Pesquisa Datafolha, projetos futuros de presidenciáveis e sequência das denúncias sobre crime eleitoral dominam o noticiário

Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE DE 19 DE OUTUBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Bolsonaro tem vantagem de 18 pontos, a 10 dias da eleição. Estão decididos 95% dos que votam no PSL e 89% dos que vão com o PT. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) sustenta vantagem de 18 pontos percentuais sobre seu adversário, Fernando Haddad (PT), com 59% dos votos válidos, contra 41% do petista, em pesquisa Datafolha divulgada ontem. Faltando dez dias para a votação no segundo turno, 95% dos eleitores do PSL e 89% dos que escolheram o PT se disseram totalmente decididos. O índice de rejeição continua alto: 41% afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro, enquanto 54% descartaram teclar o número de Haddad. Entre os entrevistados, 67% responderam que consideram muito importante a realização de debates.

Campanha no WhatsApp leva PT a acionar TSE. A campanha de Fernando Haddad (PT) entrou com ação para que o TSE investigue se a campanha de Bolsonaro cometeu abuso de poder econômico. Reportagem da “Folha de S.Paulo” informou que empresas custearam pacotes de divulgação de mensagens pelo WhatsApp contra o PT, o que é proibido.

Liberado pelos médicos, Bolsonaro descarta debate. O candidato Jair Bolsonaro disse que julga debate na TV “secundário’’ e descartou presença, mesmo liberado pelos médicos.

Proposta de Witzel causaria impacto de R$ 28 bi à União. A proposta do candidato ao governo do estado Wilson Witzel (PSC) de alongar para 100 anos o pagamento da dívida do Rio causaria impacto de R$ 28,9 bilhões à União nos quatro primeiros anos, estima especialista. Se eleito, Witzel quer como secretário da Fazenda Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES.

Conselheiros de candidatos discutem política externa. Conselheiros de Bolsonaro e Haddad, o general Heleno e o ex-chanceler Amorim falam sobre Venezuela, China e relação com os EUA.

MERVAL PEREIRA: O PT que denuncia Bolsonaro já foi acusado de ter feito o mesmo.

FLÁVIA OLIVEIRA: Há que se celebrar o aumento de diversidade no Congresso.

PEDRO DORIA: Brasil vira case mundial de difusão de mentiras via WhatsApp.

BERNARDO MELLO FRANCO: Justiça fracassou na tentativa de coibir indústria das boatarias nas redes.

Mudanças no IR dariam alívio ao contribuinte. As propostas de Bolsonaro e Haddad de mudanças para o Imposto de Renda reduzem o pagamento para a maioria dos contribuintes. O GLOBO fez simulações para faixas de renda que vão de R$ 5 mil a R$ 50 mil. Especialistas avaliam que os projetos podem agravar a situação das contas públicas.

Nada feito. Cracolândia avança. Um ano após a visita do prefeito Crivella, que prometeu construir um centro para tratar 200 pessoas no local, cresce número de usuários na cracolândia da Avenida Brasil.

Editorial1: Fracasso da frente é incentivo à autocrítica do PT. Partido deveria procurar saber por que não conseguiu formar um bloco em defesa da democracia.

Editorial2: Um assassinato no caminho de Trump e do reino saudita. Desaparecimento de jornalista em consulado na Turquia prejudica planos contra o Irã.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Equipe de Bolsonaro propõe tirar encargos de folha de pagamento. Compensação na queda de arrecadação não foi detalhada por assessor de Paulo Guedes; desoneração seria forma de incentivar as empresas a contratar.

Os economistas que elaboram diretrizes do eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL) preveem desoneração “urgente” de todos os encargos que incidem sobre a folha de pagamento, informa Adriana Fernandes. A medida seria uma tentativa de incentivar contratações – o País tem, hoje, 13 milhões de desempregados. A queda da arrecadação seria compensada “com outras fontes de receitas”, disse, sem dar detalhes, o ex-diretor do BNDES Carlos Alexandre da Costa, que integra o grupo coordenado por Paulo Guedes, indicado como ministro da Fazenda em caso de vitória de Bolsonaro. De acordo com Costa, a desoneração não será semelhante à adotada pela presidente Dilma Rousseff. Essa política – que substituiu a cobrança de alíquota de 20% de contribuição previdenciária sobre a folha por um porcentual sobre o faturamento – começou em 2011. Desde então, a União abriu mão de R$ 100 bilhões.

Minha Casa viraria ‘Casa Brasileira’. Carlos Alexandre da Costa disse que a equipe de Bolsonaro estuda mudar o nome do Minha Casa Minha Vida para “Casa Brasileira” e instalar creches próximas aos empreendimentos e câmeras de segurança ligadas à polícia.

Bancada do PSL apoia reforma da Previdência e venda de arma. A reforma da Previdência e a flexibilização do Estatuto do Desarmamento para ampliar a comercialização de armas de fogo têm forte apoio na nova bancada de deputados federais do PSL. Levantamento do Estadão mostra que quase metade dos 52 deputados do partido apoia mudanças na aposentadoria. Há uma divisão entre os entrevistados em temas como privatização da Eletrobrás e punição por abuso de autoridade.

Na reta final, candidatos nos Estados adotam ‘linha dura’. Candidatos a governos estaduais adotaram, na reta final, discurso alinhado com ideias defendidas por Jair Bolsonaro para impulsionar suas campanhas. Na maior parte dos casos, os postulantes assumiram a “linha dura”. Em SP, João Doria (PSDB) reforçou as bandeiras do antipetismo e da segurança. A tática de se colar ao presidenciável também foi usada por candidatos em pelo menos outros 6 Estados: MG, RJ, SC, RS, AM e RR.

Debate vira bate-boca. No primeiro debate do 2º turno da disputa pelo governo de São Paulo, na Band, ontem, Márcio França (PSB) e João Doria (PSDB) trocaram acusações e até agressões verbais.

Programa do PT agora prevê autonomia do BC. O novo programa do PT, registrado ontem no TSE, promete autonomia ao Banco Central. Sumiu do papel a ideia de criar um novo indicador para a meta de inflação.

Campanhas gastam R$ 3 milhões no WhatsApp. Foram contratados serviços de disparo de até 1 milhão de mensagens de uma só vez e compra de listas de telefones, o que é ilegal. Valor declarado está subnotificado.

Portugal deixa de receber pedidos de nacionalidade. O Consulado-Geral de Portugal em São Paulo suspendeu aos brasileiros novos pedidos de nacionalidade até 2 de janeiro de 2019. O órgão informou que está sobrecarregado por causa do “número crescente” de solicitações.

Brasil é o país que mais perdeu milionários.

Guerra do tráfico deixa 5 mortos na fronteira. Cinco pessoas supostamente ligadas ao tráfico foram executadas a tiros, anteontem, em Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Entre as vítimas está um piloto acusado de trabalhar para Fernandinho Beira-Mar.

Fernando Gabeira: O que consideram uma aberração é resultado do voto popular. É preciso um pouco de cuidado com a realidade.

Eliane Cantanhêde: Depois de Collor, FHC, Lula-Dilma e Bolsonaro, não é absurda a ascensão das igrejas evangélicas ao poder político.

Editorial1: Desespero. Consciente de que será difícil reverter a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL), o PT decidiu fazer campanha para deslegitimar a eventual vitória do oponente, qualificando-a como fraudulenta.

Editorial2: A ameaça de choques externos. O novo presidente terá de lidar com investidores inseguros e tensões comerciais.

Editorial3: Ainda as multas de trânsito. O velho problema das multas é complexo, abrange vários aspectos e é preciso cuidado.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Bolsonaro nega controlar uso ilegal de redes sociais. Candidato do PSL diz que ‘apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita’. Jair Bolsonaro (PSL) afirmou não ter controle sobre a compra de pacotes de mensagens de WhatsApp por empresas que disseminam conteúdo antipetista. A prática, ilegal, foi revelada pela Folha nesta quinta (18) e fez o PT ir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A ação pede a inelegibilidade de Bolsonaro por abuso de poder económico. “Eu não tenho controle se tem empresário simpático amim fazendo isso. Eu sei que fere a legislação, mas não tenho como saber e tomar providência”, declarou o deputado ao site Antagonista. Fernando Haddad (PT) defendeu a prisão dos empresários que financiaram a compra dos pacotes de mensagens. Para Gleisi Hoffmann, presidente da sigla, “isso mostra que a onda que se teve não foi de convencimento pelas causas, mas uma fábrica de mentiras”. Citado como um dos financiadores do esquema, Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, voltou a negar seu envolvimento no caso, criticou a Folha e prometeu processar o jornal. Presidente do TSE, Rosa Web er falará sobre o assunto nesta Sexta.

Bolsonaro pode ser punido se foi beneficiado por apoio ilegal de empresários, dizem especialistas. Investigação pode ocorrer se forem verificados indícios de abuso de poder; candidato diz que ‘não tem controle’ sobre o tema.

Mônica Bergamo: Escândalo do WhatsApp constrange o TSE.

Suspeita deve pairar sobre Bolsonaro após a eleição.

PAINEL: Artistas cobram posição de Rosa Weber.

Cabe ao TSE tomar as medidas, afirma Haddad.

Deputado mantém vantagem, mostra Datafolha. A nove dias do segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL) mantém vantagem confortável sobre Fernando Haddad (PT), segundo pesquisa concluída ontem pelo Datafolha. De acordo como instituto, o deputado tem 59% dos votos válidos, sem contar eleitores dispostos a votar em branco ou nulo, ou indecisos. O petista está com 41%. No levantamento anterior, realizado três dias após o primeiro turno, Bolsonaro tinha 58%, e Haddad, 42%. As oscilações estão dentro da margem de erro do estudo. O deputado segue em vantagem entre homens (65% a 35%). O candidato do PT só aparece à frente do adversário no Nordeste, com 63% contra 37%.

Análise – Mauro Paulino e Alessandro Janoni. Modelo emergente permitiu liderança a ‘defensor de ricos’.

Com exterior e rumor sobre BC, Bolsa cai e dólar acelera. Em dia negativo para o mercado financeiro no mundo, a Bolsa brasileira recuou acima de 2% e o dólar subiu mais de i%, fechando cotado a R$ 3,725. A alta da moeda se acentuou com a informação da agência Bloomberg de que Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, não pretende continuar no cargo em um eventual governo Bolsonaro.

Eleições 2018. França usa governo para inaugurar obra inacabada e equipamento já em uso.

Witzel se torna sócio de escritório de advocacia durante a campanha.

Tucanos não trabalharam, e derrota de Alckmin foi desastre, diz ACM Neto.

Ruy Castro: As fake news de hoje fedem à distância.

Presidente do PSL afirma que Bolsonaro optou por não ir aos debates.

Em SP, Doria tem 53% dos válidos, contra 47% de França. Pesquisa Datafolha mostra vantagem de João Doria (PSDB) sobre Márcio França (PSB) na corrida ao Governo de SP O tucano tem 53% dos votos válidos e seu oponente, 47%. A margem de erro é de dois pontos. Wilson Witzel está à frente de Eduardo Paes no RJ. Romeu Zema tem grande vantagem sobre Antonio Anastasia em MG. E Ibaneis Rocha supera, com folga, Rodrigo Rollemberg no DF.

Portugal suspende em SP pedidos de nacionalidade. O Consulado de Portugal em São Paulo anunciou a suspensão temporária de admissão de novos pedidos de nacionalidade na capital e em Santos, afirmando que o alto volume de solicitações criou uma sobrecarga nos órgãos.

Editorial1: Mentira que prolifera. Empresas gastam para disseminar mensagens contra o PT, revela a Folha.

Editorial2: Reacomodação geral. Só o tempo esclarecerá como a nova configuração política enfrentará graves problemas do país.

*Manchete e destaques da hora do jornal Valor Econômico*: Aumentam suspeitas sobre campanhas na rede social. Denúncia de que empresas estariam comprando pacotes de disparos em massa de mensagens no WhatsApp contra o PT, partido do presidenciável Fernando Haddad, aumentou a suspeita de que o uso das redes sociais para disseminar “fake news” está causando forte impacto na campanha eleitoral.

Ruído sobre saída de Ilan do BC afeta o mercado. O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, não recusou nem aceitou convite para permanecer no cargo, caso o candidato Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito. O ruído sobre a saída de Ilan, divulgada pela Bloomberg, afetou ontem o mercado.

“Ativismo judicial causa acirramento”. O ex-ministro do STF, Eros Grau, descreve o Brasil entre dois abismos. Diz que o resultado da eleição depende menos das figuras “explosiva” de Jair Bolsonaro e “correta” de Fernando Haddad e mais dos símbolos anticorrupção versus corrupção que representam.

Datafolha traz Bolsonaro 18 pontos à frente. Pesquisa Datafolha divulgada ontem mostrou Jair Bolsonora (PSL) e Fernando Haddad (PT) estáveis em relação à indicação de voto manifestada pelos eleitores na semana passada. Considerando-se os votos válidos, Bolsonaro variou de 58% para 59% das preferências e Haddad passou de 42% para 41%.

Artigo ‘Democracia iliberal’ é o risco do Brasil. O colapso do centro no Brasil faz parte de um fenômeno global, mas o que ocorrerá com o país? Aparentemente, enfrentará anos de conflitos políticos.

Duplicata eletrônica ativa crédito. A regulamentação da duplicata eletrônica, aprovada no Senado, é fundamental para tornar o sistema financeiro mais eficiente e reduzir o custo de crédito, disse o diretor de regulação do BC, Otavio Damaso.

Terapia para os planos de saúde. Com 47,3 milhões de usuários no Brasil, a saúde suplementar enfrenta uma série de problemas graves. Mais de 3 milhões de pessoas ficaram sem convênio médico nos últimos quatro anos, a maioria pela perda do emprego. Para os contratantes, os altos custos são as queixas mais frequentes.

Decisão no STF dificulta recuperação judicial. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aceitou reclamação da União contra acórdão da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná, que considerou ilegal a exigência de comprovação de regularidade fiscal para homologação do plano de recuperação.

Entrevista “O Judiciário virou parte do espetáculo”, afirma Eros Grau. Para ex-ministro, sociedade aceita mitigar democracia por mais ordem e menos corrupção.

Política externa sem rumo pode custar caro. Incertezas sobre os rumos da política externa brasileira, especialmente no caso de uma vitória de Jair Bolsonaro, preocupam. Políticas que isolem o Brasil terão impacto negativo na economia.

Editorial: Alguns esboços sobre o programa de Bolsonaro. Não será fácil lidar com um Congresso com 30 partidos. Nas questões macroeconômicas as bancadas racham em muitos pedaços, o que dificulta a coordenação.

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