Ouro no futebol e recorde de medalhas

Crédito: CBF

Acabou a espera! Com direito à prorrogação e pênaltis, a Seleção Brasileira superou a Alemanha e ficou com a inédita medalha de ouro olímpica no futebol masculino. A conquista permite ao Brasil atingir o recorde de medalhas de ouro em Olimpíadas (6), e, ainda, do total de medalhas conquistadas (18). Para hoje, mais uma medalha será acrescentada ao quadro brasileiro, no Vôlei Masculino, não se sabendo, ainda se é ouro ou prata.

Após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis e o time canarinho, contando com a grande defesa do goleiro Weverton na última cobrança dos adversários e gol de Neymar em seguida, venceu por 5 a 4. Com a conquista da única competição que ainda não tinha, a “Terra adorada”, que “Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó pátria amada”, pode ser chamada também de terra dourada. Com o apoio de toda esta “gente bronzeada” na arquibancada do Maracanã, a garotada brasileira conseguiu “mostrar o seu valor” na Rio 2016 e subiu ao lugar mais alto do pódio na noite deste sábado (20).

O JOGO

O duelo entre Brasil e Alemanha começou bastante equilibrado. Com qualidade na marcação, o time alemão dava pouco espaço e dificultava a criação do time canarinho. A primeira boa chance do jogo foi dos visitantes. Aos dez minutos, Brandt arriscou de longe e acertou o travessão. A Seleção Brasileira não se assustou e respondeu pouco depois, três minutos mais tarde, com chute cruzado de Luan que foi interceptado por Süle. O time do técnico Rogério Micale seguiu pressionando e, aos 26, conseguiu chegar ao primeiro gol, através da bola parada. Com uma cobrança de falta espetacular, Neymar acertou o ângulo e balançou a rede. O equilíbrio continuou até o fim do primeiro tempo e, apesar de duas boas chegadas dos adversários que pararam no travessão, o Brasil seguiu com boa postura e criando oportunidades.

Na etapa final, mesmo em vantagem, o Brasil seguiu atacando e chegou bem duas vezes, aos sete e aos dez minutos, ambas com Gabriel. Mas foi a Alemanha quem conseguiu balançar a rede. Aos 13, Toljan cruzou à meia altura e Meyer bateu de primeira para o fundo da rede. O time canarinho não se abateu e, seis minutos mais tarde, quase marcou o segundo com Gabriel Jesus, após boa jogada de Renato Augusto. A partir dos 30, os alemães adotaram uma postura mais fechada e a Seleção Brasileira foi só pressão. Quando o relógio do árbitro marcava 32, Felipe Anderson recebeu de Neymar em ótimas condições, mas acabou sendo travado antes da finalização. No minuto seguinte, o camisa 10 fez linda jogada e bateu para fora, assustando o goleiro Horn. Apesar da insistência, nada de gols.

A PRORROGAÇÃO

Nos primeiros 15 minutos da prorrogação, houve poucas chances para os dois lados. O Brasil teve a primeira, aos dois minutos. Gabriel Jesus recebeu na frente e, ao driblar o marcador, acabou deixando a bola escapar e perdendo boa chance de finalização. Quatro minutos depois, Douglas Santos lançou Luan nas costas da marcação, o atacante conseguiu o domínio, mas bateu prensado. A única chegada alemã veio no lance seguinte. Petersen fez boa jogada, Brandt apareceu bem na área e bateu por cima do travessão.

No segundo tempo da prorrogação, a Seleção Brasileira criou todas as chances de gol. A primeira foi logo no primeiro minuto, com Felipe Anderson. O camisa 17 recebeu na frente de Neymar, invadiu a área e tocou rasteiro. O goleiro Horn fez grande defesa e salvou a Alemanha. Aos 12, Neymar encontrou Rafinha na frente, o camisa 8 bateu de primeira, mas esbarrou na defesa alemã e a decisão foi para os pênaltis.

Nas penalidades, o Brasil deu um show de preparo técnico e psicológico, acertando todas as cinco cobranças, e, com a estrela e do goleiro Weverton, que defendeu a última cobrança dos alemães, brilhando, venceu por 5 a 4 com Neymar encerrando os arremates com gol.

Com essa conquista, a recheada galeria de glórias da Seleção Brasileira fica com ainda mais brilho. A Amarelinha, que também recebe um tom de dourado, passa a representar o futebol pentacampeão mundial e, agora, também olímpico.

Brasil: Weverton; Zeca, Rodrigo Caio, Marquinhos e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Luan, Gabriel (Felipe Anderson), Gabriel Jesus (Rafinha) e Neymar.

Redação, com informações a CBF

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