Política e negócios são os destaques das manchetes dos jornais

Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE NACIONAL DE 26 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*:  Bolsonaro desautoriza seu futuro ministro da Saúde. Proposta de Mandetta de criar exame para a certificação de médicos, revelada pelo GLOBO, é vetada pelo presidente eleito. A ideia do futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), de criar um exame de qualificação para médicos formados no Brasil, ao estilo da prova da OAB aplicada a advogados, foi rechaçada pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro. “Sou contra Revalida para médicos brasileiros, está ok? Ele (Mandetta) está sugerindo um Revalida até com uma certa periodicidade”. A proposta fora revelada por Mandetta ao GLOBO. Ontem, o futuro ministro mudou o tom e disse que defende o “monitoramento” de como os profissionais estão se desenvolvendo e se especializando.

Plataforma de Bolsonaro, combate à violência não é prioridade na Câmara. Desde 2003, apenas 6% de 1.834 projetos para lidar com aumento da violência foram aprovados.

Temer sanciona reajuste do STF até quarta-feira, garantem assessores.

Mais Médicos já teve 96,6% das vagas preenchidas.

Moro prepara pacote de medidas de combate ao crime organizado para o Legislativo.

Fernando Gabeira: É preciso valorizar médicos nos rincões.

Míriam Leitão: Reajuste ao STF é um erro e gera efeito cascata.

Antônio Gois: Debate sobre educação precisa de mais ciência.

Alerj gasta mais com pessoal do que SP e Minas. Em meio à crise do Estado do Rio, a Assembleia Legislativa fluminense gastou R$ 491 milhões, de janeiro a agosto deste ano, para pagar salários e benefícios dos servidores efetivos e de 4.382 cargos comissionados. Apesar de ter menos parlamentares, o valor supera os gastos dos legislativos de Minas e São Paulo.

Câmara aprova poucos projetos de segurança. Levantamento revela que, desde 2003, apenas 6% dos projetos apresentados para lidar com a violência no país foram aprovados na Câmara. Propostas não focam combate ao crime e acabam priorizando acordos de cooperação internacional protocolares, aumentos salariais e anistia de greves.

Editorial1: Acordo com Chile é referência para abertura comercial. É positiva a aproximação entre o Brasil e os EUA, mas torna-se essencial explorar outras fronteiras.

Editorial2: Bolsonaro tem uma chance política para mudar o sistema tributário. Excesso de normas consome produtividade das empresas e reduz poder de competição.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Deputados e senadores eleitos devem R$ 660 milhões à União. Cerca de 90% dos débitos são de 15 congressistas ou de suas empresas; Jader Barbalho (MDB-PA) deve R$ 135,4 milhões. Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional obtidos pelo Estado mostram que deputados e senadores eleitos devem R$ 660,8 milhões à União. Pelo menos 90% desses débitos são de 15 congressistas, inscritos em seus CPFs ou em nome de empresas, informam Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes. No grupo dos maiores devedores há defensores de um novo Refis, programa de refinanciamento de débitos tributários com descontos de multas e juros. Os dados mostram que empresas que já renegociaram dívidas ou ainda estão inscritas em Refis voltaram a ficar inadimplentes. Entre os parlamentares, a maior dívida é de empresas do senador Jader Barbalho (MDB-PA), com R$ 135,4 milhões. Sua ex-mulher, a deputada Elcione Barbalho (MDB-PA), responde por R$ 117,8 milhões. Eles disseram que os débitos foram refinanciados. Presidente do PSL, partido de Jair Bolsonaro, o deputado eleito Luciano Bivar (PSL-PE) aparece vinculado a R$ 27,3 milhões em dívidas de três empresas. Segundo ele, os débitos estão parcelados ou questionados judicialmente.

Dívida de relator cresce. Relator do último programa de parcelamento de débitos tributários, o deputado Newton Cardoso Jr. (MDB-MG) ampliou sua dívida com a União.

Limite a gastos de prefeitos pode cair. Projeto que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal e cria condições para municípios gastarem além do limite com despesas de pessoal está na pauta da Câmara.

A BRF e seu acordo de leniência. Alvo de investigações da Polícia Federal, a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, iniciou uma ofensiva para acelerar seu acordo de leniência – espécie de delação premiada para empresas – e está contatando ex-executivos indiciados nas operações Carne Fraca e Trapaça para que se tornem delatores. A companhia pretende entregar provas sobre fraudes cometidas e pagamento de propinas a agentes públicos e políticos.

Bolsonaro se diz contra avaliação de médicos. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), se manifestou contra a ideia de seu indicado ao Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, de se instituir a exigência de avaliação e a certificação de médicos brasileiros formados, como faz a OAB com os advogados.

No litoral, febre amarela preocupa. Pela primeira vez desde o aparecimento dos casos, o litoral de São Paulo terá o vírus circulando durante o verão. Com apenas 65% da população vacinada, Estado intensifica campanha.

Cida Damasco: Privatização ganha força. Banco do Brasil, Caixa, Eletrobrás e Petrobrás estão na mira.

Editorial1: O foro dos juízes. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu respeitar o que diz a Constituição e não alterou a regra de foro privilegiado para desembargadores e juízes.

Editorial2: O tamanho da encrenca. A próxima administração federal terá de cortar despesas de maneira profunda e persistente como poucas vezes se viu.

Editorial3: Oposição não é guerra. Repetição, pelo PT, da palavra ‘resistência’ exprime a recusa do partido em aceitar a legitimidade da escolha dos eleitores.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Entrevista da 2ª. ‘Elite abriu mão do verniz para eleger Bolsonaro’, diz Haddad. Petista afirma que agenda obscurantista de presidente eleito ajudará a dar fôlego a neoliberalismo. Em sua primeira entrevista após as eleições, Fernando Haddad (PT-SP) disse que a elite econômica abriu mão do verniz para eleger Jair Bolsonaro. “O verniz sempre fez parte da história do Brasil. As classes dirigentes nunca quiseram parecer ao mundo o que de fato são.” O autoritarismo hoje cresce dentro das instituições democráticas e pode se manifestar “na PM, na PF, no Judiciário, no Ministério Público”. Segundo o petista, se o ex-presidente Lula não tivesse sido condenado, teria ganhado a eleição. “Fiz 45% dos votos. Lula teria feito mais de 50%”. Haddad minimizou ainda as fortes críticas de Ciro Gomes (PDT-CE) ao PT. “Ele não soube fazer a coalizão que o levaria à vitória”.

Alvos da Lava Jato querem mudança na lei, e Moro reage. Grupo de parlamentares de partidos envolvidos nas investigações da Lava Jato pressiona o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a colocar em votação, nas próximas semanas, projeto que altera a execução penal. A ideia é coibir a superlotação carcerária. O texto afrouxa punição a diversos crimes, mas inclui os de colarinho branco. Para Sergio Moro, futuro ministro da Justiça, o tema é controverso e não deveria ser votado nesta legislatura. “Confio que o Congresso terá a sensibilidade de aguardar”, disse à Folha.

Sem Cuba, governo discute como levar médicos ao interior. Está em estudo a criação de um plano de carreira para levar médicos ao interior dopais. Outras propostas são dar descontos aos formados com dívidas no Fies caso trabalhem em áreas de difícil acesso e serviço civil obrigatório aos que recebem financiamento público.

Alvos da Lava Jato pressionam Câmara a votar mudanças na lei, e Moro reage. Futuro ministro da Justiça de Bolsonaro diz que proposta, que abranda punição para diversos crimes, é problemática.

Economia: País é prisioneiro da armadilha social-democrata, diz Guedes. Para economista de Bolsonaro, modelo levou à expansão de gastos e ao baixo crescimento.

Ascensão econômica. Renda no Chile, país que inspira Bolsonaro, vai a US$ 25 mil.

Não existe um modelo chileno para ser copiado, dizem especialistas.

Painel: Maia promete independência de Bolsonaro e acalma o centrão.

Articulação de frente de esquerda sem o PT avança no Congresso.

Saúde. Sem cubanos, governo discute como levar médicos ao interior. Alternativas a estrangeiros vão de plano de carreira e Fies a serviço obrigatório a médicos.

História: Ídolo de Bolsonaro, Duque de Caxias possui aura ambígua. Famoso militar passou à história como herói pacificador, mas já foi descrito como genocida.

Celso Rocha de Barros: Olavo de Carvalho faz leitura superficial da esquerda em obra. Depois do DEM, escritor é a força política que mais emplacou ministros no governo.

Editorial1: Incertezas a distância. MEC permite que parte da carga do ensino médio seja preenchida com atividades não presenciais.

Editorial2: Carga pesada. Não é plausível alívio tributário nem mesmo ao final do mandato de Bolsonaro.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: XP Investimentos planeja abrir capital na Nasdaq. A plataforma de investimentos XP estuda abrir seu capital na Nasdaq, bolsa de valores americana que mais negocia ações de empresas de tecnologia.

Vencimento de US$ 1 bi aflige a Eletrobras. A Eletrobras, holding que controla as estatais federais de energia, não tem recursos para honrar o pagamento de uma dívida no exterior no valor de US$ 1 bilhão (R$ 3,8 bilhões).

PEC buscará orçamento mais flexível. A equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro, trabalha em proposta de ampla desvinculação de receitas públicas e redução da rigidez nas despesas.

Temer quer baixar tarifa de 57 itens. No apagar das luzes, o governo Michel Temer pretende baixar as tarifas de importação de 57 produtos químicos, em sintonia com o discurso de abertura comercial defendido pelo novo governo.

“O Brasil é competitivo, sim”. Na semana passada, Henrik Henriksson, presidente mundial da Scania, apresentou a concessionários e frotistas brasileiros a nova geração de caminhões da marca, que segue o padrão dos veículos produzidos na Suécia.

Mais ‘Chicago oldies’ no time de Guedes. O “time de Chicago” do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, deve ganhar mais dois reforços: Roberto Fendt, secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil-China, e Carlos Langoni, da FGV.

EUA levam OMC quase à paralisia. O Brasil e mais 70 membros da OMC tentaram pela 18ª vez, na semana passada, lançar imediatamente processo de seleção para quatro novos juízes do Órgão de Apelação – sem sucesso devido ao bloqueio dos EUA. Cerca de 50 disputas estão sob ameaça de seguir indefinidamente sem solução final.

Odebrecht finaliza acordo para reparar ilícitos no Peru. Após meses de negociação, a Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) deve fechar nesta semana o acordo de cooperação com o Peru. O Valor apurou que o montante a ser pago a título de reparação pelos atos de corrupção da empresa no país ainda está sendo definido e constará do acordo

Ligação com a comunidade melhora a educação no ES. Pela nota do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), o Espírito Santo tem o melhor ensino médio público do país. A forte aproximação com a comunidade é um dos pilares do ensino.

Transição. Militares alinham-se à economia liberal. “Time de Chicago” deve ganhar reforços; Roberto Fendt e Carlos Langoni estão no radar de Guedes.

Moro monta “república do Paraná” na Justiça.

Temer acelera indicações para agências.

Bolsonaro desautoriza futuro ministro da Saúde.

O Presidencialismo de delegação. O presidente eleito encontra conforto quando delega a gestão, mas presidencialismo de delegação tem tudo para dar errado.

Afinidade entre Bolsonaro e Trump não garante aproximação Brasil-EUA. Para especialistas, relação entre países não será pautada pelo alinhamento ideológico entre presidentes.

Comércio. Bloqueio dos EUA deixa sem solução disputas na OMC. Órgão de Apelação da Organização Mundial do Comércio tem agora só 3 de seus 7 juízes, devido à recuso americana de permitir novas nomeações. Isso está paralisando a corte suprema do comércio mundial.

UE e Reino Unido assinam termos do divórcio, mas acordo ainda corre riscos. Líderes europeus endossaram ontem o acordo que prevê a saída do Reino Unido da União Europeia, a partir de 29 de março de 2019. Mas o texto ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento britânico, o que é incerto.

Editorial: Nomeações para AGU e CGU ajudam a consolidar leniência. Recondução de titulares da AGU e CGU é continuidade de um trabalho que produz os primeiros acordos de leniência.

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