ONU debate medidas para reduzir risco de desastres

A cúpula quer impedir que o mundo enfrente 1,5 desastres por dia até 2030

O evento ‘Plataforma Global de Redução de Risco de Desastres de 2022’ concluiu que mais países devem “pensar em resiliência”, implementando e melhorando urgentemente os sistemas de alerta precoce a fim de reduzir os riscos do número crescente de desastres pelo mundo.

O encontro reuniu representantes de 184 países, em Bali, que debateram sobre os esforços para proteger comunidades contra o número crescente de riscos climáticos e outras catástrofes no mundo.

A cúpula quer impedir que o mundo enfrente 1,5 desastres por dia até 2030.

O evento ‘Plataforma Global de Redução de Risco de Desastres de 2022’ concluiu nesta sexta-feira (27) que mais países devem “pensar em resiliência”, implementando e melhorando urgentemente os sistemas de alerta precoce a fim de reduzir os riscos do número crescente de desastres pelo mundo.

O encontro reuniu representantes de 184 países, em Bali, que debateram sobre os esforços para proteger comunidades contra o número crescente de riscos climáticos e outras catástrofes no mundo.

A cúpula foi concluída com um documento final intitulado ‘Agenda de Bali para a Resiliência’, que tem por objetivo impedir que o mundo enfrente 1,5 desastres por dia até 2030, conforme mencionado no Relatório de Avaliação Global no mês passado.

O co-presidentes do evento disseram que “os sistemas de alerta precoce devem incluir as comunidades em maior risco, com capacidade institucional, financeira e humana adequada para agir em alertas precoces”.

Situação atual – Durante a reunião, apenas 95 países relataram ter sistemas de alerta precoce de riscos múltiplos que dão aos governos, às agências e ao público em geral avisos sobre um desastre iminente. A cobertura foi particularmente baixa na África, nos países menos desenvolvidos e nos pequenos países insulares em desenvolvimento.

Os sistemas de alerta precoce são uma defesa essencial contra desastres como inundações, secas e erupções vulcânicas.

Em março, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que os sistemas de alerta cobrissem todas as pessoas no planeta dentro de cinco anos.

Alertas precoces – Uma recomendação central da Agenda de Bali é “aplicar uma abordagem de ‘pensar em resiliência’ em todos os investimentos e tomadas de decisão, integrando a redução do risco de desastres com todo o governo e toda a sociedade”.

O documento final também destacou a necessidade de reavaliar como o risco é controlado e as políticas são elaboradas, além dos acordos institucionais que precisam ser implementados nos níveis global, regional e nacional.

Influência da COVID – A reunião foi o primeiro fórum internacional de desastres da ONU a ser convocado desde o início da pandemia de COVID-19. Nesse contexto, os co-presidentes observaram que as abordagens atuais de recuperação e reconstrução “não são eficazes o suficiente para proteger os ganhos de desenvolvimento nem para reconstruir melhor, mais verde e mais equitativamente”.

“As lições transformadoras aprendidas com a pandemia de COVID-19 devem ser aplicadas antes que a janela da oportunidade se feche”.

Contribuições de Sendai – Paralelamente, foi iniciada a Revisão Intermediária, que mede o progresso em direção às metas globais do ‘Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres’.

Compartilhando avanços desde a última Plataforma Global em 2019, os representantes revelaram um aumento de 33% no número de países desenvolvendo estratégias de redução de risco de desastres e relatórios por meio do Sendai Framework Monitor (Monitor do Marco de Sendai, tradução livre).

No entanto, a Agenda de Bali mostrou que “menos da metade dos países que relatam as metas do Marco de Sendai indicaram ter informações de risco de desastre adequadas, acessíveis e acionáveis”. E embora tenha havido certo progresso, como o desenvolvimento de novos mecanismos de financiamento e melhores relações com a ação climática, “os dados ainda apontam para investimentos e progressos insuficientes na redução do risco de desastres na maioria dos países, especialmente no investimento em prevenção”.

Próximos eventos – A Agenda de Bali será levada até a próxima conferência climática da ONU, conhecida como COP 27, bem como a próxima reunião das principais nações industrializadas do G20 e a Revisão Intermediária do Marco de Sendai.

Este ano, o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, lembrado anualmente em 13 de outubro, será dedicado aos sistemas de alerta precoce.

Crédito da foto: Foto: © Arimacs Wilander/UNICEF

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