Que reforma?

Sérgio Botêlho

É grande o otimismo das hostes governistas com respeito à aprovação da Reforma da Previdência, pelo Congresso Nacional, ainda neste ano. Se deixar para o próximo, ano eleitoral, aí a coisa ficaria bem mais complicada.

No próximo dia 20, a proposta do governo será entregue solenemente ao Congresso, com a entrega precedida de fala do presidente Jair Bolsonaro, segundo anuncia o secretário da Previdência, Rogério Marinho.

Ainda de acordo com Marinho, e em divergência com o que desejava a equipe econômica, Bolsonaro considera que, para aposentadoria, as idades de 65 anos para homens e 62 para mulheres seja o melhor caminho, com regra de transição fixada em 12 anos.

Entre os congressistas, dizem pesquisas que a maioria é favorável à reforma da Previdência, o que é um bom sinal. Agora, cumpre saber qual reforma da Previdência está na cabeça de cada um dos parlamentares.

Afinal de contas, prevê-se que haverá muita pressão dos diversos segmentos dos trabalhadores sobre deputados e senadores, e que essa pressão exercerá, certamente, influência sobre o voto final de cada um.

O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, eleito com apoio maciço dos governistas, já adiantou que o parlamento aprovará, ao final, sua própria versão do que será a reforma da Previdência.

Na Câmara dos Deputados, por onde o projeto passará inicialmente, é forte a mobilização promovida em seu favor pelo presidente Rodrigo Maia, conforme relatam parlamentares em conversa com jornalistas. Os deputados, por enquanto, escutam, com atenção.

Em resumo: é certo afirmar, que a aprovação da reforma previdenciária goza de ventos favoráveis no Congresso Nacional. No entanto, é preciso esperar para saber qual vai ser o alcance das mudanças a serem aprovadas, ao fim e ao cabo.

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