Novas denúncias e investigações ocupam as primeiras páginas dos jornais

Principal alvo, agora, no campo das denúncias e das investigações, o senador Aécio Neves é destaque no noticiário dos jornais que circulam neste sábado, 21 de abril, feriado de Tiradentes. O Globo destaca novos depoimentos repletos de denúncias contra o líder tucano.

Também em sua capa, o jornal Estado de São Paulo veicula a mesma informação, realçando delação de Joesley sobre repasse de R$100 milhões ao ex-presidenciável do PSDB. Segundo o Painel, da Folha, Aécio se reconhece na condição de “bola da vez”.

Enquanto isso, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, passou à condição de investigado pelo Ministério Público de São Paulo. A acusação é de repasses no montante de R$10 milhões nas campanhas de 2010 e 2014, para o governo paulista.

SEGUE A SINOPSE DE 21 DE ABRIL DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Novos depoimentos reforçam denúncias contra Aécio Neves. Acusações vieram na semana em que senador virou réu. Joesley Batista e Sérgio Andrade detalham relatos de transferências de R$ 110 milhões e R$ 35 milhões, respectivamente, para o tucano. Na semana em que se tornou réu no Supremo Tribunal Federal, o senador e ex-presidente do PSDB Aécio Neves foi alvo de denúncias de corrupção reforçadas em novos depoimentos do delator Joesley Batista, um dos donos da J&F, e de Sérgio Andrade, sócio da construtora Andrade Gutierrez. Joesley afirmou ter repassado R$ 110 milhões ao tucano, contando com a futura intervenção do senador em favor de seus negócios. Já Andrade disse que um contrato de R$ 35 milhões, firmado com uma empresa de Alexandre Accioly, tinha como objetivo fazer chegar recursos ao senador. Aécio e Accioly negam todas as acusações/

Delator acusa grupo de Temer. O diretor jurídico do grupo J&F, Francisco Assis e Silva, deu detalhes da tentativa do grupo do presidente Michel Temer de comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro. Em discurso na TV, Temer respondeu aos críticos e disse que “é fácil bater’/

Na TV, Temer não cita denúncias e rebate críticos: ‘É fácil bater’. Presidente diz que Tiradentes foi condenado ‘por defender Brasil forte’/

Aberto inquérito contra Alckmin por improbidade. Investigação apura R$ 10 milhões em caixa 2 nas eleições de 2010 e 2014/

Merval Pereira: Tempos estranhos. Estamos vivendo tempos estranhos, vive repetindo o ministro Marco Aurélio, em tom crítico, quando alguma coisa acontece no plenário do Supremo com que ele não concorde. Os ministros que formam hoje a minoria no plenário fazem parte da maioria da Segunda Turma, que é vista como mais condescendente com os réus da Lava-Jato, e Marco Aurélio, que comunga com a visão dessa maioria, está deslocado na Primeira Turma, quase sempre saindo derrotado/

Miriam Leitão. Traço comum. Explicações improváveis são o padrão entre os acusados de corrupção no país/

Queda de ciclovia faz 2 anos, sem punições. O desabamento de um trecho da ciclovia da Avenida Niemeyer, que matou duas pessoas, completa dois anos, sem ninguém punido, apesar de 14 pessoas terem sido indiciadas por homicídio culposo. A pista segue em xeque. O prefeito Marcelo Crivella diz que as obras de segurança foram feitas, faltando só a vistoria do Crea, que alega não ser “órgão fiscalizador”/

Infância sem direitos básicos. Denúncias de violações graves de direitos humanos contra crianças e adolescentes cresceram 10,34% de 2016 a 2017 no país, segundo levantamento do governo federal. Negligência, violência psicológica e sexual são os principais crimes/

Kim anuncia fim de testes atômicos. Às vésperas da cúpula com a Coreia do Sul, o governo do ditador norte-coreano, Kim Jong-un, anunciou que vai suspender os testes nucleares e de mísseis, além de fechar a central onde eram realizados. Pyongyang disse que seu foco agora será a economia/

Ajuda extra para os atrasados. A nove dias do fim do prazo, não dá mais para adiar o acerto de contas com o Leão. Os feriados ajudam quem deixou a declaração do Imposto de Renda para a última hora. E há vantagens: o contribuinte que recebe a restituição nos últimos lotes tem o valor corrigido pela taxa básica de juros acumulada no período. Veja o que mudou e tire suas dúvidas/

Editorial1: Privatização da Eletrobras está moribunda. Venda da estatal é projeto certo em governo errado, politicamente fraco, sem condições de convencer a própria base, que prefere usar a estatal para o clientelismo/

Editorial2: Violência e corrupção na agenda do continente. VIII Cúpula das Américas aprova uma cooperação mais estreita entre os países para enfrentar desafios da região. Maioria apoia boicote às eleições na Venezuela.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Governo quer adiar para 2020 reajuste do funcionalismo. Medida, que tem de passar pelo Congresso, geraria economia de R$ 5 bilhões em 2019. O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, informou ao Estado que o governo vai pedir ao Congresso o adiamento dos reajustes dos servidores federais de 2019 para 2020. A medida geraria economia de cerca de R$ 5 bilhões, segundo o governo, e é uma das alternativas para tentar impedir a paralisação da máquina pública e dos investimentos e cumprir a regra do teto de gastos. Outro argumento é o de que os reajustes em série negociados em 2016, época de inflação mais alta, estão em descompasso com a atual realidade. Mesmo com o IPCA atualmente abaixo dos 3% ao ano, o reajuste vai até 6,31% em 2019. A avaliação do ministro é de que, mesmo se a nova medida for rejeitada pelo atual Congresso, o ambiente será melhor no próximo ano, dando ao novo presidente da República capacidade de aprovar a proposta. Colnago também informou que o governo vai resgatar o projeto de reestruturação das carreiras do funcionalismo para reduzir os salários iniciais dos servidores do Executivo/

Ajustes na nova lei trabalhista. O presidente Michel Temer vai editar decreto para regulamentar pontos da nova legislação trabalhista. Um dos ajustes previstos ocorrerá no chamado trabalho intermitente (ou esporádico)/

Joesley diz ter repassado R$ 110 milhões a Aécio em 2014. O empresário Joesley Batista afirmou à PF ter repassado R$ 110 milhões ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) na campanha à Presidência em 2014 em troca de apoio ao Grupo J&F. Batista também disse ter pago R$ 50 mil mensais ao senador entre 2015 e 2017. O ex-ministro Osmar Serraglio (Justiça) acusa Aécio de tê-lo pressionado para nomear delegado da PF. O tucano nega/

Alckmin é alvo de ação por improbidade. O Ministério Público de São Paulo vai investigar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) por supostamente ter se beneficiado de caixa 2 nas campanhas de 2010 e 2014/

Petistas põem despesas em atos pró-Lula na conta do Congresso. Sete parlamentares do PT repassaram ao Congresso gastos com lanches e deslocamentos até São Bernardo do Campo e Curitiba durante atos contra a prisão do ex-presidente Lula. Os valores somam R$ 3.769,45, mas podem aumentar, porque as bancadas têm 90 dias para prestar contas/

Coluna do Estadão. PT é aconselhado a tirar Lula da mira de holofotes. Petistas têm sido aconselhados a convencer o ex-presidente Lula a desistir da candidatura ao Planalto. Em conversas recentes com ministros do Supremo, ouviram que a única forma de ajudar Lula a sair da prisão é tirá-lo dos holofotes. Enquanto o petista estiver todos os dias na mídia e confrontando o Poder Judiciário é impossível que a Corte vote qualquer ação que possa beneficiá-lo, como o fim da prisão após 2.ª instância. A mesma sugestão foi dada ao senador Aécio Neves, razão pela qual o tucano avalia desistir de participar da eleição deste ano/

Polícia investiga rivais de Flávio Dino no MA. Documento da Secretaria de Segurança permite espionar rivais; governador nega ter dado ordem/

Adriana Fernandes: Como já era mais do que esperado em ano eleitoral, a insatisfação política com a área econômica é grande/

Editorial1: Mensagens de esperança. Mensagens do Exército e da Igreja são poderosos documentos sobre a gravidade da crise. Em igual medida são expressões de esperança na política/

Editorial2: Uma agenda de modernização. Ao defender arrumação fiscal, ministro deixa claro vínculo entre reformas e expansão/

Editorial3: O novo desafio do crime. Os ataques a bancos e caixas eletrônicos cresceram nos últimos três anos, principalmente em cidades do interior, e já são um dos pontos mais preocupantes da segurança pública em São Paulo, como mostra reportagem do Estado. E as autoridades ainda não encontraram uma forma de responder ao desafio da mudança de tática dos bandidos, que se aproveitam do fato de os efetivos policiais das pequenas cidades não serem suficientes para enfrentar essa nova realidade.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: E agora, Brasil? Com alta taxa de Homicídios, presídios superlotados e criminalidade em ascensão, país erra no combate à Violência e dá margem a propostas equivocadas na segurança pública. Ao decretar a intervenção federal na segurança pública do Rio, o governo Temer (MDB) colocou em evidência as dificuldades do combate à violência no país. O Brasil registrou em 2016 taxa de 29,7 homicídios a cada cem mil habitantes — em 2013, eram 25,2. Pesquisa Datafolha realizada neste mês indica que 13% dos brasileiros consideram a violência o principal problema do país —a terceira maior preocupação. Contribuem para o quadro a lentidão da Justiça criminal e a falta de critérios uniformes das polícias. O especial sobre violência inaugura a série “E agora, Brasil?”, que a Folha publicará até as eleições de outubro. Serão apresentados diagnósticos e discutidas propostas que contribuam para o debate de temas como desigualdade, educação e saúde/

Ministério Público de SP vai apurar se houve caixa 2 para Alckmin. O Ministério Público de São Paulo abrirá inquérito para investigar se o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) cometeu improbidade administrativa. Pré-candidato ao Planalto, ele é suspeito de ter recebido caixa dois de mais de R$ 10 milhões nas campanhas de 2010 e 2014. O caso investigado é o mesmo encaminhado pelo Superior Tribunal de Justiça à Justiça Eleitoral, há duas semanas, quando o tucano renunciou e perdeu o foro especial. O cunhado de Alckmin Adhemar Cesar Ribeiro e o secretário estadual Marcos Monteiro serão incluídos no processo. Eles foram apontados por delatores da Odebrecht como operadores dos recursos não declarados. O ex-governador nega irregularidades/

Painel: Rivais avaliam que PSDB afasta eleitor de Alckmin; Aécio se vê como ‘bola da vez’/

Varejo abre novas lojas, mas adapta oferta à crise. Grandes varejistas do país planejam abrir 2.300 novas lojas em 2018, segundo levantamento de consultoria especializada do setor. A expansão ocorrerá em pontos que permitam a venda de produtos mais baratos, para atender à demanda de consumidores em um período de crise. De acordo com especialistas, a expansão ocorre em todos os setores do varejo/

Governador de SP vai trocar a chefia da PM. Nivaldo Restivo deve dar lugar ao também coronel Marcelo Vieira Salles no comando da Polícia Militar do estado. O governador Márcio França (PSB) deve fazer o anúncio na próxima semana/

André Singer: Joaquim Barbosa é o candidato do Partido da Justiça. Dado o arraso causado pela sequência mensalão-Lava Jato, era provável que o PJ (Partido da Justiça) apresentasse candidato. Do ângulo eleitoral, pode dar certo. Outra coisa é saber se será capaz de construir rumo coletivo para nos tirar da crise/

Editoriai1: Ensaios eleitorais. Pré-candidatos deste ano parecem mais propensos ao debate de temas econômicos espinhosos/

Editorial2: Riscos na janela. Economia mundial vai relativamente bem, mas parte das boas notícias implica temores.

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