“Os desafios de moro. organizadas em presídios, facções estão em guerra em 14 estados”, avalia O Globo. “Equipe de Temer pede reforma da Previdência para socorrer Estados”, conta o Estadão. “Bolsonaro não é a volta dos militares, afirma Villas Bôas”, destaca a Folha.

_SINOPSE NACIONAL DE 11 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho

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*Manchete e destaques do jornal O Globo*: OS DESAFIOS DE MORO. ORGANIZADAS EM PRESÍDIOS, FACÇÕES ESTÃO EM GUERRA EM 14 ESTADOS. A crise que Sergio Moro terá pela frente ao assumir o futuro Ministério da Justiça e Segurança Pública tem raízes nos presídios em que se organizam as 70 facções que controlam o crime nas ruas das cidades. Em 14 estados, grupos em guerra aterrorizam a população. Somam-se a isso as fronteiras vulneráveis, por onde passam armas e drogas, e mais de 63 mil homicídios em 2017, a esmagadora maioria sem solução.

Senado se articula para conter pautas mais polêmicas. Novo presidente espera ainda que governadores enquadrem deputados. Senadores de diversos partidos já se articulam para tentar barrar propostas do próximo governo que consideram mais polêmicas, como a liberação do porte de armas. A negociação passa pela escolha do próximo presidente do Senado, que deve ter perfil moderado, sem alinhamento automático com Jair Bolsonaro.

Mudanças no ensino à base só de uma ‘canetada’. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, que defende mudanças no sistema de ensino, terá ao alcance várias medidas para a área que não precisam passar pelo Congresso. Entre outras prerrogativas, ele poderá orientar conteúdo de livros didático sedo Enem e alterar critério de distribuição de recursos às universidades. “Noventa por cento do que eu quero fazer passa pelo Parlamento, 10% apenas por uma caneta presidencial”, afirmou Jair Bolsonaro em sua primeira entrevista na televisão após ser eleito. Apesar da declaração, o poder do próximo presidente de fazer mudanças por conta própria não é tão limitado assim.

Mal no Ideb, escolas sofrem com falta de estrutura. Uma em cada quatro unidades da rede estadual não tem biblioteca, e levantamento dos Ministérios Públicos federal e do Rio, realizado no ano passado, mostra que 64% dos colégios precisam de reforma.

Presidente eleito diz que vetaria aumento ao STF. Bolsonaro defende que medida aprovada pelo Congresso não seja sancionada por Michel Temer. Sobre reforma da Previdência, ele diz que é ‘absurdo’ aumentar percentual de contribuição dos servidores.

Processos da Lava-Jato no STF estão em queda. Renovação no Congresso, combinada ao desfecho de algumas investigações, determina queda significativa de processos relacionados à operação; apenas 28% do total de ações devem continuar na Suprema Corte.

Lauro Jardim: Más notícias da Lava-Jato aguardam Pezão. A Mendes Júnior voltou a negociar uma delação premiada com a Lava-Jato.

Merval Pereira: PSDB vê a ‘maior derrota’ e risco de ser dizimado. Há duas semanas, os líderes do PSDB têm em mãos um diagnóstico sobre o que provocou sua derrota, e o que fazer para dar a volta por cima depois da eleição geral deste ano que provocou uma ruptura do sistema político-partidário como nós o conhecemos há 25 anos pelo menos.

Ascânio Seleme: Nos próximos quatro anos, Bolsonaro vai ganhar um bom número de causas e perder outro tanto. Será fundamental ao novo presidente saber perder. A derrota pode ser dura e difícil, mas terá de ser engolida e digerida pelo novo presidente. Só assim poderá mostrar grandeza e exercer bem o cargo que o brasileiro lhe confiou. Um presidente não pode tudo, perder faz parte da sua rotina. Até sexta-feira, a primeira derrota tinha sido bem deglutida.

Míriam Leitão: Urnas nos EUA deram o recado: este é o século da diversidade. O que houve de mais importante na eleição americana foi a vitória da diversidade. Em um governo hostil às diferenças, dirigido por um presidente intolerante com os imigrantes, o voto trouxe para a cena política pessoas de origens, religiões, orientação sexual, idades diferentes entre si. O recado que ficou é que o futuro inevitável é o do alargamento da representação política porque todas as vozes querem ser ouvidas e é isso que fortalece a democracia.

TRAGÉDIA. DESLIZAMENTO MATA 10. Uma rocha deslizou e destruiu oito imóveis no Morro da Boa Esperança, em Piratininga, Niterói, deixando ao menos dez mortos, entre eles idosos e duas crianças, uma de 9 anos e outra de 8 meses. O irmão da bebê tinha comemorado 3 anos horas antes e é um dos feridos em estado grave.

Perigo foi apontado por estudo feito há dez anos. Levantamento de especialistas da UFF mostra que todas as comunidades de Niterói localizadas em morros correm risco quando volume de chuva chega a 41 milímetros em 24 horas. Índice registrado na região três dias atrás foi duas vezes maior.

Cem anos após o fim da Primeira Guerra, armas químicas ainda aterrorizam. De uso disseminado na Primeira Guerra e hoje proibidas, armas químicas foram empregadas na Síria; Rússia é acusada de usar.

Descontos fazem preços de remédios variarem mais de 150% no Rio. Para economizar, a orientação dos especialistas é negociar e checar os diferentes descontos em farmácias.

Resultado de eleição reforça posição de Trump em busca de novo mandato. Presidente sai da eleição forte no partido e em redutos fiéis, o que o favorece em 2020.

Editorial1: Crise nos estados pode surpreender novos governantes. Eleitos precisam manter foco na realização dos ajustes fiscais e das reformas estruturais.

Editorial2: Impasses ajudam a impunidade no assassinato de Marielle e Anderson. É frustrante que, quase oito meses depois do crime, ainda se discuta se investigações estão no rumo certo.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Equipe de Temer pede reforma da Previdência para socorrer Estados. Estratégia a ser sugerida a Bolsonaro é argumentar que ajuda financeira aos novos governadores só terá efeito se contas estaduais ficarem equilibradas.

Centro tenta se agrupar após derrota nas urnas. Partidos. Lideranças iniciam conversas que podem resultar em novas composições; no campo da esquerda, legendas ainda têm tarefa de sobreviver à cláusula de barreira.

Plano. “O PSDB deve se articular e ser parte de um centro democrático mais consistente” Alberto Goldman, ex-governador de SP.

‘Frente cívica’ deixa de lado temas como ‘Lula Livre’. Para atrair adesão de ‘centro democrático’, grupo propõe concentrar críticas à atuação de Bolsonaro na Presidência.

Novo governo herda projetos de R$ 32,5 bilhões. Documentos repassados por Temer para a equipe de transição de Bolsonaro mostram o que foi priorizado na reta final da administração.

‘Decisão do STF é alerta para os tirânicos’. Entrevista. Manuel Alceu Affonso Ferreira, advogado. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou censura imposta ao Estado deve “servir de alerta para aqueles que têm pendores tirânicos”, afirmou o advogado do Grupo Estado, Manuel Alceu Affonso Ferreira. O jornal estava proibido de publicar informações da Operação Boi Barrica envolvendo Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney (MDB), desde 2009.

Primeira Guerra Mundial. No centenário do fim do conflito, filmes e livros fazem reflexão sobre o horror.

Vera Magalhães: A transição de governo está se encarregando de dar a Jair Bolsonaro e sua equipe, todos inexperientes em gestão pública, um choque de realidade. A semana em que Paulo Guedes ameaçou dar uma “prensa” no Congresso termina com a velha política, governos de outros países, as corporações e o mesmo parlamento mostrando os dentes de volta e deixando claro que existe um fosso entre retórica de campanha e os desafios de governar um País tão complexo quanto o Brasil.

Eliane Catanhêde: Com a troca de poder, do PT para Jair Bolsonaro, muda a situação do italiano Battisti.

Subúrbios dos EUA são desafio a Trump. Reversão. Em subúrbios de classe média que deram ampla vantagem ao presidente americano na eleição de 2016, a mobilização democrata, especialmente do eleitorado feminino, permitiu à oposição retomar a Câmara e ganhar ânimo para a sucessão em 2020.

Deslizamento deixa dez mortos em Niterói. Após chuva forte e desmoronamento, houve também pelo menos 11 feridos; duas crianças e um bebê de 10 meses estão entre as vítimas.

Comércio economiza R$ 1 bi com reforma. Estudo da CNC considera ganhos obtidos com a queda do número de processos trabalhistas na Justiça; novas regras que mudaram a CLT entraram em vigor há exatamente um ano.

Inteligência artificial já faz trabalho criativo. Com uso de bibliotecas de dados, máquinas criam de obras de arte a perfumes; para especialistas, porém, elas não substituirão humanos.

Enem terá Matemática e Ciências no 2º dia. Cerca de 4 milhões de estudantes participam hoje do 2.º dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Neste ano, candidatos têm 30 minutos a mais no 2.º dia de prova. Serão cinco horas para responder questões de Matemática e de Ciências da Natureza, que incluem Biologia, Física e Química.

Coluna do Estadão: Em 16 anos na Câmara, Onyx aprovou 2 projetos. Escalado para ser o articulador político de Jair Bolsonaro, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) não conseguiu aprovar nenhum projeto de autoria própria ao longo de seus 16 anos como parlamentar. Seu nome aparece como coautor de duas propostas que conseguiram ser aprovadas pela Câmara e Senado. A primeira, assinada ao lado de oito colegas, determina que os repasses do fundo partidário sejam proporcionais ao tamanho das bancadas eleitas. A segunda cria o Vale Cultura e é assinada por 63 colegas, entre eles, Manuela d’Ávila (PCdoB-RS).

Editorial1: As razões para o veto. Além do descaso com as finanças públicas, o reajuste de 16,38% para os ministros do STF fere a Constituição.

Editorial2: Calamidade crônica. A pessoas desvalorizam os professores porque ganham pouco e eles recebem pouco porque não são valorizados pelas políticas públicas.

Editorial3: Os frutos do saneamento. Estudo mostra como os serviços de água e esgoto produzem ganhos econômicos e sociais.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*:  Bolsonaro não é a volta dos militares, afirma Villas Bôas. Segundo chefe do Exército, eleito é ‘muito mais um político’ mas influência sobre quartéis preocupa. A chegada do capitão reformado Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência não representa a volta dos militares ao comando do país, afirma o general Eduardo Villas Bôas, 67, comandante do Exército, em entrevista a Igor Gielow. “A imagem dele como militar vem de fora. Ele é muito mais um político”, diz. “Estamos tratando com muito cuidado essa interpretação de que a eleição representa a volta dos militares ao poder. Absolutamente não é.” Para ele, o Exército se preocupa, contudo, com o risco de politização dos quartéis. Por isso, pretende estabelecer uma linha divisória entre instituição e governo. “Militares foram eleitos, outros fazem parte da equipe dele [Bolsonaro], mas institucionalmente há a separação. Estamos trabalhando para caracterizar isso, evitar que a política entre novamente nos quartéis.” Sobre texto na véspera do julgamento de habeas corpus do ex-presidente Lula no STF, na qual repudiava a impunidade, diz que agiu “no limite”. “A coisa poderia fugir ao nosso controle se não me expressasse.”

Janio de Freitas: Será crucial desvendar quanto os militares estarão dispostos a proteger Bolsonaro.

Jorge Coli: Ataques nominais de Bolsonaro a professores têm peso enorme.

Carteira verde e amarela de Guedes reduz direitos de novos trabalhadores. Com a extinção do Ministério do Trabalho, o futuro superministro da Economia, Paulo Guedes, deve dar curso ao processo de troca da carteira de trabalho azul pela verde e amarela, uma promessa de campanha. O governo eleito pretende flexibilizar os contratos, com a tese de que o menor engessamento vai ampliar a geração de empregos. Críticos, no entanto, preveem esvaziamento da CLT. Na carteira verde e amarela, o trabalhador teria acesso apenas a direitos previstos na Constituição, como férias remuneradas, 13ºsalário e FGTS. Ela também seria porta de entrada para o regime de previdência em que a aposentadoria é resultado do que o trabalhador poupou.

Mercado Aberto: Entidades querem aprovar projetos antes de Bolsonaro. Setores preveem que temas específicos poderão não ser prioridade pós Temer.

Painel: Encerrada a primeira semana de trabalho em Brasília, a equipe de Jair Bolsonaro concluiu que não pode mais ser surpreendida por iniciativas que elevem os gastos do governo a partir do ano que vem. Logo após o Congresso aprovar o aumento salarial dos juízes e a renovação de incentivos fiscais da indústria automobilística, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu um pente-fino nas propostas em andamento na Câmara e no Senado, para não ser apanhado desprevenido de novo.

Painel: Sem conversa. Na quarta (7), quando a Câmara aprovou os incentivos do setor automotivo, um deputado veterano notou que não havia ninguém no plenário que falasse em nome de Bolsonaro e pudesse impedir a passagem do projeto. Segundo projeções da Receita Federal, o governo abrirá mão de R$ 3,7 bilhões em receitas nos próximos dois anos com o programa das montadoras. O aumento do Judiciário representará para a União gastos adicionais de R$ 1,7 bilhão em 2019.

Enquanto se debate idade penal, morte de jovens é recorde. O debate sobre redução da maioridade penal, que deve se ampliar no governo Bolsonaro, ocorre em momento de recorde de jovens de 10 a 19 anos vítimas da violência. Em 2016, a taxa dos que morreram assassinados foi de 32,2 para cada 100 mil.

Deslizamento em Niterói deixa pelo menos 10 mortos. Ao menos dez pessoas morreram após deslizamento no morro da Boa Esperança, em Niterói (RJ). Uma pedra atingiu de cinco a sete casas, informaram os bombeiros. Segundo a prefeitura, não havia “alto risco geológico” na região.

Elio Gaspari: Oportunistas, livreiros querem tungar os leitores.

Desmatamento na Amazônia explode durante eleições. Crescimento foi de 48,8% de agosto a outubro; maior desmate foi entre AC e AM.

Editorial1: De juiz a ministro. Sergio Moro precisará evitar que o combate à corrupção não atropele a impessoalidade da máquina policial.

Editorial2: Astronauta na Esplanada. Formação técnica e acadêmica de Marcos Pontes parece adequar-se bem às exigências da função.

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