Reforma: todas as atenções ao Congresso onde segredo de estudos do governo agita o quadro

Crédito da foto: Sérgio Botêlho
Salão Azul do Senado Federal.

Sérgio Botêlho

Passadas as comemorações da Páscoa e do aniversário de Brasília, além das homenagens à memória do herói mártir brasileiro, Tiradentes – tudo de uma só vez, nesse domingo, 21, a partir de agora, grande parte das atenções estarão voltadas para o Congresso Nacional e a tramitação da reforma da Previdência.

Estacionada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, a reforma pode ter sua admissibilidade posta em votação, novamente, nessa terça-feira, 23, amanhã, segundo a Mesa da CCJ decidiu na última quarta-feira, 17, semana passada.

Sem acordo para a votação, em virtude de sérias discordâncias sobre o texto – manifestada por partidos de oposição, mas, sobretudo, pelas siglas que compõem o chamado Centrão -, a votação teve de ser adiada.

O feriadão deveria servir para que as lideranças partidárias chegassem a um acordo sobre o texto do relatório apresentado pelo deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), o que pressupunha modificações reivindicadas pelos parlamentares do referido Centrão.

Não se sabe, ainda, sobre o que efetivamente aconteceu no feriadão no que diz respeito às conversas dos líderes, mas, ontem, parlamentares de oposição ocuparam as redes sociais para reclamar da decisão do governo em considerar secretos os estudos que conduziram à reforma.

A informação foi divulgada pelo jornal Folha de São Paulo, ontem, e pode ter servido para aumentar as desconfianças dos parlamentares sobre os fundamentos da proposta apresentada pelo governo federal, para deliberação do Congresso.

Entre os que se pronunciaram, pelas redes, está o líder da oposição, no Senado Federal, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que promete levar, à Justiça, o caso das informações secretas dos estudos do governo sobre a Previdência.

Para além das manifestações oposicionistas nas redes, contudo, é preciso aguardar para se saber exatamente qual será o efeito da informação da Folha nos partidos que compõem o Centrão, agrupamento decisivo nas decisões da Câmara, em todas as suas instâncias.

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