Jogo mostra etapas de descoberta e desenvolvimento de novos fármacos

Na fronteira do conhecimento, pesquisadores em todo o mundo se dedicam ao desenvolvimento de novos fármacos

‘O processo de desenvolvimento de um novo fármaco é longo. Requer em média 11 anos de estudos e investimentos da ordem de dois bilhões de dólares’, contou o professor François Noël, do Programa de Pós-graduação em Farmacologia e Química Medicinal, vinculado ao Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da universidade. Ele foi o responsável pela produção do conteúdo científico do jogo e vem se dedicando aos seus projetos de pesquisa com apoio da FAPERJ, por meio do programa Cientista do Nosso Estado.

Lançado durante o durante o congresso da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE), no final de novembro, o jogo possibilita compreender todo o processo de introdução de um novo fármaco no mercado, desde a validação de um alvo até o registro do novo medicamento junto à agência reguladora, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). ‘O jogo, desenvolvido em português, vem suprir uma lacuna na formação de recursos humanos para a indústria farmacêutica no Brasil, com uma linguagem leve e bastante conteúdo’, ponderou o farmacologista.

O material foi desenvolvido em parceria com o professor Geraldo Xexéo, coordenador do Laboratório de Ludologia, Engenharia e Simulação, no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Ludes/Coppe/UFRJ), que tem o objetivo de investigar metodologias para o desenvolvimento de jogos e como aplicá-los para ajudar a sociedade. ‘Foi um trabalho multidisciplinar, que envolveu pesquisadores e alunos de diversos departamentos da UFRJ, ligados à Coppe, ao Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), Centro de Ciências da Saúde (CCS) e a Escola de Belas Artes’, disse.

Com diversas cartas ricamente ilustradas, o Screener apresenta como desafio aos jogadores a realização de 29 tarefas divididas em quatro áreas fundamentais no desenvolvimento dos fármacos: Segurança, Farmacocinética, Desenvolvimento Farmacêutico e Eficácia. As cartas possuem código QR, que permitem o acesso a textos explicativos sobre cada atividade, além de um glossário com a descrição de 36 termos técnicos na tela do celular ou no livro que acompanha o jogo. O jogador vitorioso consegue acertar o caminho para registrar o novo fármaco na FDA (Food and Drug Administration, agência federal americana equivalente à brasileira Anvisa).

Para o professor Noël, é necessário ampliar os investimentos na qualificação dos profissionais da área, para criar uma cultura inovadora que permita ao País atrair novos investimentos na indústria farmacêutica. ‘O jogo é uma forma de motivar nossos pós-graduandos para a inovação científica e tecnológica. É um produto desenvolvido a partir da integração de diversos pesquisadores dentro da universidade e, cada vez mais, é importante aproximar a produção acadêmica do meio empresarial’, concluiu.Na fronteira do conhecimento, pesquisadores em todo o mundo se dedicam ao desenvolvimento de novos fármacos, princípios ativos que são a base para a produção dos medicamentos. Mas quais são as etapas a serem percorridas para que essas substâncias inovadoras cheguem à população, desde a sua síntese na bancada do laboratório até a produção industrial? Um jogo de tabuleiro desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) por uma equipe multidisciplinar ensina, de forma lúdica e didática, todas as etapas desse longo processo. Batizado de Screener (https://screener.com.br), o game foi chancelado pela Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE) para distribuição aos programas de pós-graduação da área (em Farmacologia, Farmácia, Química medicinal-farmacêutica) e inclui um livro sobre o assunto.

Lançado durante o durante o congresso da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE), no final de novembro, o jogo possibilita compreender todo o processo de introdução de um novo fármaco no mercado, desde a validação de um alvo até o registro do novo medicamento junto à agência reguladora, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
‘O jogo, desenvolvido em português, vem suprir uma lacuna na formação de recursos humanos para a indústria farmacêutica no Brasil, com uma linguagem leve e bastante conteúdo’, ponderou o farmacologista.O material foi desenvolvido em parceria com o professor Geraldo Xexéo, coordenador do Laboratório de Ludologia, Engenharia e Simulação, no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Ludes/Coppe/UFRJ), que tem o objetivo de investigar metodologias para o desenvolvimento de jogos e como aplicá-los para ajudar a sociedade. ‘Foi um trabalho multidisciplinar, que envolveu pesquisadores e alunos de diversos departamentos da UFRJ, ligados à Coppe, ao Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), Centro de Ciências da Saúde (CCS) e a Escola de Belas Artes’, disse.
Com diversas cartas ricamente ilustradas, o Screener apresenta como desafio aos jogadores a realização de 29 tarefas divididas em quatro áreas fundamentais no desenvolvimento dos fármacos: Segurança, Farmacocinética, Desenvolvimento Farmacêutico e Eficácia. As cartas possuem código QR, que permitem o acesso a textos explicativos sobre cada atividade, além de um glossário com a descrição de 36 termos técnicos na tela do celular ou no livro que acompanha o jogo.
O jogador vitorioso consegue acertar o caminho para registrar o novo fármaco na FDA (Food and Drug Administration, agência federal americana equivalente à brasileira Anvisa).Para o professor Noël, é necessário ampliar os investimentos na qualificação dos profissionais da área, para criar uma cultura inovadora que permita ao País atrair novos investimentos na indústria farmacêutica. ‘O jogo é uma forma de motivar nossos pós-graduandos para a inovação científica e tecnológica.
É um produto desenvolvido a partir da integração de diversos pesquisadores dentro da universidade e, cada vez mais, é importante aproximar a produção acadêmica do meio empresarial’, concluiu.
Fonte: FAPERJ 

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