Primeiros passos de Bolsonaro viram destaque no noticiário

Primeira Hora – Anexo 6

SINOPSE DE 30 DE OUTUBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Bolsonaro convida Moro para Justiça e quer votar Previdência neste ano. Ao menos parte da reforma proposta por Temer seria aprovada PSL ficará fora da disputa pela presidência da Câmara Mídia crítica é ameaçada com corte de verba publicitária.

Ao menos parte da reforma proposta por Temer seria aprovada.

PSL ficará fora da disputa pela presidência da Câmara.

Mídia crítica é ameaçada com corte de verba publicitária.

Merval Pereira: Sociedade organizada dará limites a governo. Bolsonaro ganhou com mais de 10 milhões de votos de diferença, a vantagem é grande, mas foi eleito com um índice recorde de rejeição, e não teve a maioria dos votos totais. Nem os votos de Bolsonaro são todos dele, nem os votos de Haddad são do PT.

Míriam Leitão: Grande desafio vermelho é o das contas públicas. O governo Jair Bolsonaro vai assumir tendo que enfrentar um vermelho forte nas contas públicas, o ajuste que precisa ser feito é de quatro pontos do PIB o uR $300 bilhões.

Bernardo Mello Franco: Sinais trocados nas entrevistas. Jair Bolsonaro deu sinais trocados no primeiro dia como presidente eleito. Em entrevistas a quatro emissoras de TV, ele repetiu promessas de moderação e respeito às leis e à democracia. Ao mesmo tempo, renovou ameaças a opositores e a jornais que o criticarem no exercício do poder.

José Casado: O problema agora é cumprir as promessas. É politicamente perigoso supor que 57,7 milhões de brasileiros elegeram Jair Bolsonaro sem ter a mais vaga ideia do que ele vai fazer no Palácio do Planalto, a partir de 1º de janeiro. Sua vitória em todo o Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte (exceto Tocantins e Pará) não foi acaso.

Roteiro presidencial. Viagens a Chile, EUA e Israel sinalizam guinada na política externa. Presidente eleito pretende usar as primeiras viagens para Chile, EUA e Israel para se aproximar de potências e se apresentar como líder nacionalista disposto a fechar negócios sem o que chama de viés ideológico.

Rodrigo Maia diz que o DEM vai apoiar a agenda de Paulo Guedes.

Antes petistas, Rio e Minas pesaram para vantagem de Bolsonaro. Nos dois estados, onde o PT perdeu 3,4 milhões de votos em relação a 2014, Bolsonaro obteve 4,8 milhões de eleitores a mais que o adversário. Mais de 40 milhões de brasileiros não foram às urnas ou optaram por votar em branco ou anular.

Em busca de protagonismo na oposição, Ciro volta a atacar PT, que rebate. Ex-governador do Ceará deu sinais de que não pretende deixar que petistas tenham protagonismo na oposição a Bolsonaro.

Os desafios de Witzel em 5 áreas. O que esperar da nova gestão. O governador eleito Wilson Witzel terá de construir base de apoio na Alerj, onde o PSC fez apenas dois dos 70 deputados. Especialistas avaliam o que esperar de sua administração em meio à crise financeira.

Déficit do governo cai, mas dívida alta preocupa. Déficit cai, mas trajetória da dívida preocupa.

Pós-eleição tem alta do dólar e queda da Bolsa. Guilherme Aché/gestor Sócio da Squadra, que administra R$ 7,5 bi em investimentos, ancora seu otimismo com futuro governo Bolsonaro em Paulo Guedes.

Poluição do ar causa a morte de milhares de crianças no mundo. Poluição mata milhares de crianças, diz OMS.

Editorial: Primeiro discurso formal define os alvos corretos. Pronunciamento lido por Bolsonaro estabelece pontos de um programa de reformas.

Editorial2: Governador eleito precisa detalhar seu plano de governo para o Rio. Witzel deve aproveitar transição para explicitar propostas em áreas fundamentais como a segurança.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Bolsonaro quer votar reforma da Previdência este ano. Presidente eleito negocia com Temer aprovação de pelo menos parte da atual proposta.

Militares querem ter 25 cargos na transição. O chamado “grupo de Brasília”, comandado pelos generais da reserva Augusto Heleno e Oswaldo Ferreira, entregou uma lista de 25 nomes ao deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que deve coordenar a transição do governo Temer para a gestão de Jair Bolsonaro. As demais indicações serão feitas pela equipe econômica da campanha, liderada pelo economista e futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, e pelo núcleo político.

Prefeitos pedem ao eleito R$ 28 bi para obras. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, entregou à equipe de Jair Bolsonaro pedido de R$ 28 bilhões para a conclusão de milhares de obras paradas. O repasse vem sendo postergado pela União. No discurso após a divulgação do resultado das urnas, Bolsonaro disse que, em sua gestão, “os recursos federais irão diretamente do governo central para os Estados e municípios”.

Definidas as primeiras viagens. Últimos presidentes eleitos mantiveram tradição de viajar inicialmente à Argentina; sinais indicam que Mercosul deixa de ser prioridade.

Convite para Moro. Jair Bolsonaro afirmou ontem que pretende convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça em seu futuro governo ou para ocupar uma vaga no STF.

Extradição de Battisti. Eduardo Bolsonaro reforçou a promessa de extradição de Cesare Battisti. Pelo Twitter, ele disse ao ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, que “o presente está chegando”.

A caminho dos EUA. Imigrantes, na maioria hondurenhos, atravessam rio entre a Guatemala e o México em direção aos Estados Unidos. Donald Trump se referiu à marcha como “invasão” e enviou mais 5 mil militares para a fronteira.

Entrevista. João Dória. ‘O PSDB perdeu a sintonia com a realidade’. O ex-prefeito João Doria (PSDB) fez duras críticas a seu partido e defendeu mudanças na sigla, comandada por Geraldo Alckmin. “O PSDB perdeu o chão de fábrica, ficou no escritório.” Ele desconversou quando questionado se vai cumprir o mandato até o fim ou disputar o Planalto em 2022.

Merkel vai se aposentar em 2021. Após derrota em eleições regionais, chanceler alemã diz que não tentará reeleição como líder do seu partido, a UDC, e deixará cargo depois da eleição parlamentar.

Eliane Cantanhêde: Bolsonaro parece estar tateando, testando, indo e voltando, mas o importante é que ele sabe ouvir e recuar.

Ana Carla Abrão: Uma multidão protestou em 2013. Agora, o eleitor se manifestou em favor de renovação e contra a corrupção.

Quadrilha explode empresa de valores. Pelo menos 50 criminosos atacaram a Brink’s em Ribeirão Preto (SP) com explosivos. Um suspeito morreu em tiroteio com a PM. O bando não levou nada.

Poluição mata 633 crianças por ano. Mortes são referentes a menores de 5 anos no Brasil; no mundo, óbitos chegaram a 543 mil somente em 2016, segundo a OMS.

Editorial1: Desarmando os espíritos. Bolsonaro e Haddad, em seus discursos, reduziram em vários graus o tom belicoso da campanha eleitoral e conclamaram respeito às regras do jogo e prevalência do interesse nacional.

Editorial2: Decisão polêmica do TST. Por mais generosa que a Justiça do Trabalho pretenda ser com os trabalhadores, a instituição compromete a igualdade processual.

Editorial3: A vitória de João Doria. O eleitor optou pela continuidade de uma administração que tem apresentado um padrão acima da média brasileira.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Bolsonaro convida Moro para Justiça e quer votar Previdência neste ano. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou ontem, na primeira rodada de entrevistas após a vitória, que vai convidar o juiz Sergio Moro para ser ministro da Justiça ou ocupar uma vaga que venha a ser aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). “Se houver interesse da parte dele, com toda certeza será uma pessoa de extrema importância num governo como o nosso”, disse. Bolsonaro pretende que seja colocado em votação, ainda este ano, ao menos um trecho da reforma da Previdência proposta pelo governo Temer. Ele voltou a defender a liberação da posse de armas para todos. Disse que seu partido, o PSL, que elegeu a segunda maior bancada, deve ficar fora da disputa pela presidência da Câmara. Bolsonaro atacou a “Folha de S.Paulo”, ameaçando o jornal e outros veículos com o corte de verbas publicitárias. Para a “Folha”, ele ainda não entendeu o papel da imprensa.

Ao menos parte da reforma proposta por Temer seria aprovada.

PSL ficará fora da disputa pela presidência da Câmara.

Mídia crítica é ameaçada com corte de verba publicitária.

Bolsonaro quer parte da nova Previdência aprovada em 2018. Presidente eleito diz que pedirá a Temer tentativa de aprovação e que convidará Moro para ser ministro.

Um dia após vencer a eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que vai conversar com Michel Temer (MDB), atual ocupante do posto, para tentar aprovar “ao menos parte” da reforma da Previdência ainda em 2018, antes de assumir o cargo. Em uma série de entrevistas para emissoras de TV na noite de ontem, Bolsonaro declarou que a antecipação evitaria problemas para o futuro governo. A declaração contradiz entendimento anterior da equipe de Bolsonaro. Coordenador político da campanha do PSL, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou no início de outubro que o assunto só seria discutido depois da posse. Bolsonaro também confirmou que pretende indicar o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, para uma das vagas do STF ou convidá-lo para ser seu ministro da Justiça. “Se tivesse falado isso lá atrás, durante a campanha, soaria oportunista, mas agora, sim: pretendo, sim [convidar Moro]”, disse o presidente eleito.

Isto é Jair. Católico, político tem aliança sólida com líderes evangélicos.

Perfis distintos marcam os filhos parlamentares.

Futura primeira-dama nega que marido seja preconceituoso.

Após emular Olavo de Carvalho, eleito adere a britânico Churchill.

José Murilo de Carvalho: Constituição é generosa com influência militar. O historiador diz que o maior risco à democracia do governo Bolsonaro não é um autogolpe, mas a Constituição dar às Forças Armadas papel de garantidoras dos Poderes. “Muita coisa ruim pode ser feita dentro desses limites sem caracterizar golpe.”

‘Esse jornal se acabou’, diz Bolsonaro sobre a Folha. Jair Bolsonaro voltou a ameaçar a Folha. Ao Jornal Nacional, disse que, “por si só, esse jornal se acabou”. Chamou de mentirosa reportagem de janeiro sobre uma funcionária fantasma de seu gabinete na Câmara, que vendia açaí em Angra dos Reis (RJ). Após a segunda reportagem, em agosto, o deputado exonerou a servidora.

Doria nega que PSDB será linha auxiliar do Palácio do Planalto. Governador eleito de SP, João Doria negou que seu alinhamento à gestão de Jair Bolsonaro signifique a transformação de seu partido em uma linha auxiliar do novo presidente. “Eu respondo pelo PSDB de São Paulo”, disse.

Vitória de Zema em MG é teste para as ideias do Partido Novo. Minas Gerais servirá de teste para o Novo, partido criado há três anos tendo como bandeiras o liberalismo econômico, corte de privilégios e fim das indicações políticas. Romeu Zema foi eleito governador com 71,8% dos votos.

Argentina teme afastamento do governo brasileiro. O anúncio de que o Chile será o primeiro destino internacional de Bolsonaro e a declaração do futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, de que a Argentina não será prioridade do novo governo, preocupam o país vizinho.

General descarta ação militar do país na Venezuela. Após fala de funcionário do governo colombiano, o general Augusto Heleno, que pode assumir a pasta da Defesa, rechaçou a possibilidade de o Brasil comandar plano militar contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

Proposta do novo governo para educação a distância gera dúvida sobre custo.

Hélio Schwartsman: A ambiguidade não é uma surpresa em Bolsonaro.

Haddad deseja sucesso ao capitão reformado, e Lula pede calma a petistas.

Pablo Ortellado: Discordantes terão tarefa de escutar e resistir

Editorial1: Qual PSDB? Partido mantém sua longa hegemonia em São Paulo, mas corre o risco de ver desfeito um legado

Editorial2: Pequenez na derrota. Haddad esteve longe de mostrar a capacidade de liderar uma oxigenação do discurso do PT.

*Manchete e destaques do Valor Econômico*: Guedes propõe reduzir reservas internacionais. Nas discussões internas da equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, propôs a redução das reservas internacionais do país, que hoje somam US$ 380,3 bilhões.

Bolsonaro quer reformar Previdência já. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou ontem que tentará aprovar a reforma da Previdência Social ainda neste ano, em negociação com o Congresso Nacional e com o governo do presidente Michel Temer. “Vamos tentar aprovar alguma coisa do que já está em andamento”, afirmou.

Efeito externo muda humor de investidor no pós-eleição. O entusiasmo com a vitória de Jair Bolsonaro na eleição, demonstrado pelo mercado financeiro logo na abertura da sessão de ontem, não resistiu à piora de humor internacional.

Em construção. Futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, descartou a adoção de uma banda cambial, ao contrário do que disse o presidente eleito, Jair Bolsonaro, antes do segundo turno.

Nexa inicia investimento de R$ 1,5 bi em Aripuanã. A mineradora Nexa Resources, ex-Votorantim Metais, aguarda para os próximos 30 a 45 dias a aprovação da licença ambiental de instalação do Projeto Aripuanã, no noroeste de Mato Grosso.

Pleito libera US$ 33 bilhões ao mercado. A definição do novo governo, com a eleição de Jair Bolsonaro, deve destravar um volume de US$ 33 bilhões (R$ 122 bilhões) em transações no mercado de capitais, incluindo ofertas de ações, dívida e operações de fusão e aquisição. A estimativa foi feita para o Valor pela equipe da análise de mercado da Bloomberg.

Sucessão. “A única obra que tenho que inaugurar é deixar bons nomes para que o conselho de administração possa escolher meu sucessor”, disse ao ‘Valor’ o CEO do Itaú Unibanco, Candido Bracher, para explicar as recentes mudanças anunciadas na cúpula do banco e que passarão a valer na virada do ano.

EUA ameçam parceiros com ‘fim’ da OMC. Os Estados Unidos alertaram para o “risco à existência” da Organização Mundial do Comércio (OMC) caso China, União Europeia e outros parceiros levem adiante demandas para que juízes da entidade investiguem a legalidade das sobretaxas às importações de aço e alumínio impostas pelo governo de Donald Trump.

Bolsonaro perto do ‘Tio Sam’ e longe do Mercosul. Manter-se no Mercosul e perseguir acordos bilaterais não chegam a ser tarefas excludentes, mas podem exigir mudanças na união aduaneira.

Bandeira amarela na conta de luz pode levar a deflação em novembro. Surpresos com redução da cobrança extra, economistas reduzem estimativas para a inflação do mês e do ano.

Câmbio segura IGP-M em outubro, dizem analistas.

Infraestrutura Setor elétrico defende mais nomes técnicos no governo Bolsonaro. Manutenção da Minas e Energia como pasta separada também é um dos desejos do segmento.

Contas Públicas. Guedes deve ter ‘ajuda’ de até R$ 20 bi em receita subestimada. Orçamento de 2019 vai contar com valor extra, estimam fontes.

Transição. Bolsonaro quer mudar Previdência ainda no governo Temer. Presidente eleito tenta evitar um forte desgaste político no início da gestão, deixando o ônus das medidas com Temer.

Transição. Bolsonaro começa a definir equipe econômica. Presidente eleito deve se reunir hoje com Paulo Guedes para discutir nomes.

Agricultura é incógnita para próximo governo.

Transição. Bolsonaro precisa pacificar ânimos em seu próprio QG. Liderança política de Onyx é alvo de críticas na cúpula militar.

Toffoli afirma que o papel do Judiciário é evitar ‘a barbárie’. Presidente do STF diz que é momento de ouvir e deve se reunir com Bolsonaro na semana que vem.

Editorial: Bolsonaro deve ter apoio no Congresso a seus projetos. Presidente eleito pode iniciar seu governo com uma base no Congresso disposta a aprovar seus projetos.

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