Providências do próximo governo viram tema maior das manchetes dos jornais

Providências do próximo governo viram tema maior das manchetes dos jornais. “Moro propõe ‘Lava-Jato’ contra o crime organizado”, revela O Globo. “Moro quer uma Lava Jato no combate ao crime organizado”, diz o Estadão. “Bolsonaro é sensato e moderado, afirma Moro como ministro”, destaca a Folha. “Previdência pode ter plano de capitalização só em 2020”, comenta o Valor Econômico.

_SINOPSE NACIONAL DE 07 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Moro propõe ‘Lava-Jato’ contra o crime organizado. Futuro ministro da Justiça diz que divergências com o presidente eleito serão resolvidas com ambos cedendo posições ou com a palavra final de Bolsonaro. Em entrevista coletiva que durou quase duas horas, cinco dias após ser escolhido ministro da Justiça e Segurança Pública por Jair Bolsonaro, o juiz Sergio Moro afirmou que pretende replicar o modelo de forças-tarefas, usado contra a corrupção na Operação Lava-Jato, para combater o crime organizado. Moro listou medidas executivas que pretende implementar e outras que vai enviar ao Legislativo no primeiro ano de governo. Ele agradeceu à imprensa pelo trabalho durante a Lava-Jato e respondeu a todos os questionamentos. Sobre eventuais divergências com o presidente eleito, disse que cada um pode “ceder posições ou ele dar a palavra final”. Moro reafirmou que sua participação no governo não significa entrar na política e rebateu acusações do PT de que teria agido politicamente no processo contra o ex-presidente Lula. Disse que o petista está preso porque cometeu crime. “Não posso pautar minha vida por um álibi falso de perseguição política”, afirmou.

Bolsonaro: Constituição será um ‘norte’. Em solenidade no Congresso Nacional que celebrou os 30 anos da Constituição, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, destacou em discurso que o cumprimento da Carta Magna será um “norte” a ser seguido em seu governo. Presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli, sentado ao lado de Bolsonaro na sessão, conclamou a sociedade, as instituições e os Poderes da República a se unirem. Presente à cerimônia, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também saudou a homenageada do dia, enfatizando o papel do texto no reconhecimento da pluralidade “de crença e de opinião” e no “respeito às minorias”.

Guedes defende ‘prensa’ para aprovar reforma. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu “prensa no Congresso’’ para aprovar a reforma da Previdência.

‘Com toda a certeza, vai ter alguma mulher’. Bolsonaro disse que haverá alguma mulher no Ministério e nomeou a coronel dos Bombeiros Márcia Cunha para a transição.

Marqueteiro digital diz que será conselheiro informal. Nomeado para a transição, o marqueteiro digital Marcos Aurélio Carvalho quer ser conselheiro informal do presidente eleito.

Pontes quer mais dinheiro privado nas universidades. Futuro ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes disse que vai incentivar parcerias entre empresas e universidades públicas.

ELIO GASPARI: Retórica de Bolsonaro se volta contra ele.

MÍRIAM LEITÃO: Constituição vive seu maior teste em 30 anos.

Editorial1: Segurança é uma zona de risco para o próximo governo. É ilusão concentrar energias na liberação do comércio de armas em promoção da ‘autodefesa’.

Editorial2: Saúde precisa ser tratada como prioridade pelo prefeito do Rio. No entanto, pasta tem enfrentado cortes em áreas essenciais, como o Programa Saúde da Família.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Moro quer uma Lava Jato no combate ao crime organizado. Futuro ministro da Justiça disse que vai ‘avançar na pauta do enfrentamento’ e replicar uso de força-tarefa. Futuro ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro, o juiz Sérgio Moro disse ontem que pretende criar forças-tarefa ao estilo da Operação Lava Jato para combater o crime organizado no País e que vai “avançar na pauta do enfrentamento”. Para integrar sua equipe na pasta, chamada de superministério por retomar o comando da Polícia Federal e de outros órgãos de controle, Moro confirmou que vai convidar “nomes da Lava Jato”, conforme antecipou o Estado. Ele lembrou que “Nova York, na década de 1980, combateu cinco famílias poderosas por meio da criação de forças-tarefa”. A Lava Jato, deflagrada em março de 2014, atacou um esquema de corrupção e cartel instalado na Petrobrás. A operação reuniu PF, Procuradoria da República e Receita Federal, em entrosamento com a Justiça. A maior força-tarefa já montada no País compreendeu, até hoje, 53 fases.

Guedes pressiona Congresso por Previdência. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu uma “prensa” no Congresso para que os parlamentares votem ainda este ano a proposta de Michel Temer para a reforma da Previdência. A declaração causou mal-estar e congressistas recomendaram “cuidado com as palavras”.

Governos em transição. Dodge e Toffoli cobram respeito à Constituição.

Itamaraty ficará com diplomata de carreira.

Guedes diz que não vai renegociar dívida interna.

Equipe de Doria já tem três ministros de Temer.

Tesouro diz que 16 Estados correm risco de insolvência. Relatório do Tesouro Nacional aponta que 16 Estados e o Distrito Federal descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal em 2017 ao destinar mais de 60% da receita corrente líquida à folha de pessoal. O documento alerta para o risco de insolvência. Em cinco Estados, o comprometimento com gastos de pessoal ultrapassa os 75% da receita, incluindo o Rio.

Petrobrás registra lucro de R$ 6,6 bi no terceiro trimestre. A Petrobrás teve lucro de R$ 6,64 bilhões no terceiro trimestre, já descontados R$ 3,5 bilhões pagos nos EUA por decisão judicial. O resultado é 25 vezes maior do que o do mesmo período de 2017, mas ficou aquém do projetado pelo mercado. Por causa disso, as ações da companhia caíram cerca de 3% ontem.

Conselho quer até 20% do ensino médio a distância. O Conselho Nacional de Educação quer aprovar nesta semana proposta que permite que até 20% da carga horária do ensino médio diurno seja feita a distância – e de 30% para o noturno. Segundo conselheiros, há consenso para a aprovação. O texto prevê que atividades online só ocorram com a presença de professor.

Vera Magalhães: Sérgio Moro demonstra que vai se esforçar para manter acesa sua própria mitologia, que corre em paralelo à do futuro chefe.

João Domingos: A aprovação, neste ano, da reforma da Previdência seria o maior presente para Bolsonaro depois dos 57.797.847 votos.

Editorial1: Hesitação perigosa Afala de Bolsonaro em relação à Previdência revela hesitação própria de quem não sabe bem o que pretende fazer – em se tratando dessa reforma, é preocupante.

Editorial2: Para crescer com segurança. Um Brasil mais eficiente será um país com preços mais estáveis e juros mais próximos dos padrões internacionais.

Editorial3: O saldo da reforma trabalhista. A redução do número de processos se deve, justamente, às inovações concebidas com o objetivo de coibir a chamada ‘indústria das reclamações’.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Bolsonaro é sensato e moderado, afirma Moro como ministro. Em longa entrevista, juiz que chefiará a Justiça citou mais convergências do que discordâncias com o presidente eleito. Em sua primeira entrevista desde que aceitou o convite para ser ministro da Justiça, o juiz federal Sergio Moro caracterizou o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), como uma figura moderada, ponderada e sensata, que não ameaça o Estado de Direito nem as minorias. Moro mencionou como discordância a Bolsonaro a qualificação de organizações sociais como grupos terroristas. Foram mais numerosas, no entanto, as convergências, mesmo que com ressalvas, como a revisão da maioridade penal e a flexibilização da posse de armas. Ao longo de quase duas horas de entrevista, voltou a defender uma agenda anticorrupção e anticrime organizado. Sobre ter aceitado o cargo, disse não ter “nada a ver com o processo do [ex-presidente] Lula”. “Não posso pautar minha vida com base numa fantasia.”

Ministério do Trabalho pode ser extinto no novo governo. A equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, estuda extinguir o Ministério do Trabalho e já traça planos para condução mais eficaz de temas ligados às áreas de emprego e renda. A ideia causa relutância na pasta, que destacou sua importância na busca do “pleno emprego” e da “melhoria da qualidade de vida dos brasileiros”.

Marcelo Coelho: É bom se preparar para a liberação do porte de armas. Acompanhando a ordem dos tempos, procurei me informar sobre alternativas hoje oferecidas aos homens de bem para a sua defesa. A obtenção de armas de fogo não é tão difícil como parece.

Governo Bolsonaro. Mônica Bergamo: Com receio de Bolsonaro, Congresso muda o nome de intérprete de hino.

IBGE rebate presidente eleito após crítica sobre pesquisa de emprego.

Em vinheta, SBT ressuscita e mata o ‘Brasil, ame-o ou deixo-o’, da ditadura.

Legalidade sobre ‘abate’ a distância no Rio não é clara. Conduta defendida pelo governador eleito do RJ, Wilson Witzel (PSC), para ampliar a segurança, segundo a qual o policial pode atirar a distância, para matar, em criminoso armado com fuzil não tem legalidade clara, afirmam especialistas.

Editorial1: Embaixada polêmica. Bolsonaro se arrisca a provocar reações negativas com intenção de mudar sede da representação em Israel.

Editorial2: Prova de fogo. Institutos de Criminalística de SP não possuem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Previdência pode ter plano de capitalização só em 2020. Nas mãos do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, estão dez propostas de reforma da Previdência. Diante da complexidade do assunto, ganha força na equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, a ideia de que o melhor caminho seria começar com algo mais simples, que não altere o atual sistema de repartição.

Moro rejeita tratar MST e MTST como terroristas. O juiz federal Sergio Moro, futuro ministro da Justiça, disse que “não é consistente” classificar os movimentos sociais, entre eles o MST e o MTST, como organizações terroristas.

Trinta anos do “livrinho”. Em sua primeira passagem pela Câmara dos Deputados como presidente eleito, Jair Bolsonaro exortou a União dos três Poderes, e afirmou que a Constituição Federal é o “norte da democracia”

Rota 2030 poderá sofrer resistências. A equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro, desaprova o programa Rota 2030, que concede cerca de R$ 2,1 bilhões em incentivos ao setor automotivo. Apesar disso, o grupo ainda não decidiu se vai se manifestar nesse sentido e pedir que o atual Congresso rejeite o projeto, que está em tramitação.

Com apoio italiano, CSN prevê conclusão de ferrovia em 2027. A conclusão da ferrovia Transnordestina requer investimentos adicionais de R$ 6,7 bilhões e não vai ocorrer antes de 2027 – 17 anos depois do prazo original. A avaliação foi apresentada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), controladora do empreendimento, ao governo e a uma comissão de deputados.

JBS vai vender carne na China pela internet. A JBS assinou memorando de entendimentos com a Win Chain, subsidiária do grupo chinês Alibaba, para exportar carnes do Brasil ao país asiático nos próximos três anos.

Para crescer, Kraft Heinz amplia linhas. A Kraft Heinz, terceira maior empresa no Brasil na área de molhos e condimentos, vai buscar a liderança nesses mercados nos próximos três anos. Para isso, a companhia trouxe para o país a marca Kraft, para concorrer em uma categoria intermediária entre as marcas Heinz e a mais popular.

“Na democracia só há um norte, que é o da Constituição”, diz Bolsonaro. Raquel Dodge enfatiza que defensores da Constituição não devem ficar em posição contemplativa, mas esforçarem-se para cumpri-la.

Ministros do STF fazem advertências.

Presidente eleito recua sobre transferir embaixada.

O carisma é fugaz. General Heleno e deputado Onyx lideram novo Palácio.

Transição Bolsonaro aceita manter Ilan no BC. Presidente eleito diz que decisão sobre o comando do Banco Central ficará a cargo de Paulo Guedes.

Transição. Moro demarca diferenças em relação a Bolsonaro. Indicado para Ministério da Justiça pode chamar Carlos Fernando e Luciano Flores para equipe.

Editorial: Palpites de Bolsonaro na área externa criam intranquilidade. A equipe de Bolsonaro até agora carece de orientadores experientes em uma área em que o amadorismo produz desastres. Na diplomacia, silêncio é ouro.

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