Operações contra a corrupção viram destaque na mídia

SINOPSE NACIONAL DE 09 DE NOVEMBRO DE 2018 Edição: Sérgio Botêlho  *_JORNAIS_*: *Manchete e destaques do jornal O Globo*: Corrupção até na hora de salvar o Rio. Lava-Jato revela
Primeira Hora – Anexo 6

SINOPSE NACIONAL DE 09 DE NOVEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Corrupção até na hora de salvar o Rio. Lava-Jato revela ‘mensalinho da Alerj’, que pode ter influenciado as votações da recuperação fiscal. A força-tarefa da Operação Lava-Jato no Rio revelou ontem, com a Operação Furna da Onça, um esquema de cobrança de propina na Assembleia Legislativa do Rio suspeito de ter influenciado votações importantes como a do aumento da contribuição previdenciária dos servidores, uma das contrapartidas para o acordo de recuperação fiscal do estado acertado com a União. O grupo de deputados que recebia o “mensalinho da Alerj”, que chegou a R$ 54,5 milhões de 2011 a 2014, votava a favor dos interesses do ex-governador Sérgio Cabral e do ex-presidente da Alerj Jorge Picciani. Foram decretadas as prisões de dez deputados, sendo que três, inclusive Picciani, já estão presos; de Affonso Monnerat, secretário de Governo do governador Pezão; do atual presidente do Detran e de seu antecessor; e de mais oito assessores. O procurador regional da República Carlos Aguiar disse que a Alerj se transformou numa “propinolândia”.

Meias recheadas e malotes voadores. No cerco da PF à casa de Marcos Abrahão (Avante), dois malotes com dinheiro foram arremessados pela janela. Já Chiquinho da Mangueira (PSC) escondia notas em meias.

Bolsonaro busca atalho para reforma. Projetos preveem 40 anos de contribuição para aposentadoria integral e alíquota de até 22% para servidores. Com o objetivo de levar adiante a reforma da Previdência este ano, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, articula alterações nas regras do INSS e no regime dos servidores públicos por meio de projetos que não acarretem mudanças constitucionais, o que reduziria o quorum necessário para aprovação no Congresso. Entre as modificações em debate estão a contribuição por 40 anos para dar direito à aposentadoria integral e o aumento da alíquota previdenciária dos servidores públicos, podendo chegar a até 22% (o dobro da atual), e a redução do valor da pensão por morte. Especialistas estimam que propostas preservariam até 80% da economia de R$ 500 bilhões em dez anos, prevista no projeto do governo Temer.

Militares pedem aumento de 23% ao novo governo. A cúpula das Forças Armadas apresentou a Bolsonaro e a seu futuro ministro Paulo Guedes uma demanda de reajuste de 23% no soldo dos generais, com efeito cascata sobre os salários de todos os militares. Em troca, haveria a aceitação de mudanças nas regras de aposentadoria dos militares.

Temer cobra do STF restrição do auxílio-moradia. O presidente Michel Temer condicionou a sanção do aumento de salários do Supremo Tribunal Federal (STF) à restrição do auxílio-moradia para juízes. Só o pagamento do benefício a juízes federais custa R$ 333 milhões ao ano. O prazo para a sanção é de 15 dias, e Temer vai esperar um gesto concreto do STF.

Míriam Leitão: Novo governo tem que se articular no Congresso desde já.

Merval Pereira: Aumento ao STF ignora o recado das urnas Corte total do auxílio-moradia não compensa reajuste do STF, dizem estudos do Senado. Benefício custa menos da metade do gasto anual com aumento de salários.

Ancelmo Gois: Em entrevista, Ciro baterá mais no PT do que em Bolsonaro.

Temer deve esperar sinalização do STF sobre auxílio-moradia para sancionar aumento.

Míriam Leitão: Bolsonaro deve antecipar articulação com o Congresso para evitar mais pautas-bombas. A administração não assumiu, mas já anuncia decisões que têm efeitos políticos.

Previdência: Bolsonaro estuda alíquota maior para servidor e fim de benefício integral.

Militares propõem a Bolsonaro reajuste em troca de mudanças na Previdência.

Em Brasília, Bolsonaro abandona linguajar de candidato e adota estilo de político conciliador.

Ex-tucano, Xico Graziano é o mais cotado para assumir Meio Ambiente.

Toffoli defende sistema de cotas para ingresso em universidades e empregos públicos.

Editorial1: Está na hora de reformar estrutura de governo do Rio. Operação que prendeu deputados estaduais e membros do Executivo revela deterioração dos poderes.

Editorial2: Bolsonaro e Temer precisam zelar por uma transição em harmonia. Deve-se reconhecer como saudável a abertura do ritual de passagem, como prevê a Constituição.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Alckmin cede e Doria avança para ter controle do PSDB. Atual presidente do partido, ex-governador pode deixar cargo em maio e abrir espaço para aliado do eleito. O governador eleito de SP, João Doria, deu um passo importante para assumir o controle do PSDB nacional e alinhar o partido na base de apoio ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Doria conversou ontem com Geraldo Alckmin, presidente do partido, que sinalizou a intenção de deixar a presidência do PSDB em maio, quando será realizada a convenção da legenda. O ex-governador foi eleito em dezembro de 2017 para presidir o PSDB, mas aliados de Doria vinham defendendo que Alckmin deixasse o cargo antes de completar os dois anos de mandato. A ofensiva de Doria sobre o PSDB começou logo após sua vitória no 2.° turno, quando passou a pregar uma nova “correlação de forças” na sigla e um alinhamento a Bolsonaro. Ontem, os governadores tucanos eleitos Eduardo Leite (RS) e Reinado Azambuja (MS) estiveram no Palácio dos Bandeirantes com Doria. O mais cotado para assumir o posto de Alckmin é Bruno Araújo (PE), que tem a simpatia de Doria.

Previdência ‘light’ permite alíquota maior para servidor. Numa articulação com parlamentares e governadores aliados, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tenta fazer avançar já a reforma da Previdência, analisando um conjunto de mudanças que podem ser feitas sem alterar a Constituição. A versão “light” da reforma está baseada em dois projetos de lei elaborados por consultores do Congresso. Eles permitem criar uma alíquota previdenciária complementar aos funcionários públicos, acabam com a fórmula 85/95 e mudam a regra de cálculo das pensões.

Senado aprova o Rota 2030, para o setor automotivo. O Senado aprovou medida provisória que cria o Rota 2030, programa de incentivo às montadoras para investimentos em pesquisa e desenvolvimento. O decreto foi assinado por Michel Temer, mas ainda precisa ser sancionado pelo próprio presidente e publicado. O Rota 2030 deveria ter entrado em vigor em janeiro, em substituição ao Inovar-Auto.

Coluna do Estadão: Requião provoca Moro e propõe ‘Lei Onyx’ para perdoar crimes eleitorais. Na primeira coletiva que deu após ser indicado ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Moro pormenorizou as denúncias de caixa 2 contra o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ele afirmou que o deputado admitiu o erro, pediu desculpas e tomou as providências para repará-lo.

Tereza Cristina já dá explicações. Mal foi indicada como ministra da Agricultura, Tereza Cristina teve que explicar o fato de ter seu nome citado na lista de doações ilegais da JBS e de uma parceria comercial de sua família com o grupo empresarial no ramo de confinamento de gado.

Lewandowski derruba censura ao ‘Estado’ no caso Boi Barrica. O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, derrubou a censura imposta ao jornal O Estado de S. Paulo, que estava proibido de publicar informações da Operação Boi Barrica envolvendo o empresário Fernando Sarney, filho do expresidente José Sarney (MDB). A decisão do ministro foi divulgada onte, depois de o jornal completar 3.327 dias sob censura por determinação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Lewandowski destacou que o STF garantiu em julgamento em 2009 “a plena liberdade de imprensa como categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura prévia”. O advogado do Estado, Manuel Alceu Affonso Ferreira, disse que a decisão reafirma que “o jornalismo investigativo não pode estar sujeito a censura alguma”. Para o diretor executivo da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, “finalmente chegou ao fim essa censura absurda”.

O aprendiz Moro visita a política de Brasília. Sérgio Moro tem se desdobrado em reuniões em série, de até três horas cada, e prepara medidas para quando assumir a pasta da Justiça. Ele chega a Brasília no primeiro voo e volta para Curitiba no último. Ainda sem assessores, se esquiva das entrevistas: “São diversas reuniões, assuntos complexos. Vou ficar devendo mais detalhes”, diz aos jornalistas.

Facção ameaça matar procuradora do Paraguai.

Dez deputados do Rio são presos em operação da PF.

Elena Landau: O presidente do Senado, Eunício Oliveira, como mau perdedor, tocou fogo no circo.

Eliane Cantanhêde: O Senado dá tiro no pé, enquanto Jair Bolsonaro surpreende positivamente.

Aposentadoria. Previdência ‘light’ de Bolsonaro inclui alíquota maior para servidor público. Equipe estuda aproveitar projetos que não exijam alterações na Constituição.

Presidência do PSDB: Geraldo Alckmin cede e João Doria avança para ter controle do partido.

Novo governo: Pesquisador da Embrapa é cotado para Meio Ambiente. Evaristo de Miranda já se reuniu com Jair Bolsonaro e demais escolhidos para ministérios.

Ensino a distância: Conselho Nacional de Educação aprova 20% de ensino médio online.

BNDES: ‘Não pode ter perseguição’, diz Guardia sobre apuração de irregularidades.

Projeto popular: Moro diz que aproveitará apenas parte das ‘dez medidas contra corrupção’.

Aumento coloca MBL e PSOL do mesmo lado.

ANP libera R$ 1 bilhão de subsídio do diesel para a Petrobrás.

Editorial1: Desempregados racharão a conta. Rachada a conta, estimada em até R$ 6 bilhões por ano, os desempregados pagarão a parte mais dolorosa do aumento pelo novo teto do funcionalismo.

Editorial2: Ganhos rápidos, mas incertos. Um comércio previsível é importante para o Brasil.

Editorial3: O Supremo e as sacolas. As tensões sociais que o momento político gera e os conflitos entre instituições e entes federativos impõem uma atuação firme e austera do STF.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Sem PEC, reforma atinge mais trabalhador do INSS. Previdência mais fácil de aprovar, que não muda Constituição, poupa servidores. Se o presidente Michel Temer e o eleito, Jair Bolsonaro, trabalharem pela aprovação ainda em 2018 de uma reforma da Previdência sem mudar a Constituição, trabalhadores da iniciativa privada podem ser mais afetados que os do setor público. Com a falta de apoio no Congresso, mudar as regras de aposentadoria por projeto de lei ou medida provisória é visto como alternativa. Enquanto uma PEC (mudança na Constituição) exige quórum de 3/5 dos parlamentares, em dois turnos de votação, a aprovação de um projeto de lei ou de uma MP precisa de maioria simples. Sem uma emenda constitucional, a maior parte das mudanças possíveis é nas regras dos trabalhadores vinculados ao INSS, já que o benefício dos servidores está mais protegido pela Carta. Entre as modificações que podem ser feitas sem mexer na Constituição estão aumentar a contribuição mínima para se aposentar por idade e alterar regras de cálculo de pensão por morte. Congressistas, que têm só mais cinco semanas de atividade neste ano, disseram que conversa mais contundente com Bolsonaro sobre a reforma deve ocorrer na próxima semana.

Governo Bolsonaro. Reforma mais suave para 2019 poderia superar a resistência do Congresso.

Análise – Carlos Melo. Assumir um governo é deixar de atirar na vidraça para tornar-se uma.

Moro não se compromete a reapresentar as dez medidas anticorrupção.

Lei Rouanet é necessária, afirmam produtores. Defendido por expoentes que apoiaram a eleição de Jair Bolsonaro e por fatia da classe política, o fim da Lei Rouanet pode gerar apagão na produção artística, afirmam produtores. A Rouanet representa só 0,5% do que o Brasil deixa de arrecadar em impostos com os programas de incentivo fiscal — o setor de comércios e serviços responde por 28%.

Temer regulamenta 0 Rota 2030, novo regime tributário para montadoras.

Ampliar acesso a arma não reduz conflito com morte. Plano do governo Bolsonaro, o armamento para defesa do cidadão se opõe a pesquisas mundiais. Estudos que partiram de diferentes evidências e modelos de cálculo concluem que, onde há mais armas, há mais mortes. O campo pró-armas questiona a relação de causalidade, mas não apresenta evidências do contrário.

Justiça manda prender 10 da Assembleia do Rio. A Polícia Federal deteve deputados estaduais acusados de participação no esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral (MDB). Eles negam envolvimento.

Ex-diretor de Einstein e Sírio chefiará Saúde de SP. O governador eleito, João Doria (PSDB), anunciou o médico José Henrique Germann Ferreira para a Secretaria da Saúde. Gustavo Junqueira comandará a Agricultura.

Editorial1: Em benefício da casta. Reajuste do STF transfere dinheiro do contribuinte para corporações privilegiadas.

Editorial2: Retórica de transição. Presidente eleito e sua equipe ainda estão em processo de adaptação às novas funções.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Centro progressista articula criação de um novo partido. Políticos de vários partidos, alguns derrotados nas eleições, articulam união que pode resultar na criação de uma nova legenda, possivelmente de oposição ao governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Avança a formação do ministério. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, encerrou ontem o périplo de três dias por Brasília com um terço do futuro ministério confirmado e o encaminhamento das indicações para as Minas e Energia e Meio Ambiente.

‘Barreiras eficazes’. As instituições parecem ter força para impedir eventual ação antidemocrática do futuro governo, diz o historiador Murilo de Carvalho. “Agir conforme o que foi dito na campanha seria suicida”.

As aptidões de Guedes, segundo seus ex-sócios. Futuro superministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, de 69 anos, terá sob sua gestão nada menos que 66 mil funcionários. Ex-sócios e pessoas que trabalharam ou fizeram negócios com Guedes reconhecem o mérito do economista, bem como seu pouco interesse pelas atividades de executivo e gestor.

Bancos aumentam o crédito e os lucros. Mais otimistas, quatro grandes bancos do país aumentaram sua carteira de crédito em 7,14% nos últimos 12 meses. No fim de setembro, Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander tinham um total de R$ 2,2 trilhões em operações de crédito. Essa mudança de estratégia melhorou o resultado.

Fim do carro próprio é desafio à indústria. Em algum tempo, serão raras as pessoas que comprarão automóveis e a indústria terá de enfrentar isso. Os executivos do setor apostam em dois modelos de uso compartilhado.

Banco dos Brics já temia reação ao financiar russos. Desde o início de suas operações, em 2015, diretores do Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), o banco dos Brics, discutiam sobre dificuldades no caso de financiamento a empresas russas sujeitas às sanções impostas ao país pelo Ocidente, após a invasão da Ucrânia

Rede Madero negocia venda de 25% do capital. A rede de lanchonetes Madero está em negociações avançadas para vender uma participação minoritária à gestora americana de fundos de “private equity” Carlyle.

Indústria Rota contraria Bolsonaro e pode ser alvo da OMC. Senado confirma texto da Câmara e dá tempo para montadoras agirem antes de possíveis questionamentos do futuro governo e da Organização Mundial do Comércio.

Acesso universal a creches é proposto a Bolsonaro. Somente 26% das crianças com até 3 anos de idade no país frequentam uma creche.

Sindicatos perdem 2 milhões de associados. Em dois anos, aumento da informalidade levou a mudanças; trabalho no domicílio também cresceu.

Pobreza ameaça biodiversidade no país, aponta estudo. Substituir cobertura vegetal por lavoura ou pecuária tira valor das áreas, afirmam pesquisadores.

PSL busca presidente da Câmara alinhado. Potencial líder do futuro governo diz que pessoa com perfil ideal para cargo não existe.

Urnas pediram medidas mais duras, diz Moro.

Judiciário. Presos deputados acusados de receber ‘mesada’ no Rio.

Operação da PF apura esquema de corrupção no Legislativo.

Parecer não provou que projeto de reajuste cumpriu Constituição. Não há avaliação sobre o impacto do aumento no Orçamento de 2019.

Sumiço do crédito asfixia a economia na Argentina. As taxas de juros mais altas do planeta ajudaram a estabilizar o peso argentino e aumentar os depósitos a prazo, mas estão sufocando a atividade econômica. País só voltará a crescer em 2020, prevê a Moody’s.

Número de pessoas que deixaram a Venezuela supera 3 milhões, diz ONU. Colômbia abriga o maior número de venezuelanos, com mais de 1 milhão de vivendo no país.

Política externa de Trump deve ficar ainda mais errática,

Apesar de tarifas, China exporta mais para os EUA. Os exportadores chineses estão antecipando os embarques para os EUA antes de janeiro, quando as tarifas americanas podem subir de 10% para 25%.

Editorial: Indecisões preocupantes sobre a reforma da previdência. Há predisposição de apoio ao novo presidente no Congresso. Clareza de propósitos e prioridades poderiam encurtar este caminho.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.