Política e economia são os destaques do noticiário

Primeira Hora – Anexo 6

“STF resiste a propostas de Bolsonaro sobre prisões”, comenta O Globo. “1/3 do Congresso eleito responde a processos na Justiça”, revela o Estadão. “Banqueiros pedem união para que país possa ‘virar a página’”, informa a Folha. “Empresários propõem pasta única para capital e trabalho”, diz o Valor Econômico.

Sinopse de segunda–feira, 05.11.2018

Edição: Sérgio Botêlho

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*Manchete e destaques do jornal O Globo*: STF resiste a propostas de Bolsonaro sobre prisões. Supremo já barrou fim da progressão de penas e da audiência de custódia. O discurso de campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre prisões sugere mudanças que não têm respaldo em decisões já tomadas pelo STF. Ele disse que não há problema de vaga em presídios, basta colocar “um em cima do outro”. A Corte, no entanto, decidiu que presos em cadeias superlotadas merecem indenização.

Presidente diz querer ser um ‘pacificador’. Presidente eleito chora durante cerimônia em igreja evangélica e diz que venceu porque ‘Deus decidiu’.

Transição começa hoje, com nomeação de Onyx Lorenzoni. Futuro chefe da Casa Civil será ministro extraordinário do gabinete do presidente eleito; outros nomes ainda estão sendo analisados.

Grupo aconselha nomeação rápida para o Itamaraty. Grupo moderado ligado a Bolsonaro acredita que anúncio do escolhido pelo presidente reduzirá impasses em política externa com potencial de prejudicar a economia. Lista de candidatos tem diplomatas de carreira.

Fernando Gabeira: Nova dimensão da ética diz respeito às futuras gerações. Temos um ponto em comum, que é a luta contra a corrupção. Vamos ter de conversar com os eleitores de Bolsonaro, sobre a nova dimensão da ética: a que diz respeito às futuras gerações. Não porque eu tema que o planeta acabe, isso não acontecerá. Temo pela vida humana, que pode tornar-se inviável, ser expelida do organismo terrestre. Assim como Trump, Bolsonaro tende ao ceticismo em relação ao aquecimento global. Acham que o tema foi muito ideologizado. Parcialmente, aceito o argumento. Mas a proposta que solucionaria este problema é usar a ciência como mediação do debate.

Demétrio Magnoli: O mapa eleitoral de 2018 é um farol virado para trás. O mapa eleitoral do segundo turno reproduz, em cores ainda mais nítidas, a polaridade regional de 2014. Bolsonaro triunfou, quase sempre por largas margens, no Centro-Sul e nas suas extensões amazônicas. O PT venceu, avassaladoramente, no Nordeste e na Amazônia “tradicional”.

Fernanda Young: É relativo. Assustados com os seus “pecados”, necessitam de uma entidade que puna os que são piores que você, mas possa perdoar suas imperfeições. Confundidos, carentes, mal-informados, creem na salvação vinda de um profeta — se esse profeta for soldado, armado para defendê-los de todos seus receios, melhor ainda. Essa é a nação enrustida que está saindo do armário. Mas podia ser pior.

Após eleições, analistas veem chance na Bolsa. Especialistas ressaltam, porém, que é preciso ter um horizonte de longo prazo e diversificar os papéis.

A cerca anti-imigração de Trump no Texas. Caravana da América Central ainda está longe de seu destino. Moradores do estado se mobilizam para ajudar pessoas que chegarem à fronteira.

Setor de petróleo deve abrir 116 mil vagas. Em retomada, setor de petróleo volta a contratar.

Primeiro dia do Enem debate controle de dados. Manipulação e controle de dados na internet são tema da redação.

Democratas à frente na disputa para governador. Voto em 36 estados pode apontar futuro dos EUA. Flórida. O democrata Andrew Gillum pode ser o primeiro negro a governar um dos estados de maior peso eleitoral. Candidatos do Partido Democrata são os favoritos em 24 dos 36 estados americanos que elegerão governador amanhã. Essas eleições terão influência na disputa presidencial de 2020, pois caberá aos governadores definir o novo mapa eleitoral dos EUA.

A 500 metros da casa de Bolsonaro, hotel cinco estrelas na Barra se torna “QG do poder”.

Professores elogiam tema da redação deste ano e não veem viés político. Prova pediu ao candidato para escrever sobre a “manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”.

Procuradores defendem lista tríplice e criticam ‘intolerância’. Associação divulga carta aberta; texto não cita nominalmente Bolsonaro.

Governador eleito de MG quer cortar secretarias e cargos.

Liberais: a direita que não votou no ex-capitão do Exército.

Haddad avalia ser presidente do PT para liderar oposição.

Paulo Guedes se cerca de nomes fora do eixo Rio-São Paulo.

Comunicação sem filtro de Trump pode ser replicada no Brasil.

Editorial1: Eleição testa pesos e contrapesos da democracia. Mecanismo de equilíbrio do regime demonstra seu funcionamento no pleito.

Editorial2: ‘Ilhas do tráfico’ na Baía refletem necessidade de ações integradas. Até embarcações oficiais evitam navegar por lugares que estão sob controle de traficantes de drogas.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: 1/3 do Congresso eleito responde a processos na Justiça. No total, 160 deputados e 38 senadores são alvo de 540 acusações de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, improbidade administrativa e assédio sexual. Levantamento feito pelo Estado mostra que um terço do Congresso eleito é acusado de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, assédio sexual e estelionato ou é réu em ações por improbidade administrativa com dano ao erário ou enriquecimento ilícito. No total, são 160 deputados e 38 senadores. Os casos tramitam nos Tribunais de Justiça dos Estados, na Justiça Federal, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Entre os alvos estão nomes como os atuais senadores e deputados eleitos Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Aécio Neves (PSDBMG). Além de petistas e tucanos, há ainda integrantes do PSL, o partido de Jair Bolsonaro, e de outras 21 legendas – apenas seis partidos não elegeram pessoas investigadas ou acusadas na Justiça. Ao todo, os parlamentares respondem a 540 acusações. As mais comuns são lavagem de dinheiro, corrupção e crime eleitoral.

Deputados devem R$ 158,4 mi à União. Levantamento feito na Procuradoria-Geral da Fazenda mostra que dos 513 deputados eleitos para a próxima legislatura, 96 deles – ou suas empresas – devem juntos pelo menos R$ 158,4 milhões em tributos à União.

Estados em crise podem deixar 1,5 milhão de servidores sem o 13º. Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte ainda não têm verba em caixa para pagar o 13.º salário do funcionalismo. Assim, pelo terceiro ano consecutivo, ao menos 1,5 milhão de servidores podem ficar sem receber a remuneração. A situação mais grave é a do Rio Grande do Norte, que ainda não pagou o 13.º de 2017 para quem ganha acima de R$ 5 mil. Os demais servidores receberam em parcelas. Os outros três Estados também fizeram algum tipo de parcelamento para pagar esse salário. Segundo o economista Raul Velloso, os governadores que não pagarem o 13.º neste ano e não deixarem dinheiro em caixa para quitar o compromisso poderão ser enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Bolsonaro terá esquema inédito de segurança. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e sua família devem ter um esquema de segurança reforçado e mais severo do que qualquer outro ocupante do Palácio do Planalto já teve, segundo o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen. Além do atentado sofrido durante a campanha, a inteligência do governo tem identificado frequentes ameaças a Bolsonaro, disse Etchegoyen.

Manipulação na web é tema da Redação do Enem. Horas antes do início do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o governo foi às redes sociais desmentir notícia falsa sobre o cancelamento do exame, que havia se espalhado rapidamente na web. A questão é tão séria que o tema da Redação deste ano foi “a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. As provas de Linguagens e Ciências Humanas mantiveram o foco em direitos humanos.

Coluna do Estadão: Ala do PSDB quer apoio a Bolsonaro contra PT. …calculam que há mais votos no PSDB favoráveis a declarar apoio a Bolsonaro do que optar pela oposição. O grupo justifica que o partido precisa avalizar um projeto que não permita a volta do PT ao poder. A ala pró-Bolsonaro se reúne em torno de João Dória.

Doria herda obras sob investigação em SP.

Cida Damasco: Não convém transmitir mensagens contraditórias. O quadro econômico está à vista de todos, exigindo soluções certeiras.

Editorial1: Cada vez mais urgente. A falta de uma linha de crédito especial para pagamento de precatórios agrava a crise financeira dos Estados

Editorial2: Buraco no caminho do eleito. O desajuste das contas públicas é basicamente um problema federal, embora alguns Estados estejam em situação muito precária

Editorial3: Cuidado com as dez medidas. O Congresso não deve ter receio de fazer mudanças para aprimorar os projetos anticorrupção, tolhendo os abusos.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Banqueiros pedem união para que país possa ‘virar a página’. Para sócios do Itaú Unibanco, polarização afeta crescimento e deve ser combatida por novo governo.

Câmara terá mais militares e líderes religiosos. Com alto índice de renovação política nas eleições, a próxima Câmara dos Deputados terá aumento da representação de militares e líderes evangélicos, enquanto professores e médicos terão participação menor. A guinada conservadora também vai reforçar a atuação das bancadas temáticas conhecidas como “boi, bala e Bíblia” (pautadas por interesses do agronegócio, da segurança pública e de denominações cristãs). Dos 513 parlamentares que assumem o cargo em fevereiro, os maiores contingentes são de empresários e administradores de empresas (135) e advogados (102), perfil semelhante ao registrado no atual mandato. Professores, hoje a terceira maior bancada da Casa, com 75 membros, serão 47. Médicos vão de 44 para 36. Já líderes evangélicos saltam de 11 para 19, e a b ancada de militares, policiais e delegados passa de 19 para 28.

Expectativa positiva leva empresas a lançar ações. Diante da valorização da Bolsa e da expectativa de mais crescimento e reformas em 2019 com o governo Jair Bolsonaro (PSL), ao menos 30 empresas planejam lançar ações no mercado pela primeira vez. Outras avaliarão o apetite de investidores para fazer o mesmo. Na quinta (i°), o Ibovespa bateu recorde histórico.

Leandro Colon: A Casa Civil de Bolsonaro. Pasta é bem maior que biografia de Onyx Lorenzoni. Deputado terá de surpreender no cargo.

É melhor já ir casando. Casais gays fazem corrida a cartórios para antecipar casamento antes da posse de Bolsonaro.

Painel: Para se associar a Moro, parlamentares articulam frente anticorrupção. Após Sergio Moro aceitar o comando do Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro, parlamentares começaram a articular uma frente no Congresso em apoio ao pacote anticorrupção que o juiz pretende adotar como marca de sua gestão. A ideia é que o grupo, formado por senadores e deputados que se elegeram com a bandeira do combate à corrupção, seja a base de sustentação de medidas que ele propuser ao Legislativo. Detalhe: a proposta tem o aval de integrantes da oposição.

Doria enfrenta pendências jurídicas em razão de campanha acirrada. Eleito sofre ação sobre abuso de poder econômico e pode ser investigado por disparo de mensagens.

Oposição tenta se reinventar para travar pauta conservadora. Com 150 deputados eleitos, partidos de esquerda buscam pautas comuns, mas já há rachaduras entre eles.

Governadores tomarão posse com receita disponível igual à de 2014. Eleitos encontrarão estados empobrecidos e com mais demandas de serviços pela população.

Uso de dados na internet vira tema de redação no Enem. Com foco em humanas, a primeira etapa do Enem pediu redação sobre o uso de dados de usuários na internet. Candidatos chegaram com até três horas de antecedência.

Presidente eleito faz oração em igreja evangélica no Rio. No púlpito da Igreja Batista Atitude, na zona oeste do Rio, Jair Bolsonaro orou e atribuiu a vitória a Deus. Liderada por Josué Valandro Jr., a igreja é frequentada desde 2017 pela mulher de Bolsonaro, Michelle, que antes ia a cultos de Silas Malafaia. A troca se deu após o pastor ser indiciado pela PF.

Celso Rocha de Barros: Se silenciar sobre repressão, Moro trairá a imprensa. Sergio Moro sabe como as denúncias da mídia foram fundamentais para a Operação Mãos Limpas. Se silenciar sobre a onda repressiva bolsonarista, vai trair a imprensa livre.

Editorial1: Vaivém ambiental. Bolsonaro indica recuo na intenção de anexar pasta do Meio Ambiente à da Agricultura; o que importa é conciliar melhora da produção rural e preservação.

Editorial2: Empregos por lei. Ao estimular novos postos, governo deve saber que há vagas que se inscrevem na lógica econômica e há as que só se mantêm por exigência legal.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Empresários propõem pasta única para capital e trabalho

Dez entidades representantes do setor industrial levaram ao deputado Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, proposta para criação do Ministério da Produção, Trabalho e Comércio, que seria resultado da fusão do Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) com a pasta do Trabalho

Guedes quer atacar ‘desvios’ do Sistema S. As contas do “Sistema S” estão na mira do futuro ministro Paulo Guedes e podem se transformar em pivô de um atrito entre o novo governo e as entidades patronais. A ideia seria corrigir supostos “desvios de finalidade”. A avaliação, no entorno do presidente eleito, é de que há desperdício e falta transparência na gestão dos recursos. Patrocínios a eventos culturais também são alvo de críticas.

“Reforma de polícias é um desafio maior que corrupção”, diz Vilhena. A pauta anticorrupção não será o maior desafio para o juiz Sergio Moro no Ministério da Justiça, avalia Oscar Vilhena, professor da Escola de Direito da FGV. Pelo potencial de confronto com os apoiadores do presidente eleito, Jair Bolsonaro, a agenda da segurança pública e dos direitos humanos vai exigir muito mais do futuro ministro.

Crise global no caminho do novo governo. Durante seu mandato, o presidente eleito Jair Bolsonaro dificilmente escapará de enfrentar uma recessão mundial. A nova crise é uma questão de tempo e poderá ser difícil de combater por causa da exaustão de instrumentos como política monetária e estímulos fiscais e também em razão do menor espaço para cooperação internacional.

Eleição desta terça nos EUA terá impactos econômicos. Dos impostos ao comércio, as eleições legislativas de amanhã nos EUA terão impacto sobre várias questões que envolvem as empresas e a economia do país.

Riscos à frente. O Citi pode reduzir o ritmo de investimentos no Brasil se não houver reformas fiscais, disse Michael Corbat, seu executivo-chefe. Para ele, o país cresce pouco por causa da questão fiscal.

Mesquita já vê efeito positivo após eleição. A queda do dólar e a redução dos níveis de incerteza depois da eleição presidencial, com a vitória de Jair Bolsonaro (PSL), já estão tendo efeitos concretos para estimular a economia e poderão adiar o processo de alta dos juros pelo Banco Central, diz o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita

Parecer é contra renovação de ferrovia da Vale. Pareceres da Secretaria de Promoção e Defesa da Concorrência do Ministério da Fazenda sugerem que não sejam feitas renovações antecipadas das concessões de duas ferrovias operadas pela Vale: Carajás e Vitória-Minas

Coca-Cola lança a garrafa ‘universal’. A partir de um projeto iniciado no Brasil, a Coca-Cola vai levar para mercados latino-americanos a garrafa “universal” – embalagem padrão retornável que pode ser utilizada para envasar diferentes marcas de refrigerante.

O papel do STF no bolsonarismo de coalizão. Presidente eleito rejeita princípios politicamente liberais e terá maioria para violá-los; papel do STF será fundamental.

Mourão ataca pregação ideológica nas escolas.

Joaquim Levy é sondado para BNDES.

PSDB junta os ‘cacos’ depois da eleição. Tucanos defendem autocrítica, mas divergências entre Alckmin e Doria devem ampliar divisão.

Eleição para o Congresso afeta do comércio à política fiscal dos EUA. O resultado das eleições desta terça-feira para o Congresso dos EUA poderá ter efeitos importantes para empresas e para a economia dos EUA. Se os republicanos perderem a atual maioria no Congresso, a agenda do governo Trump será prejudicada.

E agora, Jair? Considerando a visão ultra liberal de Guedes, seria de se esperar uma agenda mais agressiva de privatizações e concessões.

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