Redes sociais, rádio e TV reduzirão, como nunca, o contato físico candidato-eleitor

Sérgio Botêlho O primeiro dia de campanha eleitoral, ontem, quinta-feira, 16, foi particularmente emblemático com relação aos meios de divulgação de candidaturas que os presidenciáveis pretendem usar no pleito

Sérgio Botêlho

O primeiro dia de campanha eleitoral, ontem, quinta-feira, 16, foi particularmente emblemático com relação aos meios de divulgação de candidaturas que os presidenciáveis pretendem usar no pleito deste ano, no país.

Segundo reportagem do jornal Estado de São Paulo, em sua edição desta sexta-feira, 17, a maioria dos candidatos ao Palácio do Planalto resolveu divulgar os materiais de campanha, jingles, santinhos, comunicações em geral e vídeos, por exemplo, por meio das redes sociais.

Com as campanhas na TV e no rádio marcadas para ter início apenas no dia 31 próximo, a tendência é que as redes sociais, até aquela data, fiquem congestionadas com a divulgação desse material pelos candidatos.

Aliás, essa mesma tendência detectada pela reportagem, com relação aos presidenciáveis, deve estar se verificando, também, entre os candidatos a todos os cargos eletivos em jogo no pleito de outubro próximo.

Por sinal, mesmo depois de iniciada a campanha pelo rádio e pela TV, meios que terão suas importâncias dobradas, as redes sociais continuarão sendo o veículo mais usado para divulgar o material de campanha. Inclusive, para potencializar a propaganda radiofônica e televisiva.

O grande problema dessa eleição, em comparação com as anteriores, é a falta de dinheiro de forma generalizada, situação que inibe bastante as agendas públicas, uma vez que a mobilização sai muito cara, conforme pensam os especialistas.

Desse jeito, as campanhas tendem a ficar fora das ruas. O contato físico do candidato com o eleitor, tão comum na política brasileira de todos os tempos, deve ser uma opção a ser pouco utilizada na campanha que já começou.

 

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