Para Bolsonaro, idade mínima de aposentadoria para homens deve ser 65 anos e para mulheres, 62

SINOPSE NACIONAL DE 15 DE FEVEREIRO DE 2019

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Bolsonaro decide: idade mínima será de 65 e 62 anos. Regra vale para setor privado e servidores, em transição de 12 anos. INSS terá três opções de acesso à aposentadoria. O presidente Jair Bolsonaro decidiu, após reunião com os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil), que a idade mínima de aposentadoria será de 65 anos para homens e de 62 para mulheres, para o setor privado (INSS) e servidores públicos, com transição de 12 anos. O texto final da proposta, que irá ao Congresso, terá três opções para pedir aposentadoria ao INSS: idade mínima, tempo de contribuição e pontuação (idade mais tempo). O presidente falará à nação, semana que vem,para apresentara “Nova Previdência”, que deve gerar economia aos cofres públicos entre R$ 800 bilhões e R$ 1 trilhão em dez anos.

MERVAL PEREIRA: Filho falar à nação via Twitter em nome de Bolsonaro é grave.

Bebianno, em xeque, recebe apoio de políticos e alas do governo. Militares, equipe econômica e o presidente da Câmara defendem permanência de ministro no Planalto. Desgastado após ser chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro e ter sua permanência no governo colocada em dúvida pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, recebeu o apoio de integrantes da equipe econômica e de militares, de parlamentares do PSL, seu partido, e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. “Se ele está com problema, deve comandar a solução, e não misturar a família, porque isso gera insegurança”, disse Maia à Globo-News. Para ele, a queda do ministro atrapalharia a reforma da Previdência.

A 1ª vez do ministro do Meio Ambiente na Amazônia. Após provocar polêmica ao afirmar que jamais visitara a Amazônia e questionar a importância de Chico Mendes, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, posou com índios parecis numa aldeia em Campo Novo do Parecis (MT). A região, segundo o IBGE, integra a Amazônia Legal. Portanto, Salles foi à Amazônia.

Editorial1: Parente em Palácio é alto risco de crise. Como se previa, filhos de Bolsonaro causam mais prejuízos à imagem do governo do que toda a oposição.

Editorial2: Transferência de chefes de facção sinaliza enfrentamento do crime. Decisão, acertada, já deveria ter sido tomada pelos governos. Espera-se que não haja recuos.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Bolsonaro propõe 62 e 65 anos como idades de aposentadoria. Idade mínima para mulheres e homens, respectivamente, é um dos itens da proposta que governo enviará ao Congresso. A proposta de reforma da Previdência que o governo vai apresentar ao Congresso prevê idade mínima para aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, após um período de até 12 anos de transição. A fórmula, acertada ontem entre o ministro Paulo Guedes (Economia) e o presidente Jair Bolsonaro, traz perspectiva de economia de R$ 1,1 trilhão para o governo em 10 anos e é um meio-termo entre o que cada um queria. Guedes preferia idade mínima de 65 anos para homens e mulheres. Já Bolsonaro teve atendido o pedido para que ao final do seu mandato, em 2022, a idade de aposentadoria seja de 61,5 anos (homens) e 57,5 anos (mulheres). Pela tabela de transição apresentada ao presidente, as idades mínimas finais seriam atingidas em 2029 para homens (65 anos) e em 2031 (62) para mulheres. Entre os servidores públicos, sem a reforma, nove em cada dez trabalhadores do Executivo federal que poderão pedir aposentadoria em 2019 e 2020 terão benefício integral e reajustes iguais aos da ativa. Após passar a maior parte do dia em baixa, a Bolsa fechou em alta de 2,27%.

Hélio Zylberstajn: Os que se aposentam precocemente terão de adiar, e os que já se aposentam tarde não precisarão postergar. Do ponto de vista de justiça social, proposta é inatacável.

João Domingos: No momento, a situação não é normal. O governo não tem base no Congresso com número suficiente para aprovar a reforma da Previdência e enfrenta crise atrás de crise.

Militares e Maia agem em socorro de Bebianno. Após a polêmica criada por Carlos Bolsonaro, ministros saíram em defesa da permanência de Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência). O núcleo militar escalou o general Santos Cruz (Secretaria de Governo) para que alerte Jair Bolsonaro sobre os riscos que as polêmicas envolvendo seus filhos geram para a governabilidade. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu declarações em defesa de Bebianno, que, ontem, continuava no cargo, mas não havia sido recebido pelo presidente.

Chefe do PSL usou verba em empresa do filho. Presidente do PSL, partido de Bolsonaro, o deputado federal Luciano Bivar (PE) gastou R$ 250 mil do Fundo Partidário com a empresa Nox Entretenimentos, de seu filho Cristiano Bivar, na campanha de 2018, informa Fabio Serapião. A ação está na mira da Procuradoria Eleitoral de Pernambuco. Luciano Bivar afirmou que a contratação da Nox “se deveu ao fato de ela ter oferecido o menor preço para produzir os vídeos da campanha” e que “há contrato e notas fiscais”.

‘Vale é uma joia e não pode ser condenada’. O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse ontem que a empresa é uma “joia brasileira” e não pode ser condenada pelo que chamou de acidente em Brumadinho – que deixou 166 mortos e 155 desaparecidos. Ele, no entanto, reconheceu que o sistema de monitoramento tem falhas e será revisado.

Eliane Cantanhêde: Algumas conclusões: 1. O problema não foi Carlos, foi Jair; 2. Bebianno está frito, mas também tem óleo na frigideira.

Celso Ming: Governo terá de mudar o pagamento direto das contribuições ao Sistema S pelas empresas, que não passa pela Receita.

Editorial1: ‘Filhocracia’. É lícito supor que, em momentos de crise – e o que não falta nesse governo recém-inaugurado é crise –, será aos filhos que Jair Bolsonaro dará ouvidos, e não a seus auxiliares.

Editorial2: Um legado para ser mantido. Inflação baixa é conquista para ser administrada e preservada com muito empenho.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Projeto do governo é propor 62 e 65 como idades mínimas. Bolsonaro define limite, com transição de 12 anos, e planeja pronunciamento para a próxima quarta. Jair Bolsonaro (PSL), em reunião com a equipe econômica, definiu que sua reforma da Previdência estabelecerá idades mínimas de 62 anos para mulheres e 65 para homens. E que o período de transição do sistema atual para o novo será de 12 anos. Segundo o secretário de Previdência, Rogério Marinho, a equipe defendeu 65 anos para todos e transição de 10. “O presidente entende as condições da economia. Ele fez a distinção dos gêneros. E nós conseguimos encurtar a transição”, disse. Marinho ponderou que o texto, a ser enviado na próxima quarta-feira (20) ao Congresso, ainda pode sofrer alterações. A ideia é que Bolsonaro assine o projeto e faça pronunciamento em cadeia de rádio e TV para explicar detalhes da proposta. Líderes de partidos favoráveis à reforma afirmaram que a PEC enfrentará resistência na Câmara. “Com certeza não vai ficar nisso, eles colocaram para cima para negociar, e nós vamos colocar para baixo”, declarou o líder do PR, José Rocha (BA). A Bolsa em S ão Paulo avançou logo após o anúncio e fechou o dia em alta de 2,27%. Para especialistas, a transição anunciada é mais dura que a de outros planos discutidos, especialmente para quem começou a contribuir mais cedo.

Por reforma, militares e Maia protegem Bebianno. O fantasma de uma crise política fora de controle e que ameace a tramitação da reforma da Previdência motivou tentativa de evitar a saída de Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) do governo. A operação foi capitaneada pela ala militar da gestão Bolsonaro, que agiu por conta própria, e pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acionado de madrugada pelo ministro. Como revelou a Folha, o PSL, partido do presidente e que Bebianno dirigia nas eleições de 2018, patrocinou com verba pública candidatas com votação mínima e indícios de serem laranjas. A crise foi agravada na quarta-feira, quando Carlos Bolsonaro chamou Bebianno de mentiroso em redes sociais e foi endossado pelo presidente, que compartilhou as mensagens do filho. “Vamos pacificar isso”, sinalizou à Folha o vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB). Bebianno, porém, não compareceu a reunião em que conversaria com os militares.

Schvartsman diz que Vale não pode ser condenada. Em depoimento a comissão da Câmara dos Deputados, o presidente da Vale disse que a mineradora é uma“joia” e “não pode ser condenada por um acidente, por maior que tenha sido a tragédia”.

Sérgio Rodrigues: Porque laranja é gíria político-polícial?

Não criminalizar homofobia é omissão, diz decano do STF.

Editorial1: Cerco às facções. Transferência renova esperanças de que o Estado combata o crime de forma mais articulada.

Editorial2: Leite derramado. Decepciona o recuo na decisão de reduzir tarifas que oneram a importação do produto.

Manchete do jornal Valor Econômico: Estados taxam agronegócio para enfrentar crise fiscal. Parte do rombo nas finanças dos Estados pode vir a ser paga pelo setor agropecuário, o que mais cresce na economia brasileira. Governadores alegam que a situação fiscal foi agravada pela falta de repasses da União referentes à compensação, prevista na Lei Kandir, de parte do ICMS não cobrado nas exportações.

Banco privado lidera oferta de empréstimos. A concessão de crédito a empresas e pessoas físicas tem crescido de forma mais rápida entre os bancos privados. Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil (BB) fecharam 2018 com estoque de empréstimos de R$ 2,2 trilhões, alta de 5,97% ante 2017.

A diversidade de um contador de histórias. Aos 63 anos, Cássio Casseb, um dos executivos mais conhecidos do país, ex-presidente do Banco do Brasil, atua em um grupo que oferece mentoria a mulheres para assumirem postos em conselhos de empresas.

Bolsonaro define ‘idades mínimas’. O presidente Jair Bolsonaro decidiu que o texto da reforma da Previdência a ser enviado ao Congresso vai estabelecer idade mínima de 65 anos para a aposentadoria dos homens e de 62 anos para as mulheres.

Militares são moderadores na crise do PSL. A cúpula militar interveio na crise envolvendo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, como um “poder moderador”. A ideia é impedir que uma “filhocracia”, com o presidente da República sujeito à instabilidade familiar, possa pôr em risco a credibilidade do governo.

Airbus para de produzir o gigante A380. A Airbus decidiu parar de fabricar o A380, jato para 800 passageiros, a partir de 2021, após 12 anos em serviço. A decisão foi tomada depois que o maior cliente, a Emirates, reduziu seu pedido atual de 53 para 14 unidades do avião. Cerca de 3.500 empregos, a maioria em Toulouse, na França, serão extintos.

Tarpon fecha capital e entrega retorno baixo para investidor. A gestora Tarpon está encerrando seu ciclo como empresa de capital aberto, preparando oferta pública de aquisição ao preço de R$ 1,09 por ação.

Em festa de gala, Macron frusta montadoras. O presidente da França, Emmanuel Macron, convidado de honra na festa de gala de quarta-feira no elegante Pavillon Cambon, frustrou os anfitriões. Macron preparou-se justamente para defender o carro elétrico e anunciou programas para fazer da França uma referência na eletrificação de veículos.

Populismo alimenta onda de irracionalismo. Movimento de aversão à razão é estimulada pela desinformação e pelo populismo e está tendo impacto na política e na economia pelo mundo.

Editorial: Impasse nas negociações entre EUA e China vai longe. É difícil que uma guerra tarifária possa demover os chineses.

Receba todas as novidades do Anexo6diretamente em seu email


Deixe um comentário

avatar
  Inscreva-se  
Notifique-me de
Fechar Menu