Reforma administrativa do governo não deve ser votada nesta semana

Não deverá ser votada, na Câmara dos Deputados, nesta semana, a Medida Provisória que reformulou a arquitetura ministerial promovida pelo governo Bolsonaro, matéria que ainda terá, depois disso, de ir à deliberação do Senado Federal.

Acontece que o presidente da Casa, Rodrigo Maia, juntamente com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, estarão em viagem comum aos Estados Unidos, onde vão se encontrar com investidores interessados no Brasil.

Não é muito comum que projetos importantes e polêmicos, como é o caso da reforma administrativa do governo, sejam votados em plenário na ausência do presidente da Casa, isso, tanto na Câmara quanto no Senado.

Semana passada, o projeto de reforma administrativa, em forma de MP, e com prazo de validade até o início de junho, deixou a comissão especial reunida para esse fim com modificações que deram o que falar, até hoje.

Os deputados retiraram o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) da órbita do Ministério da Justiça, vale dizer, do ministro Sérgio Moro, devolvendo o órgão ao Ministério da Economia, isto é, ao controle do ministro Paulo Guedes.

A mudança na Coaf provocou reações entre bolsonaristas mais ligados a Moro, e, a tentativa de votar a proposta, no plenário da Câmara, na última quinta-feira, 09, não deu certo, em virtude da falta de quórum na sessão realizada à tarde.

Agora, com outras Medidas Provisórias na frente, e com a viagem do presidente Rodrigo Maia, também será bastante improvável que a MP da reforma administrativa seja votada nesta semana, o que serve para acrescentar elementos de tensão em Brasília.

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