Redução de ministérios no governo Bolsonaro é o destaque do noticiário

Primeira Hora – Anexo 6

SINOPSE NACIONAL DE 01 DE NOVEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

*JORNAIS*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Moro deve comandar ações contra violência e corrupção. Caso aceite convite para Ministério da Justiça e Segurança Pública, juiz da Lava-Jato estará à frente de órgãos de controle e transparência, além da PF ‘A gente fez um pacto: não vamos para a cadeia’, diz Eduardo Bolsonaro. Deputado federal diz que governo do pai dele não irá retroceder ao petrolão e ao mensalão.

Decisão de Moro pode tirar processos da Lava-Jato de Curitiba. Juíza substituta assumiria provisoriamente a 13ª Vara Federal e poderá interrogar o ex-presidente Lula.

Defesa de Lula diz que convite a Moro reforça tese de perseguição política.

‘A gente fez um pacto: não vamos para a cadeia’. O deputado federal Eduardo Bolsonaro diz que governo de seu pai não irá ‘retroceder’ ao petrolão e ao mensalão.

Número de ministérios cairá de 29 para 15. Governo Bolsonaro prepara novas fusões no primeiro escalão, como a incorporação de Cultura e Esporte à Educação e a criação da pasta da Infraestrutura, que será responsável por Transportes, Portos e Aviação Civil.

Ministros do STF condenam ação policial em universidade. Por unanimidade, tribunal manteve decisão provisória de Cármen Lúcia, que havia suspendido operações policiais em universidades, determinadas por juízes eleitorais. Para relatora, medida é ‘inaceitável’.

Merval Pereira: PT não aprendeu com a derrota nas urna. Parafraseando Talleyrand, ministro dos Negócios Estrangeiros por quatro vezes e o primeiro primeiro-ministro da França com Luis XVIII, o PT não esqueceu nada, não aprendeu nada. Talleyrand se referia aos Bourbons, que reassumiram o poder na sequência da Revolução Francesa, que havia decapitado Luis XVI, e não entenderam os novos tempos. Foram derrubados novamente anos depois.

Bernardo Mello Franco: Marina alerta para retrocesso. A fusão dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura causará um “retrocesso incalculável” no campo. O alerta é de Marina Silva, que se diz apreensiva com a medida anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.

Ascânio Seleme: Melhor uma oposição dura que nenhuma. Não durou muito a frente democrática proposta pelo PT durante o segundo turno, como tentativa de reunião de partidos e lideranças de centro e centro-esquerda para se opor à candidatura de Jair Bolsonaro. Dois dias depois da derrota nas urnas foram suficientes para Fernando Haddad perder o centro da mesa para Gleisi Hoffmann, a estrela vermelha substituir a bandeira verde -amarela, e o discurso radical tomar o lugar do diálogo para o entendimento.

Nova versão do texto endurece Escola sem Partido. Mudanças deixam projeto mais rígido. Mais uma modificação no projeto de lei conhecido como Escola Sem Partido, feita às vésperas da votação prevista para ontem, enrijeceu as regras para as escolas do país e causou tumulto na comissão especial da Câmara dos Deputados. A sessão que discutiria o tema acabou cancelada e adiada para a próxima semana.

Proposta de Arminio Fraga para a Previdência prevê alívio de R$ 1,3 trilhão.

Superministério facilitará gestão de despesas, mas concentrará decisões

‘Não há razão para superministério da Economia não dar certo’, diz Delfim Netto

Bolsonaro já tem 80% da estrutura de governo definida, diz Onyx.

Atirador é usado em casos extremos e tem que acertar 100% dos disparos.

‘Atirar para matar só poderia ser justificado em situação de guerra’, diz advogado.

Candidatura do Brasil como sede de conferência mundial sobre o clima terá de ser decidida por Bolsonaro ainda na transição.

Empresa chinesa é a startup mais valiosa do mundo, alcançando 75 bilhões de dólares.

Editorial1: Recuar no meio ambiente é errar antes da posse. Diluir na pasta da Agricultura ministério que trata do assunto não interessa ao mercado.

Editorial2: Acusa-se retórica agressiva de Trump de incitar violência. Remessa de bombas para personalidades democratas e ataque a sinagoga são exemplos.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Governo prevê 15 pastas e superministério da Justiça. Com fusões, Esplanada ministerial sofrerá enxugamento e deverá ser a menor desde o governo CollorJair Bolsonaro define pelo menos 15 ministérios; Justiça terá superpasta. Nova configuração sofrerá redução de quase 50% em relação à atual.

China adverte Brasil a não seguir passos de Trump. Por meio do jornal estatal China Daily, o governo chinês fez um alerta a Jair Bolsonaro ao dizer que a economia brasileira sairá perdendo se o novo governo optar por seguir a linha de Donald Trump e romper acordos comerciais com Pequim. A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Para o governo chinês, as exportações brasileiras “não apenas ajudaram a alimentar o rápido crescimento da China como apoiaram o forte crescimento do Brasil”.

Antes que acabe. O Senado está aprovando a toque de caixa indicações para cargos públicos feitas pelo governo Michel Temer. “Não vamos deixar nada aberto. Vamos governar até o fim”, disse o ministro Carlos Marun.

Possível fusão de pastas divide o agronegócio. Após repercussão negativa, futuro ministro disse que Bolsonaro ‘não bateu o martelo’.

Moro dirá sim. Sérgio Moro se reunirá hoje com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e com o vice, Hamilton Mourão. O juiz vai dizer que aceita o convite para o Ministério da Justiça.

Técnicos veem pouca economia com fusões propostas por Bolsonaro.

Fatores sociais explicam até 85% da nota do Enem. Educação. Levantamento feito a pedido do Estado relaciona microdados de 1,3 milhão de estudantes que fizeram a prova no fim do ano passado e do Censo Escolar de 2017; renda da família, ter computador em casa e tipo de escola são pontos que influenciam.

Supremo proíbe ações policiais em universidades. Plenário confirma, por unanimidade, liminar que suspendeu a repressão a manifestações; ministros defendem a liberdade de cátedra.

William Waack: Em relação a Obama, Trump prossegue a mesma política no tocante ao Brasil: relativamente bem pouco interesse.

Zeina Latif: A bronca é generalizada e vai além da crise econômica. Reclama-se da ação estatal e, sem crescimento, tudo fica mais difícil.

Cid Gomes e Rede articulam oposição sem PT. Irmão de Ciro e Randolfe Rodrigues, respectivamente, senadores eleito e reeleito, lideram movimento; Câmara também forma grupo.

Marcos Pontes: com Bolsonaro, 1º astronauta do Brasil ganha nova missão

Crítica a Bolsonaro. Proposta de juntar Cultura e Educação é similar à Guiné-Bissau, diz ministro

Por unanimidade: STF suspende medidas que determinaram ações policiais em universidades

Juiz condena Haddad a pagar R$ 200 mil por danos morais a promotor

Eduardo Bolsonaro é o novo líder do PSL.

Estadão Verifica: Mensagem cita valores errados de campanhas de Bolsonaro e Dilma.

Partidos articulam na Câmara e no Senado bloco contra Bolsonaro sem o PT.

Cotado para Defesa. General Heleno diz que há ‘inversão’ na discussão sobre direitos humanos.

Ministros do TSE avaliam que são remotas as chances de ‘terceiro turno’.

Zema compara Palácio do Governo com ‘Mansão das Mordomias’.

Inquérito dos portos. Temer recorre contra decisão que manteve indiciamento.

Fraudes de R$ 37 milhões. Presa pela PF, cúpula do Porto de Santos é substituída em estatal.

Ex-governador Beto Richa vira réu por suposto esquema de propinas.

Hospital divulga imagem de gêmeas separadas após cirurgia.

Editorial1: Disposição bem-vinda. É reconfortante saber que o presidente eleito tem ciência de que, sem uma reforma da Previdência, seu governo corre o risco de ter “problemas” – um eufemismo singelo para o colapso das contas públicas

Editorial2: 20 anos de Enem. Exame exerce, hoje, uma função bastante diferente daquela para a qual foi criado, em 1998.

Editorial3: A agenda está no rating. Sem conserto das finanças oficiais, será fantasia pensar em crescimento da produção e do emprego.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Bolsonaro sinaliza redução dos ministérios pela metade. Presidente eleito, como dito em campanha, promove fusões de pastas, mas já recebe críticas de afetados. O desenho da Esplanada dos Ministérios do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ganhou novos contornos ontem, indicando redução à metade das atuais 29 pastas. Para viabilizar o enxugamento da máquina, promessa de campanha, o capitão reformado optou por fusões. Além do superministério da Economia —que reunirá Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio, sob o comando do economista Paulo Guedes— haverá as superpastas da Justiça e da Integração Nacional. A área social também seria unificada em um ministério único. Esporte e Cultura devem migrar para a pasta de Educação, e o Ministério dos Transportes seria renomeado para Infraestrutura, podendo abrigar as Comunicações. Devido a resistências nos dois setores, a fusão de Agricultura com Meio Ambiente pode ser revisada. Também nesta quarta (31), o futuro ministro da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), reuniu-se com o atual titular, Eliseu Padilha, para iniciar oficialmente o processo de transição. Ele entregou 22 nomes de assessores da equipe, que podem chegar a 50.

Superpasta da Justiça vai ser oferecida hoje a Sergio Moro. Jair Bolsonaro (PSL) oferecerá hoje ao juiz Sergio Moro uma versão expandida do Ministério da Justiça. A pasta somará Justiça, Segurança Pública, Transparência e Controladoria-Geral da União, além do Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Caso o convite seja aceito, outro juiz assumiria a Lava Jato e Moro teria que abandonar definitivamente a magistratura.

Astronauta será ministro da Ciência do novo governo. Jair Bolsonaro anunciou, em rede social, o nome de Marcos Pontes. A pasta de Ciência e Tecnologia terá nova formatação: Comunicações deve se unir a Transportes e Infraestrutura. Já o ensino superior, parte do Ministério da Educação, ficaria sob cuidados do astronauta.

Salvador Nogueira: Marcos Pontes tem os pés no chão e o olhar no horizonte.

Sistema de ensino teria quebra com mudança no MEC. A retirada do ensino superior do Ministério da Educação representaria quebra no sistema, podendo dificultar articulação com a educação básica e a formação de professores. Há indicação de que as pastas da Cultura e Esporte sigam para o MEC. (Cotidiano B2)

Bolsonaro declara mais R$ 535 mil de gasto com internet. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ao chegar à apresentação de acrobacia aérea, na Barra da Tijuca, no Rio; coma atualização na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral, ontem, este passa a ser o maior gasto da campanha.

Proposta equipara previdências em 10 anos. Proposta capitaneada pelo economista Armínio Fraga, em estudo pela gestão Bolsonaro, equipara a Previdência pública e a privada em pouco mais de uma década. A ideia unifica o sistema atual (INSS, servidores,professores e rural) e estabelece idade mínima de 65 anos para aposentadoria, tanto dos homens como das mulheres. O texto também estipula uma renda mínima universal para o idoso, a instituição da Previdência para os militares e a criação de fundos de pensões estaduais. Se aprovada, a proposta economizaria R$1,3 trilhão em dez anos, quase o triplo do previsto na última versão de reforma apresentada pelo governo Temer.

Para o STF, ações em universidades feriram a liberdade. Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal referendaram liminar que suspendeu as decisões da Justiça Eleitoral que permitiram a entrada da PM em universidades para apreender materiais. (Cotidiano B3)Vinicius Torres Freire As superdúvidas na economia.

Não se pode tratar a imprensa como inimiga em hipótese alguma, diz Mourão. Pivô de polêmicas durante campanha, vice-presidente eleito afirma que comunicação do novo governo é ruim.

Imprensa global noticia ataques de Bolsonaro à Folha.

Matias Spektor: Má comunicação é o maior risco externo até a posse de Bolsonaro.

Roberto Dias: Democracia e tecnologia não se relacionam como imaginamos

Laura Carvalho: Perda de votos do PT foi menor entre mais ricos e mais pobres.

Moro foi sondado por Bolsonaro durante campanha, diz Mourão. Juiz é cotado para assumir pasta da Justiça.

Especialistas veem Moro sob suspeição para julgar Lula. Audiência com o ex-presidente será dia 14.

Painel: Juízes, associações e ministros do STF veem aceno de Moro a Bolsonaro como tiro no pé.

Mônica Bergamo: STF julgará este mês propostas que criam a Escola Sem Partido.

Os populistas se foram, diz Kalil sobre eleição de Zema em Minas. Eleito com slogan ‘chega de político’, prefeito de BH afirma que sua eleição antecipou 2018.

Universal usou máquina para exaltar Bolsonaro e atacar PT. Conglomerado de Edir Macedo cedeu espaço para o presidente eleito alvejar o adversário

Sem mandato, Magno Malta pode ser acomodado em ‘Ministério da Família’

Futura primeira-dama. Michelle Bolsonaro traduz música para libras em culto

Editorial1: A guinada do juiz. Ao se aproximar do novo governo, Sergio Moro perde a isenção necessária para seguir à frente da Lava Jato

Editorial2: Mundo arriscado. Administração Bolsonaro encontrará ambiente econômico internacional nada sereno.

*Manchete e destaques da hora do Valor Econômico*: Bolsonaro terá no máximo 17 ministros e convida Moro. O futuro vice-presidente, general Hamilton Mourão, disse ontem ao Valor que não ocupará nenhum ministério. O número de pastas será mesmo reduzido drasticamente, de 29 para, no máximo, 17.

Arminio entrega proposta para Previdência. Uma ampla proposta de reforma da Previdência, elaborada por especialistas sob coordenação do ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, será entregue nos próximos dias ao futuro governo.

Paulo Guedes anuncia saída do capital da Bozano. A Bozano Investimentos enviou, na noite de ontem, comunicado aos clientes informando oficialmente mudança de comando da gestora, decorrente da futura participação do economista Paulo Guedes no governo Bolsonaro. Guedes venderá suas ações na sociedade.

O som de uma ‘máquina de fazer negócios’. Nascido na capital paulista há 38 anos, Fernando Fakri de Assis – o cantor Sorocaba, da dupla Fernando & Sorocaba – é um homem rico. Mas sua história é diferente da de muitos astros do sertanejo.

Saraiva inicia negociação de sua dívida. Nos últimos dias, a Saraiva iniciou negociações com cerca de 500 fornecedores que reúnem R$ 100 milhões em créditos atrasados, conforme apurou o Valor. A empresa trabalha para fechar um acordo que afaste a possibilidade de uma recuperação extrajudicial.

9 restaurantes do país entre os melhores da AL. Nove brasileiros estão na lista do “Latin America’s 50 Best Restaurants”, divulgada na terça-feira, em Bogotá, na Colômbia. Dois são novos na relação: os cariocas Oro e Oteque.

Contas públicas. Nova equipe quer mais foco no resultado nominal. Apesar da preocupação com déficit primário, futuro ministro Paulo Guedes pretende ampliar escopo na política fiscal. Zerar déficit com receita extra não resolveria fluxo futuro.

As reservas podem aumentar ainda mais . Decisões de investimento aguardam sinalização de como o novo governo vai enfrentar a questão fiscal, diz especialista

Estados ameaçam ir à Justiça para mudar indexador do teto de gastos. Outra alternativa estudada pelos governos estaduais é recorrer ao Legislativo

Conjuntura. Déficit da indústria dispara no 3º tri. Levantamento do Iedi mostra que déficit do setor cresceu 13 vezes em relação a igual período de 2017 e chegou a US$ 10,7 bilhões.

Bolsonaro encara a política de toga e farda. Uma retaguarda reforçada pela farda e pela toga sugere o caminho que Bolsonaro pretende trilhar para arrancar as reformas sem ficar refém de seus credores.

Gigantismo de futuro ministério da Economia causa apreensão. Pasta que deverá ser comandada por Paulo Guedes poderá ter 90 secretarias, se estruturas atuais forem mantidas.

Transição. Extinção do Mdic divide lideranças da indústria. Ramo farmacêutico pensa que o importante é a interlocução com o titular da pasta de Economia.

ONGs criticam propostas para ambiente e educação.

Prefeitos pedem clareza na interlocução com o governo eleito.

Editorial: Discussão sobre uso das reservas é extemporânea. Se o Banco Central for independente de fato um ministro da Economia como Guedes poderia no máximo sugerir uma ação com as reservas.

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