Escolha de Sofia: Semana marcará definições sobre futuro

Palácio do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro.

Uma vez livre das denúncias da Procuradoria Geral da República, o presidente Michel Temer vai ter tempo integral, a partir desta semana, para decidir sobre o que fazer com a reforma da Previdência, em tramitação, por ora, na Câmara dos Deputados.

Há importantes lideranças do governo pretendendo que a reforma da Previdência fique para 2018. Outros querem, mesmo, que seja adiada para o primeiro ano do próximo governo, ou seja, para 2019.

No entanto, há os que insistem na tese de que a reforma previdenciária deve ser feita ainda este ano, apesar da indisposição de elevado número de parlamentares que apoiam o governo. Quem mais defende votação até dezembro é a equipe econômica comandada pelo ministro Henrique Meirelles.

O problema é o alto grau de impopularidade da proposta, impelindo os parlamentares a resistirem à ideia de arcar com as consequências eleitorais de mais posicionamentos desgastantes.

Os deputados estão de olho no pleito do próximo ano, quando a ampla maioria deles estará tentando a reeleição. Há uma sena acumulada entre os parlamentares e a população por conta das últimas votações, na Câmara.

E não é apenas a reforma previdenciária o que atormenta parlamentares e governo. Há Medidas Provisórias, na Câmara, contendo propostas do Planalto para o ajuste fiscal, que inclui o congelamento de reajustes salariais para o funcionalismo público, com greves em perspectiva.

Daqui a nove dias tem mais um feriado nacional, sendo, este, bem no meio da semana, na quarta-feira, 15, dia da Proclamação da República, o que significa mais dificuldades em arregimentar deputados para virem a Brasília votar temas tão polêmicos.

Ademais, estamos a sete semanas do início do recesso parlamentar, menos de dois meses, portanto, e ainda tem o Orçamento Geral da União para ser aprovado. Pauta, portanto, barra pesadíssima a ser cumprida.

Qual o caminho que o governo vai tomar em meio a todas essas dificuldades é o que saberemos, já, na semana que tem início nesta segunda-feira, 06. Afinal, são decisões que por premência de tempo, como se observa, não podem ser adiadas.

 

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