O mundo chora a Chapecoense

Quando Liverpool e Leeds estavam prontos para o jogo dessa terça-feira, 29, pela Copa da Liga Inglesa, o locutor pediu um minuto de silêncio pela tragédia aérea que vitimou praticamente toda a equipe da Chapecoense, no final da noite de segunda-feira, 28, na Colômbia.

Quando o juiz apitou o início do silêncio, e durante os 60 segundos dali em diante, é impressionante como não se escuta sequer a respiração de um torcedor, num Estádio Alfield absolutamente lotado. O vídeo circula na Internet.

O mesmo aconteceu em outras partidas da Liga Inglesa, e vem ocorrendo, também, pelo mundo afora. E haverá de acontecer, ainda, em jogos previstos para o próximo final de semana em campeonatos de vários países.

É desse jeito que o universo do futebol vem reagindo à desventura que se abateu sobre a equipe catarinense, que, nesta quarta-feira, 30, deveria enfrentar o Atlético Nacional, da Colômbia, pela final do Campeonato Sul-Americano.

No Brasil, particularmente, o efeito do desastre que vitimou a Chapecoense é devastador. De Norte a Sul do país, todos choram a morte de jovens tão promissores no mundo futebolístico, ao lado de jornalistas já consagrados no setor esportivo.

O futebol, por si, é um espetáculo arrebatador, que galvaniza a emoção de milhões de pessoas, em todo o mundo. Esse é o primeiro motivo a justificar a planetária resposta, carregada de forte emoção, em todos os quadrantes da Terra.

Há lições, contudo, a serem tiradas de um acontecimento tão doloroso. A primeira delas, com relação aos motivos do desastre, que precisam ser devidamente esclarecidos para que outros semelhantes não tornem a acontecer.

Uma outra, é sobre o exemplo que a Chapecoense deve transmitir aos demais clubes brasileiros no que tange à qualidade da gestão que permitiu ao clube catarinense ascender, no curto período de sete anos, da série D à série A, e, daí, a sua primeira decisão internacional.

Corre mundo, nesse momento, a qualidade da administração do Chapecoense, baseada na austeridade e equilíbrio orçamentário, em um rigoroso planejamento, e, como uma espécie de cereja do bolo, numa precisa política de aproveitamento dos jogadores da base.

Seria possível considerar determinação a ser obedecida pelos clubes, nesse sentido, ora em diante, como uma verdadeira homenagem ao indigitado clube catarinense, o que serviria, certamente, para redimir o futebol brasileiro.

Mais do que qualquer homenagem que se preste ao Chapecoense, portanto, seguir o bom exemplo do clube na gestão do futebol seria o que de mais importante teríamos a colher da tragédia que enlutou o mundo.

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