Reforma da Previdência só em realidade em menos de 1% dos municípios

SINOPSE NACIONAL DE 29 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Menos de 1% dos municípios reformaram Previdência. Entre as capitais, só SP e Recife elevaram alíquota; Rio não planeja mudanças. Apenas 57 municípios fizeram mudanças na Previdência até agora, menos de 1% do total de prefeituras. São Paulo, que nesta semana elevou a contribuição de inativos de 11% para 14%, foi apenas a segunda capital, depois do Recife, a promover mudanças para tentar diminuir o déficit. O Rio não planeja alterações.

PT e PSOL decidem não comparecer à posse. O PT disse que respeita o resultado das urnas, mas não comparecerá à posse de Bolsonaro por não “compactuar com o ódio”. Para o PSOL, não há o que comemorar.

Unidos como uma ‘irmandade’. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, encontra-se com o premier de Israel, Benjamin Nethanyahu, que o chamou de “mito” em hebraico. Os dois se trataram como irmãos.

Milícias agem em hospitais do Rio, diz futuro ministro. O futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que os hospitais federais do Rio são prioridade e precisam de um “choque de gestão”. Segundo ele, grupos paramilitares já controlam as filas das unidades. “As milícias estão administrando”, disse.

Cientistas temem falta de verba e de planos para a área.

Temer corta metade das bolsas de atletas.

Petrobras cria mecanismo para preço do diesel.

Com fim do subsídio, diesel deve ter aumento de R$ 0,06 por litro; Petrobras vai evitar volatilidade.

Agência confirma bandeira verde e conta de luz permanece sem taxa extra em janeiro.

Toffoli proíbe transferência de Pezão para outra prisão após fim do mandato.

Merval Pereira: Partido só é democrático quando tem a maioria a seu favor.

Maduro pede ‘lealdade’ a militares ao repetir que há uma conspiração para tirá-lo do poder.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Temer inicia processo para nova abertura da economia. Imposto de importação deve cair de 14% para 4% em 4 anos para bens de capital, informática e telecomunicações. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a redução gradual das alíquotas das tarifas de importação de bens de capital, informática e telecomunicações, revelou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a Adriana Fernandes. Na prática, a medida significa a retomada do processo de abertura comercial, interrompido na década de 1990 – e é uma promessa de campanha de Jair Bolsonaro. Pela decisão, a alíquota média cairá dos atuais 14% para 4% em quatro anos. Bens de capital e de informática são insumos para todos os setores, o que significa que a medida pode beneficiar todos os segmentos da economia, que terão acesso a máquinas mais baratas. A resolução também deve forçar essas indústrias a serem mais competitivas. Para entrar em vigor, a redução das alíquotas deve ser referendada na próxima reunião da Camex, já sob o comando do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

‘Falta a Previdência’. Prestes a deixar o cargo, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, reconheceu que o ajuste nas contas públicas foi incompleto. “Falta a reforma da Previdência.” Ele diz, no entanto, que há no País clareza sobre a importância do tema.

Na contramão de emergentes, Bolsa fecha ano em alta de 15%. Em ano de turbulência global, com guerra comercial e desaceleração da economia da China, a Bolsa brasileira se descolou dos mercados internacionais. O Ibovespa fechou ontem a última sessão do ano em alta, com ganhos de 2,8%, aos 87.887,26 pontos. Com isso, terminou 2018 com valorização de 15%, na contramão dos principais índices do mundo e de emergentes como Chile e México.

‘Mais do que parceiros, irmãos’. Bolsonaro se encontrou ontem com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. “Israel é a terra prometida. O Brasil é a terra da promessa”, disse o premiê. O presidente eleito afirmou que os países são “irmãos”.

PT, PCdoB e PSOL anunciam boicote à posse. Derrotados no segundo turno da eleição, PT, PSOL e PCdoB anunciaram que suas bancadas no Congresso não participarão da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro, na terça-feira. O PT, em nota, disse que reconhece o resultado das eleições, mas afirmou que elas foram marcadas por falta de lisura.

Preso em Goiás. ‘É um quadro de horror’, diz promotora que denunciou médium João de Deus. Líder espiritual foi denunciado pelo MP por violação sexual e estupro de vulnerável

Benefício a presos. Temer deve publicar indulto de Natal no dia 31.

Coluna do Estadão: Defesa de Queiroz quer novos dados do Coaf. A defesa de Fabrício Queiroz vai pedir ao Ministério Público acesso a novos relatórios que teriam sido produzidos pelo Coaf, detalhando movimentações financeiras do ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro na Alerj. Queiroz ainda não conversou de forma detalhada sobre a entrada e saída de dinheiro na sua conta, consideradas atípicas, nem mesmo com seu advogado, Paulo Klein. Depois de quatro cancelamentos, ele só deverá prestar depoimentos ao MP após se submeter a uma cirurgia e ser liberado pelos médicos.

País lança 1º míssil nacional antinavio.

Governo estuda nova concessão de Viracopos.

Mais Médicos é programa de improvisações, diz futuro ministro.

Maduro volta a falar em ‘plano’ dos EUA, Bolsonaro e Colômbia para derrubá-lo.

Sem dinheiro para muro, Trump ameaça fechar fronteira com México. Impasse. Presidente promete adotar medida se democratas rejeitarem financiamento da construção e recusarem alterações nas leis de imigração; queda de braço com congressistas sobre orçamento provocou terceira paralisação do governo americano em 2018.

Durante voo. PF vê indícios de que advogado desacatou Lewandowski em discussão.

Editorial1: A separação dos Poderes. No caso da votação da Mesa do Senado, não cabe ao Judiciário determinar – especialmente pela via monocrática – o funcionamento interno de outro Poder.

Editorial2: Obstáculo à inovação. Relatório da Ompi retrata um dos mais graves entraves para as empresas: a burocracia excessivamente lenta.

Editorial3: Desafio do consumo d’água. Pesados investimentos serão necessários para que não haja colapso do abastecimento.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Crise provoca ocupação recorde com informais. Por necessidade, pessoas aceitam emprego sem carteira ou com salário menor; desempregados são 12,2 mi. O mercado de trabalho encerra 2018 com 93,1 milhões de pessoas ocupadas, um recorde, mas também com 12,2 milhões de desempregados, de acordo com o IBGE. O aparente paradoxo é marca da recessão econômica que o país custa a superar. A crise que fechou perto de 4 milhões de vagas com carteira assinada em quatro anos levou ao mercado, para atuar na informalidade, gente que antes não precisava. Caso de quem parou de estudar pela necessidade de trabalhar, afirma Cosmo Donato, da LCA Consultores. O trabalhador em posto de qualidade inferior é incluído na população ocupada, o que explica o recorde. “É uma informalidade ainda muito ligada ao ambulante ou ao motorista de aplicativo”, diz Cimar Azeredo, coordenador do IBGE. “Isso é ruim porque a carteira de trabalho protege o trabalhador em caso de demissão.” Os sem-carteira somaram 11,7 milhões em novembro, pico da série iniciada em 2012. Já os postos com carteira assinada atingiram o menor nível: 32,9 milhões de pessoas.

Melhor investimento do ano é o dólar, com 17% de alta.

Por ‘resistência’, PT e PSOL vão boicotar a posse. Os partidos anunciaram que não participarão da cerimônia no dia 1°. Dizem respeitar a vontade popular, mas a ausência faria parte de um ato de resistência ao governo do PSL. Em 2014, PSDB e DEM não compareceram à posse de Dilma Rousseff.

Bolsonaro não pediu reembolso de gasto hospitalar. Mais de cem dias após sofrer atentado, Jair Bolsonaro não apresentou à Câmara dos Deputados um pedido de ressarcimento da conta médica. O hospital Albert Einstein, onde ficou internado por 23 dias, não divulga valor nem quem pagou a despesa.

Israel é a terra prometida, e o Brasil é a terra da promessa Binyamin Netanyahu, em visita ao Brasil.

Intervenção no RJ diminui roubos, mas não mortes. Após dez meses, a intervenção federal no Rio chega ao fim na segunda (31). Ação contribuiu para redução dos roubos e mudanças administrativas. Os tiroteios se intensificaram, e a letalidade policial atingiu o maior patamar dos últimos 16 anos.

Maioria quer controle mais rígido da entrada de imigrantes. Brayan Jose, 23, trabalha em Goioerê, no interior do Paraná, cidade na qual imigrantes venezuelanos relatam boa acolhida; pesquisa Datafolha mostra que 67% da população defende que o Brasil endureça regras para entrada no país.

Auxílio-moradia faz Assembleias gastarem R$ 12 mi. Assembleias estaduais gastam R$ 12,4 milhões por ano com o auxílio-moradia pago a deputados. O benefício, que pode chegar a R$ 5.000 mensais, é concedido em 9 dos 26 estados e, em alguns casos, aplica-se apolíticos que possuem imóvel próprio.

Conselheiro, general Heleno vai enfrentar uma nova guerra. Oficial é conhecido por duras opiniões que lhe custaram a chance de chefiar o Exército.

Eleito fez referência a área de desova de mortos pela ditadura. Bolsonaro passou Natal na ‘ponta da praia’, para onde prometeu enviar ‘petralhada’.

Movimento integralista resiste e vê momento para difundir ideias. Líderes mantêm vínculo com o PRTB, partido do novo vice, e negam o rótulo de fascistas.

Bolsonaro distribui cartilha com procedimentos que ele não seguiu como político.

PAINEL: Desarticulação pode rifar PSL da direção da Câmara; Maia age para garantir reeleição.

Mônica Bergamo: Governo vai gastar R$ 1,4 milhão para fazer a mudança de Temer e outros servidores.

Editorial1: Líderes em declínio. Referências da democracia liberal, Merkel e Macron experimentam desgaste no ano.

Editorial2: Remendo no caos. Intervenção não constitui solução adequada para as crises no Rio e em outros estados.

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