Reforma: debate de conteúdo cresce na próxima semana

A semana caminha para o seu final após um primeiro de maio barulhento, ontem, com a união das centrais sindicais em ato público com críticas comuns ao governo Bolsonaro, além da convocação de uma greve geral para 14 de junho.

Dez centrais sindicais – CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB, Pública e UGT – e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, participaram da manifestação realizada em São Paulo.

A greve é contra a proposta de reforma da Previdência, segundo prometem as centrais, envolvendo, também, entre as bandeiras do movimento, protestos contra os índices de desemprego no país.

Não se sabe, ainda, se as centrais sindicais reunirão força suficiente para a deflagração de uma greve geral, mas, certamente, farão aumentar a intensidade da pressão sobre os parlamentares pela não aprovação da reforma.

Nesta semana, contrariando expectativas contrárias, a Câmara dos Deputados conseguiu superar a baixa presença de parlamentares, na Casa, e realizaram, nessa terça-feira, 30 de abril, sessão plenária, que conta para os prazos de tramitação da reforma.

São necessárias 40 sessões no plenário da Câmara como prazo para que a Comissão Especial da Reforma da Previdência vote o relatório da PEC, para que, então, esse relatório possa ser levado à deliberação dos 513 deputados.

Foi um avanço, diante da semana quebrada pelo feriado de ontem. De sua parte, o presidente da Comissão, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), apresentou o cronograma de trabalho que prevê a realização de 11 audiências públicas com cerca de 60 convidados para debater o tema no colegiado.

Mas, é na próxima semana em que os trabalhos da comissão serão retomados com mais intensidade. O propósito da Mesa dirigente do colegiado é que a votação do relatório da reforma aconteça até final de junho ou começo de julho.

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