode agravar o cenário econômico.

Editorial2: Genocidas à solta. Mostram-se reduzidas as perspectivas de que mentores de perseguição em Mianmar sejam punidos.

*Manchete e destaques do jornal Valor Econômico*: Divergência trava venda do controle da Eldorado. Desentendimentos entre comprador e vendedor podem levar à arbitragem a operação de venda do controle da Eldorado Brasil, produtora de celulose de eucalipto da J&F Investimentos, para a asiática Paper Excellence (PE). Medidas judiciais de parte a parte também não estão descartadas, segundo o Valor apurou.

Argentina, ainda uma preocupação. A Argentina pode ter voltado relutantemente aos braços do FMI, mas o maior pacote de auxílio financeiro da história do Fundo, de US$ 50 bilhões, não foi suficiente para blindar o país do estresse nos mercados.

Nos trópicos. A PepsiCo, que já vende mais biscoitos, salgadinhos e outros alimentos do que refrigerantes, estuda como ampliar o uso de ingredientes locais como tapioca e açaí, diz João Campos.

Autuados da Lava-Jato se beneficiam do Refis. Quase 40% dos contribuintes autuados pela Receita por indícios de sonegação na Operação Lava-Jato conseguiram se beneficiar do Programa Especial de Regularização Tributária, conhecido como “Novo Refis”.

Só a Previdência já não basta. Os gastos obrigatórios da União, que hoje representam 91% da despesa primária, chegarão a 98% da despesa total em 2021. As duas maiores despesas obrigatórias são com o Regime Geral da Previdência e a folha de salários e encargos do funcionalismo. Não basta, portanto, tratar só da reforma da Previdência

BC propõe modelo indiano para pagamentos. O Banco Central planeja criar e operar uma infraestrutura para liquidar pagamentos. eletrônicos em tempo real. O modelo em estudo prevê um sistema que permita a transferência de dinheiro entre pessoas, empresas e governo sem restrição de horário, origem ou destino dos recursos.

PSDB testa ataques a Bolsonaro pela televisão. A equipe de campanha do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, trabalha para encontrar a melhor fórmula para “desidratar” Jair Bolsonaro, seu concorrente ao Planalto pelo PSL.

Contas públicas. Dólar traz pressão extra à alta da dívida dos Estados. Compromissos externos dos governos regionais cresceram 20% no 1º semestre.

Empresas autuadas na Lava-Jato conseguem lançar R$ 9 bi no Refis. Cerca de 40% dos contribuintes incluídos na operação da PF estão no programa de renegociação de dívidas da Receita; valor lançado corresponde à metade das multas lavradas.

Temer autoriza Forças Armadas em Roraima. Decreto, segundo Temer, prevê “oferecer segurança aos cidadãos brasileiros e aos imigrantes venezuelanos”.

Sem reformas, gasto obrigatório vai a 98% em 2021. Ainda não se sabe quem vai pagar pelo próximo e inadíavel ajuste.

Setor privado critica modelo de subsídio para o diesel. Entidades preveem que alta do dólar dificulte ainda mais importação do combustível

Eleições PSDB ainda estuda como atingir Bolsonaro. Equipe de candidato testa em pesquisas qualitativas se eleitorado aceita abordagem incisiva

Resposta a acusações pauta viagem de Haddad ao Rio. Ex-prefeito foi denunciado pelo MP paulista por improbidade.

Amoêdo pode ser o azarão, não clássico. Apelo ao hemisfério cerebral racional é o charme do Novo.

Alienação eleitoral é menor do que parece. Neste ano, há grande expectativa quanto aos votos inválidos, por conta do desalento político e da confusão em torno da candidatura Lula.

Nafta Congresso dos EUA ameaça barrar acordo sem Canadá. Um acordo comercial bilateral precisaria de 60 votos no Senado, o que exigiria algum apoio dos democratas, que, mais provavelmente, relutarão em ajudar o presidente Donald Trump.

Editorial: Trump consegue cindir Nafta e impor negociação bilateral. A jogada de Trump pode criar mais desorganização que benefícios, exceto para os beneficiários diretos de seu protecionismo.

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