Delações, mercado financeiro, Justiça e economia são os destaques das manchetes dos jornais

Novas delações de Joesley alcança mais políticos e partidos; dólar apresenta instabilidade; 58.000 são beneficiados pelo foro especial, no país; petróleo entra em novo ciclo de alta. SINOPSE DE
Primeira Hora – Anexo 6

Novas delações de Joesley alcança mais políticos e partidos; dólar apresenta instabilidade; 58.000 são beneficiados pelo foro especial, no país; petróleo entra em novo ciclo de alta.

SINOPSE DE 20 DE ABRIL DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Joesley amplia delações e eleva pressão nos partidos. Dono da JBS apresenta novos documentos para comprovar acusações. Executivo começa a detalhar pagamentos feitos a políticos, boa parte em caixa dois. Depois de ter abalado o cenário político com delações que envolveram o presidente Michel Temer e integrantes de todos os campos ideológicos, o dono da JBS, Joesley Batista, vem apresentando à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República mais documentos sobre os pagamentos feitos aos partidos ao longo dos anos. Joesley vai detalhar os 32 anexos complementares apresentados à PGR, que reforçam as acusações de sua delação inicial, homologada em maio de 2017, e trazem mais informações sobre os acertos com políticos e seus operadores financeiros. Dois ex-governadores estão na mira/

Lula deixa petistas ‘à vontade’ na eleição. Em carta lida ontem pela senadora Gleisi Hoffmann, o ex-presidente Lula, que está inelegível, liberou o PT “para tomar qualquer decisão” sobre a candidatura para a Presidência. A Justiça negou pedido de visita a Lula na prisão feito pela ex-presidente Dilma e pelo pré-candidato Ciro Gomes. (PDT)/

Lei trabalhista enfrenta impasse. Medida provisória que alterava pontos polêmicos da reforma perde validade. Na semana que vem, STF julgará pagamento de custas por trabalhador/

Falsa ambulância levava maconha à Rocinha. Corregedoria vai investigar oito PMs da UPP que teriam ficado com cerca de 50kg da droga destinada ao tráfico/

Merval Pereira: Todo cuidado é pouco. Amanhã pode ser armada uma tempestade perfeita no Supremo Tribunal Federal, quando estarão em julgamento dois temas delicados para o futuro institucional do país. É provável que não haja tempo para tratar dos dois assuntos na mesma sessão, ou outra circunstância impossibilite o julgamento de um deles, mas é sempre bom ficar alerta. Trato da votação do fim do foro privilegiado da maneira como o conhecemos hoje, que já tem oito votos favoráveis e foi liberada para a pauta depois de um pedido de vista do ministro Dias Toffoli que durou cinco meses, e da nova Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) apresentada pelo PCdoB com o intuito de abrir a porta da cadeia para o ex-presidente Lula. Outra ação, aquela que o Partido Nacional Ecológico (PEN) tentou retirar, também está pronta para ser votada/

Segunda Turma julgará novo recurso de ex-presidente. Ministros analisam nos próximos dias outro pedido de liberdade/

Temer decide na 5ª feira se reajusta o Bolsa Família. Governo está na dúvida se concede aumento acima da inflação/

MP investiga fraude na compra de helicóptero usado por Cabral. Concorrência teria sido direcionada para favorecer empresa do Panamá/

Editorial1: Novo foro requer prisão na segunda instância. Já dividido entre progressistas, que desejam combater de fato a corrupção, e conservadores, o Supremo tem pela frente uma pauta crucial para a nova política/

Editorial2: Paraguai confirma guinada liberal no continente. Vitória de Marito Abdo Benítez comprova tendência verificada em outros países latino-americanos de afastamento do nacional-populismo.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Dólar sobe e instabilidade deve continuar até eleição. Moeda americana subiu 1,19% e fechou o dia a R$ 3,45. É a maior cotação desde 2 de dezembro de 2016. A incerteza com as eleições de outubro e a perspectiva de aumento dos juros nos EUA já provocam volatilidade no mercado de câmbio, o que deve se acentuar nos próximos meses com o desenrolar da corrida eleitoral mais incerta dos últimos anos no Brasil. Ontem, o cenário externo fez o dólar se valorizar em relação às moedas de países emergentes. Ante o real, o dólar à vista subiu 1,19%, fechando a R$ 3,4497. É a maior cotação desde 2 de dezembro de 2016. Um ambiente de maior instabilidade do câmbio é ruim para a economia e prejudica tanto o planejamento de empresas exportadoras e importadoras como de quem, por exemplo, planeja viajar para o exterior. Hoje, o temor é de aumento da inflação americana e, em seguida, a necessidade de o Fed (banco central dos EUA) segurar os preços com uma alta maior dos juros, atualmente entre 1,5% e 1,75%. No ambiente interno do País, um processo eleitoral conturbado tende a deixar o câmbio mais volátil, afirmam analistas/

Articulação do Planalto põe Skaf em alerta. O Planalto voltou a cogitar a formação de chapa unificada de centro para a disputa presidencial. A articulação MDB-PSDB em torno de Geraldo Alckmin passaria por acordo similar em SP. Com isso, Paulo Skaf (MDB), adversário de João Doria (PSDB), decidiu antecipar o lançamento de sua pré-candidatura/

Yunes avisou Temer sobre ‘envelope’. Advogado relata em depoimento à PF ter informado presidente sobre entrega de pacote do doleiro Lúcio Funaro a pedido de Eliseu Padilha/

Laudo vê transação financeira entre suspeito e prima de José Serra. Relatório da Polícia Federal afirma que operação usou offshores e movimentou R$ 3,2 mi entre 2007 e 2008/

MP vence sem alterar reforma trabalhista. Venceu ontem a medida provisória que ajustava pontos da reforma trabalhista como o trabalho insalubre de grávidas e a quarentena do trabalhador intermitente. Agora, o governo estuda como fazer eventuais mudanças na lei. Se não houver definição, casos terão de ser definidos na Justiça do Trabalho/

Foto-legenda: Dilma barrada. A ex-presidente Dilma Rousseff e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foram barradas ao tentar visitar o ex-presidente Lula na prisão em Curitiba. Em carta, ele afirma que o PT pode ‘ficar à vontade para tomar qualquer decisão’ sobre a eleição/

Suicídios assustam pais e geram reflexão em escolas. A morte de dois alunos do ensino médio de um colégio na zona sul de SP em pouco mais de dez dias tomou as redes sociais, assustou pais e estudantes e levou a escola a realizar rodas de conversa com as turmas para discutir o assunto. Outros dois casos, em duas instituições diferentes, também acenderam o alerta em educadores. Para especialistas, falar sobre suicídio ajuda a acolher e identificar jovens vulneráveis. Dados do Ministério da Saúde mostram que casos na faixa etária entre 15 e 19 anos vêm crescendo, e o suicídio já é a segunda causa de morte no mundo/

Eleito no Paraguai terá de fazer aliança. O partido Colorado perdeu duas cadeiras no Senado e, com isso, o conservador Mario Abdo Benítez terá de negociar aliança com a oposição para implementar seu programa nacionalista/

Eliane Cantanhêde: Suspeita-se que decisão do STF sobre Demóstenes Torres possa abrir caminho para outros políticos que estejam inelegíveis/

Ana Carla Abrão: Sem o projeto de lei que fará acontecer o cadastro positivo, estaremos reafirmando nossa opção pelo atraso/

Editorial1: O nó do funcionalismo. Reavaliação do papel do Estado inclui discutir o tamanho e a remuneração do corpo de funcionários públicos e questionar a necessidade de constituir estatais/

Editorial2: As agências ainda ameaçadas. Elas são alvo de políticos interessados em ampliar sua influência no aparelho estatal/

Editorial3: Inclusão para o crescimento. Igualdade e inclusão são hoje tópicos importantes na cartilha de crescimento e de segurança econômica do Fundo Monetário Internacional (FMI). Não se trata de um surto de moralidade ou de conversão ideológica, mas simplesmente de uma exigência técnica ou prática. Não adianta condenar o protecionismo quando parte importante dos trabalhadores fica fora dos ganhos da globalização e da modernização.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Foro especial beneficia mais de 58 mil no país. Em cargos federais, 6.181 autoridades têm tratamento diferenciado na Justiça. A legislação brasileira garante a prerrogativa de foro especial a pelo menos 58.660 pessoas, aponta levantamento feito pela Folha. Autoridades que ocupam mais de 40 tipos de cargos na administração pública têm, atualmente, direito a tratamento diferenciado na Justiça. Ações que as envolvem são enviadas diretamente a instâncias superiores. Sob responsabilidade do STF, ficam, por exemplo, o presidente e membros do Congresso. Governadores e desembargadores têm seus processos levados diretamente ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Alguns estados estendem o tratamento a comandantes de polícia e bombeiros, titulares de empresas públicas e vereadores. São Paulo é o que possui o maior número de pessoas com foro (7.231), seguido pela Bahia (6.852). São 6.181 os ocupantes de cargos federais beneficiados. A restrição do foro está sendo discutida no Supremo e na Câmara. No STF, a análise da ação que limita o alcance da prerrogativa para deputados federais e senadores deve ser concluída em 2 de maio. Oito dos 11 ministros já votaram favoravelmente à restrição/

Falta de recursos faz o BNDES vender mais e comprar menos. Diante da falta de recursos do Tesouro, o BNDES passou a vender participações em empresas — e comprar menos ações no mercado. Desde 2015, os desinvestimentos do banco somam R$ 20,5 bilhões. Os investimentos de 2015 a 2017 foram de R$2,8 bilhões/

Inquérito contra Alckmin pode ser usado na Lava Jato. O inquérito contra o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), enviado à Justiça Eleitoral, ainda pode subsidiar investigações da Lava Jato, caso haja indícios de crimes, diz Thiago Lacerda Nobre, procurador à frente da força-tarefa paulista da operação/

Painel: Expulsão de tucanos que apoiam rival de Doria divide PSDB e fragiliza Alckmin. Tiro pela culatra A tentativa do presidente do PSDB de SP de enquadrar aliados para evitar defecções à candidatura de João Doria ao governo do estado surtiu efeito contrário. Ao expulsar quadros históricos da sigla que se alinharam a Márcio França (PSB), rival do tucano na disputa, Pedro Tobias criou desconforto generalizado. As críticas não respingaram apenas em Doria, mas também em Geraldo Alckmin. O presidenciável paulista foi acusado de ser incapaz de controlar sua própria turma/

Após prisão de Lula, PT ainda é o partido preferido do eleitor, diz Datafolha. Por outro lado, 62% dos entrevistados não possuem simpatia por nenhuma sigla/

Ciro e Haddad se reúnem e falam sobre frente de centro-esquerda. Manuela defende fim da prisão após 2ª instância e mais Estado na economia/

Plano de Alckmin dá auxílio-transporte médio de R$ 3.700 e dispensa nota/

Renan Calheiros organiza dissidência no MDB para minar candidatura Temer/

Mercado Aberto: Desemprego trava avanço de novidade da reforma na CLT. Introduzido pela reforma trabalhista, o pacto entre empregador e trabalhador demissionário permite pagamento de multa rescisória menor e saque de 80% do FGTS/

Para economista, pesquisa do Ipea tropeça em limites. Ernesto Martins Faria, especialista em educação, diz que estudo do Ipea que relaciona a inclusão de filosofia e sociologia no ensino médio à piora dos alunos em matemática é questionável. “Analisaram dados da base do Enem, que é problemática.”/

Seca inédita já dura seis anos e pode se tornar regra no sertão nordestino. Coqueiral na cidade de Sousa, na Paraíba; 2º capítulo da série ‘Crise do Clima’ mostra que cresceu o consenso de que o aquecimento global contribui para estiagem no sertão/

Bruno Boghossian: Com retomada desigual, mapa eleitoral pode ficar rachado. Desconfiança com economia se mantém no Nordeste e alimenta eleitorado lulista/

Joel Pinheiro da Fonseca. Os liberais na universidade. Movimentos estudantis dominantes hoje adquiriram caráter antidemocrático e censório/

Nabil Bonduki. Solitária ‘chic’ de Lula fere a resolução da ONU sobre o encarceramento. Regime prisional tem o claro objetivo de barrar o contato do ex-presidente com o mundo externo/

Marcus André Melo: É a agenda, estúpido! O STF e o ativismo processual. A existência de duas arenas decisórias no Supremo potencializa o ativismo processual e a maioria fabricada/

Editorial: Combate ao crime. Mais que de medidas bombásticas, segurança pública precisa de integração e eficiência das polícias/

Editorial2: Velho e novo no Paraguai. Relativamente jovem, Abdo representa uma estrutura de poder estabelecida há décadas.

 

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Novo ciclo do petróleo pode gerar receitas de R$ 56 bi. A alta de 42% no preço do barril de petróleo nos últimos 12 meses e a reorganização do setor, provocada pelo fim da exclusividade da Petrobras como operadora da camada pré-sal, estão estimulando um novo ciclo de investimento no país, desta vez com participação relevante de empresas privadas/

Fachin envia recurso de Lula à 2ª Turma. O ministro Edson Fachim, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, liberou para julgamento na 2ª Turma recurso do ex-presidente Lula contra a execução de sua prisão/

Juro e spread caem pouco e seguram retomada. A queda dos spreads e dos juros bancários aquém do esperado é, na opinião de especialistas, uma das razões para o fraco desempenho da economia brasileira nos primeiros meses do ano/

Kroton, líder de ponta a ponta. Ao adquirir o controle da Somos Educação, por R$ 6,2 bilhões, a Kroton vai liderar o mercado brasileiro de educação de ponta a ponta, desde a infantil até a superior. A união das duas criará uma empresa com receita de R$ 7,5 bilhões e valor de mercado de R$ 29 bilhões, considerada a cotação de ontem/

Lucro dos bancos deve crescer 8,5%. Com a expectativa de retomada mais consistente do crédito e calotes em queda, os grandes bancos devem manter a rotina e registrar mais um trimestre de lucros em alta/

Tributaristas defendem benefício na 2ª instância. O entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a execução de pena após condenação em segunda instância pode ter consequências na área tributária. Especialistas estudam a possibilidade de o contribuinte usar créditos tributários para o pagamento de impostos após vitória em tribunal estadual ou federal/

Violência impede reforma na Nicarágua. Os EUA retiraram seus diplomatas da Nicarágua ontem, após dias de protestos violentos contra a reforma da previdência proposta pelo governo do líder político esquerdista Daniel Ortega/

Aquisição cria tele gigante na Europa. Uma fusão gigantesca para criar uma “campeã” europeia está no forno. A Vodafone negocia a compra das redes a cabo da Liberty Global na Alemanha e no Leste Europeu. A transação, que deve atingir € 16,5 bilhões, está em fase final e pode ser anunciada nas próximas duas semanas/

A ajuda da economia capenga. A atividade econômica cresce menos nas regiões onde há mais voto/

Com recuo de 5,4% na região Sul, PIB do agronegócio deve crescer só 0,7% no ano. O setor deve gerar menos riquezas nos três Estados da região Sul: Paraná (-3,5%), Santa Catarina (-2%) e Rio Grande do Sul (-6,6%)/

“Não queremos o BNDES fornecendo crédito barato”, diz Guardia em NY. Para o ministro da Fazenda, “desenvolver o mercado de capitais é o papel-chave do BNDES daqui para frente”/

Ruralistas derrubam presidente da Funai, mas PSC mantém a vaga. Novo presidente da autarquia será Wallace Moreira Bastos, desconhecido de indigenistas e da bancada do agronegócio/

STF libera julgamento de primeira ação da Lava-Jato. Réu a ser julgado, com decisão de condenação ou absolvição, será o deputado Nelson Meurer/

Desconsideração da personalidade jurídica vai a voto. Proposta, que será submetida ao Senado, foi aprovada pelos deputados em 2014. Projeto de lei para alterar a desconsideração da personalidade jurídica, instrumento que permite responsabilizar sócios, membros ou administradores de empresas com seu patrimônio pessoal por fraudes cometidas pela companhia, tem alta chance de virar lei nos próximos 180 dias, segundo levantamento do Estudos Legislativos e Análise Política do Centro/

Aliados pressionam Trump a manter acordo com o Irã. Presidente deu prazo até 12 de maio para que os termos do acordo sejam renegociados, senão ele ameaça deixar a iniciativa. Presidente da França, que está em Washington, disse que não há um “plano B”/

Nicarágua retira reforma da Previdência, mas onda de protestos continua. Governo do presidente Daniel Ortega tenta conter manifestações no país, que começaram na semana passada contra proposta de elevar contribuição previdenciária e reduzir benefícios/

Editorial: Elevação das commodities põe expectativas em xeque. Há várias dúvidas a respeito da manutenção da tendência das commodities. Muitas delas são difíceis de se prever uma vez que dependem de fatores geopolíticos.

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