Política, governança e economia são os destaques das manchetes dos grandes jornais

Política, governança e economia são os destaques das manchetes dos grandes jornais. “Bolsonaro define equipe com 22 ministros”, noticia O Globo. “Fim da pasta do Trabalho dá a Guedes
Primeira Hora – Anexo 6

Política, governança e economia são os destaques das manchetes dos grandes jornais. “Bolsonaro define equipe com 22 ministros”, noticia O Globo. “Fim da pasta do Trabalho dá a Guedes gestão de FAT e FGTS”, informa o Estadão. “Sob Moro, PF terá reforço para apurar crimes de políticos”, comenta a Folha. “Ações no STF podem piorar contas do próximo governo”, adverte o Valor Econômico.

SINOPSE DE 04 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Bolsonaro define equipe com 22 ministros. Gabinete tem sete pastas a mais do que o prometido durante a campanha. O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou que a estrutura do novo governo terá 22 ministérios —sete a mais do que o prometido por Jair Bolsonaro na campanha eleitoral. Já estão confirmados 20 nomes, faltando apenas os escolhidos para as pastas de Meio Ambiente e Direitos Humanos. Onyx afirmou que a Funai deve ser removida do Ministério da Justiça para o da Agricultura. (PÁGINA 6)

Reforma deve mudar regras para servidores. Idade mínima para aposentadoria integral pode subir. Para reforçar discurso de combate a privilégios, a nova equipe econômica quer manter, na reforma da Previdência, proposta de que servidores que ingressaram na carreira antes de 2003 só se aposentem com integralidade (último salário) e paridade (reajustes iguais aos dos ativos) se atingirem idade mínima de 65 anos.

Moro ficará com registro sindical, foco de corrupção. Com o fim do Ministério do Trabalho e a divisão de suas atribuições entre três pastas diferentes (Justiça, Economia e Cidadania), como anunciado pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a área que emite os registros sindicais, e produziu escândalos de corrupção no governo Temer, ficará com Sergio Moro.

Merval Pereira: Voto pró-indulto corre risco de passar mensagem errada.

Míriam Leitão: Trégua entre EUA e China mostra que Brasil não pode escolher lado.

Carga tributária chega a 32,43% do PIB, a maior desde 2013.

Instituição resgata obras furtadas. A Biblioteca Nacional recuperou obras furtadas que estavam no Itaú Cultural. O ladrão Laéssio de Oliveira indicou outras peças na mesma situação.

Witzel anuncia compra de 30 mil câmeras de segurança. Mesmo com rombo previsto para 2019, o governador eleito, Wilson Witzel, anunciou licitação em janeiro e ampliação do Segurança Presente.

Editorial1: Moro acerta ao propor investigar recursos repatriados. É necessário saber origem dos depósitos no exterior que foram regularizados nos últimos anos.

Editorial2: Trégua em guerra no comércio entre EUA e China reduz tensão mundial. Acordo no G-20 prejudica soja brasileira, mas é compensador evitar agravamento deste conflito.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Fim da pasta do Trabalho dá a Guedes gestão de FAT e FGTS. Juntos, os dois fundos reúnem R$ 800 bilhões; Ministérios da Justiça e da Cidadania também vão receber atribuições. A decisão de extinguir o Ministério do Trabalho dará ainda mais poderes ao superministério da Economia, de Paulo Guedes, que vai ficar com a gestão do FGTS e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Juntos, os dois fundos reúnem R$ 800 bilhões. No governo de Jair Bolsonaro, as atribuições do Trabalho vão ser distribuídas em outras duas pastas. A da Justiça (Sérgio Moro) deve receber o departamento responsável pelos registros sindicais, alvo de operações da PF e do MPF. O Ministério da Cidadania (Osmar Terra) responderá pela promoção de políticas para formação profissional. Em nota, o atual Ministério do Trabalho da gestão Michel Temer afirmou que a extinção do órgão é inconstitucional.

Governo terá 22 ministérios, sete mais que o prometido. O governo Bolsonaro terá 22 ministérios, sete menos do que hoje – e sete mais do que o prometido em campanha –, e uma Casa Civil mais forte. A pasta, sob o comando de Onyx Lorenzoni, fará a articulação política e terá novas secretarias para atender às demandas do Congresso. A concentração de poderes nas mãos de Lorenzoni foi criticada pela ala militar do futuro governo.

Sul e Sudeste abrem vagas para Medicina. Desde que o Mais Médicos entrou em vigor, em 2013, 70% das novas vagas em cursos de Medicina foram abertas em cidades que já ofereciam escolas médicas, a maioria nas Regiões Sul e Sudeste. A meta do programa era abrir 11,4 mil vagas de graduação até 2017, o que foi alcançado, mas a expectativa é de que fossem para cidades sem cursos na área. As universidades privadas ficaram com a maior parte: 83% das vagas.

Bolsonaro recebeu mais ameaças, diz GSI. O ministro Sérgio Etchegoyen recomendou “cautela” nos preparativos da cerimônia de posse. Ainda não está decidido se Bolsonaro vai desfilar em carro aberto.

Crise na Venezuela custará R$ 3 bi à ONU.

Compra de imóvel no País dá visto gold a estrangeiro.

Justiça dos EUA acompanha investigação sobre Portos. A empresa canadense Nutrien, sócia da Rodrimar na operação de um dos terminais do Porto de Santos, repassou informações sobre o Inquérito dos Portos para o Departamento de Justiça dos EUA. A companhia teme que as investigações atinjam sua atuação naquele país. Relatório da Polícia Federal aponta indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa por parte do presidente Michel Temer e mais dez pessoas.

MPF cobra US$ 20 mi e ameaça Palocci com cadeia. A Lava Jato cobra US$ 20,4 milhões (R$ 78 milhões) de Antonio Palocci, “sob pena de ser novamente recolhido à prisão”. O ex-ministro está no regime semiaberto domiciliar. O MPF alega que houve “erro material” na aplicação do acordo de delação premiada. A decisão caberá ao juiz Danilo Pereira Júnior, de Curitiba.

Eliane Cantanhêde: Uma coisa é certa: depois de subir a rampa, Bolsonaro continuará em campanha. Pegou o gosto.

Ana Carla Abrão: Com desequilíbrios estruturais, governadores têm pouca margem para administrar.

Editorial1: Imoralidade. O Senado vai aplicar a seus servidores já neste mês, inclusive para o 13.º salário, o novo teto remuneratório do funcionalismo público, estabelecido após vergonhoso arranjo entre Executivo e Judiciário.

Editorial2: Buraco no caminho do PIB. Centenas de bilhões de reais de juros rolados durante o ano engordam a dívida pública.

Editorial3: Paris em chamas. Grupo de motoristas deu início a protestos contra o aumento do preço dos combustíveis.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Sob Moro, PF terá reforço para apurar crimes de políticos. Após crises durante governo Temer, grupo que comanda investigações será reestruturado por futuro ministro. Sob o comando do futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, a nova direção da Po – lícia Federal planeja reforçar o grupo responsável por investigar crimes cometidos por ministros e políticos em exercício de mandato. O plano é uma reação à crise pela qual o chamado Serviços de Inquéritos Especiais (SINQ) passa desde a gestão de Fernando Segovia. Diretor-geral da PF de novembro de 2017 a fevereiro de 2018, ele foi acusado pelo grupo de interferir em investigação sobre o presidente Michel Temer no suposto esquema no porto de Santos. Antes com 13 equipes montadas para as apurações, cada uma comum delegado, escrivães e agentes, o serviço conta atualmente com apenas equipes fixas. Na gestão do delegado Rogério Galloro, que sucedeu Segovia, os desentendimentos com o grupo permaneceram. Até sessões compulsórias de terapia foram implementadas diante da análise de que servidores viviam sob efeito de estresse.

Cansei de levar bola nas costas, diz ex-juiz Sergio Moro sobre sua ida ao Executivo.

Congresso será crucial para medidas de Guedes. Levantamento da Folha mostra que, das 10 principais propostas capitaneadas pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, 9 dependem da aprovação dos parlamentares. O desafio é maior para as reformas previdenciária e tributária, que devem ser alteradas por emendas constitucionais. Agências de classificação de risco esperam a aprovação de medidas p ara reavaliar anota brasileira.

Sem Trabalho, novo governo terá 22 ministérios.

Pablo Ortellado: Folha joga nova luz sobre o WhatsApp nas eleições. Há ainda muito a esclarecer.

Doria anuncia quarto ministro de Temer como secretário em SP,

Com ofício, governador eleito dribla vetos de França a concessões.

Editorial1: Submundo eleitoral. Relato aponta uso fraudulento de CPFs; combate a ilícitos depende de enfrentar gigantes

Editorial2: Globo da morte. Enfrentar violência do trânsito constitui tarefa incontornável do próximo governo.

Manchete do jornal Valor Econômico: Ações no STF podem piorar contas do próximo governo. Por pressão dos governadores, o Supremo Tribunal Federal (STF) pode julgar nos próximos dias ação referente ao Fundef, fundo federal que complementa os salários dos professores da rede pública nos Estados. A conta é estimada em R$ 80 bilhões.

Relicitação da Dutra testará novas regras. A relicitação da rodovia Presidente Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro, cuja concessão expira em 2021, deverá servir como teste para regras inéditas no setor.

Com Trabalho dividido, serão 22 ministérios. O futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, detalhou ontem a estrutura do governo Jair Bolsonaro, que toma posse em 1º de janeiro: serão 22 ministérios – sete a mais do que o estimado pelo então candidato, durante a campanha eleitoral. Hoje há 29 ministérios.

O peso dos juros. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reconheceu pontos favoráveis na mais recente comunicação do Fed, o BC americano, sobre os juros, mas voltou a dizer que a normalização das taxas nos Estados Unidos é um dos principais riscos no horizonte da política monetária brasileira.

Trégua é bem-vinda, mas frágil. O encontro de Donald Trump com o presidente Xi Jinping no fim de semana levou ao adiamento de um planejado aumento de tarifas sobre produtos chineses e a uma promessa de empenho para reduzir as tensões comerciais. Isso soa bem.

Pepsi fecha fábrica em Manaus. A PepsiCo decidiu fechar sua fábrica de concentrado de refrigerante na Zona Franca de Manaus. A decisão ocorreu após o governo Temer cortar parte dos incentivos tributários da região e deixar para o governo Bolsonaro a decisão sobre a manutenção ou não desses estímulos.

Adoçante de cana e sem calorias. Medidas governamentais em muitos países para desestimular o consumo de alimentos açucarados e a busca dos próprios consumidores por propostas supostamente mais saudáveis estão levando empresas a investir em produtos que possam substituir o açúcar tradicional.

Missão cumprida. Sully, o cão labrador de dois anos de idade que acompanhava George H. W. Bush, morto no sábado, permanece deitado ao lado do caixão com o corpo do ex-presidente americano.

STF julga hoje habeas corpus em que Lula alega suspeição de Moro. Defesa de ex-presidente pede a anulação do processo sobre o triplex do Guarujá, depois que o ex-juiz aceitou ser ministro de Bolsonaro.

Congresso quer aprovar 16 projetos antes do recesso. Tem chance alta de aprovação, a regulamentação do distrato imobiliário.

Transição. Bolsonaro terá segurança reforçada, diz GSI. General Etchegoyen conta que ‘novas ameaças’ ao presidente eleito justificam cuidados intensos.

Editorial: Fica para 2019 uma reação mais vigorosa da economia. A expectativa é que o quadro melhore no próximo governo.

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