Polícia Federal faz busca em casas de líderes de atos contra democracia

Polícia Federal faz busca e apreensão em casas de líderes de atos contra democracia, nesta manhã de segunda-feira, 16. A ordem partiu do ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido é da Procuradoria Geral da República (PGR).

Entre os alvos da operação está o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ). Na campanha, o parlamentar quebrou a placa que dava nome de rua a ex-vereadora carioca, Marielle Franco. Ela foi assassinada no ano da campanha.

Ao todo, são 21 alvos da PF, entre eles empresários, a exemplo de Otávio Fakhoury, que financiou manifestação pró-Bolsonaro. Outro é o bloqueiro Allan dos Santos, que também é alvo do inquérito sobre fake-news.

E, ainda, Camila Abdo, assistente parlamentar e militante bolsonarista nas redes. Enfim, do o advogado Luís Felipe Belmonte, aliado do presidente Jair Bolsonaro e um dos responsáveis pela montagem do Partido Aliança pelo Brasil.

Operação Lume

Segundo matéria do O Globo, a ação foi batizada pela PF como Operação Lume. Dessa forma, numa referência à necessidade de iluminar os investigados para que todos fatos relacionados à autoria, materialidade e circunstâncias de financiamentos desses grupos sejam revelados.

Ainda de acordo com o texto, a ação desta terça-feira estava prevista antes da operação que realizou prisão da ativista Sara Winter, deflagrada na segunda-feira. Contudo, como as prisões eram mais urgentes, houve uma mudança na cronologia da operação.

Os mandatos estão sendo cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Santa Catarina e no Distrito Federal.

Na noite o último sábado (13), integrantes do grupo atacaram o prédio do STF em Brasília com fogos de artifício. Por solicitação do presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli, a Procuradoria-Geral da República abriu investigação para a responsabilização dos autores.

A Constituição proíbe o financiamento e a propagação de ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado democrático de Direito. Prevê como crimes inafiançáveis e imprescritíveis ações desse tipo, promovidas por grupos armados, civis ou militares, conforme lembra a Folha.

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