Queiroz diz que um “cara de negócios”

SINOPSE NACIONAL DE 27 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: ‘Sou um cara de negócios’, diz ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Fabrício de Queiroz afirma que dinheiro vem de compra e venda de carros. Vinte dias depois da revelação de que movimentou R$ 1,2 milhão em um ano, e de faltar a dois depoimentos ao Ministério Público, Fabrício de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, afirmou em entrevista ao SBT que o dinheiro se justificava pela compra e venda de carros: “Sou um cara de negócios”. Ele negou que recolhesse parte dos salários dos funcionários do gabinete do deputado estadual. Mas não explicou por que eles fizeram depósitos em sua conta. Queiroz disse que não conversou mais com Flávio e que faltou aos depoimentos porque está doente.

Premiê de Israel virá à posse, afirma embaixador. Segundo diplomata, notícia da desistência de Benjamin Netanyahu, confirmada por assessores, não era verdadeira.

Em isolamento, Israel sinaliza que vê Bolsonaro como aliado.

Turismo em parques federais: ecológico e lucrativo. Para cada R$ 1 gasto nas unidades de conservação do país, outros R$ 7 são injetados na economia

Polícia vai investigar suposto tiro contra o vereador de São Paulo Fernando Holiday.

Dessalinização que Bolsonaro busca em Israel já existe no Brasil desde 2004

Intervenção derruba roubos e assassinatos. De 12 tipos de assaltos, 8 registraram queda. A intervenção federal na segurança do Rio resultou em queda nos índices de homicídios, que vinham em alta desde 2016, e nos roubos de carga, que registravam crescimento nos últimos cinco anos. De um total de doze tipos de roubo, oito tiveram diminuição. Para o secretário de Segurança, general Richard Nunes, a queda nos roubos impactou também no número de assassinatos. As mortes decorrentes de intervenção policial aumentaram durante a intervenção, que acaba segunda.

Ex-governador do Espírito Santo é assassinado. O ex-governador do Espírito Santo Gerson Camata foi morto com um tiro por um ex-assessor, em Vitória, ontem à tarde. O assassino, que já havia feito acusações contra o ex-chefe, disse que cometeu o crime depois que teve R$ 60 mil bloqueados por causa de uma disputa judicial com Camata.

Merval Pereira: As semelhanças de Bolsonaro com os ex-presidentes. Atos de Bolsonaro o mostram como o espelho de Lula, e alimentam essa rivalidade de forma proposital.

Ascânio Saleme> O breviário de máximas do serviço público.

Indefinição. Marco Aurélio: indulto de fim de ano é ‘tradição’.

Editorial1: Legislativo critica Judiciário, mas transfere decisões. Avanço da judicialização e do ativismo dos juízes decorre da omissão dos outros Poderes.

Editorial2: Chuvas de verão aumentam preocupação com deslizamentos. Estudo mostra que 8,2 milhões de pessoas em 872 municípios brasileiros vivem em áreas de risco.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: ‘Sou um cara de negócios, faço dinheiro’, diz Queiroz. Ex-assessor de Flávio Bolsonaro disse que negocia carros e não é ‘laranja’, mas não explicou depósitos em sua conta. Na primeira aparição após a descoberta de movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão em sua conta, o ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) Fabrício Queiroz disse ao Jornal do SBT que é “um homem de negócios”, que “compra e vende carros” e que “não é laranja”. Queiroz, no entanto, não explicou os depósitos feitos em sua conta por funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). As movimentações, ocorridas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, foram detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O caso foi revelado pelo Estado em 6 de dezembro. Uma das movimentações foi o depósito de R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Jair Bolsonaro disse que o valor era pagamento de um empréstimo. O Estado revelou ainda que funcionários dos gabinetes de Flávio, na Alerj, e de Jair Bolsonaro, na Câmara, chegaram a depositar 99% do que receberam no período na conta de Queiroz, e que a maioria das transferências foi feita na semana do pagamento de salário. Ao SBT, Queiroz disse que “esse mérito do dinheiro” vai explicar ao MP e que não prestou depoimento por estar com câncer.

SP aprova nova Previdência e servidores ameaçam parar. Sob protesto de servidores, a Câmara de São Paulo aprovou ontem, por 33 votos a 17, o projeto do prefeito Bruno Covas (PSDB) de reforma da Previdência. A alíquota de contribuição passará de 11% para 14% do salário e quem ingressar na carreira a partir de agora terá teto de benefício de R$ 5,6 mil. Mesmo assim, o déficit do setor só deve ser zerado em dez anos. Servidores anunciaram greve geral a partir de 4 de fevereiro.

‘É a reforma do atraso’. Para o consultor econômico Raul Velloso, especialista em contas públicas, a reforma aprovada pela Câmara de SP é “capenga”. “É um lamentável retrocesso em relação ao que é o ideal.”

Ex-governador do ES Gerson Camata é assassinado. O ex-governador do Espírito Santo Gerson Camata, de 77 anos, foi morto ontem em Vitória, com um tiro no pescoço. Ex-assessor do político, Marcos Vinícius Moreira Andrade, de 66 anos, foi preso e confessou o crime. Ele teria sido motivado por uma ação judicial movida pelo ex-governador, que bloqueou R$ 60 mil de sua conta bancária. Em 2009, Andrade denunciou suposto esquema de corrupção no gabinete de Camata, que governou o Estado nos anos 1980 e foi eleito senador por três mandatos.

Corrupção fica fora de indulto. O presidente Michel Temer excluirá casos de corrupção e crimes sexuais contra crianças do indulto natalino deste ano, informou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. O decreto será assinado até amanhã, segundo o ministro.

Premiê de Israel assistirá à posse. A embaixada de Israel informou que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu deve participar da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro, na terça-feira. Anteontem, a embaixada havia informado que Netanyahu viria ao País, mas não deveria ficar até dia 1º.

João de Deus ‘esqueceu’ vítimas. Em depoimento ao MP de Goiás, o médium disse que “não se lembra” das mulheres que o denunciaram por abuso sexual. Promotores fizeram perguntas sobre dois casos de violência sexual mediante fraude e um de estupro de vulnerável.

Varejo tem melhor Natal em 4 anos. Prévia de dados do comércio indica que este Natal foi o melhor em quatro anos e aponta para retomada. Mas o resultado ainda está distante dos níveis pré-crise, dizem economistas. Só nos shoppings, as vendas avançaram 5,5% em relação a 2017. “O Natal salvou o ano”, afirma o presidente da associação de lojistas, Nabil Sahyoun.

William Waack: Em política externa, Jair Bolsonaro assumiu até aqui o risco de esbravejar contra a espuma.

Verissimo: Cicero foi exemplo do perigo de incorporar virtudes cívicas quando todos só querem é poder.

Editorial1: Distorções do Fundo Partidário. A existência do Fundo Partidário é um grande equívoco. São os cidadãos que devem voluntariamente financiar a atividade política. O Estado não deve ter esse papel.

Editorial2: Justiça que tarda falha. STJ acaba de julgar processo de 123 anos, que tinha como uma das autoras a princesa Isabel.

Editorial3: Um novo ensino médio. Com cerca de 8 milhões de alunos, o ciclo do ensino médio é o mais problemático do sistema brasileiro

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Previdência muda em SP; servidores anunciam greve. Proposta da gestão Covas, aprovada pelos vereadores, eleva alíquota de 11% para 14% e estabelece sistema complementar. A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em segunda votação, a reforma da previdência dos servidores municipais, uma das principais bandeiras da gestão Bruno Covas (PSDB) para conter gastos com aposentadorias. O texto, que passou em primeira votação na ultima sexta (21), teve 33 votos a favor e 17 contra e deve ter hoje a sanção do prefeito. Servidores anunciaram greve. Segundo Sergio Antiqueira, presidente do sindicato da categoria, a paralisação está marcada para 4 de fevereiro, início das aulas na rede municipal. “Não adianta fazer greve nas férias.” “A prefeitura quer jogar o que eles chamam de problema nas costas dos servidores, em vez de cortar do que é pago a empresários dos transportes e dirigentes de organizações sociais”, disse. Houve confronto entre servidores e guardas municipais, e um dos portões da Câmara foi quebrado. A proposta aprovada eleva a alíquota de 11% para 14% e estabelece sistema complementar para quem ganha acima do teto de aposentadoria (R$ 5.645,80) do INSS. Estimado em R$ 6 bilhões, o déficit da previdência não deve ser eliminado no curto prazo.

‘Eu sou um cara de negócios, eu faço dinheiro’, diz Queiroz. O ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) Fabrício Queiroz afirmou em entrevista ao SBT que parte da movimentação atípica de R$ 1,2 milhão feita por ele vem da compra e venda de carros. Ele, no entanto, não esclareceu por que recebia dinheiro de outros funcionários do gabinete. Gerson Camata, ex-governador do ES, é assassinado. Gerson Camata, 77, foi morto a tiro na Praia do Canto, em Vitória (ES), ontem à tarde. O autor do disparo trabalhou com o ex-governador por 20 anos. Preso, ele disse que encontrou Camata na rua e foi tirar satisfações porque, acionado judicialmente pelo ex-governador, teve R$ 60 mil bloqueados.

Mercado Aberto: Multa do FGTS não inibe demissões, afirma estudo

Maioria diz que Brasil não deveria privilegiar EUA, aponta Datafolha. Pesquisa mostra oposição majoritária em todos os grupos; maior aproximação é defendida por Bolsonaro.

Painel: Equipe econômica de Bolsonaro vê falta de entrosamento como entrave a reforma. Discussões técnicas retardaram o avanço.

Gestão Bolsonaro cria manual de conduta para comissionados.

Casa Civil. Onyx Lorenzoni vai de pedra a vidraça e enfrenta desconfiança. Congressistas apontam erro ao apostar na negociação com frentes parlamentares

Janio de Freitas: O presidente eleito ignora o indispensável sobre técnica

Fim de governo. Se o modelo eleito falhar, vão chamar os políticos, diz França. Governador diz que não descarta se candidatar eleição à Prefeitura de São Paulo.

Bruno Boghossian: As barreiras políticas aos planos de Sergio Moro e Paulo Guedes.

Premiês israelense e húngaro devem vir para posse. Binyamin Netanyahu, que havia cogitado encurtar visita ao Brasil, decidiu manter o cronograma e comparecer à posse de Jair Bolsonaro (PSL), no dia 1°. O controverso primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, também deve estar presente. Outros 12 chefes de Estado confirmaram presença.

Maioria diz que Brasil não deveria privilegiar EUA. Dois em cada três brasileiros discordam da ideia de que o Brasil dê preferência aos Estados Unidos em suas relações exteriores, em detrimento de outros países, segundo pesquisa Datafolha. A aproximação é uma das principais diretrizes diplomáticas do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e de seu chanceler.

Editorial1: A versão de Queiroz. Ex-assessor de Flávio Bolsonaro rompe o silêncio, mas as explicações ainda são insatisfatórias

Editorial2: Saída inglória. A três meses da data-limite para o Reino Unido deixar a União Europeia, incertezas sobre o que virá depois se avolumam.

 

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Após desburocratização, as reformas virão em fevereiro. O governo pretende ter um cronograma de medidas a serem divulgadas durante o mês de janeiro que reduza a burocracia e facilite o dia a dia das pessoas e empresas. Reformas estruturais como a da Previdência – com a adoção do regime de capitalização, entre outras mudanças – ficarão para fevereiro.

Na bolsa, GPA começa a sair da Via Varejo. Dois anos após colocar sua participação na Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio) à venda, o Grupo Pão de Açúcar começa hoje a se desfazer de sua posição na empresa por meio de leilão na bolsa

Sachsida reafirma mudanças no Sistema S. Uma das medidas necessárias para a urgente recuperação do emprego é reduzir as alíquotas das contribuições ao Sistema S, disse ao Valor o secretário de política econômica do futuro Ministério da Economia, Adolfo Sachsida. A mudança pode ser implementada por projeto de lei.

Ritmo acelerado. Com aumento da receita em 31% até setembro, a metalúrgica Tupy quer manter a fórmula de buscar negócios mais rentáveis e de valorização do acionista, diz Thiago Struminski.

Prováveis aliados já esperam por indicações. As mudanças adotadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, na articulação política e na relação com os partidos e o Congresso ainda causam incerteza entre os deputados sobre como funcionará, ou não, a base aliada do governo no Legislativo.

Captação de bônus no exterior pode dobrar no próximo ano. Depois de um ano fraco para as emissões de bônus brasileiros no exterior, com apenas US$ 15,4 bilhões, o mercado espera uma recuperação em 2019.

Após ajustes, usina de etanol celulósico retoma operações. Após levar disputas com fornecedores a câmaras arbitrais e gastar dezenas de milhões a mais para desenvolver soluções tecnológicas próprias, o empresário Bernardo Gradin anuncia para janeiro a retomada da operação da usina de etanol de segunda geração.

Sem Alpargatas, Utsch preserva sua ‘alma interior’. Presidente da Alpargatas nos últimos 15 anos – durante os quais as vendas passaram de 40 milhões de pares de Havaianas por ano para quase 300 milhões -, Márcio Utsch tem sua imagem bastante vinculada à companhia e será um desafio, principalmente para seu substituto, Roberto Funari, mudar isso.

Congresso. Deputados ruralistas moderados tiveram mais sucesso eleitoral. Parlamentares da frente do agronegócio mais atuantes tiveram menor taxa de reeleição.

Base aguardará nomeações nos Estados. Bolsonaro deve contar com trégua de cerca de 100 dias na Câmara e avançar em pauta conservadora.

Eunício emplaca advogado na Anatel.

Presidente eleito volta a criticar Lei Rouanet.

Argentina Recessão complica plano eleitoral de Macri em 2019. No primeiro trimestre de 2019, a Argentina deve chegar ao pico da recessão, com uma queda na atividade de mais 6,7% e inflação em torno de 47,8% na comparação anual.

China vai continuar a desacelerar em 2019. A economia chinesa deverá crescer 6,2% em termos reais, segundo a média das previsões de 32 economistas entrevistados pelo Nikkei.

Editorial: Correção dos ativos e ruídos políticos assustam investidores. Há várias razões para a mudança de direção dos preços dos ativos, embora não necessariamente tenham de provocar incêndios nos mercados.

Receba todas as novidades do Anexo6diretamente em seu email


Deixe um comentário

avatar
  Inscreva-se  
Notifique-me de
Fechar Menu