Política e Justiça são os temas das manchetes dos jornais

Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE NACIONAL DE 23 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Futuro ministro quer preservar ‘família e moral’ na Educação. Em carta, Ricardo Vélez diz que sua gestão combaterá uso político-partidário da escola. Escolhido para comandar o Ministério da Educação, o filósofo naturalizado brasileiro Ricardo Vélez Rodríguez anunciou por carta que o objetivo de sua gestão será preservar os valores ligados à “família e à moral humanista” e combater a “instrumentalização da educação com finalidade político-partidária”, supostamente praticada por governos à esquerda. Disse ainda que os municípios devem ser o foco da política educacional, mas não detalhou seus planos. Considerado bom professor, mas desconhecido por educadores, Vélez, de 75 anos, é ex-militante de esquerda e já exaltou o golpe militar de 1964.

‘Projeto da Escola sem Partido é prematuro’, diz Olavo de Carvalho, que indicou ministro. Em entrevista exclusiva, filósofo que já colocou dois indicados no novo governo explica sua influência sobre a família Bolsonaro: ‘Sou irresistível. Eles leem as coisas que eu escrevo e levam a sério’.

Organizações internacionais aprovam documento em repúdio ao ‘Escola sem Partido’. Carta foi apresentada pela Assembleia Mundial da Campanha Global pela Educação, que reúne entidades de 87 países.

Bernardo Mello Franco: Guru de Bolsonaro. O olavismo passou de piada a doutrina oficial de governo.

Bolsonaro vai sair de licença médica logo após a posse. O adiamento da cirurgia para reversão da colostomia fará com que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, licencie-se do cargo logo após a posse, marcada para 1º de janeiro. O vice, general Hamilton Mourão, assumirá a Presidência no período. A operação foi postergada por causa de uma inflamação no abdome de Bolsonaro.

Sérgio Abranches: Bancadas temáticas não dão liga para coalizões. Para ter apoio duradouro e governar, Bolsonaro precisará formar maioria multipartidária.

Sergio Moro defende ‘Plano Real’ contra criminalidade no Brasil. Futuro ministro da Justiça pretende apresentar projeto de lei contra corrupção, organizações criminosas e crimes violentos assim que assumir ministério.

Novo secretário. Dono da Localiza, Salim Mattar vai para Desestatização.

Acusados de corrupção, Lula e Dilma viram réus. A Justiça Federal do DF aceitou denúncia contra os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, além dos ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, acusados de crimes contra a administração pública como corrupção e lavagem de dinheiro durante os governos petistas, de 2002 a 2016. Partido nega as acusações.

Crivella quer devolver unidades de saúde à União. Dois anos após ser eleito prometendo municipalizar nove hospitais federais, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, entrou na Justiça com ação para devolver 23 unidades de saúde ao governo federal, que somam 1.053 leitos e incluem duas maternidades.

José Eduardo Agualusa: A arara de Churchill. ‘Fascismo — Um alerta’ devia ser vendido na seção dos livros de terror. Assusta muito. Mas por vezes um grande susto é importante. A melhor notícia da semana foi sobre a arara de Winston Churchill, Charlie, que fez 104 anos e continua xingando Hitler e os nazis com a voz do antigo primeiro-ministro britânico. Churchill comprou a ave em 1937, divertindo-se a ensiná-la a insultar Adolf Hitler.

Merval Pereira. Sem estelionato eleitoral. Uma escolha técnica seria mais adequada, devido aos problemas que temos na educação, maiores do que a questão ideológica, que, sem dúvida, interfere na qualidade, mas apenas lateralmente. Até o ponto em que o governo não interfira nos direitos individuais dos cidadãos, alunos e professores, de se informar e pensar por conta própria. O que conta, no fim das contas, é a melhoria da qualidade do ensino. Escolha do ministro da Educação não surpreende ninguém, Bolsonaro foi eleito porque pensa assim.

João Manoel Pedroso (diretor-geral do Instituto Nacional de Cardiologia): O Programa Mais Médicos (MM) —paliativo para a distribuição de profissionais fora de centros urbanos, crônico problema em países continentais — requer solução que contemple a dinâmica de mercado, a questão dos médicos e o debate sobre qualidade. Pesquisas revelam usuários satisfeitos com o cuidado e ressentidos de falta de acesso, determinante da má avaliação. Cabe aos governos garantir acesso e qualidade assistencial, destacando que desatenção em cuidado básico gera custo em atenção especializada.

Editorial1: O principal objetivo do Mais Médicos. O programa serviu de biombo para que o contribuinte brasileiro pagasse empréstimos feitos a Cuba. Pode-se defender o escambo, mas tudo teria de ser feito às claras: os custos, o encontro de cifras, o fluxo do dinheiro entre Havana e Brasília.

Editorial2: Wall Street emite sinais que interessam ao novo governo. Momento da economia mundial requer muita atenção, tanto de analistas quanto de políticos. Não há dúvida de que o Brasil tem de fazer a reforma da Previdência antes de qualquer tempestade.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Lula, Dilma, Mantega e Palocci viram réus por organização criminosa. Segundo a PGR, esquema de corrupção conhecido como ‘quadrilhão do PT’, em órgãos públicos e estatais, teria rendido R$ 1,48 bilhão em propinas. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal, em Brasília, aceitou denúncia do Ministério Público Federal contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto por formação de organização criminosa, no caso conhecido como “quadrilhão do PT”. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o esquema de corrupção instalado em diversos órgãos públicos – como a Petrobrás, o BNDES e o Ministério do Planejamento – permitiu que os denunciados recebessem propina de pelo menos R$ 1,48 bilhão de diversas empresas, a maioria empreiteiras. O PT afirmou, por meio de nota, que a ação penal “não se sustenta em fatos nem provas” e é “o resultado de um delírio acusatório do ex-procurador-geral Rodrigo Janot sem nenhuma base na lei”.

MP quer que Aécio pague R$ 11,5 milhões. O MP de MG acusa Aécio Neves (PSDB) de realizar 1.337 voos em aeronaves do Estado sem justificativa, pede indisponibilidade de bens e ressarcimento R$ 11,5 milhões.

Ministro quer educação com ‘valores tradicionais’. O futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, tem vida acadêmica movimentada, mas pouco conhecida. Ele chegou ao Brasil nos anos 70, vindo da Colômbia, integrou grupo de filósofos conservadores e lecionou em universidades e no Exército. Rodríguez defende “valores tradicionais” na educação. “Ele foi escolhido por critérios técnicos”, diz o sogro, Oscar Ivan Prux, ex-tenente do Exército.

Cirurgia de Bolsonaro é adiada para após a posse. A cirurgia para retirada da bolsa de colostomia do presidente eleito, Jair Bolsonaro, prevista inicialmente para dezembro, foi adiada para depois da posse no Palácio do Planalto. Bolsonaro passou ontem por exames em São Paulo. Segundo a equipe médica, ele mantém “ótima evolução”, mas apresenta “inflamação do peritônio” e “aderências entre as alças intestinais”. Nova avaliação será feita em janeiro para definir a data da cirurgia.

Petróleo cai e derruba valor da Petrobrás. Com sobreoferta do produto e os temores de desaquecimento da economia global, o preço do petróleo acumula queda de mais de 30% desde meados de outubro e derrubou o valor da Petrobrás. Na Bolsa, as ações caíram quase 13% e a empresa perdeu R$ 49 bilhões em valor nos últimos 24 dias. A Petrobrás terminou o mês de outubro cotada a R$ 384 bilhões. Hoje, vale R$ 335 bilhões. No pregão de ontem, as ações ordinárias caíram 2,34%, cotadas a R$ 26,69, enquanto as preferenciais recuaram 3,10%, fechando em R$ 24,37.

Consumidor não é beneficiado. Em dois meses, preço da gasolina comum caiu mais de 30% na refinaria e apenas 1,75% na bomba.

Lava Jato prende 18 por propina em obra da estatal. A PF prendeu 18 pessoas ligadas à OAS e à Odebrecht e ex-dirigentes da Petrobrás e do fundo de pensão da empresa. A 56.ª fase da Lava Jato apura suposta propina de R$ 68,3 milhões na construção da sede da Petrobrás em Salvador.

Moro promete ‘Plano Real’ contra o crime. Futuro ministro da Justiça disse que enviará projeto de lei contra corrupção, crime organizado e crimes violentos já no início do ano legislativo.

Adriana Fernandes: Rodrigo Maia pode colocar pedras no caminho de projetos importantes para Paulo Guedes.

Editorial1: Inflação, bom sinal para 2019. A inflação comportada será um presente de boas-vindas para o novo governo. Inflação contida e juros moderados dependerão, porém, da arrumação das finanças oficiais

Editorial2: Entre o ajuste e o risco Trump. Será preciso avançar de um déficit primário de 1,2% do PIB para um superávit pouco superior a 2%

Editorial3: Conto do vigário. Nas eleições deste ano, o Senado teve a maior renovação desde o fim da ditadura militar.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Adiada, cirurgia de Bolsonaro será feita depois da sua posse. Inflamação retarda retirada da bolsa de colostomia do presidente eleito; segundo médicos, quadro é normal. A cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foi adiada depois que exames apontaram uma inflamação na membrana que recobre a parede abdominal. Após Bolsonaro passar por exames pré-operatórios nesta sexta-feira (23), no hospital Albert Einstein, em São Paulo, médicos consideraram que neste momento ele não está apto para o procedimento, inicialmente previsto para dezembro. A bolsa é decorrência do atentado a faca que ele sofreu no dia 6 de setembro, durante a campanha. Segundo médicos ouvidos pela Folha, o quadro de saúde é normal em pacientes com situações semelhantes. De acordo com especialistas, realizar a operação agora não é necessário e resultaria em recuperação mais lenta. Em boletim médico, o hospital informou que a cirurgia será realizada depois da posse de Bolsonaro. Em janeiro, haverá uma reavaliação para que nova data seja definida.

Ministro diz que Educação preservará família. Escolhido por Jair Bolsonaro para o Ministério da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez afirmou em carta que preservará valores morais e da família em sua gestão. “Pretendo colocar a gestão da Educação no contexto da preservação de valores caros à sociedade brasileira, que, na sua essência, é conservadora”, escreveu Vélez. No texto, ele defende a Escola sem Partido: “Não à discriminação de qualquer tipo. Não à instrumentalização da educação com finalidade político-partidária”. Nascido na Colômbia em 1943 e naturalizado brasileiro em 1997, o futuro ministro defende a descentralização da educação, com foco nos municípios.

Há preconceito com a ditadura, diz novo chefe do Exército. Próximo comandante do Exército, Edson Leal Pujol avalia que o período da ditadura militar é tratado com preconceito e desinformação, devido à doutrinação na análise do país “nos últimos 50, 60 anos”. “Acho que a história, com o tempo, vai limpar essas diferenças de opiniões e trazer equilíbrio entre as divergentes”, diz o general de 63 anos.

Lula e Dilma se tornam réus no caso do ‘quadrilhão do PT’.

Nova fase da Lava Jato mira OAS e fundo de pensão da Petrobras.

Secretário de Guedes diz que disrupção vai ‘levar país para outro patamar’

Salim Mattar, dono da locadora Localiza, vai comandar secretaria de privatizações. Escolhido para comandar a secretaria de privatizações que será criada no futuro governo de Jair Bolsonaro, o empresário Salim Mattar, dono da locadora de carros Localiza, disse nesta sexta-feira (23) que pretende participar de uma “disrupção” no Brasil e “levar o país para outro patamar”.

Desmatamento na Amazônia é o maior desde 2008. O desmatamento na Amazônia atingiu o maior nível em dez anos, com 7,9 mil km² de mata derrubada. O número é 13,7% superior ao de 2016- 2017. Câmbio favorável ao agronegócio, o que estimula abertura de novas áreas, e seca acima da média são explicações, diz o governo.

Com R$ 675 mi de dívida, Saraiva pede recuperação judicial.

Parlamentares pedem ao STF que não deixe de julgar este ano caso que pode influir no Escola Sem Partido. De onde virá o socorro? A atenção devotada à tramitação do “Escola Sem Partido” na Câmara fez integrantes do PSOL pedirem uma audiência com o presidente do Supremo, Dias Toffoli. A bancada quer fazer um apelo para que a corte não deixe de analisar caso de Alagoas que trata do tema. Há esperança de que o impacto da decisão trave o avanço do projeto no Congresso. O STF discutiria o assunto dia 28, mas o julgamento de outra ação rumorosa, a do indulto presidencial, deve empurrar o debate para 2019.

Carlos Bolsonaro deixa comunicação do pai, mas mantém crítica à imprensa.

MST tem mesmo de se preocupar, afirma ruralista nomeado por Bolsonaro.

Demétrio Magnoli: Há dois Bolsonaros, que convivem em um mesmo indivíduo dilacerado. Sabe-se que, historicamente, Bolsonaro não é um, mas dois. A narrativa convencional registra uma ruptura radical. O capitão turbulento que evoluiu como parlamentar de convicções nacional-estatistas converteu-se, no umbral de sua campanha presidencial, ao manual econômico do ultraliberalismo.

Editorial1: Energia desperdiçada. Se ficar tomado pela pauta ideológica, Vélez perderá chance de melhorar a perspectiva de futuro de milhões.

Editorial2: O dilema de Angra 3. Bolsonaro terá de decidir se dedica à construção da usina ou a desmonta.

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