“Prefeitura demora a agir, e temporal deixa 6 mortos”, conta a manchete do O Globo. “Militares aceitam regras mais duras na sua previdência”, anuncia a do Estadão. “Pneumonia estica estada de Bolsonaro em hospital”, destaca a da Folha. “Ideia do ‘Plano B’ continua na pauta de Paulo Guedes”, informa a do Valor.

SINOPSE NACIONAL DE 08 DE FEVEREIRO DE 2019

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS  :

Manchete e destaques do jornal O Globo : Despreparo fatal. Prefeitura demora a agir, e temporal deixa 6 mortos. A prefeitura poderia ter evitado, ou minorado, as trágicas consequências do temporal de anteontem, avaliam especialistas. Havia alertas desde terça-feira para chuvas fortes, e o radar da prefeitura captou, às 17h da quarta-feira, a tormenta sobre Paraty vindo para a capital. Mas só às 22h15m o Rio entrou em estágio de crise. Foram seis mortes; mais de 186 árvores caídas; casas, lojas e carros destruídos; deslizamentos de encostas; e cenas de caos pela cidade. A reação das forças de emergência foi lenta. O fechamento da Avenida Niemeyer poderia ter poupado ao menos duas vidas. Nos últimos quatro anos, os investimentos em contenção de encostas e prevenção de enchentes caíram 70%.

‘Agora não cai mais’, disse Crivella após obras, há duas semanas.

FLÁVIA OLIVEIRA: Regra no Brasil é esperar o próximo desastre, em vez de prevenir.

BERNARDO MELLO FRANCO: Crivella deve explicação, pois dilúvios cariocas não são inesperados.

Com pneumonia, Bolsonaro não tem previsão de alta. Com febre de 38 graus na noite de quarta, o presidente Jair Bolsonaro teve diagnosticado um quadro de pneumonia bacteriana, o que levou a equipe médica a ajustar a dose de antibióticos ministrada. Internado desde a semana passada para operação no intestino, Bolsonaro ainda não tem previsão de alta.

Governo diverge sobre a pauta mais urgente. O governo Bolsonaro ainda não conseguiu definir sua prioridade na agenda legislativa. Enquanto alguns parlamentares alinhados ao presidente defendem empenho na aprovação do pacote anticrime de Moro, outros aliados advogam que é mais urgente discutir a reforma da Previdência.

Carta ao STF – Estados querem reduzir jornada e salário de servidor.

Vale recebeu alerta de anormalidade na barragem rompida.

Editorial: Cidade submerge no caos após mais uma tempestade de verão. Temporal, que provocou deslizamentos e inundações, deixou seis pessoas mortas.

Editorial2: As vantagens de uma nova reforma trabalhista. Propostas reduzem as incertezas para os jovens no mercado de trabalho e na Previdência.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo : Militares aceitam regras mais duras na sua previdência. Aumento da alíquota de contribuição e do tempo de serviço de 30 para 35 anos está entre pontos mais avançados. Superada a resistência inicial dos militares, as pastas da Economia e da Defesa negociam pontos da participação das Forças Armadas na reforma da Previdência. Segundo o ministro Fernando Azevedo e Silva (Defesa), “será possível chegar a um entendimento de 100%”. Paulo Guedes (Economia) disse que os integrantes das Forças Armadas vão participar da reforma, mas não na Proposta de Emenda à Constituição: “O regime deles é diferente e regulado por lei, não pela Constituição”. Entre os pontos mais avançados, estão o aumento da alíquota de contribuição, a inclusão de pensionistas e de alunos das escolas militares entre os contribuintes e a elevação do tempo de serviço de 30 para 35 anos. A categoria reivindica a criação de novo posto na hierarquia militar.

‘Ninguém mexe em direitos’. Questionado sobre se o governo pretende acabar com férias e 13º salário, o ministro Paulo Guedes (Economia) disse que governo dará “novas alternativas a trabalhadores”.

Planalto suspende nomeações nos Estados. Na tentativa de conter uma “rebelião” de aliados, o governo suspendeu nomeações e exonerações de cargos comissionados e funções de confiança para exercício em empresas e repartições federais nos Estados, informa Vera Rosa. O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, avisou aos ministérios que estão “vedadas” as nomeações regionais “até segunda ordem”. A medida foi desencadeada por queixas contra trocas no comando do Incra.

Caixa 2, segundo Sérgio Moro. “Os políticos que me perdoem, mas caixa 2 é trapaça, é crime. Não tão grave quanto a corrupção, mas tem de ser criminalizado”, disse o ministro Sérgio Moro em São Paulo.

Bolsonaro tem pneumonia e alta de hospital é adiada. O cirurgião Antonio Luiz Macedo informou ontem que um quadro de pneumonia, detectado na noite de quarta-feira, fará com que o presidente Jair Bolsonaro fique no Hospital Albert Einstein por pelo menos mais cinco dias. A previsão inicial era de alta hoje. Bolsonaro está internado desde 27 de janeiro. Ele foi submetido a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia.

Governadores apelam para o STF por corte de salários. O governador Ronaldo Caiado (DEM-GO) entregou ao STF carta em que os secretários da Fazenda de GO, MG, RS, PR, PA, AL e MS pedem a aprovação de proposta que permite a redução de salário e carga horária de servidores públicos quando os gastos com a folha de pagamento superarem o limite previsto em lei. O julgamento está marcado para o dia 27.

PF apura se excesso de água rompeu barragem. A Polícia Federal investiga o acúmulo anormal de água e a falha na drenagem como principais causas do colapso da barragem de Brumadinho (MG). A PF quer acesso aos dados de um radar, que monitorava o local em tempo real, e de sensores da Vale. As informações são consideradas peças centrais sobre a tragédia, que até ontem contava 157 mortos e 182 desaparecidos.

Protesto para manter privilégio. Em protesto contra a regra que obriga auditores fiscais a passar por revista para entrar em áreas restritas de aeroportos, a categoria fez ontem uma operação-padrão no Galeão (RJ). Eles decidiram abrir todas as malas e revistar todas as pessoas no desembarque internacional, atingindo cerca de 3 mil passageiros e provocando filas de até quatro horas.

Temporal no Rio deixa seis mortos e destruição. Um temporal com ventos de mais de 100 km/h deixou seis mortos e destruição no Rio na noite de anteontem. Um deslizamento de encosta atingiu dois ônibus em São Conrado, zona sul, matando dois passageiros no veículo soterrado. Na zona oeste, a chuva derrubou uma casa, matando mãe e filho. No Vidigal e na Rocinha, outras duas pessoas morreram.

Ministério da Saúde dá aval a eletrochoque.

Fernando Gabeira: Renan achou ser produto da novidade eleitoral só porque se reelegeu. Engano.

Eliane Cantanhêde: Febre e pneumonia nunca é bom, muito menos para presidente recém-empossado.

Editorial1: Mais 12 anos de cadeia. Lula da Silva não desiste. Condenado pela segunda vez por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente continua a se dizer vítima de “perseguição política”.

Editorial2: A mensagem prudente do BC. Cautela, serenidade e perseverança explicam os juros básicos mantidos em 6,5%.

Editorial3: Caindo aos pedaços. Prefeitura deve explicar por que a cidade mais rica do País expõe os paulistanos a tamanhos riscos.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo : Pneumonia estica estada de Bolsonaro em hospital. Em recuperação de cirurgia na segunda retrasada, presidente diz estar tranquilo. Após 11 dias internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a ter febre, na noite de quarta. Ele passou por uma tomografia, que detectou pneumonia, e sua permanência no hospital será prolongada por ao menos mais sete dias. O presidente foi submetido a uma cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal e retirada de uma bolsa de colostomia em 28 de janeiro. Em 6 de setembro, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro foi esfaqueado no abdômen e teve o intestino afetado. Haverá aumento nos antibióticos, segundo Antonio Luiz Macedo, um dos médicos responsáveis por cuidar da saúde do presidente. Em rede social, Bolsonaro escreveu, para evitar alarmismo: “Cuidado com o sensacionalismo. Estamos tranquilos e seguimos firmes”. Inicialmente, a equipe médica estimava alta após dez dias, completados anteontem. Agora, na hipótese mais otimista, Bolsonaro permanecerá 18 dias no hospital. Médicos entrevistados pela Folha dizem que a situação clínica do presidente está se complicando.

Estados pedem ao STF para cortar salário de servidores. Em carta, os secretários de Fazenda de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná, Pará, Alagoas e Mato Grosso do Sul pedem ao Supremo que restabeleça a possibilidade de redução da jornada de servidores públicos. Seria permitido aos estados o correspondente corte nos vencimentos em caso de frustração de receitas. O dispositivo, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, está suspenso por medida cautelar e volta à pauta do STF no dia 27.

Capitalização pode valer só para novo regime trabalhista.

Temporal no Rio provoca caos e mata ao menos 6. Com ventos de 110 km/h, chuva causou a queda de 170 árvores e oito postes de luz, interrompendo o fluxo em diversos pontos das zonas sul e oeste, regiões mais afetadas. Ao menos seis pessoas morreram. O governador Wilson Witzel culpou a falta de fiscalização na ocupação desordenada de encostas e morros.

A cada 3 dias, uma criança é ferida por arma em casa. Nos últimos quatro anos, 518 crianças deram entrada em hospitais em decorrência de acidentes com armas de fogo em casa, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A posse de armas foi facilitada no mês passado após decreto assinado por Jair Bolsonaro.

Advogados caçam clientes até em velório em Brumadinho.

Ministério público denuncia Google por violar privacidade de usuários de email.

Hélio Schwartsman: Novela Lula priva país de benefícios de uma oposição. Enquanto o PT, um dos maiores partidos na Câmara, se perde entre as defesas de Lula e de Nicolás Maduro, o Brasil se vê privado dos benefícios de uma oposição.

RenatoTerra: Pacote de Sergio Moro é criticado. O pacote de Moro foi criticado no núcleo duro do governo por não criminalizar menino que veste rosa. “Temos que punir quem ouve Cazuza”, defendeu Ricardo Vélez.

Editorial1: O ocaso de Lula. Nova condenação do ex-presidente acentua sua derrocada e o ridículo das teses persecutórias.

Editorial2: O novo em El Salvador. Salvadorenhos expressam nas urnas a descrença em relação aos habituais ocupantes do poder.

Manchete do jornal Valor Econômico : Ideia do ‘Plano B’ continua na pauta de Paulo Guedes. O “Plano B” do ministro da Economia, Paulo Guedes – que é desvincular e desindexar todo o Orçamento da União -, pode se transformar em “Plano A”.

Moro usa popularidade para articular. O ministro da Justiça, Sergio Moro, mostra-se meticuloso em seus passos para neutralizar resistências ao pacote de combate ao crime que enviará ao Congresso.

Valor dos frigoríficos sobe R$ 9 bi. O valor de mercado das empresas brasileiras de carnes negociadas em bolsa aumentou 16,9% desde dezembro. Impulsionado pela JBS, maior indústria de proteínas animais do mundo, esse grupo de companhias, que inclui Marfrig e BRF, valia ontem R$ 61,7 bilhões, R$ 8,9 bilhões a mais que em dezembro.

Interesse crescente. Equinor pretende participar do megaleilão do excedente da cessão onerosa, da 16ª Rodada da ANP e do 6º Leilão do pré-sal, diz a vice-presidente da petroleira norueguesa, Margareth Øvrum.

No Planalto, a ordem é ‘silêncio’. A palavra de ordem entre ministros palacianos é silêncio. O vice-presidente Hamilton Mourão, de personalidade expansiva, mostrou-se aberto à imprensa, mas foi pressionado a conter-se.

Startup aluga imóvel para ‘negativados’. Misto de imobiliária e seguradora, a startup Alpop (Aluguel Popular) – criada pelo Instituto Urbem, do urbanista Philip Yang, e a empresa de tecnologia Caiena -, que estreou no mercado há quatro meses, já tem um banco de aproximadamente 500 imóveis para alugar na zona leste de São Paulo e Campinas.

O rabino da pluralidade. ‘À Mesa com o Valor’, o rabino Michel Schlesinger celebra aproximação entre Brasil e Israel e diz que governo deveria estimular as negociações entre palestinos e israelenses.

Aumenta risco de punição à direção da Vale. A possibilidade de punição de dirigentes da Vale, em razão do desastre em Brumadinho (MG), aumentou de forma significativa nos últimos anos, segundo especialistas ouvidos pelo Valor, devido ao maior rigor de juízes após os escândalos do mensalão e da Petrobras.

O avanço das democracias ‘iliberais’. Neste ano, as democracias liberais podem virar minoria nesse grupo. Provavelmente o fator decisivo será o Canadá. Dependerá, portanto, do comportamento dos eleitores canadenses, nas eleições de outubro, para se saber se a correlação entre democracias liberais e iliberais no clube dos dez mais ricos vai ou não mudar.

Fux determina suspensão de todos os processos sobre a tabela de frete. Decisão foi dada em Ação Direta de Inconstitucionalidade e causou surpresa.

França alega interferência e retira embaixador da Itália. Países vivem a mais grave crise entre membros importantes da UE. Essa é a primeira vez que Paris convoca seu embaixador em Roma desde a Segunda Guerra Mundial.

Trump nega reunião com Xi e eleva temor sobre comércio. Presidente americano descarta se encontrar com o líder chinês antes do final do prazo para os dois países chegarem a um acordo comercial. Com isso, cresceu o receio de que não haja um acordo.

Grupo alternativo tenta mediar crise e pede eleições na Venezuela. Iniciativa é ignorada pelos EUA e por países da América Latina que apoiam Guaidó.

Câmara vai investigar Trump. Os democratas da Câmara dos Deputados estão enfrentando os republicanos na busca por declarações de imposto de renda do presidente Donald Trump, uma batalha que pode marcar a campanha eleitoral de 2020.

Editorial: Moro acerta nas linhas gerais do pacote contra crime e corrupção. Ainda que os políticos eliminem alguns pontos que os prejudiquem, o saldo certamente representará um avanço.

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