Paulo Guedes fala em “meter a faca no Sistema S”

SINOPSE DE 18 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: ‘Tem que meter a faca no Sistema S’, diz Guedes. Futuro ministro da Economia quer reduzir em até 50% a verba das entidades. Em encontro com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que pretende reduzir em até 50% o financiamento do Sistema S, num ajuste em que as atividades seriam bancadas diretamente pelas empresas e, em contrapartida, haveria desoneração da folha de pagamentos. As alíquotas, hoje, variam de 0,2% a 2,5% sobre os salários dos empregados para manter as nove entidades do sistema, como Senai e Sesi. O ensino técnico seria repassado às empresas privadas.

Bolsonaro quer rever reserva indígena ‘mais rica do mundo. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou que tema a intenção de rever a situação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, demarcada há dez anos em um território de Roraima farto em minérios. “É a área mais rica do mundo”, disse ele, que propõe “integrar o índio à sociedade”.

Ideia de Bolsonaro de rever Raposa Serra da Sol é inconstitucional, dizem especialistas. Medida iria de encontro a decisão do STF, que confirmou demarcação, além de violar direito dos indígenas à terra.

‘Ver primeiro, depois julgar’. Crivella defende que Congresso libere cassino apenas em resorts. Prefeito do Rio conversou com o bilionário americano Sheldon Adelson, que tem interesse em investir no Brasil.

João de Deus. Denúncias de abuso sexual já passam de 500. Cresce número de relatos contra João de Deus, e defesa pede habeas corpus.

Hungria. Ativistas pedem, de Natal, a democracia. Opositores protestam contra nova lei de trabalho e acusam TV estatal de parcialidade.

Boeing paga mais para se associar à Embraer. A gigante americana da indústria de aviões vai pagar US$ 4,2 bilhões para ficar com 80% da empresa que será criada em associação com a Embraer, para atuar na área de aviação comercial. O valor é 10% maior que o acertado em julho, de US$ 3,8 bilhões, quando foi anunciado o negócio.

Toffoli quer julgar 127 ações travadas por pedidos de vista.

‘Secretário temporário’: Witzel recua e anuncia Roberto Motta para a Segurança até junho.

Chico Alencar: Mandato não é construção individual.

Bernardo Mello Franco: Índios têm direitos adquiridos. Para ex-presidente do Supremo, índios de Roraima têm direito adquirido sobre a Raposa Serra do Sol. ‘Depois que o Estado paga uma dívida histórica, ele não pode estornar o pagamento’.

Míriam Leitão: Mitos do negócio entre Boeing e Embraer. Mesmo depois de privatizada, a Embraer voou com a ajuda do Estado: só no BNDES foram US$ 22 bi para exportação e R$ 8 bi de outros financiamentos.

Marina Caruso: A estilista que assina os looks de Michelle Bolsonaro.

Editorial1: Expostas fraudes de gabinete no Legislativo. Caso de assessor de Flávio Bolsonaro chama a atenção para práticas a serem abolidas.

Editorial2: O poder paralelo das milícias, tão nocivas quanto o tráfico. Grilagem de terras e construção de imóveis estão entre os principais negócios dos grupos paramilitares.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Mesmo após reajuste, CNJ prevê R$ 4,3 mil de auxílio-moradia. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve aprovar hoje a retomada do pagamento de auxílio-moradia de até R$ 4.377,73 para juízes, com previsão de reajuste anual. A decisão deve ser seguida pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O “penduricalho” foi revogado no mês passado, em articulação em troca do aumento de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A volta do benefício será possível depois que o ministro do STF Luiz Fux repassou a decisão para os conselhos das classes. A nova proposta prevê normas mais rígidas para a concessão do auxílio. O valor só seria repassado a magistrados que atuem fora da comarca de origem, não tenham casa própria no novo local e mediante comprovante de despesa. Em 2017, o Judiciário gastou R$ 291 milhões com o benefício e o Ministério Público, R$ 108 milhões.

Guedes quer cortar metade dos repasses ao Sistema S. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, quer cortar pela metade os repasses para o Sistema S, comandado pelas confederações empresariais e que inclui Sesi, Sesc e Senac. As entidades são custeadas por impostos pagos pelas empresas. “Tem que meter a faca no Sistema S”, afirmou Guedes a empresários ontem.

Bolsonaro deve rever reserva indígena Raposa Serra do Sol. Jair Bolsonaro confirmou que sua equipe analisa a situação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, área de 1,7 milhão de hectares em Roraima. O território abriga reservas minerais e as terras são férteis. “É a área mais rica do mundo. Você tem como explorar de forma racional, e no lado dos índios dando royalties e integrando o índio à sociedade”, disse Bolsonaro.

Witzel recua e anuncia secretaria temporária de Segurança Pública

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro presta depoimento na quarta-feira

Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que é preciso dar um tempo a Bolsonaro: “Sou contra opiniões precipitadas. Minha torcida é a favor do Brasil”.

Temer e Bolsonaro podem dar aval conjunto à Embraer. O presidente Michel Temer recebeu documento com detalhes do acordo entre Boeing e Embraer. O negócio precisa da chancela do governo, dono de ação especial na companhia brasileira, para ser concluído. O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, disse que, se Michel Temer procurar Jair Bolsonaro para tratar do tema, o aval pode sair rapidamente.

MP abre 22 apurações com base em dados do Coaf.

Subprocuradora chefiará Secretaria de Justiça.

Uso de água no País deve crescer 24% até 2030

Eliane Cantanhêde: Na política externa, Bolsonaro poderá dar dupla canelada: rompimento de relações com Venezuela e Cuba.

Ana Carla Abrão: Desafio dos novos governadores está em desfazer o discurso de que o ajuste fiscal vem à custa da população.

Editorial1: Devagar, mas em movimento. O presidente Temer entregará ao sucessor uma economia em marcha lenta, mas em movimento e em condições de avançar mais velozmente, se o novo governo mantiver a confiança de dirigentes de empresas, consumidores e investidores.

Editorial2: Incongruências da Justiça. As garantias do Estado Democrático de Direito não conduzem à impunidade. O problema não é a lei, mas quem a aplica.

Editorial3: Descuido com os alunos. Os 3,5 milhões de alunos das escolas públicas de São Paulo correm o risco de começar o ano letivo sem material escolar. Não faltam às autoridades responsáveis explicações de natureza técnica ou jurídica para o despropósito. Mas é inaceitável que o Estado mais rico do País não seja capaz de planejar suas ações sendo conhecida de antemão toda a burocracia que deve ser superada para que a população seja atendida em suas necessidades mais prementes.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Acerto Boeing-Embraer vai criar duas novas empresas. Americanos pagarão US$ 400 mi a mais que previsto; governo precisa dar aval. Após um ano de negociação sob forte influência política, Boeing e Embraer fecharam os termos da venda da área de aviação civil da empresa brasileira para a americana. Será criada uma nova companhia, no valor de US$ 5,26 bilhões (R$ 20,5 bilhões). Os americanos pagarão aos brasileiros US$ 4,2 bi, US$ 400 milhões a mais do que o previsto, por 80% do controle da nova empresa. Também será criada uma joint-venture, comparticipação brasileira de 51%, para a venda do cargueiro KC-390. O acerto ainda precisa do aval do governo brasileiro — o processo deve terminar só na gestão Bolsonaro. Embora a fabricante brasileira tenha sido privatizada em 1994, o governo detém uma ação especial que lhe permite vetar negócios. Os americanos queriam comprar toda a Embraer, inclusive aparte que cuida da defesa, o que não foi aceito pelos militares brasileiros. As ações da companhia nacional dispararam após o anúncio, fechando o dia com alta de 3,09%.

Maior parte das denúncias contra João de Deus expirou. Segundo a delegada Karla Fernandes, responsável pelas denúncias contra o médium joão de Deus, em Goiânia, a maioria dos casos sob sua análise ultrapassou o prazo para denúncia, que era de até seis meses para violação sexual mediante fraude. Desde setembro, o crime é imprescritível, mas alei não retroage.

Prefeitura estuda abrandar reforma da Previdência. Mudança, que sofre resistência dos servidores, visa garantir recursos para os próximos anos de Bruno Covas (PSDB) à frente da Prefeitura de São Paulo. Medida deve ser votada na Câmara em dois turnos ainda neste ano.

Sem santo no palácio. Futura primeira-dama, a evangélica Michelle Bolsonaro solicitou a retirada de obras sacras do Palácio da Alvorada. Elas serão transferidas para o Palácio do Jaburu, residência do vice Hamilton Mourão

Editorial1: Máquina engessada. Há dúvidas sobre a disposição de Bolsonaro de fazer reforma da administração pública.

Editorial2: Terrorista-fetiche. Destino de Cesare Battisti assumiu relevo descabido no debate nacional.

 

Manchete do jornal Valor Econômico: Decisão sobre a Embraer deve ficar para Bolsonaro. Depois de cinco meses de negociações, foi fechado o acordo entre Boeing e Embraer, pelo qual a gigante americana deve adquirir o controle da brasileira por US$ 4,2 bilhões.

Raposa do Sol será revista, diz presidente eleito. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou que a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, será revista. Conforme antecipou o Valor, a equipe de transição prepara decreto nesse sentido.

‘Tem que meter a faca no Sistema S’. O economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, defendeu ontem corte nos recursos do Sistema S (Senai, Sesc, Sesi etc). As entidades recebem cerca de R$ 17 bilhões por ano em repasses da Receita Federal e R$ 2 bilhões diretamente das empresas.

Desempenho na bolsa revela otimismo com setor doméstico. Ações da empresas voltadas para o mercado doméstico apresentaram desempenho muito melhor que as ligadas ao comércio internacional no período pós-eleições, desde outubro.

Empregos só voltarão com o crescimento. O governo que toma posse em 1º de janeiro herda um país com 12 milhões de desempregados. As soluções apontadas para esse problema pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, e sua equipe vão na direção de maior flexibilização das leis trabalhistas, que em tese facilitaria a contratação de empregados.

Reforma da Previdência deve ser feita de uma vez, diz Maia. Para presidente da Câmara fatiamento enfraquece mudança. Prioridade da semana é votar Lei Orçamentária.

FHC fala em fim de ciclo iniciado em 1988. Ex-presidente tem dúvidas se o futuro presidente conseguirá iniciar um novo

Transição. Bolsonaristas fecham o cerco a Renan Calheiros. Estratégia visa evitar que emedebista dispute comando do Senado.

Moro conclui equipe com Maria Hilda Marsiaj.

As engrenagens do protecionismo. Governo Temer cedeu à pressão de setores do empresariado.

CNJ deve manter auxílio-moradia, mesmo após reajuste do Judiciário. Teto para o ressarcimento será de R$ 4.377,73 – o mesmo montante pago atualmente.

Ação sobre WhatsApp deve ser arquivada.

Relatório do Coaf leva MP-RJ a instaurar 22 investigações.

Supremo julgará prisão em 2ª instância em abril.

Editorial: Aquecimento global exige metas mais ousadas das CoPs. O Brasil foi um grande protagonista das conferências da ONU, mas tornou-se objeto de desconfiança pós o presidente eleito ter declinado de sediar a próxima CoP

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