Privatizações, CPMF e trabalho aos domingos são temas das manchetes

Sinopse da grande mídia impressa:

🖋 Edição: Sérgio Botêlho

📃 Manchetes do dia:

“Equipe econômica planeja vender Petrobras até 2022. A equipe econômica do governo pretende privatizar a Petrobras até 2022, último ano de mandato do presidente Jair Bolsonaro. A estatal não foi incluída na lista de 17 empresas que serão vendidas nos próximos meses e anos, mas, segundo informou uma fonte graduada do governo, faz parte do plano de desestatização”. Manchete de capa do Valor Econômico.

“Governo planeja vender Correios e mais 16 estatais. Haverá estudos também sobre a Petrobras, diz o ministro Onyx”. Manchete de capa do O Globo.

“Equipe econômica defende ‘nova CPMF’ com alíquota de 0,22%. Contribuição Social sobre Transações e Pagamentos compensaria desonerações”. Manchete de capa do Estadão.

“Senado suprime trecho e não altera trabalho aos domingos. Para Casa, tema não tem relação com MP da Liberdade Econômica, que vai à sanção”. Manchete de capa da Folha.

📃 Editoriais do dia:

“Apologia do abuso de poder. Ao ignorar o conteúdo do projeto de lei aprovado e tecer críticas infundadas, o que se vê é a tentativa de manter a impunidade do abuso de autoridade”. Editorial do Estadão.

“Um rio à espera de ressurreição. Há três décadas os governadores de São Paulo vêm se comprometendo com a limpeza do Tietê e seu principal afluente, o Pinheiros, e todos malograram”. Editorial do Estadão.

“Muito cedo para pacto federativo. O ministro Paulo Guedes avança o sinal, perigosamente, ao iniciar essa discussão”. Editorial do Estadão.

“Crise na Itália pode fortalecer a extrema direita no continente. Salvini, da xenófoba Liga, quer antecipar eleições para tentar o controle do próximo governo”. Editorial do O Globo.

“É inadmissível haver influência política no ex-Coaf. Permissão de quaisquer nomeações para a UIF facilita ingerências em um órgão vital do Estado”. Editorial do O Globo.

“Aposta habitacional. Caixa lança crédito corrigido pela inflação, paliativo em mercado que minguou”. Editorial da Folha.

“Onde há fumaça. Queimadas se alastram de modo alarmante; Bolsonaro lança teoria conspiratória”. Editorial da Folha.

“Dividido, Fed não aponta direção firme para os juros. Vitupérios de Trump contra a política do Fed só reforçam a cautela do banco”. Editorial do Valor Econômico.

📃 Outros destaques:

“’O agronegócio corre grande risco’. O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, Marcello Brito, considera que o setor precisa trabalhar “de forma uníssona” para tentar reverter os danos causados pela percepção sobre a política ambiental do governo. Brito acredita que “é questão de tempo” para que algum país europeu boicote produtos brasileiros”. Na capa do Valor Econômico.

“OCDE vai avaliar política ambiental do Brasil. A política ambiental do Brasil será alvo de exame na OCDE em setembro, num exercício politicamente delicado após as polêmicas do presidente Jair Bolsonaro nessa área”. Na capa do Valor Econômico.

“Bolsonaro vê ação de ONGs nas queimadas. Governadores do Norte são ‘coniventes’ diz presidente. Em meio aos esforços dos estados da Amazônia para conter focos de incêndio que tomam a floresta, o presidente Bolsonaro disse que governadores da região são “coniventes” com a situação. E afirmou que ONGs estariam por trás do aumento das queimadas, em retaliação ao corte de verbas, sem mostrar indícios concretos.” Na capa do O Globo.

“Sem evidências, presidente relaciona queimadas a ONGs. Jair Bolsonaro (PSL) classificou como criminosa a série de queimadas pelo país e disse, sem apresentar provas, que entidades de proteção ambiental podem estar envolvidas nos incêndios ilegais. Declarou, também sem nominar, que há governadores na região Norte coniventes com os atos.” Na capa da Folha.

“Verba do exterior no combate a incêndios. Queimadas na Amazônia são captadas por satélite da Nasa; governo usa verba doada por Noruega e Alemanha para combater os incêndios. De 1º de janeiro até anteontem, houve 74.155 focos de incêndio no País, 84% mais do que em 2018.” Na capa do Estadão.

“Chuva cinza em São Paulo. Análise mostrou que a água escura da chuva de segunda-feira teve como origem queimadas em matas de Brasil, Paraguai e Bolívia.” Na capa do Estadão.

“Governo planeja privatizar Petrobras em 2022. Estatal ainda não faz parte da lista de 17 estatais que serão colocadas a venda nos próximos meses”. No Valor Econômico.

“Correios e mais 8 estatais entram na lista da privatização. Os Correios encabeçam a lista de nove estatais incluídas no programa de privatizações e liquidações. O governo, no entanto, reconhece que o processo pode ser longo. A empresa tem monopólio do serviço postal e do correio aéreo nacional assegurado pela Constituição, que teria de ser modificada. Da relação também constam Telebrás, ABGF, Emgea, Serpro, Dataprev, Ceagesp, Codesp e Ceitec.” Na capa do Estadão.

“Governo planeja privatizar estatais, parques e presídios. Em busca de receita, governo ampliou o escopo de projetos que deseja conceder à iniciativa privada. Foram listados no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) mais nove estatais, presídios, escolas, creches e parques nacionais.” Na capa da Folha.

“‘Tímido e frustrante’. Para a economista Elena Landau, o programa de privatizações de Bolsonaro é “tímido e frustrante”. “Nem Valec nem EBC foram incluídas.” Na capa do Estadão.

“Senado aprova Liberdade Econômica, sem trabalho dominical. Às vésperas do fim do prazo de validade da medida provisória da Liberdade Econômica, o Senado aprovou o texto que facilita abertura e fechamento de empresas e melhora o ambiente de negócios. Foi excluído, entretanto, o dispositivo que autorizava o trabalho aos domingos e feriados. Para o secretário da Previdência, Rogério Marinho, faltou mais discussão, e governo deve voltar ao assunto”. Na capa do O Globo.

“MP passa no Senado, mas sem trabalho aos domingos. O texto da Medida Provisória da Liberdade Econômica, que reduz burocracia para empresas, foi aprovado ontem, mas o Senado derrubou autorização para o trabalho aos domingos e feriados. Essa permissão era defendida pela equipe econômica. Como a MP perderia a validade na próxima semana, o Planalto concordou com a retirada do item. Com isso, a MP não precisará voltar à Câmara.” Na capa do Estadão.

“Receita supera previsão e pode haver liberação de recursos. Em julho, a arrecadação de tributos administrados pela Receita Federal (excluída a contribuição para a Previdência Social) ficou R$ 5 bilhões acima do previsto na programação orçamentária e financeira. A quantia é líquida de restituições e incentivos fiscais”. Na capa do Valor Econômico.

“Falta de recursos compromete relatórios, diz Coaf”. Na capa do O Globo.

“Auditores da Receita fazem protestos contra ingerência do governo”. Na capa da Folha.

“TCU condena bônus pago a auditor fiscal. Por unanimidade, o plenário do Tribunal de Contas da União considerou ilegal o bônus de eficiência pago aos auditores da Receita. O benefício só poderá ser mantido mediante regulamentação e previsão orçamentária, justificada por aumento de receita ou corte de despesa”. Na capa do Valor Econômico.

“Supremo julga hoje possibilidade de reduzir salário de servidores”. Na capa da Folha.

“A favor dos Estados. Estados ganharam 87% das ações contra a União envolvendo questões fiscais que chegaram ao STF entre 1988 e 2017, segundo estudo.” Na capa do Estadão.

“Câmara amplia posse de arma em área rural”. Na capa do O Globo.

“Câmara amplia uso de armas em áreas rurais. A Câmara aprovou projeto de lei que libera a posse de arma em toda área de uma propriedade rural – e não apenas no interior da residência, como diz a lei atual. E a primeira lei pró-arma do governo Bolsonaro. Texto vai para sanção.” Na capa do Estadão.

“PSDB rejeita expulsão de Aécio, sob protesto de Doria”. Na capa do O Globo.

“PSDB contraria plano de Doria e mantém Aécio. O PSDB rejeitou a expulsão do deputado Aécio Neves (MG). A decisão é vista como parte de resistência do partido à estratégia do governador João Doria de acirrar o clima de confronto com Jair Bolsonaro (PSL). Doria defendia a saída de Aécio visando às eleições de 2022.” Na capa do Estadão.

“Executiva do PSDB rejeita expulsão de Aécio Neves. A executiva do PSDB decidiu rejeitar dois pedidos de expulsão de Aécio Neves, em uma derrota para João Doria e Bruno Covas. A ofensiva contra o deputado mineiro foi patrocinada pelo governador de São Paulo, que trabalha para ser candidato à Presidência em 2022. Venceu a tese de que a expulsão impulsionaria a criminalização da política.” Na capa da Folha.

“Entrevista: Marc Morgan. Desigualdade ajuda a explicar Bolsonaro. Para o economista Marc Morgan, membro da equipe do Relatório da Desigualdade Global, a perda de renda pela alta classe média acabou pesando no processo eleitoral, favorecendo a vitória de Jair Bolsonaro em 2018.” Na capa da Folha.

“Edital de séries é suspenso, e secretário sai. Após o presidente Bolsonaro reclamar de projetos sobre diversidade de gênero que disputavam financiamento público para séries de TV, o edital foi suspenso. Demitido, o secretário especial de Cultura, Henrique Pires, criticou filtros temáticos: “Não vou bater palmas para censura”.” Na capa do O Globo.

“Secretário deixa cargo e reclama de censura na Cultura. Após o governo Bolsonaro suspender edital de projetos para TVs públicas que previa séries com temática LGBT, o secretário especial da Cultura, Henrique Pires, disse que deixará o cargo por não admitir filtros no setor. O Ministério da Cidadania nega a acusação de censura.” Na capa da Folha.

“ANATEL analisa fusão de AT&T e Warner. O conselho diretor da Anatel deve discutir hoje, em reunião extraordinária, a compra do Grupo Warner Media pela AT&T,dona da Sky no País. A fusão, vetada pela lei brasileira atual, é defendida por Donald Trump e será analisada após lobby do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).” Na capa do Estadão.

“Anatel cede e deve aprovar compra da Warner pela AT&T. Para atender a um pedido de Jair Bolsonaro, a Anatel deve aprovar a compra da Time Warner p ela gigante americana de telecomunicações AT&T, um negócio de US$ 85 bilhões que envolveu 18 países e agora só aguarda aval da agência brasileira.” Na capa da Folha.

“Mantega terá de usar tornozeleira, decide juiz”. Na capa do Estadão.

“Operação Lava Jato mira desafeto de Marcelo Odebrecht. A 63a fase da operação prendeu Maurício Ferro, ex-diretor da empresa, considerado estratégico para a apuração de esquemas de propina ainda desconhecidos. A Lava Jato pediu também a prisão do ex-ministro Guido Mantega, mas ele usará tornozeleira eletrônica.” Na capa da Folha.

“Homicídios caem, e mortes em confronto sobem. O Estado do Rio teve 194 registros de mortes decorrentes de intervenção policial —o antigo auto de resistência —em julho, o maior número desde o começo da série histórica, em 1998. De janeiro a julho já são 1.075 casos, segundo o ISP. Homicídios dolosos caíram 25% em julho em relação ao mesmo mês no ano passado.” Na capa do O Globo.

“Mortes provocadas por policiais atingem maior nível em 20 anos no RJ”. Na capa da Folha.

“Cataratas quer renegociar suas concessões. O Grupo Cataratas, responsável pela administração de três dos principais parques nacionais do país – Fernando de Noronha, Cataratas do Iguaçu e Tijuca, no Rio, onde está o Cristo Redentor -, pretende investir R$ 400 milhões na melhoria e renovação dessas concessões”. Na capa do Valor Econômico.

📃 Colunas e artigos:

“Fusão de PSDB e DEM reforça candidatura de centro”. Na coluna de Merval Pereira, no O Globo.

“Órgãos técnicos sofrem ingerência por interesses políticos. PF, Receita, Coaf, Inpe, Inep, IBGE, ICMBio, Ibama, Fiocruz, BNDES, Ancine e Itamaraty têm algo em comum: sofreram interferência”. Na coluna de Miriam Leitão, no O Globo.

“Em meio ao caos aparente e à polarização política, estamos construindo um novo regime político, que poderá ser melhor. Iniciativas reformistas dos Poderes vão deixando para trás a democracia de 1988”. Artigo de Brasilio Sallum Jr. titular de Sociologia da USP, é professor visitante da UNIFESP.

“O exercício do poder sem controles pode parecer uma forma de loucura, ainda mais se o poderoso já tem tendência autocrática.” Veríssimo, no Estadão.

“Fala de Bolsonaro confirma indiferença do governo pelo meio ambiente. Com fantasia sobre queimadas, presidente inventa vilões para fugir de obrigações”. Na coluna de Bruno Boghossian, na Folha.

📊 Mercado: Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a quarta-feira, 21, em alta de 2,00%¨, a 101.202 pontos. O dólar terminou o dia em baixa de -0,54%, a R$ 4,03, e o euro também em baixa de -0,56%, a R$ 4,47.

Destaque histórico:

Em 22 de agosto de 1939 a Alemanha Nazista e a União Soviética assinam um tratado de não agressão, o Pacto Molotov-Ribbentrop. Em uma adição secreta ao pacto, os Países Bálticos, Finlândia, Romênia e Polônia são divididos entre os dois países.

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