Política e economia são os destaques das manchetes dos jornais

SINOPSE DE 11 DE DEZEMBRO DE 2018 Edição: Sérgio Botêlho JORNAIS: Manchete e destaques do jornal O Globo: Diplomado, Bolsonaro promete governar para todos. Em cerimônia no TSE, ministra

SINOPSE DE 11 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Diplomado, Bolsonaro promete governar para todos. Em cerimônia no TSE, ministra Rosa Weber prega o respeito às minorias. Em seu discurso na cerimônia de diplomação no TSE, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, prometeu governar “em benefício de todos os brasileiros”. Ele afirmou que foi eleito graças às “novas tecnologias”, por meio das redes sociais, e disse que “o poder popular não precisa mais de intermediação’’, após condenar “mentiras’’ e “manipulação ideológica”. A presidente do TSE, ministra Rosa Weber, fez um pronunciamento forte em defesa dos direitos humanos e destacou que “a democracia repele a noção autoritária do pensamento único”. Ela também sublinhou a necessidade de não “suprimir ou abafar a opinião de grupos minoritários’’.

Moro: depósitos têm que ser esclarecidos. Futuro ministro da Justiça quer fortalecer o Coaf. Sergio Moro, que assumirá a pasta da Justiça, disse que as movimentações de R$ 1,2 milhão feitas por ex-assessor do deputado Flávio Bolsonaro, apontadas pelo Coaf, precisam ser esclarecidas. Moro afirmou que quer fortalecer o Coaf, responsável por mais de 30 mil relatórios na última década, que embasaram investigações contra políticos de vários partidos.

Ex-assessor, que movimentou R$ 1,2 milhão, vive em casa simples no Rio. Assessores citados pelo Coaf evitam aparecer e já preparam defesa.

Aposentadorias especiais, desafio para os estados. Destinadas a categorias como professores e policiais, as aposentadorias especiais agravam o déficit previdenciário nos estados. Em Minas Gerais, por exemplo, elas já respondem por mais de 80% dos gastos com inativos. Equipe de transição vai propor medidas para resolver o desequilíbrio.

Novo governo planeja mudar regras para professor e policial na reforma da Previdência. Segundo o Tesouro, as chamadas categorias especiais agravam de forma expressiva o rombo previdenciário dos estados.

Merval Pereira: Bolsonaro deve explicação no caso de Queiroz. O presidente eleito, e agora diplomado, Jair Bolsonaro chega ao momento da posse devendo uma explicação plausível sobre o caso de Fabricio Queiroz, seu amigo pessoal há 40 anos, como afirmou, e motorista de seu filho, senador eleito Flavio Bolsonaro, que teve um movimento financeiro detectado pelo Coaf ( Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de R$ 1,2 milhão tendo um salário de R$ 8,5 mil por mês.

Míriam Leitão: Reforma atual da Previdência segue no radar. Ao mesmo tempo, o futuro governo prepara outra reforma mais ampla e com transição para o regime de capitalização. A ideia não é aprovar só a idade mínima num primeiro momento e, depois, ir votando aos poucos os novos parâmetros.

Bernardo Mello Franco: Discurso de Rosa tinha endereço. Presidente do TSE usou a diplomação para cobrar respeito às minorias. Ela lembrou que proteger os direitos humanos é uma obrigação, e não uma escolha dos governantes.

Arnaldo Bloch: Uma carta ao presidente, sobre os índios. Aquilo que era mitologia revela, hoje, atualidade que tangencia a da ciência, na contramão do negacionismo com que o senhor acena.

MPs recebem centenas de denúncias contra médium. Denúncias de abuso sexual contra João de Deus aumentam em poucas horas.

No primeiro dia útil após virem à tona denúncias de abusos sexuais cometidos por João de Deus, centenas de mulheres procuraram MPs estaduais acusando o médium. (PÁGINA 23)

Novo chanceler diz que Brasil vai sair de pacto sobre migração. O futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo,disse que o Brasil deixará o Pacto Global de Migração, aprovado em conferência da ONU.

Editorial1: Falta definir coordenação política. Sem isso, governo Bolsonaro pode fracassar, por melhor que sejam seus projetos de reforma e programa.

Editorial2: Denúncias de abusos contra médium precisam ser apuradas com rapidez. Pelo menos 200 mulheres dizem ter sido molestadas por João de Deus durante sessões em cidade de Goiás.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Delatores deixam de pagar R$ 422 milhões em multas. Valor corresponde a 1/3 do previsto nos acordos da Operação Lava Jato homologados pelo Supremo. De R$ 1,3 bilhão de multas previstas nos acordos de delatores da Operação Lava Jato homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), R$ 422,9 milhões venceram e não foram pagos. Há ainda R$ 277,6 milhões a ser quitados, mas que estão dentro do prazo. No total, a Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou acordo com 170 delatores na Lava Jato. A instituição não informou, até a noite de ontem, quantos estão “inadimplentes”. Desde março de 2014, os delatores já pagaram R$ 684,7 milhões em multas e R$ 163,6 milhões em confisco de bens. Desse total, no entanto, apenas R$ 280,7 milhões foram efetivamente devolvidos aos órgãos de onde foram desviados. O restante ainda aguarda medida administrativa para encaminhamento. “Não é mérito nenhum de ele (colaborador) entregar, é dever”, disse a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

‘Governarei em benefício de todos, sem distinção’. Como tem feito desde que foi eleito, Jair Bolsonaro adotou ontem tom conciliatório em discurso durante a sua diplomação e a de seu vice, general Hamilton Mourão, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele afirmou que governará em benefício de todos, “sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião”. Bolsonaro classificou como “inquebrantável” seu compromisso com “a soberania do voto popular”, elogiou o processo eleitoral – duramente criticado por ele durante a campanha presidencial – e exaltou o papel das redes sociais nas eleições, afirmando que o poder popular “não precisa mais de intermediação”. A presidente do TSE, ministra Rosa Weber, discursou em defesa da proteção das minorias e dos direitos humanos e afirmou que a vontade da maioria não pode “abafar” a opinião de grupos minoritários. “A democracia (…) é também exercício constante de diálogo e de tolerância”, disse.

MP investiga ex-motorista de Flávio Bolsonaro. Órgão apura operações financeiras atípicas em nome de 75 assessores na Assembleia do Estado; Fabrício Queiroz movimentou R$ 1,2 mi.

Eliane Catanhêde: Comunicação ficará sob comando de general. É estranho que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tenha usado sua diplomação para dar uma canelada desnecessária na mídia. No “novo tempo”, segundo ele, “o poder popular não precisa mais de intermediação”. E fez questão de especificar que falava das “novas mídias, que permitiram uma relação direta entre eleitor e seus representantes”.

Futuro ministro diz que concluir Angra 3 será prioridade. O futuro ministro de Minas e Energia, almirante Bento Costa Lima de Albuquerque Júnior, disse que a conclusão da usina nuclear Angra 3 “é uma das prioridades” da sua gestão. Angra 3 já consumiu ao menos R$ 8 bilhões dos cofres públicos e seriam necessários pelo menos R$ 15 bilhões para a finalização da obra. O ministro defende o projeto pela “demanda reprimida” atual ou futura.

Caminhoneiros protestam e pedem volta da tabela de frete. Caminhoneiros fizeram ontem paralisações em pontos como Barra Mansa (RJ), no acesso ao Porto de Santos (SP), em Pindamonhangaba (SP) e em MG. Os protestos foram contra a suspensão, por meio de liminar do ministro do STF Luiz Fux, das multas por descumprimento da tabela de frete. As paralisações, pontuais, refletem a divisão no movimento. Há revolta entre os caminhoneiros, mas as lideranças acreditam que há espaço para negociação.

Queixas contra médium chegam a 40 em um dia. Força-tarefa criada pelo Ministério Público para investigar as denúncias de abusos sexuais que teriam sido cometidos por João Teixeira de Faria, médium conhecido como João de Deus, recebeu 40 denúncias formais somente ontem. Polícia e Promotoria estudam pedir fechamento da casa onde atendimentos são feitos.

Mães recebem até 40% menos no Brasil. Uma mulher com três ou mais filhos ganha 40% menos, em média, do que uma colega que não é mãe, segundo dados do IBGE. A diferença salarial começa já no primeiro herdeiro: 24% menos. Questões culturais e dificuldades como a falta de acesso a creches ajudam a explicar a discrepância.

MG manobra para cumprir Lei de Responsabilidade.

Escolta de promotor é reforçada após ameaça.

Editorial1: Mais uma intervenção federal. O fato de o País ter dois Estados sob intervenção não pode ser encarado como aceitável. É sintoma da necessidade de medidas drásticas para reorganizar as contas.

Editorial2: A façanha de errar de véspera. Explicações de Jair Bolsonaro & família, em vez de esclarecer, geram mais suspeitas.

Editorial3: A Cúpula Conservadora. O Foro de São Paulo não precisa de contraponto. Não passa de uma associação inexpressiva que se presta a borrifar ranço ideológico do que há de pior no pensamento da esquerda da América Latina.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: População dispensa intermediários, diz presidente eleito. Em diplomação, Jair Bolsonaro prega união do país, e Rosa Weber fala da defesa de minorias e direitos fundamentais. Diplomado presidente da República em cerimônia ontem no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Jair Bolsonaro fez discurso conciliatório, no qual disse que governará para todos e ressaltou que o poder popular “não precisa mais de intermediação”. “As eleições revelaram uma realidade distinta. As novas tecnologias permitiram relação direta entre eleitor e seus representantes.” Bolsonaro venceu com forte presença nas redes sociais e só oito segundos diários de propaganda eleitoral. “Serei presidente dos 210 milhões de brasileiros, governarei em benefício de todos, sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião”, declarou. Em quase 30 anos de vida pública, ele discursou contra minorias e renegou o papel da mulher na sociedade. Bolsonaro foi diplomado pela presidente do TSE, Rosa Weber, que defendeu em sua fala as minorias, os direitos humanos, a democracia e o papel da Justiça. “Os direitos fundamentais da pessoa humana, além de universais, são inexauríveis.” A ministra foi criticada por aliados do futuro presidente. Para a deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP), ela foi deselegante.

Ex-auxiliar de Flávio sacava após depósito de valor similar. Os maiores saques feitos em 2016 pelo policial Fabrício de Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e citado em relatório do Coaf, foram precedidos, geralmente na véspera, de depósito de valores similares. Essa movimentação é característica de conta na qual o real beneficiário não é o seu titular.

Cai a liminar que suspendia negócio Boeing-Embraer.

João de Deus nega e repele acusações de abuso sexual. A defesa de João de Deus disse que o médium recebeu com indignação a notícia de que é acusado de abuso sexual. Segundo a Promotoria, depoimentos de vítimas poderão ser provas suficientes para embasar investigação contra ele.

Ranier Bragon: O inferno são os outros. As explicações, ou melhor, a falta de explicações de Jair Bolsonaro sobre o cheque de R$ 24 mil na conta de sua mulher, Michelle, mostra todo o esplendor da nossa velha, bolorenta e carcomida política.

Editorial1: Ambiente tenso. Escolhas de Damares Alves e Ricardo Salles para ministérios ensejam previsões de polêmicas

Editorial2: Disputa entre gigantes. Prisão de executiva adiciona um novo abalo às já esgarçadas relações entre EUA e China.

Manchete do jornal Valor Econômico: Fazenda sugere que ajuste exigirá alta de impostos. Em documento encaminhado à equipe de transição de governo, o Ministério da Fazenda mostra que não é possível, apenas com o corte de gastos, passar de um déficit primário em torno de 2% do PIB, previsto para este ano, a um superávit que estabilize a dívida pública em nível não muito elevado.

EUA retomam apoio ilegal ao algodão. Os Estados Unidos voltaram a tornar o algodão elegível a receber subsídios a partir de dois modelos de apoio condenados na Organização Mundial do Comércio (OMC) em disputa aberta pelo Brasil na década passada.

Voto de confiança. Após sua diplomação como presidente eleito, Jair Bolsonaro adotou tom conciliador: “Aos que não me apoiaram, peço sua confiança para construirmos juntos um futuro melhor”.

Diplomado, Bolsonaro celebra o fim da ‘intermediação’ do poder popular.

Fisco pode pedir prova de recurso repatriado. Brasileiros que mantinham dinheiro não declarado no exterior e, há pouco mais de dois anos, aderiram ao programa de repatriação podem ser intimados a comprovar, por meio de documentos, a origem desses recursos. Contribuinte que for intimado e não cumprir determinação será excluído do programa.

BNDES deve atingir meta de venda de ações. A meta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de vender neste ano R$ 12 bilhões em participações acionárias da carteira da BNDESPar é possível de ser alcançada, mas não será “a qualquer custo”, disse ao Valor Eliane Lustosa, diretora do banco de fomento.

Valor/McKinsey premiam maturidade digital. Grandes empresas do país apresentam grau de maturidade digital alinhado ao de líderes globais em seus setores. É o que revela pesquisa da McKinsey & Company, divulgada pelo Valor. O “Índice de maturidade digital: Brasil” avaliou processos de transformação digital em 124 companhias.

‘Guerra’ entre EUA e China é reversão da globalização. É um “grande erro” considerar os atuais conflitos comerciais entre EUA e China apenas como uma obsessão do presidente Donald Trump, adverte o economista Michael Pettis, professor da Universidade de Pequim e profundo conhecedor da economia chinesa.

Contas públicas. Senado tenta alterar concessão de crédito a Estados. Para técnicos ligados ao Ministério da Fazenda, projeto afrouxa sensivelmente os critérios para medir a saúde financeira dos governos regionais.

Equipe de Bolsonaro confia no TCU para garantir leilão de cessão onerosa. Intenção é conseguir dos ministros do tribunal o aval para permitir a disputa.

Transição. Moro diz que é ‘inapropriado’ opinar sobre caso do Coaf. Para futuro ministro da Justiça, outras pessoas tem que prestar esclarecimentos.

Transição. Bolsonaro articula para Delegado Waldir ser líder. A pedido do eleito, partido abre mão da presidência da Câmara.

Prefeito de Niterói é preso acusado de corrupção. Ex-secretário municipal de Obras e dois empresários do ramo de transporte público rodoviário também foram detidos.

Entrevista “PSL é frágil e incapaz de assegurar sustentação política”. Desenho da coalizão deixa governo Bolsonaro dependente de “pessoas”.

Transição. Igreja quer liberdade para converter índios. Líder de trabalho missionária da Quadrangular, da qual Damares é pastora, espera apoio do governo.

Após protestos, Macron aumenta salário mínimo. Presidente francês se recusou a restabelecer imposto sobre grandes fortunas.

Europa. Reino Unido adia votação e amplia a incerteza sobre Brexit. Governo britânico tentará renegociar acordo de saída com a União Europeia. Mas, com a dificuldade de aprová-lo no Parlamento britânico, mas o cresce risco de divórcio desordenado.

Editorial: Indicadores sociais acentuam desafios do futuro governo. A crise mostrou que as políticas sociais funcionam e que têm limites. O ajuste fiscal tem de preservá-las.

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